DEU NO X

HÉLIO CRISANTO - UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

OS REGIMES COMUNISTAS

No Camboja esse regime
Matou mais de um milhão
Sob a mira de um canhão
Pol pot ordenava o crime.
Não há história que estime
Essas chacinas brutais
Com suas armas letais
Matou mais que os nazistas
Os regimes comunistas
Foram atrozes demais

Em Cuba Fidel instala
A mais brutal ditadura
Com prisão, morte e tortura
A quem zombar sua fala.
Transformou cuba em senzala
Com discursos radicais
Mandou prender seus rivais
Assassinou os grevistas
Os regimes comunistas
Foram atrozes demais

Mao Tsé lá pela China
Ditador de grande porte
Criou os campos da morte
Para promover chacina.
Impôs a carnificina
Matou criança com gás
Aniquilou toda a paz
Com seus dotes satanistas
Os regimes comunistas
Foram atrozes demais

Massacres, perseguições
Na Rússia foi um calvário
Um poder totalitário
Manobrou as multidões.
Stalin com seus canhões
Foi genocida voraz
Um assassino mordaz
Comparsa dos bolchevistas
Os regimes comunistas
Foram atrozes demais

A Coréia decadente
Exibe um triste cenário
Um ditador sanguinário
Amedronta a sua gente.
Um insano prepotente
Com planos medievais
Ostenta os seus arsenais
Como se fosse conquistas
Os regimes comunistas
Foram atrozes demais

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

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DEU NO JORNAL

O QUE IMPORTA

Roberto Motta

O que importa

Ensino é responsabilidade da escola, mas educação é responsabilidade dos pais – da família. Ensino é a transmissão de conhecimento sobre disciplinas como matemática, português, geografia e química. Educação é a transmissão de valores e comportamentos – aquilo que o sociólogo holandês Geert Hofstede chama de cultura. Segundo Hofstede, a transmissão do núcleo essencial da cultura é feita nos primeiros cinco anos de vida.

Ensino e educação são coisas diferentes. Mas o termo educação é usado frequentemente em discussões nas quais o termo correto seria ensino. Por exemplo, quando discutimos a qualidade e a eficiência das escolas, sejam públicas ou privadas, estamos falando de ensino, não de educação.

O ensino moderno pode ser analisado sob vários aspectos. Críticos dizem que sua qualidade vem caindo. Na década de 1970, muitas escolas públicas no Rio de Janeiro eram consideradas centros de excelência. Hoje parece não existir mais nenhuma escola pública que seja considerada realmente boa. Há quem diga que um processo similar de degradação aconteceu com as escolas particulares. Já vi evidências que sustentam essa afirmação.

Outra questão tem a ver com os objetivos e o formato do sistema de ensino tradicional que, segundo muitos críticos, viola o processo natural de aprendizado. O sistema mantém crianças e jovens sentados em salas, por horas a fio, ouvindo a repetição de informações, geralmente apresentadas em formato pouco atraente e de maneira desconexa, em fragmentos, como se o conhecimento consistisse de pedaços sem nenhuma ligação entre si.

Quando o aluno aprende uma fórmula de física, por exemplo, aquela descoberta importante não é colocada em contexto, não se fala da vida da pessoa que fez a descoberta, não se apresenta o panorama histórico e nem se procura relacionar a fórmula que o aluno está aprendendo com todo resto do conhecimento. A ênfase está em decorar a fórmula, saber aplicá-la, responder corretamente às perguntas da prova e passar de ano. E depois esquecer aquela fórmula completamente.

A maior parte do que aprendemos na escola será esquecido. Por isso muitos críticos, como o americano John Gatto, que escreveu o livro Emburrecimento Programado, dizem que o sistema de ensino existente na maioria dos países não foi projetado para desenvolver o potencial natural do ser humano. Esse sistema foi desenhado, segundo esses críticos, para satisfazer a necessidade de um modelo econômico que não precisa de pessoas autossuficientes, criativas e independentes, mas apenas de indivíduos com um treinamento mínimo que os capacite a realizar tarefas repetitivas, que não requerem muita imaginação ou inteligência. Esse sistema também atende a outra necessidade, imposta pelo fato de que, na maioria das famílias, pai e mãe trabalham fora de casa: esses trabalhadores precisam de um lugar para deixar os filhos. As escolas funcionam também como um depósito de crianças.

Na maioria das famílias, os pais não têm mais tempo para acompanhar o ensino que suas crianças recebem na escola. Muitas vezes também falta interesse. Essa falta de interesse é estimulada pela percepção de que a responsabilidade pelo ensino é exclusiva da escola, e que há pouco que os pais possam fazer.

Crianças não têm como avaliar a adequação do ensino que recebem. A resposta que elas dão a um ensino inadequado é desinteresse, tédio e baixo desempenho. É preciso o olhar crítico de um adulto interessado e bem-informado para avaliar o método e o conteúdo do ensino.

Minha própria experiência como aluno, minhas reflexões sobre a relação entre aprendizado escolar e evolução pessoal e profissional, e minhas observações sobre as atividades escolares dos meus filhos já tinham me levado a concluir que a maior parte do tempo que gastamos na escola é desperdiçado. Consumimos anos aprendendo coisas absolutamente inúteis enquanto habilidades e conhecimentos essenciais para uma vida rica, segura e próspera são ignoradas pelo currículo escolar. Também me dei conta do pouco tempo que nós, pais, investimos em acompanhar o progresso intelectual, cultural e moral dos nossos filhos. E aí, quando menos esperamos, temos uma surpresa.

A infiltração da ideologia de esquerda nos sistemas de ensino público e privado é um fenômeno reconhecido há bastante tempo nos Estados Unidos, Brasil e na maioria dos países ocidentais. A esquerda atingiu a hegemonia na mídia, na cultura, no entretenimento e até no mundo corporativo (via a chamada agenda ESG). Nos sistemas de ensino, a influência esquerdista vai do nível fundamental ao pós-doutorado.

Não faz muito tempo eu conversava com um amigo que me contou da decepção que ele e sua mulher sentiram ao descobrir que o filho mais velho votara em um candidato da extrema-esquerda. Ele chorou quando entendeu o que havia acontecido com o filho. Meu amigo me perguntou: de que adianta educar nossos filhos através do exemplo e de algumas conversas, durante o pouco tempo de convivência que temos com eles, se diariamente eles estão sentados em uma sala de aula ouvindo todos os professores – ou doutrinadores – repetindo as mesmas mentiras e as mesmas coisas erradas, estimulando neles revolta vazia e amargura? Eu não soube responder.

Esse é o melhor mundo que a humanidade já teve. Nunca na história tantas pessoas viveram tão bem. Mas a maioria das crianças e jovens aprende na escola que esse é um mundo sujo, injusto e preconceituoso, construído em cima do sangue de inocentes e da aniquilação da natureza. Ao invés de entenderem a gigantesca e maravilhosa civilização da qual somos herdeiros, e de serem preparados para desfrutá-la e avançá-la, e para levar uma vida produtiva e independente, nossas crianças são empurradas para um caminho de dependência, frustração emocional e rancor.

Aqui seria o momento de falar de homeschooling, o ensino em casa. Alguns pais descobriram aí um caminho melhor. Mas essa não é uma solução para todo mundo. Nem todos têm a disposição e o preparo para ensinar seus filhos em casa. Essa é uma responsabilidade enorme e uma escolha disponível para poucos. A maioria dos pais precisa trabalhar e deixar os filhos em algum lugar seguro enquanto estão trabalhando.

Todos os pais precisam ter consciência do seu papel na vida intelectual, cultural e moral dos filhos. É um papel insubstituível. Cada pai e cada mãe terá que achar um caminho para cumprir essa missão, na medida das suas possibilidades.

Se você é pai ou mãe, não há nada na sua vida mais importante que seus filhos. Você é responsável por sustentá-los, alimentá-los, criá-los e educá-los. Essa responsabilidade é toda sua. Ela não é da escola e nem do Estado.

Se você delegar essa responsabilidade, pode acontecer com você o mesmo que aconteceu com meu amigo: você pode, um dia, descobrir que aquele jovem que viveu a vida inteira com você se transformou em um desconhecido.

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ALEXANDRE GARCIA

FILHO DE LULA ABRIU UMA CAIXA DE PANDORA SOBRE JANJA

Notícia sobre a primeira-dama Janja - Rosângela da Silva

O filho do presidente da República, Luís Cláudio, esteve com ele numa viagem a Cuba. A viagem foi em 15 de setembro do ano passado. O que ele postou de lá para a então mulher dele sobre a primeira dama Janja está se derramando nas redes sociais. Dois adjetivos bem pesados.

Depois, pessoas citaram um episódio de um apartamento em Curitiba, e aí acrescentam histórias de Florianópolis também. Eu sabia de histórias de esquadrão precursor do gabinete da Presidência da República no mandato anterior de Lula, no Rio de Janeiro. Enfim, parece que o Luiz Cláudio, filho de Lula, abriu uma caixa de Pandora sobre Janja. É uma coisa que tem efeito político, porque afinal se trata da primeira-dama. Muita gente no PT reclama que ela está se metendo muito nas questões políticas.

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Estado não usa brinco, nem colar

Falando em primeira-dama, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro entrou no Supremo para que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, dê subsídios para confirmar uma afirmação dizendo que Michele roubou joias, no caso, um par de brincos e um colar. Algo absolutamente pessoal, personalíssimo.

O Estado brasileiro não usa brinco nem colar, assim como não usa caneta, relógio e anel. Tudo isso é personalíssimo e passou por todos os regulamentos. Mas aí tem aquela velha história que todo mundo sabe, que tem o apoio da mídia domesticada: “ah, porque Bolsonaro fez isso”. Vira um cartão de vacina, uma bobagem qualquer, passou perto da baleia, vira algo gravíssimo. Não ganhou triplex, não ganhou sítio, não foi intermediário de propinas gigantescas de empreiteiras, mas como ele não fez, tem que descobrir alguma coisa.

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A “pescaria” contra Filipe Martins

No caso de Filipe Martins, que está preso há cinco meses, foi informado ao Supremo que o registro do celular dele mostra que viajou de Brasília para Curitiba, de Curitiba para Ponta Grossa, onde depois ele foi preso por ter ido para os Estados Unidos. Se tivesse ido, ele já tinha voltado, então ele não estava fugindo de nada.

A Polícia Federal passou cinco meses tentando abrir o celular e não conseguiu. Ou seja, ficou jogando a rede da pescaria, a Fishing Expedition, ficou jogando, jogando, não apareceu nenhum peixe na rede. Isso é o que está se fazendo. Uma, para ver se ele entrega alguém. E outra, para ver se tem alguma coisa, já que não tem indício de nada.

No editorial do Wall Street Journal estava escrito que os democratas têm que parar de dizer que o outro lado é um perigo para a democracia, porque não é. Inventa-se um perigo para a democracia para ter alguma justificativa em que se apegar, quando foi muito ao contrário. Não houve nenhuma agressão de Jair Bolsonaro, por exemplo, na Constituição. Falava sempre de ficar nas quatro linhas.

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Taxação das grandes fortunas é justiça social?

Houve a reunião desta semana no Rio de Janeiro com os ministros da Fazenda e presidente do Banco Central dos 20 países, mais a União Europeia e África do Sul. E aí, surpresa: o ministro Haddad vai defender a taxação das grandes fortunas em nome da justiça social. Como assim? Que justiça é essa? Você trabalhou muito, foi inteligente, foi empreendedor, teve iniciativa, descobriu novas formas de conquistar o consumidor, ganhou muito dinheiro, ficou bilionário e deu emprego para muita gente, movimentou muita economia, fez um movimento de crescimento geométrico do pagamento de impostos, mas tem que ser punido por isso. Vamos taxá-lo.

Não é inteligente isso. É um meio de vingança, talvez seja inveja. Isso é injustiça social. O que é também injustiça social? É quando o Estado taxa muito, mas não presta os serviços correspondentes ao tamanho da taxação. Para se autossustentar, porque fica cada vez mais inchado e aí não presta bom serviço, muitas vezes devido à sua própria incompetência.

O ministro disse que ficou dois meses só em aula de economia, mas deve ter aprendido a curva de Laffer, segundo a qual quanto mais imposto, lá pelas tantas chega num ápice em que cai a atividade econômica. Desestimula investimento, emprego e o pagamento de impostos.