Tão plena em sua brancura Tendo o vento como açoite Ontem a dama-da-noite Abrolhou com formosura Encantamento em fartura Exibiu na ocasião Vem provocando paixão E realmente me apraz Tão bonita, mas fugaz Essa Dama em explosão.
Lula fez um dos papéis mais ridículos da diplomacia brasileira. Como um intruso, Lula foi deslocado para o canto da foto. E ainda ficou parecendo um abestado gesticulando, enquanto os demais líderes faziam pose para a foto. Isso mostra a demência de Lula em grau elevado. pic.twitter.com/GLvbfO3a8a
O Brasil vive um processo preocupante e cada vez mais evidente de desindustrialização. Enquanto o governo insiste em discursos sobre crescimento, inclusão social e crescimento econômico, o noticiário aponta para uma realidade bem mais sombria: cada vez mais empresas brasileiras têm migrado suas operações para o Paraguai, em uma busca desesperada por custos menores, regras mais simples e menos burocracia. Não se trata de uma migração ideológica, mas de uma decisão de sobrevivência econômica, diante de um ambiente local cada vez mais hostil para o setor produtivo.
Diversas marcas de peso já aderiram ao movimento. Na área têxtil, gigantes como Riachuelo, Lupo, Fiasul e Karsten transferiram parte de suas operações. Na indústria e metalurgia, Ambev, Tramontina e Marcopolo adotaram estratégia similar. JBS, BRF, Kidy e Oxygroup também estão entre as companhias que já buscaram no Paraguai um ambiente mais favorável para a produção.
O principal atrativo do Paraguai é a chamada Lei de Maquila. Ela simplifica brutalmente o ambiente tributário para indústrias exportadoras: permite importar máquinas e insumos sem impostos, cria um imposto único de cerca de 1% sobre o valor da exportação e concede isenção de Imposto de Renda em determinadas condições.
Enquanto o Paraguai oferece um modelo enxuto e transparente, o Brasil vive sob um sistema tributário fragmentado e cumulativo, com ICMS, IPI, PIS, Cofins, ISS, contribuições previdenciárias e uma infinidade de obrigações acessórias, que transformam qualquer atividade produtiva num campo minado fiscal. É um labirinto que sufoca quem produz, uma selva onde o empreendedor passa mais tempo interpretando regras instáveis do que investindo em inovação e expansão.
Grandes empresas são obrigadas a manter departamentos inteiros para compliance fiscal, enfrentando o risco constante de interpretações divergentes e autuações demoradas. Por sua vez, muitas empresas pequenas e médias simplesmente não suportam o peso da burocracia e fecham as portas, empurrando a economia para o atraso.
Como se não bastasse a alta carga tributária, a insegurança jurídica é outro obstáculo à competitividade. A constante mudança de regras, as diferentes interpretações em cada estado, os julgamentos contraditórios e falta de transparência criaram um ambiente onde ninguém consegue planejar com segurança. Para o investidor, o que importa não é apenas o valor que se paga hoje, mas a certeza do que pagará amanhã, e sob quais condições. O Brasil falha miseravelmente nesse quesito, fazendo com que capitais nacionais e estrangeiros prefiram o Paraguai.
A situação se agrava com os custos trabalhistas. Não se trata de negar direitos que protegem milhões de trabalhadores, mas do descompasso entre esses custos e a produtividade praticada. No Brasil, o salário do empregado é apenas uma fração do custo real para o empregador, que arca com contribuições, encargos, benefícios e obrigações legais pesadíssimas. Isso reduz a competitividade da indústria, encarece a produção e atinge diretamente o mercado de trabalho, dificultando a geração de empregos formais.
Esse cenário vem criando um ciclo perverso: quando fábricas fecham ou migram para o Paraguai, levando empregos, arrecadação e desenvolvimento tecnológico, isso enfraquece as cadeias produtivas e reduz a base tributária – o que, por sua vez, faz crescer ainda mais a pressão para aumento de impostos, ou a necessidade de incentivos, aprofundando a crise.
O Paraguai, apesar de muito menor e menos desenvolvido, compreendeu que para atrair produção é preciso oferecer condições favoráveis concretas. A Lei de Maquila criou o ambiente de negócios que o Brasil insiste em não oferecer: simples, transparente e justo. O resultado é que as empresas podem focar no que realmente importa – produção e competitividade – e não na tentativa constante de driblar a burocracia e o sistema tributário. A lógica é pragmática e eficaz: quem oferece menos custos e mais previsibilidade atrai mais investimentos.
Esse tema deveria estar entre as preocupações do eleitor, que em breve decidirá quem governará a partir de 2027. Ele deve refletir se deseja um país que mantém uma carga tributária sufocante e regulações opressivas ou um país que favorece a geração de empregos e um ambiente favorável ao empreendedorismo. Para o Brasil retomar o rumo do desenvolvimento e da justiça social, é imperativo acabar com o “dízimo” tributário que penaliza quem arrisca, inova e produz.
Petistas não têm compromisso com a verdade, mas Haddad podia pegar leve nas mentiras sobre a Argentina de Milei
Que petistas não têm qualquer compromisso com a verdade todos já sabem. Mas eles deveriam, ao menos, pegar leve nas mentiras, evitar exageros grotescos. Não foi o que fez Fernando Haddad. Em uma publicação no X, o ex-ministro de Lula resolveu culpar Javier Milei pelos problemas ainda existentes na Argentina, que sofreu por anos com gestões lulistas terríveis. Haddad escreveu:
A Argentina era, até dois anos atrás, a referência de uma certa camada da sociedade brasileira que via no Milei o homem corajoso da motosserra. Olha o que está acontecendo com a Argentina hoje. Não é coragem ferrar o mais pobre. Isso é covardia. E nem na aritmética funciona: você deprime o consumo e a economia para de crescer. Dá para preservar direitos, sobretudo da população mais vulnerável, crescer mais e ajustar as contas ao mesmo tempo. Sem prejudicar ninguém. O governo Lula está provando isso.
O governo Lula está provando, uma vez mais, que a gastança irresponsável e o populismo fiscal sobram elevado preço, especialmente dos mais pobres. Já a Argentina de Milei vai à contramão, mostrando que as reformas liberais funcionam. A economia do país, que estava em frangalhos quando o lulista Alberto Fernández saiu, voltou aos trilhos, e até a inflação está desacelerando bem.
A pobreza na Argentina despencou. Milei tomou posse com 41%, e no meio de 2025 já estava em 28,2%. Não é muito distante do Brasil, que ao fim de 2024 estava em 23%. A pobreza argentina atingiu com Milei o menor nível em sete anos. Haddad foi desmentido por vários leitores do X, mostrando que não é tão fácil assim enganar as pessoas com mentiras tão escancaradas. A Argentina, inclusive, teve novo upgrade da S&P, que elevou sua nota soberana para B-, citando justamente o ajuste fiscal e a melhora da liquidez.
A receita liberal de Milei é o oposto da política petista liderada por Haddad. O ex-ministro promoveu 28 aumentos de impostos, recebendo a alcunha de “Taxad” não por acaso. Deixou o ministério com um recorde de carga tributária e gastos públicos. A dúvida bruta do governo se aproxima de 100% do PIB, patamar insustentável para países emergentes. Cerca de R$ 200 bilhões de estímulos econômicos se deram fora do orçamento, ou seja, com “pedaladas fiscais”.
A economia argentina cresceu 4.4% no último ano, contra apenas 2.3% do Brasil. O governo registrou superávit primário pelo segundo ano seguido, enquanto o Brasil petista fechou o último ano com déficit de 60 bilhões de reais. A inflação da época lulista chegava a incríveis 30% ao mês, e com Milei ela foi para perto de 3%.
O Brasil está pagando IPCA + 8% ao ano de retorno aos investidores de títulos públicos, uma taxa de agiotagem, e isso se deve exatamente ao descaso com as contas públicas. Ou seja, Haddad mente que nem sente, mas só engana mesmo os trouxas que querem ser eternamente enganados pelo petismo. Qualquer um que sabe o básico de aritmética entende que o PT está destruindo a economia brasileira novamente, enquanto o liberal Milei está recolocando a economia argentina nos trilhos.
Costuma ser sempre assim: a esquerda destrói a economia, a direita chega para limpar as lambanças esquerdistas, e a esquerda, fingindo não ter nada com isso, denuncia a fase dura de ajustes como culpa da direita. É um ciclo conhecido, e felizmente cada vez mais gente percebe o truque.
Política de imigração dos EUA é questionada pela ONU
A Copa do Mundo continua sendo a maior reunião da humanidade. Nenhuma outra situação ou evento concentra tanto as atenções e expectativas ao redor do planeta num mesmo foco. Em primeiro lugar, isso é saudável – especialmente por se tratar de entretenimento esportivo (e não política ou guerra). Mas há também significativos efeitos colaterais.
O fato de os EUA, uma das três sedes da Copa, estarem sob a presidência de Donald Trump tem sido um dos fatores mais presentes na comunicação em torno do evento. Todos os críticos de plantão da atual política da Casa Branca para imigração tiveram (e continuam tendo) os holofotes da Copa para o seu discurso de contornos humanitários. Seria ótimo se o ser humano fosse de fato o centro das preocupações desses críticos.
A dúvida se são mesmo é evidente. O termo de comparação é a política migratória de Joe Biden, o antecessor de Trump. A “flexibilidade” fronteiriça com supostos propósitos inclusivos teve alguns resultados desastrosos. Os mais visíveis foram a entrada de criminosos no país – que acabaram vitimando seres humanos inocentes – e a distorção eleitoral com votos de imigrantes ilegais.
É claro que a reação do governo Trump a essa política foi para as manchetes com o sotaque de sempre. Se o atual presidente comenta que o descuido do antecessor permitiu a ocorrência de crimes violentos nos EUA, a “interpretação” imediata é de que Trump chama imigrantes de assassinos. Boa parte da imprensa chegou ao ponto de retirar a palavra “ilegais” das notícias sobre ações na área de imigração. É preciso investir no bordão “Trump xenófobo”.
A demagogia migratória é uma tragédia contemporânea, tanto na Europa quanto na América. Os aproveitadores de sempre criaram um ativo político que, no final das contas, na maioria das vezes não beneficia nem os cidadãos nativos, nem os próprios imigrantes. A ação da atual administração Trump tem sido essencialmente contrapor essa demagogia – o que hoje em dia é praticamente um ato de bravura, considerando-se as máquinas de perseguição a todos os que ousam se expressar de forma crítica sobre o tema.
Aí vem a ONU, em plena semana de abertura da Copa do Mundo, solicitar que os EUA “revejam” sua política de imigração durante a competição. Essa aparente bondade é um contrassenso intrínseco, sabendo-se o quanto eventos dessa dimensão se tornaram através da história oportunidade para atos políticos violentos e terrorismo. Ou seja: a ONU quis lacrar sob os holofotes da Copa.
“Espero sinceramente que repensem profundamente sobre as formas como as medidas de controle da imigração afetam os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente às vésperas da Copa do Mundo, sejam revistas políticas que, infelizmente, temos visto prevalecer, sobretudo nos Estados Unidos”, disse Volker Turk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Seria interessante saber o que o Sr. Volker pensa da ação de uma agência da ONU – denunciada pela administração Trump – que acobertava professores a serviço do grupo terrorista Hamas. Mais de uma centena de funcionários da agência para assistência a refugiados palestinos estavam envolvidos com o Hamas, muitos inclusive tendo participado do massacre de 7 de outubro de 2023. Será que a ONU não poderia “repensar” suas parcerias e colaborações obscuras com células de violência durante a Copa?
Aí um jogador de Gana cuja entrada foi aceita nos EUA acabou sendo barrado no Canadá. Ele tem um processo judicial em curso e pela lei canadense não pode entrar no país. Será que a ONU vai repetir para o Canadá o apelo enfático que fez aos Estados Unidos? Só no dia em que o Canadá for presidido por Donald Trump.