
Petistas não têm compromisso com a verdade, mas Haddad podia pegar leve nas mentiras sobre a Argentina de Milei
Que petistas não têm qualquer compromisso com a verdade todos já sabem. Mas eles deveriam, ao menos, pegar leve nas mentiras, evitar exageros grotescos. Não foi o que fez Fernando Haddad. Em uma publicação no X, o ex-ministro de Lula resolveu culpar Javier Milei pelos problemas ainda existentes na Argentina, que sofreu por anos com gestões lulistas terríveis. Haddad escreveu:
A Argentina era, até dois anos atrás, a referência de uma certa camada da sociedade brasileira que via no Milei o homem corajoso da motosserra. Olha o que está acontecendo com a Argentina hoje. Não é coragem ferrar o mais pobre. Isso é covardia. E nem na aritmética funciona: você deprime o consumo e a economia para de crescer. Dá para preservar direitos, sobretudo da população mais vulnerável, crescer mais e ajustar as contas ao mesmo tempo. Sem prejudicar ninguém. O governo Lula está provando isso.
O governo Lula está provando, uma vez mais, que a gastança irresponsável e o populismo fiscal sobram elevado preço, especialmente dos mais pobres. Já a Argentina de Milei vai à contramão, mostrando que as reformas liberais funcionam. A economia do país, que estava em frangalhos quando o lulista Alberto Fernández saiu, voltou aos trilhos, e até a inflação está desacelerando bem.
A pobreza na Argentina despencou. Milei tomou posse com 41%, e no meio de 2025 já estava em 28,2%. Não é muito distante do Brasil, que ao fim de 2024 estava em 23%. A pobreza argentina atingiu com Milei o menor nível em sete anos. Haddad foi desmentido por vários leitores do X, mostrando que não é tão fácil assim enganar as pessoas com mentiras tão escancaradas. A Argentina, inclusive, teve novo upgrade da S&P, que elevou sua nota soberana para B-, citando justamente o ajuste fiscal e a melhora da liquidez.
A receita liberal de Milei é o oposto da política petista liderada por Haddad. O ex-ministro promoveu 28 aumentos de impostos, recebendo a alcunha de “Taxad” não por acaso. Deixou o ministério com um recorde de carga tributária e gastos públicos. A dúvida bruta do governo se aproxima de 100% do PIB, patamar insustentável para países emergentes. Cerca de R$ 200 bilhões de estímulos econômicos se deram fora do orçamento, ou seja, com “pedaladas fiscais”.
A economia argentina cresceu 4.4% no último ano, contra apenas 2.3% do Brasil. O governo registrou superávit primário pelo segundo ano seguido, enquanto o Brasil petista fechou o último ano com déficit de 60 bilhões de reais. A inflação da época lulista chegava a incríveis 30% ao mês, e com Milei ela foi para perto de 3%.
O Brasil está pagando IPCA + 8% ao ano de retorno aos investidores de títulos públicos, uma taxa de agiotagem, e isso se deve exatamente ao descaso com as contas públicas. Ou seja, Haddad mente que nem sente, mas só engana mesmo os trouxas que querem ser eternamente enganados pelo petismo. Qualquer um que sabe o básico de aritmética entende que o PT está destruindo a economia brasileira novamente, enquanto o liberal Milei está recolocando a economia argentina nos trilhos.
Costuma ser sempre assim: a esquerda destrói a economia, a direita chega para limpar as lambanças esquerdistas, e a esquerda, fingindo não ter nada com isso, denuncia a fase dura de ajustes como culpa da direita. É um ciclo conhecido, e felizmente cada vez mais gente percebe o truque.