VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

CINTURA FINA

Inspirados em moças elegantes, de cintura fina, as chamadas “cintura de pilão”, os compositores Luiz Gonzaga e Zé Dantas, compuseram a música “CINTURA FINA”, lançado em 1950, que fez estrondoso sucesso e continua fazendo até os dias atuais, principalmente nas festas juninas.

Antigamente, a moça bem feita de corpo e de cintura naturalmente fina era comparada a um pilão.

A cintura de pilão era o “protótipo” da moça bonita, numa época em que a beleza era natural, dada por Deus.

Nos dias atuais, tendo dinheiro para pagar aos cirurgiões plásticos, a cintura de pilão é opcional.

Minha saudosa mãe, Lia, contava que quando era criança, já órfã de mãe, achava que Isabel, uma moça, irmã da sua madrasta, era um pilão. Ouvia dizer que ela tinha cintura de pilão e era uma pessoa muito boa. Resolvia tudo sobre o cardápio da casa da irmã, casada com um viúvo, seu cunhado, e com seis enteados (inclusive Lia) ainda crianças.

Até que um dia, minha mãe, com pouco mais de quatro anos, por curiosidade, começou a tocar nos braços de Isabel, como quem a estava examinando. A moça estranhou e perguntou por que ela estava fazendo aquilo. E a menina, assustada, perguntou: Você é um pilão, mas não é feita de pau? A decepção da minha mãe foi grande, quando Isabel disse que não era um pilão. Era uma pessoa normal. Minha mãe, muito criança, ouvia os elogios que as pessoas faziam a Isabel, chamando-a de cintura de pilão, e botou na cabeça que a moça, literalmente, era um pilão.

Minha mãe sempre relembrava essa história e nós ríamos muito. Ela disse que seria capaz de jurar que Isabel era um pilão, pois ela tinha a cintura fina, cintura de pilão, e diziam que era uma pessoa muito boa e prestativa.

Sempre que ouço “Cintura Fina”, me lembro desse equívoco da minha mãe, órfã de mãe aos quatro anos de idade.

Pois bem. O Pilão teve origem na África. É um utensílio culinário, indispensável na cozinha da gastronomia africana, com as mesmas funções de um almofariz, ou seja, usado para moer grãos, triturar ou macerar, para preparar alimentos, como cuscuz, café, farinha de mandioca, gergelim ou castanha, etc. A utilidade de um pilão é imensa.

A mão do pilão é tão importante quanto o pilão propriamente dito.

Para fazer pilão são usados troncos de jaqueiras, pequizeiro (nativo da Amazônia, que produzem frutos chamados de pequi). Artesãos também utilizam árvores caídas, de tronco grosso, para produzir pilões de vários tamanhos, que são vendidos em feiras.

O Pilão é utilizado há centenas de anos, para triturar, amassar e moer, ou seja, para pilar alimentos e transformá-los em algo novo.

Um dos maiores exemplos de iguaria, que não dispensa um pilão, é a paçoca nordestina, com carne de sol bem assada, pilada com cebola roxa, socada com um pouco de farinha de mandioca e esquentada com manteiga de garrafa. Por cima, coentro e cebolinha verde.

Historicamente, os pilões da África são grandes e podem ser utilizados por várias pessoas ao mesmo tempo, com o intuito de moer grãos, mas de tamanho muito maior.

O Pilão é feito de um tronco escavado, geralmente de uma madeira macia, com dimensões que variam entre 30 e 70 cm de altura. Utiliza-se colocando dentro o material a moer, batendo-lhe com um pau de 60 cm a 12 cm, dependendo da quantidade, e do tamanho do pilão, que pode ser de uma madeira mais rija e pode ter uma das extremidades arredondadas, chamado de “mão de pilão. Uma mãozada com uma mão de pilão é capaz de causar danos mortíferos. Uma mão de pilão na mão de uma pessoa enraivecida, é crime à vista.

O belíssimo Xote ‘Cintura Fina’, interpretado pelo nosso eterno Rei Luiz Gonzaga, é uma homenagem à dança e ao encanto feminino. Um ritmo nordestino que convida ao aconchego e ao balanço a dois. A letra descreve a atração de um homem por uma mulher bonita e de “cintura fina, cintura de pilão”. A expressão remete à forma física esbelta e atraente, comum na descrição de belezas femininas, na cultura popular brasileira.

Esse Xote é um convite carinhoso para que a mulher se aconchegue ao homem para dançar agarradinho. A música transmite a sensação de alegria e satisfação que o homem apaixonado sente ao dançar com sua amada, criando uma atmosfera de intimidade e cumplicidade. A referência ao ‘cangote’ (parte baixa do pescoço), palavra muito usada pelo nordestino, sugere um contato físico íntimo e confortável durante o Xote.

O imenso talento de Luiz Gonzaga fazia com que ele transformasse elementos culturais em poesia cantada, celebrando a beleza e a sensualidade da mulher nordestina.

O amor simples e sincero foi valorizado por Luiz Gonzaga, estando sempre presente em suas composições. “Cintura Fina” é mais uma prova do seu grande talento e da sua paixão pela cultura nordestina.

Minha morena, venha pra cá
Pra dançar xote, se deita em meu cangote
E pode cochilar
Tu és muié pra homem nenhum
Botar defeito, por isso satisfeito
Com você vou dançar

Vem cá, cintura fina, cintura de pilão
Cintura de menina, vem cá meu coração

Quando eu abarco essa cintura de pilão
Fico frio, arrepiado, quase morro de paixão
E fecho os olhos quando sinto o teu calor
Pois teu corpo só foi feito pros cochilos do amor

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

EVOCANDO O V FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO-BR-3

BR-3 é uma canção composta por Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, defendida por Tony Tornado no V Festival Internacional da Canção de 1970. Trata-se de uma canção soul music.

Tony Tornado, nome artístico de Antônio Viana Gomes, é um renomado cantor e ator brasileiro, nascido em 26 de maio de 1930, em Mirante do Paranapanema, São Paulo.

Tony Tornado teve uma infância difícil. Aos 12 anos, fugiu de casa e se mudou para o Rio de Janeiro, onde viveu como menino de rua, vendendo amendoim e engraxando sapatos. Aos 18 anos, serviu na Escola de Paraquedismo de Deodoro e, em 1957, lutou no Canal de Suez.

A canção BR-3, foi defendida por Tony Tornado, no V Festival Internacional da Canção de 1970, onde conquistou o primeiro lugar. É um ícone da Black Music nacional e deu nome ao primeiro álbum da carreira de Tony Tornado.

Essa composição representa a Corrida Contra o Tempo e o Sistema, uma poderosa crítica social embalada pelo ritmo da soul music brasileira.

A letra da canção, que se repete em um refrão contagiante, fala sobre a corrida incessante na BR-3, uma metáfora para a vida e suas adversidades. A repetição das frases ‘A gente corre’ e ‘A gente morre’ na BR-3 sugere um ciclo vicioso de esforço e fatalidade, onde as pessoas estão constantemente em movimento, mas também constantemente enfrentando o risco de morte.

O trecho que menciona um ‘foguete rasgando o céu’ e um ‘Jesus Cristo feito em aço’ pode ser interpretado como uma crítica à modernidade e ao progresso tecnológico que, apesar de avançados, ainda são incapazes de salvar a humanidade de suas próprias mazelas. A imagem de Jesus Cristo crucificado novamente evoca a ideia de sofrimento recorrente e a ineficácia das soluções oferecidas pelo sistema.

A ‘viagem multicolorida’ e o ‘novo herói de cada mês’ podem representar as distrações e as efêmeras figuras de idolatria que surgem na sociedade, desviando a atenção das questões mais profundas e perenes. A ‘notícia fabricada’ e o ‘crime no longo asfalto’ apontam para a manipulação midiática e a violência que permeiam o cotidiano, sugerindo que a realidade é muitas vezes distorcida ou ignorada. Em suma, BR-3 é um retrato crítico da sociedade, que desafia o ouvinte a refletir sobre a direção em que estamos correndo e o preço que pagamos por isso.

O trecho que menciona um ‘foguete rasgando o céu’ e um ‘Jesus Cristo feito em aço’ pode ser interpretado como uma crítica à modernidade e ao progresso tecnológico que, apesar de avançados, ainda são incapazes de salvar a humanidade de suas próprias mazelas.

A imagem de Jesus Cristo crucificado novamente evoca a ideia de sofrimento recorrente e a ineficácia das soluções oferecidas pelo sistema.

A ‘viagem multicolorida’ e o ‘novo herói de cada mês’ podem representar as distrações e as efêmeras figuras de idolatria que surgem na sociedade, desviando a atenção das questões mais profundas e perenes.

A ‘notícia fabricada’ e o ‘crime no longo asfalto’ apontam para a manipulação midiática e a violência que permeiam o cotidiano, sugerindo que a realidade é muitas vezes distorcida ou ignorada.

Em suma, BR-3 é um retrato crítico da sociedade, que desafia o ouvinte a refletir sobre a direção em que estamos correndo e o preço que pagamos por isso.

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
E a gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)

Há um foguete
Rasgando o céu, cruzando o espaço
E um Jesus Cristo feito em aço
Crucificado outra vez

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)

Há um sonho
Viagem multicolorida
Às vezes ponto de partida
E às vezes porto de um talvez

A gente corre (E a gente corre)
Na BR-3 (Na BR-3)
A gente morre (E a gente morre)
Na BR-3 (Na BR-3)

Há um crime
No longo asfalto dessa estrada
E uma notícia fabricada

Pro novo herói de cada mês

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

MUNDO LOUCO

Os loucos e os maus deveriam ser separados dos sãos, pois a loucura e a maldade contagiam.

O mundo bom que Deus criou foi invadido pela perversidade e a proporção de pessoas perversas cada vez mais supera o número de pessoas dignas e idôneas.

Isso de gostar de ver o próximo sofrendo injustiças e humilhações, deve ser herança maldita de uma família de marginais e degenerados. Dizem que os genes se transmitem durante catorze gerações.

Coisa mais ridícula, a onda de perseguição política que abertamente existe em nosso País, como se o sistema político fosse único e não pudesse haver oposição. Cidadãos de bem, que ostentam suas preferências políticas estão sendo encarcerados em prisões ou em casa, como pássaros cativos, até que adoeçam e morram na prisão ou sejam liberados para prisão domiciliar, com a humilhação de não poder se comunicar com correligionários amigos, e usando tornozeleira eletrônica.

O ódio e a inveja transformam seus adeptos em verdadeiros corvos agourentos, que respiram vingança e punem aqueles que não compactuam com as suas ideias, maltratando-os, humilhando-os, oprimindo-os e encarcerando-os como pássaros cativos, até que percam a saúde e a vida.

O poema “O Pássaro Cativo“, de Olavo Bilac , nos faz refletir sobre a natureza intrínseca da liberdade e a necessidade de se respeitar a natureza selvagem e indomável dos seres vivos.

O poema utiliza a figura do pássaro como um símbolo poderoso da busca incessante pela liberdade, mesmo diante de confortos materiais oferecidos em cativeiro. O poema começa com a descrição de um pássaro que é capturado e colocado em uma gaiola dourada. É uma crítica ao encarceramento de seres vivos.

Imaginem o sofrimento da ave encarcerada, cantando por não saber chorar.

No caso de seres humanos injustamente encarcerados, a dor que lhes invade a alma, ninguém pode imaginar, pois eles sentem-se obrigados a sufocá-la.

A sociedade de hoje, constituída de três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – acaba nos dando uma percepção falsa de que as coisas sempre foram assim. Entretanto, esse formato tríplice surgiu a partir da obra de Montesquieu, “Do Espírito das Leis“, publicada em 1748, na qual ele propõe esses três poderes. Mas a sociedade de Israel é muito mais antiga do que isso, e a estrutura sociopolítica que existia na época é profundamente diferente daquilo que hoje vemos. Dentro do conceito judaico, tanto as funções do Executivo como do Legislativo e do Judiciário estavam todas em um único local: o Templo de Jerusalém.

A sociedade da antiga Palestina era marcada pela importância da religião dentro do cenário cultural no qual viviam. O Templo era o centro de todas as discussões. A religião era o eixo maior que movia todas as questões da sociedade israelense daqueles tempos.

Naquela época, o modelo social propunha que todo o poder estivesse concentrado no Templo. Na visão dos judeus, os seus reis, os seus líderes ,em termos políticos, ocupavam esses cargos porque eram ungidos, abençoados pelo Sumo Sacerdote.

O Sumo Sacerdote, portanto, era quem dava a bênção para que aqueles homens exercessem o seu papel como líderes do povo, de tal sorte que o Poder Executivo tinha sujeição ao Templo de Jerusalém.

Era preciso obedecer aos ditames do Templo, para que o rei se mantivesse no poder, do contrário, cairia.

Não era admissível que um rei se colocasse criticando, contestando ou desobedecendo as ordens oriundas do Templo.

Nessa época, havia acentuado senso de justiça, o que significava preocupação com o outro, com o coletivo; não havia exploração, não se fazia nada para destruir a pessoa humana. Não se cultivava ódio nem raiva das pessoas.

Ter ódio e raiva, injustamente, de qualquer pessoa, é um claro sinal de perturbação mental.

Nos dias atuais, as redes sociais são usadas para destilar comentários maldosos, ofendendo, brigando com as pessoas que pensam de forma diferente, em algum aspecto da vida, envolvidos em inveja e ódio.

O bem que faz o mal não é o bem!

O PÁSSARO CATIVO – Olavo Bilac

Armas, num galho de árvore, o alçapão
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
Gaiola dourada;

Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.

Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:

“Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro

Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!

Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi…
Prefiro o ninho humilde construído

De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade…
Quero voar! Voar!

Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremenda lhe abriria
A porta da prisão…

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O CHOFER

Antigamente, não se falava em “motorista de táxi”. O que havia era “chofer de praça”. E na praça, concentravam-se os carros de aluguel.

O táxi, propriamente dito, apareceu historicamente quando foram aplicadas taxas à sua utilização, através do taxímetro, aparelho mecânico ou eletrônico, que mede o valor cobrado pelo serviço, com base em uma combinação entre a distância percorrida e a tarifa inicial. Foi inventado no século XIX, pelo alemão Wilhelm Bruhn.

Em Natal, o chofer de praça trajava sempre terno cáqui, camisa branca, gravata preta e sapatos pretos.

Seu Josias era um conhecido chofer de praça de Natal, educado, conversador e simpático, beirando os 60 anos. Era um contador de histórias. Muito supersticioso, não trabalhava no dia em que tinha um sonho mau. Se sonhasse com gato preto, urubu, sapato ou arrancando dente, sabia que, naquele dia, nada para ele ia dar certo, e preferia ficar em casa. Gostava muito de relembrar episódios de sua vida.

Contava que, antes de ser chofer de praça, tinha sido chofer de um caminhão misto e havia feito muitas viagens pelo sertão nordestino, transportando passageiros. Gostava muito da profissão, até que, num certo dia, em plena viagem, um dos passageiros do misto foi acometido de uma tremenda dor-de-barriga e ele viu-se obrigado a parar o carro na estrada, diversas vezes. O passageiro entrava correndo de mato a dentro, para satisfazer suas necessidades e voltava pálido e envergonhado. A viagem, nesse dia, sofrera um atraso enorme, o que o deixou bastante contrariado. Numa das paradas solicitadas pelo passageiro, para ir ao mato, disse seu Josias que também desceu e se dirigiu a uma casinha que avistou ao longe, em busca de alguma “meizinha” que curasse essa infeliz dor-de-barriga do passageiro. Foi recebido por uma velhinha, que lhe perguntou:

– O senhor já experimentou dar o olho da goiaba a ele (o chá)?

Disse seu Josias que não gostou da pergunta e respondeu grosseiramente:

– Se depender disso, esse passageiro pode se acabar pelo fundo, feito balaio! A senhora é doida, dona? Vôtes!

E o chofer contou que voltou muito contrariado, meteu o pé no acelerador, enquanto, nessas alturas, a catinga do passageiro empestava a boleia do misto. Ao chegar a Natal, deixou o passageiro no pronto-socorro e foi direto tratar de mandar lavar o carro.

Foi a última vez que dirigiu o misto. Ficou traumatizado com o ocorrido. Afinal, teve de parar o carro umas dez vezes, para que o passageiro corresse para o mato. A partir de então, abominou a profissão de chofer de misto, e se tornou chofer de praça.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O DIA DO TRABALHO

O Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio, é considerado feriado nacional. No Brasil e em vários países do mundo, esse dia é dedicado aos trabalhadores, com a concessão de benesses reivindicadas, que visam melhorar a qualidade de vida dessa classe tão sofrida e necessitada.

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886, na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos).

No dia 1º de maio desse ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho. Nesse mesmo dia, ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Era um sábado e o clima em Chicago era de festa, segundo descreve o historiador James Green no livro “Death in the Haymarket”.

Anarquistas como August Spies conduziram marchas pacíficas naquele dia, em apoio à greve nacional que tinha como pauta central a redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas.

Além da diminuição da carga horária, os trabalhadores também exigiam descanso semanal remunerado e um período anual de férias, direitos trabalhistas que ainda não existiam na época.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Esse fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais.

No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho.

Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil, existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes (12.º Presidente do Brasil – de 15 de novembro de 1922 a 15 de novembro de 1926.

Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o Salário Mínimo.

O salário mínimo deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer). O que, na realidade, ainda está para acontecer.

Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

A violência que marcou os protestos daquela primavera teve início dois dias depois. Em um confronto entre grevistas e trabalhadores temporários contratados por uma fábrica para furar a greve, a polícia atirou contra a multidão deixando um morto e vários feridos.

Os organizadores das manifestações foram denominados Mártires de Chicago. No monumento erguido a eles, estava o seguinte epíteto:

“Um dia nosso silêncio será mais forte que as vozes que hoje vocês estrangulam”.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

ASSECLAS DE NERO

O imperador Nero foi o acusado de incendiar a cidade de Roma em 64 d.C

Entre as maldades do imperador romano NERO, conhecido na História pela sua tirania, está o incêndio de Roma, por ele provocado e ao qual ele teria assistido com indiferença, dedilhando sua lira.

Esse grande incêndio de Roma ocorreu em 18 de julho de 64 d.C., e depois de seis dias em chamas, a cidade estava com dois terços reduzidos a escombros.

Logo se divulgou o boato de que Nero teria mandado atear fogo em Roma, para apreciar o espantoso espetáculo e depois escrever um poema baseado na cruel realidade.

Para afastar de si as suspeitas, Nero tratou de atribuir a culpa aos cristãos. Daí, tiveram início as perseguições aos seguidores do Cristianismo. Homens, mulheres e crianças foram presos e condenados aos piores suplícios.

Sob o governo de Nero, Roma teria conhecido o clímax do desregramento moral e político.

Paulo, discípulo de Jesus, foi decapitado. Pedro teve a morte na Cruz. Muitos cristãos eram atirados às feras, no Circo Máximo, num espetáculo que visava acalmar a revolta do povo.

Após o incêndio, o imperador Nero iniciou, imediatamente, um grande projeto de reconstrução da cidade. Logo confiscou bens para construção de seu palácio, a “Domus Aurea” (Casa Dourada), que ocupava, com seus jardins, extensa área urbana.

O Brasil, atualmente, parece infiltrado de asseclas de Nero.

Como num pesadelo, o povo se vê na iminência de ter de volta um ex-presidente, que, depois de indiciado, julgado e condenado em alguns tribunais, e em pleno cumprimento de pena em um órgão federal, foi beneficiado por uma reviravolta processual, o que resultou em sua “descondenação”, tudo sob medida, o que pareceu, para uma boa parte do povo brasileiro, uma verdadeira “diarreia jurídica”. De repente, o condenado tornou-se “descondenado”. E em seguida, foi considerado apto a concorrer, mais uma vez, à Presidência da República.

Em pleno cumprimento de pena por improbidade administrativa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o condenado foi libertado em nome de um suposto “erro de comarca”, numa jogada capciosa e maléfica, para que pudesse novamente se candidatar à Presidência da República. O resultado foi uma surpreendente e misteriosa vitória, após eleição com o uso de urnas eletrônicas, que continuam “atravessadas” na garganta de grande parte do eleitorado brasileiro.

Sob a iminência de ver, pela terceira vez, esse fantasma devorador do dinheiro público, assumir a Presidência da República, o povo brasileiro está decepcionado com os togados que compõem a Suprema Corte do nosso País.

A contratação de 283 componentes para integrar o governo de transição, com altos salários, é uma demonstração do que virá pela frente, com esse novo governo. Somente um assecla de Nero, no seu delírio, teria essa coragem, contra tudo e contra todos, de assumir altos compromissos, antes mesmo de tomar posse no cargo de Presidente da República, o que somente ocorrerá em 1 de janeiro de 2023.

A política, no seu significado mais amplo e mais nobre, deveria ser, com efeito, a arte de organizar a vida coletiva e individual. Entretanto, ela não passa da mais despudorada mentira.

Estamos assistindo, antes da hora, ao espetáculo de um “rei” desfrutar das regalias da Nação, num gasto sem freios, com aprovação dos vermes do poder.

Esse grupo domina e escraviza a grande massa da população. São algumas centenas de homens cavalgando bilhões, impiamente. E ainda por cima, eles chamam de ímpios aos que se revoltam contra os gastos desenfreados do dinheiro público.

Eles dispõem de tudo quanto racionalmente forma o grande patrimônio comum. Açambarcam o que seria o seu quinhão e o dos outros. Para eles, o aumento da abundância; para os pequenos, os horrores da miséria.

Não podemos caminhar, melhorar ou progredir, enquanto os nossos homens públicos continuarem se julgando uma casta à parte, bem acima da Nação.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

NÃO SEJAMOS TROUXAS…

“Trouxa” é um termo que remonta ao século XIX, e sempre se referiu a um pedaço de pano ou tecido, costurado em forma de bolsa ou sacola, para se colocar quinquilharias.

Minha tia Lindalva Bezerra, de saudosa memória, costurava na sua máquina Singer, ótimas sacolas de tamanhos variados, e ainda bordava a palavra a que se destinava. Substituía as trouxas. Ganhei várias sacolas dela para o meu enxoval de noiva, e ainda hoje guardo com carinho. Cada sacola tinha um nome por ela bordado, com muita delicadeza e amor: Pão, Café, Goma, Feijão, Farinha, Açúcar e Arroz. Assim eram as feiras de antigamente, longe de supermercados e dos confortos atuais. Hoje, as mercadorias a granel já saem embaladas das fábricas.

Com o tempo, o termo “trouxa” passou a ser utilizado de forma figurada, para se referir a uma pessoa tola, presa fácil de golpistas, assunto que atualmente está na moda e na mídia.

O progresso tecnológico e a cibernética transformaram pessoas íntegras e sensatas em iscas fáceis de bandidos, empoderados e apadrinhados por políticos, sem escrúpulos, que usam o dinheiro público como se fossem seu dono. Sobem na vida, pisando e tomando o dinheiro alheio, sempre conseguido com muita dificuldade.

O pânico tomou conta do cidadão de bem, que está sem coragem de atender chamadas de celulares, diante do perigo de clonagem de senhas bancárias durante as ligações, como está acontecendo muito.

O índice de mortalidade aumentou muito com o avanço tecnológico.

O celular é o maior vilão da atualidade, quando manuseado por marginais.

Mil vezes a vida pacata de antigamente, sem a ganância da corrida ao ouro, e quando os pais de família podiam dormir e acordar com tranquilidade, sabendo onde e com quem os filhos se encontravam. Não havia o tal celular, principalmente desligado ou fora de área, que enlouquece qualquer cristão.

É uma pena que um invento tão útil, como o telefone celular, por causa dos incautos, tenha trazido à humanidade um desassossego tão grande. São instrumentos perigosos e letais, como verdadeiras armas de fogo. Induzem até crianças e adolescentes ao suicídio.

O avanço tecnológico pôs frente a frente com os trouxas o TELEFONE CELULAR, este objeto tão útil e ao mesmo tempo tão bem manuseado pelos bandidos e marginais, para pratica de crimes.

No contexto atual, o termo “trouxa” é utilizado para descrever uma pessoa que é facilmente manipulada, enganada ou ludibriada. É comum se ouvir expressões como “fulano é um trouxa” ou “não seja trouxa” para alertar alguém sobre a possibilidade de estar sendo enganado ou explorado. Hoje em dia, o trouxa com celular é o “fraco” dos golpistas.

Um trouxa pode ser alguém que acredita facilmente em promessas falsas, que é facilmente convencido por argumentos frágeis ou que é manipulado por pessoas mal-intencionadas. É uma pessoa que não consegue identificar ou questionar as intenções de outros indivíduos, tornando-se vulnerável e fácil de ser explorada.

Há características comuns entre os trouxas, como: Ingenuidade, credulidade, falta de discernimento ou “burrice”, dificuldade de dizer não e a boa-fé.

O termo “trouxa” é utilizado para descrever uma pessoa ingênua, facilmente enganada ou manipulada. É uma expressão coloquial que pode ser usada de forma pejorativa, mas também de forma humorística. É importante ter cuidado ao utilizar esse termo para não ferir ou ridicularizar outras pessoas. Para evitar ser um trouxa, é fundamental desenvolver o pensamento crítico, conhecer seus direitos, desconfiar de promessas exageradas, aprender a dizer “não” e confiar em sua intuição.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

AS CORES DE ABRIL

As cores de abril chegaram faceiras, através de flores coloridas e perfumosas, enchendo os corações de amor e esperança. Ninguém mais se lembra da alegria de fevereiro, com máscaras, Colombinas, Pierrô e Arlequim, nem das águas de março, ”marcando o verão”.

De fevereiro, restou-nos, como sempre, nossas caras de palhaços, diante dos carrascos das nossas ilusões.

A belíssima composição “As Cores de Abril”, de Vinicius de Moraes, é uma ode à beleza e à renovação, que acompanham a chegada da primavera. A letra utiliza a mudança das estações como metáfora para a transformação e a esperança, elementos recorrentes na obra do poeta.

O poeta Vinicius de Moraes se coloca na narrativa, aconselhando a todos que cantem e celebrem a vida. A expressão ‘ser feliz é viver morto de paixão’ encapsula a filosofia do artista de se entregar completamente às emoções, vivendo intensamente cada momento. A música é um convite para apreciar o espetáculo da natureza e encontrar a felicidade na paixão pela vida.

Nosso calendário foi uma evolução do antigo calendário romano e os nomes dos meses homenageiam os deuses.

Estando os nomes dos meses ligados aos costumes e instituições romanas, o nosso calendário para contagem do tempo permanece o mesmo, estabelecido pelo imperador romano Júlio César.

Escrevendo a história dos nomes dos doze meses do ano, é como se estivéssemos assistindo a um desfile dos meses romanos.

JANEIRO – Primeiro, aparece uma figura estranha, um deus com duas caras, um deus que olha para diante e para trás, e que segura na mão esquerda uma chave. É JANO.

Os romanos adoravam Jano, num templo que estava aberto durante as guerras e que se fechava quando havia paz. Era o deus dos princípios e dos fins. JANO era também considerado o porteiro do céu, e os romanos o tinham como protetor das suas portas e portões. Como o ano tem doze meses, o templo de JANO tinha 12 portas.

FEVEREIRO – Segue-se ao deus JANO, uma majestosa dama romana. Era FEBRUA, a deusa das purificações. Celebravam-se no segundo mês do ano, festas especiais em honra a Juno e Plutão, rei dos infernos e havia sítios especiais para aplacar as almas dos defuntos. Essas festas eram também de expiação para o povo, e chamavam-se “februais”. O termo vem da palavra februm, que significa purificar; neste mês acontecia um ritual de purificação romana.

Fevereiro é o mês mais curto do ano, pois tem 28 dias nos anos comuns, e 29 nos anos bissextos. Constando o ano, aproximadamente, de 365 dias e 6 horas, ao cabo de quatro anos essas 6 horas formam um dia, que se agrega a Fevereiro. Essa inovação é do tempo de Júlio César, o qual, vendo os inconvenientes que resultavam de não serem levadas em conta aquelas 6 horas, chamou a Roma o astrônomo Sosígenes, de Alexandria, o qual propôs que de quatro em quatro anos se acrescentasse um dia a Fevereiro; daí ficou o mês, a cada quatro anos, com mais um dia, passando a ser chamado de “bissexto”.

MARÇO – Nome originado de Marte, o deus da guerra. No desfile imaginário, ele passa num carro puxado por dois cavalos, cujos nomes eram Terror e Fuga. É uma figura de guerreiro ameaçador, manejando uma comprida lança, levantando para o céu um escudo luzidio e erguendo a sua cabeça altiva, sendo iluminado pelos raios e pelo capacete. Para os romanos, Marte era mais do que um guerreiro. Era um deus que podia conseguir tudo pela sua grande força. Pediam-lhe chuva, consultavam-no sobre casos particulares, sacrificando no seu altar um cavalo, carneiro, pega ou abutre.

ABRIL – Depois de Marte (Março), aparece ABRIL. Não é nem deus nem deusa. É o Anjo da primavera. Gracioso, delicado, meigo e bom. Chega espalhando pela terra lindas flores e fazendo nascer nos sulcos feitos pelas rodas do carro do guerreiro, flores tão pequeninas, tão bonitas e tão delicadas, que comove vê-las. “Abril é o que abre.”

MAIO – Nome em homenagem à deusa MAIA, que desfila sentada num trono de luz. Seu pai chamava-se Atlas e sobre os seus ombros pesava o mundo inteiro. Ele tinha sete filhas, das quais a mais célebre foi Maia, cujo filho era Mercúrio, que levava as ordens dos deuses para a terra.

Júpiter, o pai de todos os deuses, levou Maia e as irmãs e colocou-as como estrelas no firmamento. Eram elas que formavam o grupo de estrelas chamadas plêiadas. A sétima estrela do grupo é invisível. Representa uma das irmãs que casou com um homem chamado Sisypho, e, desde então, como o pobre Sisypho foi condenado a rolar eternamente uma pedra por um monte acima, ela, envergonhada, escondeu a cara.

JUNHO – Seguem no cortejo duas figuras disputando o sexto lugar. Uma é a deusa Juno e a outra é um homem de nome JUNIO. Mas a deusa Juno deu nome ao mês de Junho. Juno era a rainha do céu e esposa de Júpiter. Seu trono de ouro estava junto de seu marido. Todos os deuses lhe prestavam homenagem, quando se apresentavam no palácio de Júpiter; tinha poderes superiores e exercia domínio sobre os fenômenos celestes; produzia o trovão nas alturas, desencadeava os ventos e mandava nos astros. Gostava de passear pelos bosques sagrados, num carro puxado por pavões.

JULHO – Em honra ao guerreiro e imperador Júlio César, surgiu o nome do mês de Julho. Júlio César não só conquistou nações, fez leis célebres e escreveu livros imortais, como também emendou o calendário, que estava em estado deplorável. O tempo e os meses já não se correspondiam como antigamente; a primavera vinha em janeiro e o inverno nos meses que deviam corresponder à primavera. O mês “quintilius’ foi eliminado em sua honra, tomando o seu nome Júlio.

AGOSTO – Nome derivado de Augusto, o primeiro imperador romano, última personagem da procissão pagã imaginária a que assistimos. A princípio, Augusto chamava-se Octávio e governou os romanos, com Marco Antônio e Lépido. Por fim, foi imperador, e fez muito pela glória e engrandecimento do seu magnífico império. O povo, na intenção de lhe agradar, mudou o seu nome de Octávio para Augusto, que significa “nobre”.

O oitavo mês foi escolhido para ter o nome de Agosto, porque era nessa ocasião que o imperador Augusto celebrava os principais acontecimentos da sua vida. Foi em Agosto que ele foi nomeado Cônsul, que acabaram as suas guerras e que conquistou o Egito. Augusto ficou na história como uma grande personagem. O seu reinado recebeu o nome de Idade de Ouro, porque ele não só trouxe paz ao mundo, farto e cansado de guerras, como também fez florescer a arte e a literatura.

Foi no reinado desse imperador poderoso que, longe, na Síria, nasceu a Criança, cujo reinado ainda não acabou e cujo nascimento criou uma época. Nunca o imperador orgulhoso pensou, quando se gabava no seu palácio, de ter encontrado Roma feita de tijolo e tê-la deixado de mármore, que existia já uma Criança que dividiria as épocas da terra e poria uma Cruz entre o reinado de Augusto e o começo de uma nova religião.

Os poetas imortais, Horácio e Virgílio, viveram nessa época. Fundaram-se, então, livrarias e construíram-se templos por toda a parte.

SETEMBRO – Os outros meses aparecem disfarçados, com nomes enigmáticos. Para compreendermos o nome do mês de setembro é necessário recordar que o primitivo calendário romano constava de dez meses e que começava em Março, sendo, portanto, Setembro, o sétimo mês. Por isso, é representado pelo número sete, em algarismos romanos, VII. Este número lia-se em latim “septen”, de onde se derivou Setembro.

OUTUBRO – Para os romanos, como hoje é para os povos que lhes sucederam no continente europeu, Outubro era o mês das colheitas e vindimas. O nome provém de “octos”, que em latim é oito. Com efeito, era o oitavo mês do antigo calendário romano, passando a ser o décimo, quando Nuna, rei de Roma, fixou o princípio do ano no dia primeiro de Janeiro.

Celebravam neste mês, tanto os romanos como os gregos, muitas festividades. Em uma dessas festas era costume atirar aos poços e fontes coroas tecidas de flores e ervas, como tributo às ninfas, a quem tais festas eram consagradas. Era também o mês da colheita das frutas, cujas primícias se ofereciam às divindades.

NOVEMBRO – Era o nono mês, no primeiro calendário romano, e por isso lhe chamavam “November”. Contava-se que, entre as festividades e ritos religiosos mais importantes, estava o consagrado a Diana, deusa das montanhas e dos bosques. Começava com um banquete dedicado a Júpiter e com os jogos circenses, chamados assim, porque se realizavam no circo. No mesmo mês se celebravam os jogos “plebeus”, instituídos para comemorar a reconciliação de patrícios, nobres e plebeus. Eram oferecidos sacrifícios a Netuno, deus dos mares; e se faziam as festas abrumais ou do inverno, por começar na Itália o tempo chuvoso, nevoento e frio.

DEZEMBRO – do latim “December” de “decem”, dez – o décimo e último mês do antigo calendário romano. É representado hoje por um velho de barbas brancas, que traz brinquedos para dar às crianças no dia de Natal, 25 de dezembro.

Para algumas pessoas, esse velho representa São Nicolau, que viveu no século IV e é considerado o patrono das crianças. Essa ideia teve origem numa lenda, segundo a qual São Nicolau teria feito ressuscitar três crianças que haviam sido assassinadas por um carniceiro. Dezembro é um mês característico do frio inverno nos países da Europa, e por isso o representam numa paisagem desolada, com os caminhos cobertos de neve.

Falando sobre os doze meses do nosso calendário, vem-nos à memória um desfile dos meses romanos.

Primeiro, aparece janeiro, o deus JANO, com duas caras; um deus que olha para frente e para trás, e que segura na mão esquerda uma chave.

Os romanos adoravam Jano, num templo que estava aberto durante as guerras e que se fechava quando havia paz. Era o deus dos princípios e dos fins. JANO era também considerado o porteiro do céu, e os romanos o tinham como protetor das suas portas e portões. Como o ano tem doze meses, o templo de JANO tinha 12 portas.

Seguindo-se ao deus JANO, vem uma majestosa dama romana, FEBRUA, a deusa das purificações, chamada de FEVEREIRO.

Celebravam-se no segundo mês do ano, festas especiais em honra a Juno e Plutão, rei dos infernos e havia sítios especiais para aplacar as almas dos defuntos. Essas festas eram também de expiação para o povo, e chamavam-se “februais”. Nesse mês, acontecia um ritual de purificação romana.

Fevereiro é o mês mais curto do ano, pois tem 28 dias nos anos comuns, e 29 nos anos bissextos. Constando o ano, aproximadamente, de 365 dias e 6 horas, ao cabo de quatro anos essas 6 horas formam um dia, que se agrega a fevereiro.

Essa inovação é do tempo de Júlio César, o qual, vendo os inconvenientes que resultavam de não serem levadas em conta aquelas 6 horas, chamou a Roma o astrônomo Sosígenes, de Alexandria, o qual propôs que de quatro em quatro anos se acrescentasse um dia a Fevereiro; daí ficou o mês, a cada quatro anos, com mais um dia, passando a ser chamado de “bissexto”.

Seguindo-se a fevereiro, vem março, nome originado de Marte, o deus da guerra.

No desfile imaginário, ele passa num carro puxado por dois cavalos, cujos nomes eram Terror e Fuga. É uma figura de guerreiro ameaçador, manejando uma comprida lança, levantando para o céu um escudo luzidio e erguendo a sua cabeça altiva, sendo iluminado pelos raios e pelo capacete. Para os romanos, Marte era mais do que um guerreiro. Era um deus que podia conseguir tudo pela sua grande força. Pediam-lhe chuva, consultavam-no sobre casos particulares, sacrificando no seu altar um cavalo, carneiro, pega ou abutre.

Finalmente , vem o mês mais bonito e perfumado do ano, ABRIl. Não é deus nem deusa, mas é o Anjo da Primavera. Gracioso, delicado, meigo e perfumoso. Chega espalhando pela terra lindas flores e fazendo nascer nos sulcos feitos pelas rodas do carro do guerreiro, flores perfumadas, bonitas e pequeninas, formando um espetáculo emocionante.

Depois de Abril, vem MAIO, nome em homenagem à deusa MAIA, que desfila sentada num trono de luz. Seu pai chamava-se Atlas e sobre os seus ombros pesava o mundo inteiro. Ele tinha sete filhas, das quais a mais célebre foi Maia, cujo filho, Mercúrio, levava as ordens dos deuses para a terra.

Júpiter, o pai de todos os deuses, levou Maia e as irmãs e as colocou como estrelas no firmamento. Eram elas que formavam o grupo de estrelas chamadas plêiadas. A sétima estrela do grupo é invisível. Representa uma das irmãs que casou com um homem chamado Sisypho, e, desde então, como o pobre Sisypho foi condenado a rolar eternamente uma pedra por um monte acima, ela, envergonhada, escondeu a cara.

Chega JUNHO, seguindo no cortejo duas figuras, disputando o sexto lugar. Uma é a deusa JUNO e a outra é um homem de nome JUNIO. Mas a deusa JUNO deu nome ao mês de Junho.

JUNO era a rainha do céu e esposa de Júpiter. Seu trono de ouro estava junto de seu marido. Todos os deuses lhe prestavam homenagem, quando se apresentavam no palácio de Júpiter; tinha poderes superiores e exercia domínio sobre os fenômenos celestes; produzia o trovão nas alturas, desencadeava os ventos e mandava nos astros. Gostava de passear pelos bosques sagrados, num carro puxado por pavões.

Em seguida, chega JULHO, em honra ao guerreiro e imperador Júlio César. Júlio César não só conquistou nações, fez leis célebres e escreveu livros imortais, como também emendou o calendário, que estava em estado deplorável. O tempo e os meses já não se correspondiam como antigamente; a primavera vinha em janeiro e o inverno nos meses que deviam corresponder à primavera. O mês “quintilius’ foi eliminado em sua honra, tomando o seu nome Júlio.

O oitavo mês é AGOSTO, nome derivado de Augusto, o primeiro imperador romano, última personagem da procissão pagã imaginária a que assistimos. A princípio, Augusto chamava-se Octávio e governou os romanos, com Marco Antônio e Lépido. Por fim, foi imperador, e fez muito pela glória e engrandecimento do seu magnífico império. O povo, na intenção de lhe agradar, mudou o seu nome de Octávio para Augusto, que significa “nobre”.

O oitavo mês foi escolhido para ter o nome de AGOSTO, porque era nessa ocasião que o imperador Augusto celebrava os principais acontecimentos da sua vida. Foi em Agosto que ele foi nomeado Cônsul, que acabaram as suas guerras e que conquistou o Egito. Augusto ficou na história como uma grande personagem. O seu reinado recebeu o nome de Idade de Ouro, porque ele não só trouxe paz ao mundo, farto e cansado de guerras, como também fez florescer a arte e a literatura.

Foi no reinado desse imperador poderoso que, longe, na Síria, nasceu a Criança, cujo reinado ainda não acabou e cujo nascimento criou uma época. Nunca o imperador orgulhoso pensou, quando se gabava no seu palácio, de ter encontrado Roma feita de tijolo e tê-la deixado de mármore, que existia já uma Criança que dividiria as épocas da terra e poria uma Cruz entre o reinado de Augusto e o começo de uma nova religião.

Os poetas imortais, Horácio e Virgílio, viveram nessa época. Fundaram-se, então, livrarias e construíram-se templos por toda a parte.

Veio SETEMBRO e outros meses apareceram, disfarçados, com nomes enigmáticos.

Para compreendermos o nome do mês de setembro, é necessário recordar que o primitivo calendário romano constava de dez meses e que começava em Março, sendo, portanto, Setembro, o sétimo mês. Por isso, é representado pelo número sete, em algarismos romanos, VII. Este número lia-se em latim “septen”, de onde se derivou Setembro.

Veio OUTUBRO. Para os romanos, como hoje é para os povos que lhes sucederam no continente europeu, Outubro era o mês das colheitas e vindimas. O nome provém de “octos”, que em latim é oito. Com efeito, era o oitavo mês do antigo calendário romano, passando a ser o décimo, quando Nuna, rei de Roma, fixou o princípio do ano no dia primeiro de Janeiro.

Celebravam neste mês, tanto os romanos como os gregos, muitas festividades. Em uma dessas festas era costume atirar aos poços e fontes coroas tecidas de flores e ervas, como tributo às ninfas, a quem tais festas eram consagradas. Era também o mês da colheita das frutas, cujas primícias se ofereciam às divindades.

Chegou NOVEMBRO, o nono mês, no primeiro calendário romano, e por isso lhe chamavam “November”. Contava-se que, entre as festividades e ritos religiosos mais importantes, estava o consagrado a Diana, deusa das montanhas e dos bosques. Começava com um banquete dedicado a Júpiter e com os jogos circenses, chamados assim, porque se realizavam no circo. No mesmo mês se celebravam os jogos “plebeus”, instituídos para comemorar a reconciliação de patrícios, nobres e plebeus. Eram oferecidos sacrifícios a Netuno, deus dos mares; e se faziam as festas abrumais ou do inverno, por começar na Itália o tempo chuvoso, nevoento e frio.

Finalmente, surgiu DEZEMBRO – do latim “December” de “decem”, dez – o décimo e último mês do antigo calendário romano. É representado hoje por um velho de barbas brancas, que traz brinquedos para dar às crianças no dia de Natal, 25 de dezembro

Para algumas pessoas, esse velho representa São Nicolau, que viveu no século IV e é considerado o patrono das crianças. Essa ideia teve origem numa lenda, segundo a qual São Nicolau teria feito ressuscitar três crianças que haviam sido assassinadas por um carniceiro. Dezembro é um mês característico do frio inverno nos países da Europa, e por isso o representam numa paisagem desolada, com os caminhos cobertos de neve.

VINÍCIUS E TOQUINHO “AS CORES DE ABRIL”

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

COCO VELHO

Eu era menina em Nova-Cruz, e presenciava uma antiga serviçal da nossa casa, Zefa, raspar coco seco, já estragado, e levar ao fogo numa pequena panela, para fazer azeite e “hidratar” os cabelos encarapinhados. Era o “hidratante” caseiro que ela usava e por isso estava sempre com os cabelos alisados e lustrosos.

A jovem, afrodescendente, dizia que quanto mais velho o coco, mais azeite ela “apurava” no fogo”, para cuidar das suas madeixas. E o cabelo preto de Zefa lustrava, de fazer inveja, com o uso contínuo de azeite de coco velho, de fabricação própria. Se o coco fosse novo, dizia ela que não servia, pois quase não dava azeite.

Sempre que ouço alguém se lastimando por ter entrado na “pior” idade, me lembro de Zefa, e repito o antigo adágio popular (de origem portuguesa), pra mim o melhor de todos: “Coco velho é que dá azeite.”

Quantas pessoas queridas partiram antes do tempo, deixando seus sonhos e amores, sem terem alcançado o progresso tecnológico, e tudo de bom que a vida continua nos oferecendo… É pensando nisso, que não ouso reclamar da passagem do tempo. O ideal seria que passasse mais devagar.

Dizer que o velho lembra rabugem, é uma ignomínia. Depende do “velho”, pois cada caso é um caso. Não foi em vão que Maurício de Sousa criou a figura do Cascão, que ensina a higiene pessoal às crianças. O idoso pode manter a mesma performance e elegância que teve na juventude, e alguns homens se tornam ainda mais charmosos na maturidade. Só não pode é deixar de sonhar.

Nada é mais triste do que a morte de uma ilusão. Quando as ilusões se acabam, se pode continuar existindo, mas não se pode continuar vivendo. Viver é uma coisa. Existir é outra.

A velhice, em si, é um estado de espírito. Nada de decadência, “enferrujamento”, ou frangalhos. A vida é uma dádiva divina, e o homem tem o direito de escolher entre viver com dignidade, sem querer competir com os jovens, ou tentar mascarar os anos, imitando os jovens e se tornando ridículo nos hábitos e escolhas.

O envelhecimento não é notado, quando se tem uma boa qualidade de vida, com saúde bem cuidada, alimentação saudável e cuidados médicos, a título de prevenção.

Devemos viver, como se cada dia fosse “O primeiro dia do resto da nossa Vida”(Título do romance de Kate Eberlem, encantador, revigorante e extremamente verdadeiro).

Devemos valorizar todos os momentos que a vida nos oferece, e aceitar com resignação, mesmo “aos trancos e barrancos”, as provações e percalços que encontramos pelos caminhos. A Vida não é o “ontem” nem o “amanhã”, mas apenas o “hoje”. Quanto mais nos chegarmos às pessoas queridas, incluindo-as na nossa vida, mais momentos de felicidade teremos.

Depois, de nada adiantará chorar sobre o leite derramado. Estamos todos no mesmo barco.

Diz o adágio popular:

“COCO VELHO É QUE DÁ AZEITE”

A sabedoria popular é rica em adágios, que mexem com pessoas que já dobraram o “cabo da boa esperança” e estão na “pior” idade. Em contrapartida, os velhos revidam os gracejos, afirmando com convicção:

“Coco velho é que dá azeite”;

“A cavalo velho, capim novo”;

“À égua velha, cerca nova.”

“Maracujá só presta quando está murcho” (da música “Rela-bucho”, de Elino Julião);

“Panela velha é que faz comida boa” (da música “Panela Velha”, de Sérgio Reis);

Essas músicas engraçadas não deixam de conter uma homenagem ao pessoal “das antigas”.

Pois bem. Todo boato tem um fundo de verdade.

“Maracujá só presta quando está murcho” (da música “Rela-bucho”, de Elino Julião);

“Panela velha é que faz comida boa” (da música “Panela Velha”, de Sérgio Reis).

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O DISFARCE

O forte disfarça o frágil que há nele. Só a alguns é dado compreender o espetáculo que cerca as estrelas. A alma humana é escondida pela máscara da alegria, que esconde a mais vil tristeza.

O homem luminoso, derrotado nos seus sonhos, mas com sua grande estrela ainda acesa, há de superar, em todos os sentidos, a maldade dos seus semelhantes.

Recordando o filme El Cid, de 1961, que nunca esqueci:

El Cid (bra/prt: El Cid) é um filme épico de 1961, que conta a história romanceada da vida do cristão e maior herói do Reino de Castela, o cavaleiro Don Rodrigo Diaz de Bivar (Vivar), chamado El Cid (do árabe as-Sidi, que significa “O Senhor”), que, no século XI, lutou contra o norte-Africano Ibn Yussuf, da dinastia dos Almorávidas e, finalmente, contribuiu para a unificação da Espanha. O filme é estrelado por Charlton Heston no papel-título e Sophia Loren como Doña Ximena.

Produzido por Samuel Bronston Productions em associação com Dear Film Production e lançado nos Estados Unidos por Allied Artists Pictures Corporation, o filme foi dirigido por Anthony Maann e produzido por Samuel Bronston, com Jaime Prades e Michal Waszynski como produtores associados. O roteiro foi de Philip Yordan, Bem Barzman e Fredric M. Frank, a partir de uma história de Frank. A trilha sonora foi de Miklós Rozsa, a cinematografia realizada por Robert Krasker e a edição por Robert Lawrence.

Enredo do filme El Cid:

O general Ibn (pronuncia-se Ben) Yussuf (Herbert Lom), da dinastia dos Almorávidas, convocou todos os Emires de Al-Andalus para o Norte de África, castiga-os por sua complacência com os infiéis e revela seu plano para dominar o mundo islâmico.

Mais tarde, durante o caminho para cumprir seus votos de noivado com Dona Ximena (Sophia Loren), o nosso herói Don Rodrigo (Charlton Heston), envolve-se em uma batalha contra o exército mouro. Dois dos emires, Al-Mu’tamin (Douglas WilmeDouglas Wilmer) de Zaragoza e Al-Kadir (Frank Thring) de Valência, são capturados, mas Rodrigo liberta-os na condição de prometerem nunca mais atacar as cercanias de rei Ferdinand de Castela (Ralph Truman).

Assim, os emires proclamam-no “El Cid” (castelhano espanhol para pronúncia árabe de Senhor: “Al Sidi”) e juram amizade a ele. Por este ato de misericórdia, Don Rodrigo é acusado de traição contra o rei pelo conde García Ordóñez (Raf Vallone), e mais tarde pelo pai de Ximena, Gormaz de Oviedo (Andrew Cruickshank). Por esse motivo o pai de Rodrigo, Don Diego (Michael Hordern), declara serem Gormaz e Ordóñez mentirosos. Gormaz atinge Don Diego, com uma luva, para desafiar o velho homem a uma duelo.

Rodrigo chega a implorar a Gormaz que é o Campeão do Rei para retirar o desafio, porém ele se recusa a tomar de volta o mesmo, e Rodrigo mata-o por este duelo.

Gormaz, ferido mortalmente, clama por Ximena, e, como último desejo, pede que ela se vingue de seu assassino, o seu próprio noivo. Rodrigo, em seguida, reclama para si o manto de Campeão do Rei em um único combate pelo controle da cidade de Calahorra, que ele ganha.

Rodrigo é enviado em uma missão para recolher o tributo de vassalos mouros da coroa castelhana, mas Ximena e o conde Ordóñez, se juntam para tentar matá-lo. Rodrigo e seus homens são emboscados, mas são salvos pelo Emir Al-Mu’tamin, um dos pares a quem mostrara misericórdia anteriormente. Voltando para casa, sua recompensa é a mão de Ximena em casamento. Mas o casamento não se consuma e ela desloca-se para um convento.

Com a morte do rei Fernando, o reino é dividido entre seus filhos, mas seu filho mais velho, Príncipe Sancho (Gary Raymon ), a quem foi dado o reino de Castela, age para tornar-se o rei do reino unificado. Ao filho mais novo, Príncipe Alfonso (John Fraser), foi prometido o trono de León, e à sua irmã, a princesa Urraca (Geneviève Page) foi dado o trono da cidade de Calahorra. Diante das tentativas de Sancho de dominar todo o reino, a princesa Urraca envolve-se em um plano para seu assassinato. Na coroação de Alfonso, El Cid o faz jurar sobre a Bíblia que ele não tinha parte na morte de seu irmão. Desde que ele não tinha parte nisso (como sua irmã era responsável), ele jura, e faz Rodrigo banido por seu atrevimento. O amor de Ximena para El Cid reacendeu. Ela o acompanha em seu exílio.

Mas, Rodrigo é posto em serviço por outros combatentes espanhóis exilados e eventualmente, para o serviço do rei em proteger Castela do exército norte-Africano de Yussuf em uma batalha na planície de Sagrajas. Rodrigo não se junta ao rei, mas alia-se com os emires que lutam em Valência, onde Rodrigo alivia a cidade do ímpio Emir de Al-Kadir, que o traiu. Em represália por sua desobediência, o rei Alfonso aprisiona D. Ximena e as filhas gêmeas de El Cid. Ordóñez traz Ximena de onde o rei a tinha aprisionado com suas filhas e juntam-se a Rodrigo nas proximidades de Valência. Valência cai e o Emir Al-Mu’tamin juntamente com o exército de Rodrigo e os valencianos oferecem a coroa a Rodrigo, “O Cid”, mas ele se recusa e envia a coroa para o Rei Alfonso. Rodrigo então repele o exército do invasor de Ben Yussuf, mas é ferido em batalha por uma flecha da vitória final. Se a seta fosse removida, ele seria incapaz de levar seus combatentes, mas ele teria uma chance de recuperação. El Cid obtém uma promessa de Ximena de não retirar a flecha, optando por montar em seu cavalo e lutar, morrendo ou morto. O Rei Alfonso chega em seu leito e pede seu perdão.

Rodrigo, El Cid, morre, e assim seu corpo é preso na cela de seu cavalo e enviado à frente de seu exército, com o rei Alfonso e Emir Al-Mu’tamin montados em ambos os lados. Quando o exército de Yussuf percebe que El Cid está com os olhos abertos, acredita que o seu fantasma voltou dos mortos.

Babieca, seu cavalo, atropela e mata Ben Yussuf, que está apavorado demais para lutar. O exército norte-Africano invasor é esmagado. O rei Alfonso leva mouros e cristãos em uma oração “para o cavaleiro mais puro de todos”.