RODRIGO CONSTANTINO

TCHAU, HADDAD!

O diretório estadual do PT em São Paulo confirmou que Fernando Haddad (PT) será o candidato ao governo do estado.

Fernando Haddad preferia disputar o Senado em São Paulo, mas concorrerá ao governo para atender a um pedido do presidente Lula

“Diante das alternativas, Haddad fez boa gestão na Fazenda”, afirmou o editorial da Folha de SP. Para o jornal, o ministro “resistiu às ideias desastrosas do PT, manteve bons técnicos na equipe e a imagem proba”. Por fim, seriam bons “os indicadores em emprego e PIB, mas efeitos nefastos da leniência de Lula com déficits tendem a se manifestar nos próximos anos”.

Que bizarro! O ministro só fez aumentar arrecadação tributária e dívida pública, e ainda assim é elogiado pela Folha por não ter implodido de vez com a economia, como Lula queria! Que régua baixa dessa turma! O começo da frase já revela tudo: diante das alternativas. Ou seja, Haddad está sendo “elogiado” pelo jornal porque poderia ter sido ainda pior a gestão econômica lulista!

Vamos lá: o PIB não afundou, mas o crescimento não é nada demais. Um país como o Brasil crescer pouco mais de 2% é pouco, e a Argentina, com as reformas liberais de Javier Milei, vai crescer mais do que o dobro disso.

No mais, o povo sente no dia a dia uma realidade diferente, e isso talvez tenha ligação com a qualidade do PIB, que piorou. O agro puxa o grosso do crescimento, e o governo expande seu papel na economia, o que não é sustentável. Indústria e comércio patinam. E não podemos deixar de lado a desconfiança com os indicadores oficiais: até o Ministério Público pediu o afastamento de Marcio Pochmann do IBGE, pois suas decisões suspeitas de afastar técnicos indicam uma possível manipulação dos dados.

O emprego não está mal na fotografia, mas é preciso levar em conta que ele é medido com base em quem está procurando trabalho sem encontrá-lo. Ora, com 94 milhões de brasileiros em “programas sociais”, claro que isso reduz o incentivo para buscar formalmente emprego. Mas, novamente, não é sustentável. O melhor programa social que existe, como sabia Reagan, é justamente o trabalho.

As famílias estão mais endividadas, os pedidos de recuperação judicial cresceram cerca de 20%, e o clima é de apreensão. A economia tende a ser um tema importante em eleições, e a taxa de rejeição de Lula vem subindo, o que indica justamente que a situação econômica real não é tão “bonita” quanto alguns números mostram. A realidade é diferente, a taxa de juros segue muito elevada por culpa do governo perdulário, e se a fotografia não é das melhores, o filme é ainda pior: a dinâmica aponta para indicadores fiscais terríveis em 2027, já que o governo se mostrou incapaz de aprovar reformas estruturais e reduzir despesas.

Celebrar, portanto, um ministro responsável por números tão medíocres é realmente um espanto. O governo Bolsonaro, com seu ministro liberal Paulo Guedes, conseguiu reduzir a dívida pública em 3,6 pontos percentuais, apesar da pandemia. Com Haddad e Lula, essa dívida saltou sete pontos percentuais! O governo petista é pior do que o vírus chinês, eis a conclusão. O economista Adolfo Sachsida, diante desses dados, comentou:

Tenho muito orgulho de ter feito parte de uma das melhores equipes econômicas da história do Brasil: a equipe liderada por Paulo Guedes e pelo presidente Jair Messias Bolsonaro.Foi um período de intenso trabalho, marcado pelo compromisso com as reformas e pela dedicação ao futuro do Brasil. Vale lembrar que enfrentamos circunstâncias absolutamente extraordinárias: a maior pandemia em 100 anos, a mais severa crise hídrica em um século e a maior guerra na Europa em 75 anos. Ainda assim, seguimos trabalhando com responsabilidade para preservar a economia e preparar o país para o futuro.

De fato, o governo Bolsonaro entregou bons resultados apesar desse contexto, e deixou a casa em ordem para seu sucessor. Lula, uma vez mais, colocou tudo a perder, as estatais voltaram a dar enormes prejuízos, o rombo fiscal aumentou e a arrecadação tributária bateu recorde, mostrando que o problema não é falta de recursos. Quem é que pode comemorar algo assim? O brasileiro morre de saudades de Paulo Guedes, isso sim. Para azar de Haddad, um sujeito medíocre, sua base de comparação é nada menos do que o melhor ministro da Economia que já tivemos.

Haddad já vai tarde! Foi um dos piores prefeitos de São Paulo, e agora se mostrou um ministro cujo “grande feito” foi não ter destruído de vez com todo o legado de Guedes. O próximo passo é perder a disputa para o governo de São Paulo para o atual governador Tarcísio, outro ministro importante do governo Bolsonaro, que entregou ótimos resultados e tem feito uma boa gestão no estado mais rico do país. Eis a diferença mais básica entre a esquerda e a direita: somente a direita entrega realmente bons resultados!

RODRIGO CONSTANTINO

GILMAR MENDES CAVA PÊNALTI DA NULIDADE

Gilmar Mendes

Gilmar Mendes chamou de “barbárie institucional” os vazamentos de conversas íntimas de Daniel Vorcaro, abrindo caminho para pregar a anulação do caso depois

O ministro Gilmar Mendes voltou a ser o grande ícone do garantismo no país. Depois de deixar de lado todas as preocupações com as prerrogativas dos réus, quando o alvo era o bolsonarismo, Gilmar voltou a falar com muita preocupação desse assunto. Chegou a citar “barbárie institucional” para se referir aos vazamentos de conversas íntimas de Daniel Vorcaro:

A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição.

Gilmar Mendes ainda puxou da cartola o Dia Internacional da Mulher, para dar uma cartada feminista em seu discurso político. Seu real objetivo, porém, parece ser cavar um pênalti para pregar a anulação do caso na frente, como esse trecho deixa transparecer: “Ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal”.

A “cadeia de custódia” estaria ameaçada, e essa narrativa prepara o terreno para considerar tudo nulo depois. Mas Gilmar Mendes foi rebatido por vários especialistas, e tomou até nota dos leitores no X: “O ministro deveria atentar-se para o artigo 36 inciso III da LC 35/1979 (LOMAN), que proíbe magistrados de manifestarem, por qualquer meio, opinião sobre processos pendentes. Observe a lei para preservar a imparcialidade”.

O advogado Emerson Grigollette escreveu um longo texto rebatendo o ponto de vista de Gilmar Mendes, que começa já refutando o cerne da questão: “O Ministro vai me desculpar, mas o que chama de ‘necessidade’ na realidade é sua vontade de mudar a lei que já regula a matéria. Esse ponto trazido em seu post já foi exaustivamente debatido quando da aprovação da LGPD e após amplo debate, decidiu-se que, o interesse público (como crimes, por exemplo) se sobrepõe ao interesse particular (intimidade e privacidade) nas situações abaixo que, aliás, não são fruto do meu entendimento, mas do expresso texto da LGPD já vigente”.

Em seguida, Grigollette apresenta a lei que Gilmar Mendes parece desconhecer, e conclui: “Logo, o caso envolvendo o Banco Master, o escândalo do INSS e de várias outras situações onde há indícios criminais gravíssimos, sobretudo, quando possam estar envolvendo autoridades brasileiras, obviamente não estão amparados pela LGPD, não havendo fundamento legal para sustentar o sigilo desses casos com base na LGPD”.

A jornalista Paula Schmitt contestou a publicação de Gilmar Mendes por outro ângulo, comparando sua postura de agora com aquela na Lava Jato: “Mas o senhor não defendeu a operação de kompromat conhecida como Vaza Jato? Não houve a revelação de milhares de conversas privadas sem qualquer relevância jurídica, usadas apenas para humilhação pública e chantagem?” Marina Helena abordou outro aspecto, que é a falta de senso de prioridade do ministro: “De todas as 129 milhões de revelações, o que chocou o senhor foram os diálogos íntimos do casal?”

Em suma, pode-se até questionar se o vazamento das conversas íntimas merece críticas, mas certamente esse ponto é totalmente periférico ao que realmente interessa ao país nesse escândalo. Serve para alguns memes engraçados nas redes sociais, ou para o povo da fofoca se interessar mais pelo que se passa no caso do Banco Master, mas aquilo que realmente importa é a relação promíscua entre o banqueiro fraudulento e ministros do STF.

Em qualquer país sério, Moraes e Toffoli já teriam sido afastados de seus cargos e estariam no banco dos réus sob investigação, com seus celulares apreendidos pela Polícia Federal. Cada dia que passa é um dia a mais para esses ministros destruírem provas e apagarem rastros deixados nesse esquema com o mafioso banqueiro. Mas quem tem coragem de agir para garantir a Justiça nesse país?

RODRIGO CONSTANTINO

CASAL NA DEFENSIVA

O advogado André Marsiglia resumiu bem a situação: “Estamos diante de uma encruzilhada incontornável: ou a Globo mente sobre Moraes, ou Moraes mente sobre as reportagens da Globo. Se a Globo mente, por que não está respondendo, como tantos responderam, no inquérito das fake news? Se Moraes mente, precisa cair e ser investigado”.

Eu mesmo tinha escrito esses dias: em outros tempos, por muito menos, Moraes já teria prendido Moraes ou incluído Malu Gaspar no inquérito do fim do mundo. Moraes não é mais o mesmo! Está acuado, desmoralizado, sendo cobrado por quem antes o chamava de “muralha” e fingia acreditar que seu abuso de poder era para “salvar a democracia”.

Até mesmo sua esposa se manifestou pela primeira vez sobre o contrato “suspeito” com o Banco Master. Viviane de Moraes disse que foram quase cem reuniões e 36 pareceres para o banco de Daniel Vorcaro. Puxa vida! Como o contrato era de R$ 129 milhões, isso dá R$ 3,6 milhões por parecer! Era justamente o valor mensal que o escritório da família de Moraes recebia. Não há, no mundo jurídico, contrato similar, com cifras tão elevadas.

Lygia Maria, em sua coluna na Folha de SP, começa constatando uma verdade inapelável: “Só numa república bananeira como o Brasil um juiz da corte constitucional que tem relações com o líder de uma organização criminosa ainda não foi – e tudo indica que não será – investigado”. Moraes, afinal, foi pego com batom na cueca, como diz o título de sua coluna. Lygia conclui:

Num país sério, Paulo Gonet, o procurador-geral da República, já teria pedido abertura de investigação contra Moraes para apreender seu celular. Mas esperar por Gonet é como esperar por Godot, da peça de Becket. O Brasil é um teatro do absurdo. Assim, se o caso for mantido no STF, o juiz com batom na cueca pode vir a participar do julgamento do seu amigo mafioso. Traição suprema aos brasileiros.

A colunista da Folha já vinha adotando uma postura mais firme de cobrança aos abusos supremos faz tempo, mas a novidade é que inúmeros de seus pares na velha imprensa também passaram a fazê-lo. Gente que antes tratava Moraes com respeito e até deferência, como se ele fosse mesmo o guardião da democracia contra “golpistas”, agora demanda explicações abertamente sobre o que já veio à tona no caso do Banco Master. Moraes não estava acostumado a ser alvo de cobranças, e não está sabendo como reagir. Se declarar guerra total aos veículos de comunicação, isso pode marcar um fim trágico ainda mais rápido para quem se achava um deus do Olimpo.

Até mesmo o campo da esquerda parece ter abandonado Moraes. Leandro Demori escreveu: “O contrato que ‘não existia’. Quem espalhou a tese (sem nenhuma prova) vai se retratar? Não, não vai. Os fatos já não importam mais. Irão dobrar a aposta e dizer que não tem nenhum problema”.

Não dá mais para negar o contrato que a própria Viviane Moraes admitiu, e a tentativa de explicar o serviço prestado ficou ainda pior. João Luiz Mauad comentou: “Segundo entendi da nota que o escritório da doutora Viviane demorou quase dois meses para divulgar, o escopo do contrato de R$ 129 milhões envolvia principalmente a elaboração e revisão de manuais de compliance e código de ética, que você encontra já prontinhos na internet ou pode mandar produzir a seu gosto por qualquer programa de IA disponível no mercado”.

Mauad acrescentou: “Sugestivo também é o fato de que, além de caríssimos, esses serviços também se mostraram bem ineficazes, afinal, como estamos vendo agora, a quebra do banco se deu principalmente pela total falta de ética, conformidade e governança, tanto que a operação da PF no Master se chama Compliance Zero”.

Ou seja, a emenda foi pior do que o soneto, e ninguém acredita nessa versão fantasiosa. A grana era, ao que tudo indica, para contratar os serviços do próprio Alexandre de Moraes. Serviços esses ilegais, de lobista, de quem, tal qual uma muralha, pudesse bloquear até ordem de prisão do banqueiro fraudulento…

RODRIGO CONSTANTINO

A MÁFIA

DANIEL VORCARO

Manifestantes exibem cartaz com o rosto de Daniel Vorcaro e os dizeres: “Vorcaro Ladrão”

O editorial do Estadão hoje fala de “Uma máfia no coração do poder”. De fato, a palavra que melhor descreve essa “turma” do Vorcaro é máfia. Tinha o núcleo do serviço sujo, com policial e com sicário, tinha o núcleo das propinas para cooptar autoridades, tinham as conexões do próprio banqueiro para garantir acesso aos esquemas fraudulentos com instituições do Estado e tinha uma leva de jornalistas e influenciadores na lista de pagamentos para criar pautas favoráveis ao grupo.

O jornal dedica um parágrafo para falar das autoridades mais relevantes que Vorcaro teria colocado no bolso:

Suas relações promíscuas chegam ao coração do sistema de Justiça. O ministro Dias Toffoli, que chegou a fazer negócios com as redes de Vorcaro, assumiu, em circunstâncias estranhíssimas, a relatoria do caso e emperrou o trabalho da polícia por meses. A mulher do ministro Alexandre de Moraes celebrou um contrato multimilionário e mal explicado com o Master. Nenhuma dessas circunstâncias, por si, prova crime. Mas compõem um quadro suficientemente delicado para exigir o mínimo de transparência institucional.

Aqui falta um pouco de coragem e objetividade para chamar as coisas pelos nomes: as “circunstâncias” provam, sim, crimes. Ou alguém acha que é normal um contrato de R$ 129 milhões entre um banco e um escritório da família do ministro supremo sem qualquer prestação de serviço advocatício que justificasse uma mísera fração desse montante? Mas, ao menos, o jornal admite que a postura reativa do STF é comprometedora e suspeita:

O que se viu foi o contrário. Uma Corte na defensiva, e até agressiva, quando investigações se aproximaram de seus membros. Decisões monocráticas intimidaram críticos, bloquearam diligências e interromperam iniciativas de apuração parlamentar. O Tribunal se mostra muito mais ocupado em proteger os segredos de seus ministros do que em dissipar dúvidas legítimas.

E é aqui que mora o cerne da questão: tudo que o STF vem fazendo de ilegal e abusivo desde 2019 tinha como objetivo perseguir políticos e jornalistas honestos para proteger seus esquemas. Vorcaro gostou muito de um encontro com Lula, mas se referiu a Bolsonaro como “idiota” e “beócio” quando ele divulgou uma notícia sobre a Caixa punindo servidores que tentaram justamente impedir um esquema com o Master.

Bolsonaro incomodou muito o sistema corrupto, que reagiu com essa perseguição implacável que culminou numa prisão totalmente injusta. O STF foi atrás de jornalistas independentes que denunciavam esses abusos, pois isso ameaçava os próprios esquemas. Flavio Gordon, colunista da Gazeta do Povo, comentou: “A CENSURA e a CORRUPÇÃO são irmãs siamesas. O inquérito das fake news sempre teve essa única função: autoproteção mafiosa”.

Nesse contexto, podemos dar as boas-vindas a essa turma da velha imprensa na luta contra os abusos supremos, mas não sem antes lembrar do papel que teve até aqui. O Globo, por exemplo, soltou nota de repúdio contra as ameaças descobertas contra seu jornalista Lauro Jardim, alegando que não vai se intimidar. Eis o conteúdo da nota:

O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.

Ótimo! Uma pena o jornal não ter adotado a mesma postura quando “a turma” tentava calar na marra Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Paulo Figueiredo, Guilherme Fiuza e este que vos escreve, entre tantos outros. A mídia estava hibernando nessa época, assim como a OAB e tantas entidades que poderiam e deveriam ter atuado para conter o monstro que hoje ameaça engolir geral. O Estadão conclui seu editorial:

A prisão de Vorcaro pode representar o início de uma investigação que finalmente ilumine essas conexões e puna os cúmplices de fraudes multibilionárias. Ou pode ser apenas mais um episódio a se diluir no ciclo habitual de crises nacionais. O que se desenha é uma nova disputa: não entre este ou aquele grupo partidário, nem entre tal ou qual Poder ou instituição, mas entre a banda podre de Brasília (distribuída por todos os Poderes, partidos e instituições) e a banda republicana. O desfecho do caso Master revelará ao Brasil qual delas realmente predomina no coração do poder.

De fato, não é uma disputa entre esquerda e direita, mas entre quem quer combater a corrupção e quem quer impunidade, similar ao que ocorreu na Lava Jato. Tomara que a ala republicana possa vencer essa guerra, apesar de um histórico favorável aos corruptos em nosso país…

RODRIGO CONSTANTINO

UMA MISTURA DE EPSTEIN COM AL CAPONE

O banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master

Com autorização do ministro André Mendonça, Daniel Vorcaro e seu cunhado foram presos novamente nesta quarta. Mendonça resolveu tirar o sigilo da decisão, da qual a PGR foi contra. Paulo Gonet não viu ameaça no banqueiro fraudulento, mesmo que, em mensagens num grupo de WhatsApp, ele falasse em “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, entre outros. O PGR, porém, defendeu a prisão dos inocentes do 8 de janeiro, de Filipe Martins, de Bolsonaro e de tantos outros.

O Brasil foi mesmo dominado por uma máfia. Vorcaro, que teve R$ 22 bilhões sequestrados na operação, parece uma mistura de Jeffrey Epstein com Al Capone. Suas festinhas no “Cine Trancoso” serviam para atrair e intimidar autoridades, enquanto essa postura de tramar agressões é típica de mafiosos como Al Capone.

Vorcaro investiu bastante em “conexões”, ou seja, tentou comprar quem estava à venda em Brasília. Contrato de R$ 129 milhões com o escritório da família de Alexandre de Moraes, recursos para o resort da família de Dias Toffoli e por aí vai. Se ele delatar, o que se tornou mais provável com sua volta à prisão, muita gente poderosa vai tremer nas bases. Vorcaro é um gângster, mas não lhe faltam cúmplices…

Enquanto isso, a esquerda e uma ala da direita “bolsonarista” partiram para cima de Nikolas Ferreira após Malu Gaspar relatar que o deputado viajou num jatinho que era de uma empresa com vários sócios, entre eles Vorcaro. Isso há quatro anos, para fazer campanha para Jair Bolsonaro. À época, Vorcaro não era tido como criminoso, e Nikolas sequer organizou a logística das viagens. Era apenas um convidado.

Nada disso importa para quem quer apenas difamá-lo e desgastá-lo. Até Tabata Amaral embarcou nessa, ignorando que recebeu em seu casamento o ministro Moraes. Ou seja, os R$ 129 milhões, já conhecidos do público, não a impediram de achar adequado ter na festa um “companheiro” de Vorcaro, mas Nikolas aceitar carona num avião fretado virou o problema. É pura desonestidade, claro.

A esquerda, aliás, faz de tudo para barrar a CPI do Master, enquanto Nikolas luta por sua instalação. As ações falam mais alto do que as palavras. Kriska Pimentinha, ligada ao PT, chegou a publicar um claro briefing da Secom com uma estratégia para atacar Nikolas, que também foi alvo da turma “australiana” que se diz bolsonarista raiz, mas não respeita os pedidos do próprio Jair Bolsonaro.

O grupo de WhatsApp de Vorcaro se chamava “a turma”, mas se trata de uma turma de milicianos, de bandidos. Que André Mendonça siga no bom caminho e autorize o trabalho da Polícia Federal com toda a autonomia que ela precisa para avançar nas investigações. Tem muita gente envolvida nesse escândalo do Master. Que todos eles paguem por seus crimes!

RODRIGO CONSTANTINO

LICENÇA PARA OFENDER

Júlia Zanatta

Um servidor da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), foi identificado como o autor de ofensas enviadas à deputada federal Julia Zanatta (PL-SC)

Um servidor da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), foi identificado como o autor de ofensas enviadas à deputada federal Julia Zanatta (PL-SC). A Polícia Legislativa Federal (PLF) o indiciou por ameaça, injúria e difamação, com agravante por terem sido praticadas via e-mail e contra funcionária pública no exercício da função de parlamentar federal.

“Vai te f*der, desgraçada, criminosa, mentirosa, nojenta… Larga desse crucifixo no pescoço, sua falsa cristã”, diz trecho do conteúdo ofensivo. “Todo o apoio ao Alexandre de Moraes, aos ministros do STF, ao presidente Lula (o melhor desse país até hoje) e a próxima a ir para a cadeia será você, sua ratazana de esgoto. Ah, não… as ratazanas são mais evoluídas e não quero ofendê-las… Você não passa de uma bactéria patogênica, nociva”, emendou o agressor.

Algumas pessoas confundem liberdade de expressão com “licença para ofender”, ou críticas com xingamentos. Essa confusão causa muito mal à própria liberdade de expressão. O que os liberais sempre defenderam foi liberdade com responsabilidade. A resposta a quem é ofendido tem que ser na Justiça, não em inquérito ilegal do Alexandre de Moraes, claro. O ministro, aliás, é defendido pelo servidor.

Outra confusão comum que muitos fazem é entre liberdade de expressão e tolerância obrigatória na própria propriedade do indivíduo. Se alguém vai à conta do outro xingar e recebe um “block”, isso não é “censura”, mas o legítimo direito do proprietário da conta de manter sua página livre de ofensas. Infelizmente, há até gente que se diz de direita e que não entende isso, reproduzindo as falácias da esquerda.

Por falar em liberalismo, há uma campanha, que não é de hoje, para misturar o liberalismo clássico (que merece muitos elogios) e o “liberalismo” no sentido americano, que é “progressismo” de social-democrata. A Folha de SP faz sempre essa mistura, por exemplo. O “pai do conservadorismo”, Edmund Burke, era um liberal whig. Quem mistura deliberadamente os termos o faz de propósito, para atacar o liberalismo bom, aquele de Paulo Guedes, por exemplo, buscando confundi-lo com a turma “progressista” do Arminio Fraga. É pura perfídia…

Se o STF de Moraes confunde de propósito qualquer crítica com “ataque”, para justificar seu abuso de poder, isso não quer dizer que ataques de verdade não existam – o que não justifica inquérito ilegal e autoritário. Quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é chamada de “p*ta”, por exemplo, isso foge totalmente ao escopo de uma crítica. É ataque, sim, é injúria e merece resposta na Justiça. Os liberais clássicos entendem bem isso. Os petistas e alguns que se dizem “bolsonaristas” não. Buscam uma licença para ofender e fazem isso em nome da preciosa liberdade de expressão.

RODRIGO CONSTANTINO

MANIFESTAÇÕES

Flávio Bolsonaro Avenida Paulista

Flávio Bolsonaro participou do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º)

As manifestações deste domingo encheram as ruas de Belo Horizonte e São Paulo. Tinha bastante gente, apesar da turma do Pablo Ortellado falar em vinte mil pessoas. Acima de tudo, a imagem de um povo unido que perdeu o medo de protestar é importante, pois cabe lembrar que o sistema fez de tudo para intimidar a população com aquelas punições absurdas do 8 de janeiro. O povo perdeu o medo e retomou as ruas. Todo poder emana do povo.

O senador Flávio Bolsonaro foi bem. Alguns reclamaram que ele não bateu de frente com ministros do STF, evitando citar nomes. Mas é compreensível: Flávio é pré-candidato e precisa transmitir a imagem de moderado, além de saber dos riscos envolvidos num ambiente em que STF e TSE vêm perseguindo a direita. Ele preferiu focar no Lula, seu adversário direto, mostrando como seu desgoverno está destruindo o Brasil uma vez mais.

Já Nikolas Ferreira subiu o tom e falou que o destino adequado de Alexandre de Moraes não é o impeachment, mas a prisão. Good cop, bad cop. Enquanto Flávio manda um recado mais suave e “presidenciável”, o jovem deputado desce a lenha nos ministros do STF e lembra como os conservadores têm sido alvos desse abuso de poder.

Além de Flávio e Nikolas, vários outros políticos e lideranças estiveram presentes, como o governador Zema e o pastor Silas Malafaia. O recado, aqui, também é claro: é hora de união contra o lulismo! É hora de deixar as divergências e as intrigas de lado, como o próprio Jair Bolsonaro pediu em carta. Parem de atacar Michelle e Nikolas, cada um vai ajudar na campanha à sua maneira e o importante é todos terem em mente o objetivo comum de derrotar Lula.

Nikolas, inclusive, desabafou depois no Programa 4por4, mostrando como há uma patota barulhenta nas redes sociais que vive para desgastá-lo. Nada do que ele faz está bom para essa turma. Que, aliás, é incoerente: ora Nikolas não tem votos, pois todos são do “bolsonarismo”; ora ele tem que participar mais, pedindo votos para o Flávio. No fundo esse pessoal quer mesmo criticar e gerar divisão, mas como Nikolas mostrou, eles não têm real influência fora da bolha das redes sociais.

Enquanto a direita mostra união e força, o governo contrata pesquisa para entender por que Lula segue caindo. Não precisavam gastar o dinheiro. Os motivos são óbvios: segurança pública não é uma prioridade do governo, a economia vai mal e os escândalos de corrupção voltaram com tudo. Lulinha, inclusive, está envolvido no caso do INSS e admitiu a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo “Careca do INSS” e viagem a Portugal. Sua situação é cada vez mais complicada, o que explica o desespero da bancada petista na CPMI, partindo para a agressão contra o presidente após a aprovação da quebra de sigilo fiscal do filho de Lula.

Nunca é recomendável subestimar a força petista, ainda mais com a máquina estatal na mão. As medidas populistas seguem a todo vapor. Mas as chances da direita derrotar o lulismo aumentam a cada dia. Flávio vem fazendo bem sua parte, com postura ponderada e pregando união. Esse é o caminho para aposentar de vez o ladrão que voltou à cena do crime, segundo seu próprio vice…

RODRIGO CONSTANTINO

O TAPA DO DESESPERO

Lulinha sigilo

Empurra-empurra e confusão marcam aprovação da quebra de sigilo fiscal do filho do presidente, Fábio Luiz, o Lulinha

A votação da CPI do INSS que resultou no pedido de quebra de sigilo do filho do presidente Lula virou um cabo de guerra entre governo e oposição. Entre as alternativas estudadas está contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a legitimidade da aprovação do requerimento. Aliados do governo também avaliam pedir uma nova votação dos requerimentos. A base governista também tenta um acordo político com Alcolumbre.

O PT é e sempre foi um mau perdedor. Gleisi Hoffmann já chamou de “golpe” o ocorrido. É sempre a mesma coisa: quando o PT ganha, foi a democracia; quando perde, houve um golpe. O discurso já é manjado, assim como o tradicional apelo ao “tapetão”, ao STF, judicializando a política.

Mas dessa vez o desespero petista ficou mais escancarado. Ele pode ser ilustrado pelo tapa que o deputado Rogério Correia deu em Luiz Lima, do Partido Novo. A violência também é uma marca histórica da esquerda radical. Eles exalam “amor”, só que não. Na prática, consideram sua violência “redentora”, pois buscam o monopólio das virtudes. Seus “nobres” fins justificam quaisquer meios.

“Eles precisam apanhar nas urnas e nas ruas”, disse Zé Dirceu convocando a militância contra o tucano Mario Covas, que acabou, de fato, agredido naquela campanha. Quando o petista Maninho empurrou um empresário contra o para-choque de um caminhão, Lula saiu em sua defesa: “Esse companheiro, o Maninho, por me defender, ficou preso por sete meses. Isso porque resolveu não permitir que um cara ficasse me xingando na porta do Instituto Lula”. Esse é o PT, cujo líder justifica a violência quando é para “defendê-lo”.

Agora o PT faz de tudo para tentar blindar Lulinha. Não quer investigações, mesmo com evidências de que o filho de Lula recebia mesada de R$ 300 mil do “careca do INSS”. Esse escândalo bateu à porta da casa de Lula faz tempo, envolvendo seu irmão e agora seu filho. Lula, tentando bancar o intransigente com malfeitos, ainda disse que chamou seu filho e disse que, se ele tivesse praticado algum crime, pagaria por isso. Só não contou o que respondeu seu filho depois…

Em ano eleitoral, tudo isso tem produzido bastante desgaste ao presidente, que busca a reeleição e um quarto mandato. O povo esquecido lembrou que PT é sinônimo de corrupção. Algumas pesquisas já colocam Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico. Temos ainda o desgaste por contada economia, que não vai bem, e da segurança pública, pauta prioritária do eleitor e que o governo se mostra totalmente incapaz de agir em prol da população – preferindo chamar traficante de vítima do usuário.

Por mais que o PT tente melar a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha no Congresso, parece que é tarde demais: a própria Polícia Federal já teve autorização do ministro André Mendonça para quebrar seu sigilo. Lulinha vem ganhando muito dinheiro com atividades suspeitas faz tempo. Era monitor de zoológico e logo depois vendeu por milhões a empresa Gamecorp para a Oi, que se beneficiou de uma mudança na Lei Geral de Telecomunicações assinada por seu pai, então presidente, que permitiu a compra da Brasil Telecom pela mesma Oi. Coincidência, claro…

Agora esse sujeito, chamado de “Ronaldinho do Lula”, de “fenômeno”, terá suas contas expostas e investigadas pela PF e pela CPI. Coisa boa não deve sair dali. Quando o escândalo do INSS estourou, Lulinha se mandou para a Espanha, talvez antevendo o problema. Podemos apenas imaginar o que já teria sido feito se fosse um filho de Bolsonaro. Certamente estaria preso…

RODRIGO CONSTANTINO

NEM TUDO É ECONOMIA

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro mantém tendência de crescimento na pesquisa AtlasIntel desde o anúncio de pré-candidatura à Presidência da República

“É a economia, estúpido!” A frase do assessor de Bill Clinton acabou se tornando uma daquelas “verdades” repetidas desde então. Mas será que ela é mesmo verdadeira? Não resta a menor dúvida de que a economia é um fator crucial em qualquer eleição, mas será que tudo se resume ao quadro econômico? Segundo pesquisa recente, certamente que não.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta (26) indica que a corrupção e a criminalidade são os maiores problemas do país para os brasileiros. A empresa fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Quais são, na sua opinião, os maiores problemas do Brasil hoje em dia?”. Da lista apresentada, era possível selecionar até 3 opções. “Corrupção” foi um problema apontado em 54,3% das respostas, enquanto “criminalidade e tráfico de drogas” apareceu em 53,3%.

Bastante atrás das duas opções apareceram “economia e inflação”, com 19,2%; “violência contra a mulher/feminicídio”, com 16,4%; “extremismo e polarização política”, com 15,7%; “situação da saúde”, com 15,5%, e “situação da educação”, com 15,3%.

Faz sentido, ainda mais em se tratando do Brasil. Para os americanos, a corrupção e a criminalidade não são problemas tão graves assim, então a economia realmente assume um papel muitas vezes predominante, em que pese temas como imigração ou aborto falarem mais alto em certas ocasiões. Mas no Brasil, onde o cidadão corre risco razoável de vida todo dia que sai de casa, e onde Brasília se transformou num antro de corrupção que drena os recursos do povo, há mais foco nessas áreas.

Até porque tudo isso impacta também a economia. Um país tão corrupto assim é um país onde fazer negócios se torna um martírio. A criminalidade afeta diretamente o dia a dia de todos, e ninguém aguenta mais se ver como refém da bandidagem.

A campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro vai focar no tema da segurança pública, e isso pode representar uma enorme vantagem em relação ao ser adversário. Lula, não custa lembrar, disse que o traficante é vítima do usuário, e toda a sua política de segurança parte da premissa esquerdista de que o bandido é uma “vítima da sociedade”. O eleitor, por outro lado, deseja alguém que vá endurecer com os criminosos. Há uma demanda crescente por uma espécie de Bukele brasileiro, e Flávio esteve em El Salvador para ver in loco como foi a política tão bem-sucedida que praticamente eliminou a criminalidade no país.

Já no tema de corrupção, o PT vai tentar nivelar todos por baixo, falando de “rachadinha”, mas o povo não é bobo e percebe como os escândalos voltaram com força durante o governo Lula. Na época de Bolsonaro, o país ficou basicamente 4 anos sem qualquer escândalo de corrupção, a ponto de seus oponentes terem de falar do “crime” de importunar uma baleia! Agora temos o caso do INSS, o escândalo do Banco Master, e tudo bem próximo do presidente. Lulinha, seu filho, já é alvo inclusive de delação no caso do INSS.

E para a surpresa de ninguém, convenhamos. Lulinha já foi chamado de “Ronaldinho” do pai, o “fenômeno” dos negócios. De fato, saiu de monitor de zoológico para milionário que vendeu a Gamecorp para a Oi. Logo depois, seu pai alterou a Lei Geral de Telecomunicações para permitir que a mesma Oi comprasse a Brasil Telecom. Coincidência ou corrupção?

Enfim, nos dois principais tópicos, segundo a pesquisa, Flávio leva grande vantagem. E no terceiro também! Sim, a economia importa, e o povo tem sentido no bolso as consequências da má gestão do atual desgoverno. Os impostos só aumentam, ainda assim o rombo fiscal cresce, pressionando a taxa de juros, e isso tem levado a maior inadimplência. Toda vez que o brasileiro vai ao mercado sente que os indicadores oficiais de inflação mentem, pois a perda do poder de compra da moeda é evidente.

Flávio está com a faca e o queijo na mão para fazer uma campanha demolidora contra Lula, com base nos três principais itens de interesse nacional. Se a eleição for minimamente justa e o TSE for um árbitro imparcial desta vez, então as chances de vitória da direita são boas. Algumas pesquisas já mostram isso, e o PT estaria preocupado. Melhor assim: o Brasil precisa de uma guinada para endireitar aquilo que vem prejudicando tanto sua população sofrida.

RODRIGO CONSTANTINO

TRUMP EXPÕE LOUCURA DEMOCRATA

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para militares e seus familiares em Fort Bragg, na Carolina do Norte, EUA, em 13 de fevereiro de 2026

O discurso do presidente Donald Trump no “State of the Union” nesta terça (24) foi histórico. Trump é um show man, e dificilmente os republicanos terão outro presidente que combine esse lado um tanto cômico do presidente com suas conquistas concretas no governo. Trump tem o que mostrar em termos de avanços com suas políticas públicas, e sabe fazer isso humilhando seus adversários como poucos. Foi um massacre.

“Levante se você concorda que o principal trabalho do governo americano é proteger o cidadão americano, não os imigrantes ilegais”. Os democratas ficaram sentados. “Que vergonha”, rebateu Trump. Com essa tirada, Trump expôs como os democratas se tornaram contrários aos valores americanos, como parecem odiar a própria América. Ilhan Omar e Rashida Tlaib ficaram gritando contra Trump, o que deu um tom mais bizarro ainda à situação. Como alguém em sã consciência pode discordar de um depoimento tão incontroverso?

Em sua fala, o republicano disse que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e defendeu os resultados de sua política econômica, de segurança nas fronteiras e de fortalecimento militar. Durante o discurso, Trump afirmou que herdou do ex-presidente democrata Joe Biden um país em crise, com inflação elevada, fronteiras abertas e instabilidade internacional, mas disse que seu governo, em pouco tempo, promoveu uma mudança estrutural. “Nossa nação está de volta – maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”, declarou Trump. Fatos inegáveis.

Falando sobre imigração e segurança, Trump declarou que os Estados Unidos agora têm “a fronteira mais forte e mais segura da história americana”. Segundo ele, “nos últimos nove meses, zero imigrantes ilegais foram admitidos nos Estados Unidos”. O republicano acrescentou que “o fluxo de fentanil letal através da nossa fronteira caiu em um recorde de 56%” e que, no último ano, “a taxa de homicídios registrou a maior queda da história registrada – o menor número em mais de 125 anos”.

Trump também anunciou oficialmente o que chamou de “guerra contra a fraude” nos EUA, que será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance. Como exemplo, citou um caso envolvendo a comunidade somali em Minnesota sobre fraude e desvio de recursos públicos. Trump também defendeu a necessidade de identidade para se votar, o que, novamente, deveria ser medida incontroversa. Os democratas fizeram cara feia, como se filtrar somente cidadãos nas eleições fosse algo errado.

Na área da geopolítica, Trump mostrou resultados e avanços no Oriente Médio, citando o Irã fragilizado, afirmou que está trabalhando duro para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia, voltando a dizer que ela sequer teria começado se ele fosse o presidente à época, e mencionou a captura de Nicolás Maduro, o ditador socialista da Venezuela.

No contexto deste assunto, Trump apresentou no plenário do Congresso a venezuelana Alejandra Gonzalez, que se reuniu novamente com seu tio, Enrique, que ficou preso por anos pelo regime de Maduro. Foi um momento comovente e histórico. O presidente também homenageou o suboficial-chefe Eric Slover, apontado como piloto do helicóptero líder na operação que culminou na prisão do líder chavista.

Sobre o combate ao narcotráfico, o presidente Trump lembrou que seu governo designou cartéis mexicanos como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que, segundo ele, ampliou os instrumentos legais e operacionais para combater essas facções. “Por anos, vastas regiões da nossa área, incluindo grandes partes do México, foram controladas por cartéis assassinos”, afirmou.“Com nossa nova campanha militar, paramos quantidades recordes de drogas entrando em nosso país e praticamente interrompemos completamente a entrada por água ou mar”, declarou.

Talvez o momento mais tocante do discurso tenha sido quando Trump citou o assassinato da ucraniana Iryna Zarutska morta no trem quando voltava para casa do trabalho. Sua mãe, Anya, estava presente, e Trump prometeu justiça para sua filha. “Estamos honrados em ter conosco uma mulher que passou pelo inferno”, disse Trump. “Em 2022, ela e sua filha – que filha linda, tão linda, que jovem mulher linda – Iryna fugiram da Ucrânia devastada pela guerra para viver com parentes perto de Charlotte, na Carolina do Norte. E, a propósito, o que está acontecendo com Charlotte?”

Trump continuou contando sobre o assassinato de Iryna Zarutska em agosto de 2025, referindo-se ao suspeito – Decarlos Brown – como um “monstro desequilibrado” e dizendo que Brown foi solto por meio de “fiança sem dinheiro”. “Ela escapou de uma guerra brutal, apenas para ser assassinada por um criminoso endurecido, posto em liberdade para matar na América”, disse ele, antes de se virar para reconhecer Anya Zarutska na galeria.

Todos os republicanos aplaudiram a mãe de Iryna, mas os democratas não. Trump questionou: “Como podem não se levantar?” Imagina a cabeça de um típico democrata que usou broche da Ucrânia nos últimos anos e sequer é capaz de honrar a mãe ucraniana que teve sua filha morta do nada por um maluco no trem!

Enfim, o longo discurso de Trump no Congresso matou dois coelhos com uma cajadada só: mostrou várias conquistas importantes do seu governo nesse começo de gestão, e expôs a crescente insanidade dos democratas, cada vez mais dominados por um radicalismo antiamericano abjeto.