Comentário sobre a postagem BORDANDO VERSOS
Jairo Juruna:
Achei bacana encontrar nesta roda de glosas um timaço de estilistas da poesia popular CELEBRANDO a literatura de cordel não apenas como entretenimento, mas como uma forma de trabalho amoroso.
Eles transformam o ato de fazer poesia em algo palpável — ora fio, ora semente, ora oração — mas sempre movido pelo binômio amor e paixão, que garante a sobrevivência dessa arte no tempo.
Gostei de tudo, com destaque para a poesia de Jesus de Ritinha na qual o poeta introduz uma ideia diferente, uma metáfora da poesia como cultivo, plantação e colheita.
Falar em “agricultar poesia” passa a ideia de que o poeta prepara/cultiva a terra (no caso, a mente), planta a semente (a ideia) e colhe os frutos (os versos primorosos), reforçando a ligação intrínseca entre o homem do campo e a literatura de cordel.
