Estive pela primeira vez no Estado de Pernambuco na década de setenta.
Ao visitar uns amigos em Recife, eles me levaram para passar um final de semana na Ilha de Itamaracá. Naquela ocasião, sabia tão somente da existência da Ilha de Itamaracá.
Mas, para minha felicidade foi um fim de semana inesquecível, pois tive a grande oportunidade de conhecer a Lia, sua ciranda, dançar a ciranda com os amigos, turistas e moradores da ilha.
Até hoje guardo na memória aquele momento especial na minha existência.
Nunca esqueci a Lia, a musicalidade dela e “Esta ciranda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá”.
“O tempo passa, mas as lembranças felizes ficam provando que vivemos momentos eternos.”
O poema APAIXONADAMENTE, de Virgínia Vitorino, é um belo soneto que reflete sobre o ato de escrever poesia e a importância de viver a vida com intensidade e paixão.
Ao comparar cada verso seu a uma pedra a mais que ela coloca na catedral imensa de seu sonho, a poetisa dá a entender que ela via sua poesia como uma construção duradoura e significativa, independentemente da opinião alheia.
E a conclusão do poema remete a um convite à paixão.
Ou seja, a vida humana, com todas as suas complexidades e variações, só poderia ser verdadeiramente sentida e vivida por quem se entrega a ela apaixonadamente, “sem medo de ser feliz” e sem outros medos.
A intensidade do sentimento, portanto, é o que dá sentido à existência.
Este é o recado profundo que o poema sugere e eu acompanho o voto da relatora.
* * *
APAIXONADAMENTE – Virgínia Vitorino
Fui compondo estes versos, absorvida no ritmo da minh´alma, sempre ansiosa, para neles ficar, triste ou gloriosa, uma existência inteira resumida.
Assim os fiz, pela paixão vencida, — e, porque fui vencida, vitoriosa… — nesta febre constante de ambiciosa, mágoa e prazer de toda a minha vida!
Cada verso é uma pedra mais que eu ponho Na catedral imensa do meu sonho, … ria embora do Sonho toda a gente!
A vida humana, seja ou não tranquila, profunda ou não, — só poderá senti-la quem a sentir apaixonadamente.
Doria falou ontem em uma reunião do Lide, com a concordância do Valdemar da Costa Neto, que o grande erro do Bolsonaro foi atrasar as vacinas.
Essa foi a narrativa que fez com que muita gente não tivesse votado no Bolsonaro em 2022. Muita gente acreditou nesta mentira pelo fato de que ele corretamente não quis se vacinar.
Flávio Bolsonaro, hoje candidato, para desarmar esta narrativa, ao lançar sua pré-candidatura, disse que era o Bolsonaro que se vacinou.
Ainda virá à tona toda a manipulação que o sistema impôs ao mundo graças a esta pandemia.
O Sistema criou o vírus, negligenciou-se a gravidade nos primeiros casos (foi o Dr. Dráusio que disse que era uma gripezinha para liberar o carnaval de 2020), criou-se lock down que acabaram com a economia e não levaram a nada, importou-se respiradores com roubalheira, que aumentavam as mortes; Inventaram vacinas ineficientes (a tal Coronavac) e outras que causam efeitos colaterais até hoje (Jansen, Astra e Pfizer).
Até o final de 2022 foram contabilizadas 700 k de mortes, após a eleição do Bêbado deixou-se de contabilizar para que a culpa de todas as mortes fossem atribuídas ao Bolsonaro.
Só para constar, o Brasil foi o primeiro país, fora os produtores de vacina, que fez a aplicação (Jansen, Astra e Pfizer).
A Coronavac (de origem chinesa) foi aplicada desde dezembro de 2020, antes das demais, produzidas no Butantã em SP, só que depois descobriu-se que não valia nada.
Na minha idade não posso ficar olhando para certas imagens fálicas, pois bate uma saudade dos bons e velhos tempos de minha mocidade.
Gervásio, meu saudoso e viril esposo, por que fostes morrer?
* * *
Ainda sobre premiação e sacanagem…
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Esquerdismo na veia…
Na cerimônia do Oscabrito de ontem, a Academia não incluiu Brigitte Bardot na homenagem aos mortos de 2025 na indústria do cinema.
A atriz francesa, símbolo do cinema europeu nos anos 1950 e 1960, não foi mencionada no In Memoriam do Oscar 2026.
Em 2025 fez o mesmo com Alain Delon.
Queda claro e límpido para euzinha que as duas estrelas francesas de primeira grandeza, que marcaram época, foram ignoradas, tiveram a sua memória/história cancelada, porque se posicionavam à direita no espectro político.