A realização da COP30 em Belém do Pará é, acima de tudo, a materialização de uma falácia política, um espetáculo montado para enganar incautos e para encher os cofres de alguns, enquanto o povo brasileiro segue à míngua. Vende-se ao mundo a imagem de um país supostamente comprometido com a “sustentabilidade” e o “combate às mudanças climáticas”, quando, na prática, o palco escolhido para tal evento internacional escancara a mais brutal contradição: Belém é uma cidade carente de saneamento básico, de infraestrutura mínima, de planejamento urbano, e de condições dignas para seus próprios habitantes.
Enquanto governantes e burocratas estrangeiros desembarcam em jatinhos particulares, enquanto se armam palcos, tendas climatizadas e hotéis superfaturados, a população local padece com esgoto a céu aberto, com transporte público precário, com ruas esburacadas e com a total ausência de políticas públicas efetivas. A COP30, nesse contexto, não é um encontro de estadistas e cientistas preocupados com o futuro do planeta — mas sim uma feira de vaidades, uma vitrine de discursos ocos, uma orgia de cifras astronômicas drenadas do bolso do contribuinte.
E o mais ultrajante: os preços praticados em Belém estão sendo inflados a níveis absurdos, explorando tanto os visitantes quanto a população local. Aluguéis multiplicados, hotéis cobrando tarifas obscenas, restaurantes majorando cardápios — tudo isso embalado pela desculpa da “demanda internacional”. O que se vê é um festival de especulação, de abuso, de oportunismo rasteiro, sancionado pelo silêncio cúmplice do governo federal, que deveria zelar pelo equilíbrio social mas prefere ver a população ser extorquida em nome do “evento histórico”.
Pergunta-se: qual legado ficará para Belém? Onde estão os investimentos reais em infraestrutura, em saneamento, em educação, em saúde? O que se prepara para a cidade não é um futuro sustentável, mas um cenário de maquiagem temporária, destinado a impressionar câmeras estrangeiras e relatórios diplomáticos. Findo o espetáculo, as luzes se apagam, os estrangeiros voltam para suas capitais, os cofres públicos permanecem mais vazios e o povo de Belém continua atolado na mesma realidade miserável que a propaganda oficial tenta encobrir.
É a velha farsa brasileira, agora em escala planetária: um governo que se diz progressista, verde e social, mas que, na prática, perpetua o atraso, a corrupção e a mentira. A COP30 em Belém não é um compromisso com o futuro da humanidade — é apenas mais uma vitrine enganosa, mais uma encenação cínica, mais uma forma cretina de sugar recursos públicos e explorar tanto os brasileiros quanto os estrangeiros desavisados.
Eis a verdade nua e crua: a COP30 será lembrada não como um marco de sustentabilidade, mas como um monumento à hipocrisia, à incompetência e à desfaçatez do poder político neste país.
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Um dos problemas mais gritantes da COP30 em Belém é a total insuficiência da rede hoteleira. A cidade simplesmente não possui vagas suficientes para abrigar a avalanche de delegações, jornalistas, burocratas e oportunistas que virão. E as poucas vagas disponíveis estão sendo vendidas a preços surreais, obscenos, pornográficos. Um quarto que em qualquer outra época custaria algumas centenas de reais agora é ofertado por milhares, transformando-se em um privilégio para poucos. Essa especulação imobiliária, estimulada pelo próprio evento, não é desenvolvimento: é usura descarada.
E isso acontece em uma cidade que, infelizmente, carece de condições mínimas de urbanidade. Ruas esburacadas, saneamento precário, lixo acumulado, falta de segurança — eis a realidade cotidiana de Belém. É um cenário que não se concilia com a pompa de um evento internacional. Pergunta-se, então: como é possível justificar a realização da COP30 ali?
A resposta é tão simples quanto revoltante: interesse político e benefício para apaniguados. Os amigos do rei faturam com obras emergenciais superfaturadas, hotéis inflacionam tarifas sem pudor, fornecedores ligados a partidos abocanham contratos milionários. Enquanto isso, o povo de Belém segue abandonado, sem que o evento traga qualquer legado concreto.
O discurso oficial repete o mantra do “desenvolvimento sustentável”, mas o que se vê é um espetáculo montado para inglês ver. Sustentabilidade? Ora, onde está a preocupação sustentável em permitir que a população local seja expulsa de hotéis e aluguel temporário por preços abusivos? Onde está o desenvolvimento real quando o que se deixa é apenas dívida pública, lixo acumulado e promessas vazias?
No fundo, a COP30 será apenas mais um banquete de elites em meio à miséria urbana, mais um exemplo da brutal distância entre o Brasil real e o Brasil do marketing oficial.
Eu estou desconfiado que não vai demorar nadinha e algum deputade do pt e/ou do psol criará um projeto de lei dando nova denominação à famosa Faria Lima, o mais badalado reduto financeiro do Brasil.
Na verdade, todo o lulopetismo do fim do mundo reivindica o direito de ter uma avenida para chamar de sua.
Decididos em torná-la o símbolo maior do sucesso do vintenário governo petista, sonham em denominá-la Avenida Farinha Lima.
A “State Grid” chinesa já controla aproximadamente 10% das linhas de transmissão de alta tensão no Brasil, com mais de 16 mil km de linhas em operação, que se estendem por 13 estados.
A frase proferida por Lula — “Um negro sem dente não pode representar o Brasil” — não é apenas mais um deslize de retórica; é a síntese escancarada de uma mentalidade retrógrada que, paradoxalmente, se disfarça de progressista.
Se tais palavras partissem de Jair Bolsonaro ou de qualquer figura de direita, não restaria pedra sobre pedra: os jornais estampariam manchetes inflamadas, haveria panelaços, militantes em passeata, pedidos de prisão e uma catarse moral coletiva. Mas, como partiu do “líder messiânico da esquerda”, eis que surge a alquimia mágica do relativismo: a palavra “contexto” entra em cena como escudo de proteção.
Eis a hipocrisia: aquilo que, em qualquer outro, seria racismo abjeto, no presomente é apenas “uma fala mal interpretada”. Os mesmos que se proclamam guardiões da igualdade racial calam-se diante da ofensa. Os movimentos sociais, tão rápidos para erguer faixas e gritar slogans contra desafetos ideológicos, transformam-se em surdos e mudos quando o agressor veste a camisa vermelha do lulo-petismo.
Esse silêncio cúmplice é a verdadeira chaga moral. Demonstra que, para a esquerda brasileira, não é a dignidade do negro que importa, mas sim a conveniência política. Quando a ofensa vem de “um dos seus”, a militância fecha os olhos, a imprensa amortece o impacto e a máquina narrativa inventa justificativas.
No entanto, não há contexto capaz de purificar o que foi dito. A frase é cruel porque reduz o indivíduo negro à caricatura da miséria, como se a ausência de dentes fosse impedimento para representar um povo. É uma ofensa não apenas a cada brasileiro negro, mas a toda a Nação.
A marca registrada do lulo-petismo não é a justiça social que tanto apregoa, mas a hipocrisia institucionalizada, a manipulação do discurso e o relativismo moral. Lula, ao dizer o que disse, revelou mais de si do que gostaria: a arrogância de quem acredita estar acima de qualquer julgamento, protegido pelo manto da narrativa e pela cegueira seletiva de seus seguidores.
Eis a verdade nua e crua: se a frase tivesse saído da boca de Bolsonaro, estaríamos diante de um terremoto midiático; mas, como saiu da boca do “pai dos pobres”, o Brasil assiste, mais uma vez, à covardia conveniente dos que pregam igualdade, mas praticam silêncio.
Acho que de todos os poetas brasileiros, no aspecto da boemia, o que mais se aproximou da Florbela Espanca foi Castro Alves.
Alguns dirão que foi o contrário, pois quando Florbela surgiu no início do século XX, Castro Alves já tinha falecido.
O que há de comum entre os dois? Viveram pouco e intensamente. Castro Alves morreu com 24 anos e Florbela, com 35.
Mas o como viveram é que faz toda a diferença. Castro alves era um sedutor galanteador romântico e passou por muitos lugares (Savador, Recife, RJ e SP) deixando amantes e aventuras. Historicamente viveu o auge da escravidão e dos movimentos abolicionistas. Foi muito profícuo em sua obra. Morreu em consequência da tuberculose, doença comum na época que acometia os boêmios.
Florbela foi diferente. Até mesmo por ser mulher, não tinha a mesma libertade romântica que Castro Alves usufruia. Era mais intensa em seus relacionamentos, possessiva o que se refletia em seus versos da fase mais jovem. Jamais teve pretenções políticas ou seguiu tendências em sua obra.
Ela era a tendência.
Teve um fim difícil, com tendências depressivas e ansiosa; ficou doente e cometeu suicídio. Mesmo nesta fase derradeira e triste tinha um domínio artístico sobre as palavras em forma de versos, que eu ainda não vi em outro artista.
Castro Alves e Florbela Espanca marcaram definifivamente as culturas do Brasil e Portugal como nenum outro.
Constantino, ao comentar a invasão da Ucrânia pela Rússia, segue a linha de vários comentaristas de geopolítica do Brasil e do exterior: trata do assunto sem mencionar que a Ucrânia é um país invadido, que sofre diariamente bombardeios sobre áreas civis.
Assim, falam dos Estados Unidos, falam da Rússia, falam da Europa, mas silenciam completamente sobre o fato de que a Ucrânia se separou da União Soviética em 1991. Em 2014, a Rússia tomou a Crimeia e parte dos oblasts de Lugansk e Donetsk. A linha de frente da invasão foi congelada por meio do Protocolo de Minsk, em 2014, mas, em fevereiro de 2022, o exército Russo marchou sobre o território ucraniano novamente.
Hoje, cerca de 18% do território ucraniano é ocupado pela Rússia. A Ucrânia resiste, com as ajuda dos Estados Unidos e de países da Europa, e uma indústria de drones que vem mudando completamente os conceitos de uma guerra.
E o Constantino encerra seu texto dizendo que “se depender da Europa, essa guerra se estenderá ‘para sempre’”?
Ora, quem tem o poder de encerrar essa guerra imediatamente é Putin! Bastava retirar suas tropas do território ucraniano e a guerra terminaria. Mas meteu a Rússia nessa guerra insana, dizendo que seria uma “operação militar especial” que duraria três dias, e agora está ceifando milhares de vidas, a maior parte delas do próprio povo russo, além de destruir a economia dos dois países.
Para não esquecermos os números absurdos dessa guerra, lembremos que em dez anos de guerra contra o Afeganistão (1979-1989), morreram cerca de 15.000 soldados soviéticos. Em menos de quatro anos da guerra contra a Ucrânia, fala-se na morte de algo em torno de 250.000 russos e 100.000 ucranianos.
Essa guerra precisa realmente acabar. Mas sem premiar o ditador russo, cedendo-lhe territórios invadidos.