Uma homenagem a todos nós, patriotas, democráticos, nesses tempos estranhos para a NAÇÃO.
Long And Wasted Years – Canção de Bob Dylan
Bob Dylan – aos 80 anos – enigmático e misterioso, mas genial
É o mesmo para você como é para mim It’s the same for you as it is for me Eu não vejo minha família há vinte anos I ain’t seen my family in twenty years
Isso não é fácil de entender, eles podem estar mortos agora That ain’t easy to understand, they may be dead by now
Eu os perdi de vista depois que eles perderam suas terras I lost track of ‘em after they lost their land Agite-se, baby, Gire e Grite Shake it up baby, twist and shout
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Meu Bom José – Georges Moustaki / Nara Leão (adaptação) Canta a eterna Rita Lee
“A morte é a única verdade.”
Casar com Débora ou com Sara Meu Bom José, você podia E nada disso acontecia Mas você foi amar Maria Você podia simplesmente Ser carpinteiro e trabalhar Sem nunca ter que se exilar Nem se esconder com Maria
A teoria de Thomas Malthus diz que a população cresce em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos cresce em progressão aritmética, havendo um descompasso entre elas. A teoria malthusiana versa sobre o crescimento populacional acelerado e a produção de alimentos desproporcional.
Malthus foi o economista inglês que elaborou a teoria econômica que afirmava que a população iria crescer tanto que seria impossível produzir alimentos suficientes para alimentar o grande número de pessoas no planeta. Dentre suas obras, a principal foi o “Princípio da População,” onde ele expõe suas magnânimas ideias que provam que ele nunca errou.
Para Malthus, o mundo poderia sim ter doenças, guerras, epidemias… Ele também propôs uma política de controle de natalidade para que houvesse um equilíbrio entre produção de alimentos e população, mas ignorou a América do Sul, onde pobres e favelados se multiplicam feito ratos com estímulos de ditadores esquerdopatas.
A partir da segunda metade do século XX, principalmente na década de 60, houve uma explosão demográfica, esse crescimento populacional deu início novamente aos estudos das ideias de Malthus, mas com uma adaptação concernente às do aprofundamento da teoria do economista, com condições históricas, ficou denominada de teoria neomalthusiana, essa teoria atenta-se para o crescimento populacional decorrente dos países subdesenvolvidos, tal crescimento provocaria a escassez dos recursos naturais, além do agravamento da pobreza e do desemprego.
Você pode desprezar a realidade, mas não vai fugir das conseqüências de desprezar a realidade.
No Nordeste, que segue a seita dos nove dedos, nascem crianças a troco de caixa sem se importar com o alerta de Thomas Malthus. É uma Região fértil de seres imbecis e idiotas, que vão dominar o planeta por ser maioria, como diria o dramaturgo Nelson Rodrigues.
Quem vai salvar o mundo da fome é o MST com sua produção alimentar orgânica.
Sempre atento ao que há de melhor na batida do forró pé de serra, sem cair nos guichês musicais “sertanejistas,” o cantor e compositor caruaruense Petrúcio Amorim lança um novo CD que resgata o forró tradicional. Elogiado pelo atento crítico musical paraibano-recifense José Teles, que não deixa passar despercebido no seu site TELESTOQUES, o que há de melhor lançado no cenário musical junino. Sem ter lançamento de forró pé de serra raiz de qualidade de outros forrozeiros na área, presente está o grande crítico dando o devido valor ao compositor de ‘Tareco e Mariola’ por seu novo trabalho, “Nada Levarei.”
“Tem disco de forró na área. O EP Nada Levarei (Polydisc) lançado por Petrúcio Amorim, no final de abril, nas plataformas de stream. São quatro composições novas e uma regravação de Parte da Minha Vida, um xote romântico de bastante sucesso. Flávio José participa da faixa final, Minhas Rosas. Uma boa notícia, mas uma exceção entre os primeiros nomes do forró. A predominância de sertanejos, axé, piseiros, bandas de fuleiragem e afins, nos principais arraiais do Nordeste, desestimula disco novo. Se ao menos tocasse no rádio como em outras épocas, mas programas dedicados ao forró contam-se nos dedos.
O contraste entre a música deste EP com a dos gêneros e subgêneros que dominam o mercado e os festejos juninos é abismal. Embora quatro das cinco faixas sejam de xote romântico, sem o cotidiano, ou lúdico, muito presente na música de Luiz Gonzaga, todas destoam do que cantam os artistas que atraem multidões aos palcos destinados às atrações nacionais, nas grandes festas juninas do Nordeste. E isto fica patente nos cuidados com os arranjos, timbres, e sonoridades distintas em cada faixa de Nada Levarei. Aliás, a faixa título é séria candidata e se tornar mais um clássico do gênero.
Ouvindo-o, dá até pra entender porque o forró autêntico, gonzagueano, a cada ano fica mais relegado aos palcos menores e periféricos. De gosto embotado por muitos, e muitos anos, de música descartável, fast food sonoro, o público tem dificuldade de assimilar um xote bem servido, seu corpo está condicionado a se deixar levar pela batida, sem se importar com melodia ou letra.
O EP de Petrúcio Amorim leva a uma reflexão sobre o futuro do forró chamado pé-de-serra, para diferencia-lo das bandas surgidas no Ceará, tocando lambadas estilizadas, assumindo o modelo da Kaoma, grupo multinacional criado na França, por dois empresários. Enquanto as bandas se recriaram, adotando os estilos híbridos dos sertanejos, e em renovação constante, o pé-de-serra alimenta-se das criações, ou interpretações de, entre outros, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Xico Bizerra, Flávio Leandro, Beto Hortiz, Cezzinha, Waldonys, Santanna, Flávio José, Alcymar Monteiro, Irah Caldeira, Nádia Maia.
Uma geração que, em sua maioria, está na casa dos 60 anos, e não desfruta da mídia dos concorrentes, não se aproximou do público jovem, o que tem mais pique de encarar a zoeira dos palcos badalados, para o qual forró é Xande Avião, Wesley Safadão e afins. Vão assistir a Alceu Valença, porque o filho mais dileto de São Bento do Uma é dono de um extenso rosário de sucessos, conhecido por gente de todas as idades, e praticamente o único artista pernambucano que toca no som dos bares do Recife, em que predominam música sertaneja.
A maior parte do público da geração forrozeira, do pé-de-serra, que entrou em cena dos anos 90 está na sua mesma faixa etária. Como renovar o público. se poucos se apresentam no palco principal dos festejos? Uma equação difícil de ser resolvida.”
Carruagem semelhante à que Maria Bago Mole viajava
Chegada de uma viagem cansativa feita à região de Palmares na carruagem puxada por dois cavalos mangas-largas comprados por Seu Amado, o coronel Bitônio Coelho e dados de presente no dia do seu aniversário para executar “serviços” extras, a cafetina mais famosa do Cabaré da Zona da Mata Sul de Carpina (PE), do início do Século XX, trouxe consigo sete “meninas leite ainda” expulsas de casa pelos pais, após chantagem de namorados canalhas, difamando-as nos sítios das redondezas não serem elas mais cabaço.
A cafetina apeia os cavalos no pátio do bordel, desativa a carruagem, ordena as “meninas” que adentrem no cabaré e fiquem esperando por ela no seu aposento, toma conhecimento, por meio de duas veteranas que o comissário de polícia de araque da esquina do beco do urubu, Juvêncio Oião, teria chegado ao cabaré logo cedo com uns homens de sua laia, dispostos a fazer uma farra e obrigou as “meninas” da cafetina a prepararem o ambiente num cantinho reservado do bordel para realizar a “festa” porque, do contrário, “as coisas iriam ficar feia para o lado de Bago Mole,” de quem ele não escondia o ódio por ela “tê-lo preterido pelo coronel Bitônio Coelho.”
Disse Juvêncio Oião às “meninas veteranas” no pátio do cabaré, antes de se retirar com seus “policiais” a cavalo:
– Diga a sua “patroa”, assim que ela chegar de viagem, que prepare um lugar decente para nós dentro do cabaré, a altura da minha alteza, porque senão a cobra vai fumar e saguins vão beber água na caneca da onça.
Maria Bago Mole ouviu atenta o relato das meninas sobre a ameaça do comissário Juvêncio Oião. Não disse nada. Mandou as meninas se recolherem e continuar a fazer o que faziam sempre: trabalhar. Não comunicou nada a Seu Amado, Bitônio Coelho, já que ele teria lá seus problemas nas fazendas para administrar. Se as coisas ficassem pretas aí sim ela teria de acioná-lo e os capangas para darem um freio de arrumação nos ímpetos do comissário.
Quando o sol se pôs, Maria Bago Mole, com as meninas, já teriam posto a casa em ordem para receber os fregueses, inclusive Juvêncio Oião e sua “comitiva.” “No meu cabaré cabe todo mundo. Ele existe para isso.” Dizia ela às meninas quando fazia as “preleções” internas sobre algumas mudanças necessárias no salão do cabaré. Após organizar tudo, ela se recolheu ao aposento, pegou seu CO2 Remington 1875 – presente do amado – pôs no bolso extra do vestido e ficou aguardando o valentão, passeando pelos cantos da “casa” dum lado pra outro, fumando seu charuto “dannemann.”
Às dez horas em ponto, com o cabaré já fervilhando de homens ávidos por diversão e carne mijada, o comissário Juvêncio Oião e sua comitiva aportaram no cabaré e quando percebeu que sua ordem não fora cumprida pela cafetina, sacou do revólver que trazia na cintura e deu dois tiros para cima, assustando os fregueses no saloon, braveando no pátio do cabaré que ia haver “fogueira queimando naquela noite” caso sua ordem não fosse cumprida.
Sentindo o perigo rondando o cabaré porque conhecia o ódio do comissário a Bitônio Coelho, preocupada com a imagem da “casa” e a proteção dos fregueses, Maria Bago Mole mandou avisar às pressas a seu amado do perigo à vista, se escondeu num local estratégico do aposento com seu CO2 Remington 1875 em punho e muita bala num caixote, até seu amado chegar, e disse não à provocação do comissário Juvêncio Oião, que ficou uma fera pelo desaforo da cafetina, mas receoso duma carnificina com a chegada do coronel Bitônio Coelho galopando seu alazão branco, protegido por dez capangas cada um mais mal encarados do que o outro e armados de Winchester-1885.
Animal agressivo vai para eutanásia – refletiu Oião, recuou, e bateu em retirada do local com seus “puliciais.”
Não se faz mais brega como antigamente. A criatividade na melodias e na letra deu lugar ao sentimentalismo piegas, ao namorico instantâneo, ao ficar, que o diga o crítico musical José Teles que, no seu site pessoal trás um artigo interessante sobre a diferença de interpretação entre a potiguar Idenilde de Araújo da Costa, Núbia Lafaiette, (1937-2007) e o bregadão recifense Ivanildo Marques da Silva, o Conde Só Brega, sucesso absoluto nos cabarés recifenses e metropolitanos, nos bailes interioranos e suburbanos.
“Ouço muito música brega, tosca, mal produzida, mal interpretada, a todo volume. Não em casa. De tosco pra mim já basta o mundo. O brega que ouço é tocado, o tempo todo, numa favela próxima ao meu prédio. Tocam uns bregueços curiosos. Uma cantora, que não sei quem é, canta um piseiro, sofrência, sertanejo, um troço desses, cuja primeira parte é igualzinha à melodia, complexa, de Fotografia, de Tom Jobim. E o povão gostando. Vá entender.
Aí entra o Conde, com “Se eu quiser fumar, eu fumo/se eu quiser beber, eu bebo” não sei como se chama a música, acho que Não tô Nem Aí. Os versos me levam à Núbia Lafayette, a potiguar Idenilde de Araújo Alves da Costa (1937/2007). Se cantasse MPB, Núbia Lafayette seria incluída entre as grandes vozes do país, mas seguia a linha que, no início dos anos 60, era rotulada de cafona. Seu principal fornecedor era o genial português Adelino Moreira, autor de inúmeros sucessos de Nelson Gonçalves e Ângela Maria. Tocou muito no rádio, vendeu muito LP, até a eclosão do rolo compressor chamado jovem guarda.
Voltou às paradas quando o “cafona” foi substituído por “brega”, termo que vem de xumbregar, que no Nordeste era falado “xambregar”, que deu em xamegar. Xambrega, foi abreviado pra brega, que virou sinônimo de cabaré, zona. A música que tocava no brega acabou denominada de “brega”. Origem provavelmente pernambucana (talvez alagoana ou paraibana, onde a expressão era comum).
Núbia Lafayette recuperou o sucesso, em 1972, contratada pela CBS, em que Raul Seixas era produtor, e Rossini Pinto um faz tudo, de executivo, produtor, a fornecedor de canções. De Raulzito gravou Jamais Estive Tão Segura de Mim Mesma, de Rossini Pinto, o bolero Casa e Comida, grande hit, e que deu nome ao álbum. Desse LP é Lama (Aylce Chaves/Paulo Marques), outra que foi às paradas, e virou clássico do gênero, e que abre com os versos: “Se quiser fumar, eu fumo/se quiser beber, eu bebo/não interessa a ninguém”.
A diferença entre o samba canção ‘Lama’ e a o brega do Conde é não apenas na bela melodia da primeira, como na roupagem de ambas. A do Conde é tosca, tanto, que parece até proposital, para causar. ‘Lama,’ tem a voz personalíssima de Núbia, e um arranjo requintado, de conjunto regional com orquestra, acho que do maestro Astor, que trabalhou durante anos na CBS.”
Estátua de Liêdo Maranhão, ícone da sexologia popular, jogada no chão
Erguida no Circuito da Poesia, Praça Dom Vital, em janeiro de 2017, localizado em frente ao Mercado São José, Recife Antigo, lugar preferido do escritor Liêdo Maranhão para colher suas observações populares, estátua simbolizando o grande pesquisador foi alvo de destruição por bárbaros.
Na época, o Monumento que homenageou o grande pesquisador, vilipendiado por vândalos, foi recolhido pela Empresa de Serviços e Limpeza Urbana (Emlurb) e passou por reparos. De acordo com o órgão o serviço de reparação foi feito e o grande sociólogo do povo, do sexo e da miséria, ou o homem é sacana, reina absoluto no mesmo local da Praça Dom Vital, observando a evolução do comportamento do povo, movido pelo sexo e a sacanagem.
Hoje no Recife existem mais de 16 estátuas espalhadas pelo centro da cidade, que compõem o Circuito da Poesia. Entre os homenageados, está o compositor Capiba, ícone do frevo, os cantores Chico Science, que fez a revolução manguebit, com o caranguejo no rock, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, cuja estátua já foi alvo de vandalismo, o escritor Ariano Suassuna, também alvo de vandalismo, e os poetas Manoel Bandeira e João Cabral de Melo Neto, ambos instalados à margem do Capibaribe, na Rua da Aurora, junto do Galo da Madrugada, que reina, majestoso, na cabeça da Ponte da Conde da Boa Vista.
Liêdo Maranhão (1925-2014), grande nome de cultura popular recifense, em frente ao Mercado de São José
Armazém de Secos e Molhados, estilo da época do Seu Cirilo
Seu Cirilo era um comerciante mulherengo. Em cada bairro onde tinha um armazém de secos e molhados, possuía um rabo de saia para “furar o couro” a cada dia da semana.
De todas as mulheres com quem teve “um caso”, só Dona Dóris teve três filhos dele, um macho e duas fêmeas. Até hoje não se sabe por que as outras não embucharam dele…
Seu Cirilo não era agiota, mas desenvolveu um método infalível de se apossar das casas dos devedores do seu armazém: quando percebia que o devedor estava com a caderneta de débito a perigo, intimava-o a trazer “a escritura da casa” como garantia do débito e, quando este chegava a determinado patamar, pagava a diferença do valor do imóvel previamente combinado e expulsava o devedor. Por causa desse modo de pressão infalível, Seu Cirilo conseguiu angariar um patrimônio que dava inveja a qualquer comerciante da redondeza.
Antes de falecer, Seu Cirilo havia deixado dois imóveis “apalavrados” para cada filho. Três para a esposa, fora os três armazéns de secos e molhados que, um ano depois de sua morte, fecharam as portas porque os filhos não se entendiam na condução dos negócios.
Após a falência dos três armazéns por falta de gerenciamento, cada filho, de posse de suas casas e apartamentos dados verbalmente pelo pai em vida, tomou seu rumo na estrada, e passaram a se desentender cada vez que um falava para o outro que queria vender um imóvel “doado” pelo pai para tocar a vida. Nenhum assinava em favor do outro qualquer termo de renúncia, mesmo sabendo que isso era condição necessária para dirimir qualquer dúvida e dar segurança jurídica para quem estava comprando.
Interessante é que os filhos de Seu Cirilo viviam socados na igreja todos os sábados e domingos justamente orando às pessoas que estivessem passando por esse tipo de situação. ”Oh! Pai! Antecedei junto a teus filhos para que não haja desavença entre eles!” “Que eles vivam em harmonia! Amém!” – suplicavam ajoelhados!
Enquanto oravam para Deus para mostrar um caminho, Maria procurava João para que assinasse um termo de anuência e esse se negava terminantemente! João procurava Josefa para que assinasse um termo de concordância para ele vender a casa e esta dizia não! Josefa procurava João e Maria para que assinassem um termo de anuência e estes diziam também não! E assim foram levando a vida nessa discussão interminável, com um colocando a culpa no outro por não fechar o negócio. Enquanto isso os três armazéns pertencentes, em vida, a Seu Cirilo, o tempo ruiu. Até que um dia também Dona Dóris encantou-se e tiveram de procurar a Justiça para dividirem os bens. Contrataram um advogado “especialista” e este, autorizado pelos três irmãos, entrou na Justiça para partilhar os bens.
O tempo passou e a Justiça sem dar um ponto final ao processo. A espera foi tanta que morreram João e Maria. Josefa caminhava para o paletó de madeira por causa do sério diabetes. “Vai chegar o dia em que, quando a Justiça disser ‘de quem é de quem na partilha’ até os netos terão viajado para a cidade de pés juntos!” – Sentenciou um vizinho gaiato que trabalhava no Tribunal.
Bem feito para os três conflitantes que não chegaram a um consenso arbitral antes de procurar a Justiça, que no Brasil só não é lenta para quem é ladrão, assassino, criminoso, latrocida, estuprador, pedófilo e corrupto, porque tem proteção constitucional.
Segundo a coluna TELESTOQUES, Ally Venable, da nova geração texana do blues, recebe o aval da lenda blueseira, George ‘Buddy’ Guy, famoso guitarrista e cantor norte-americano de rock que inspirou Jimi Hendrix e outras lendas do ano 60, no álbum ‘Real Gone’ de Ally, que está um primor evolutivo.
“Mulheres pontuam a história do blues desde os primórdios. Memphis Minnie, Sister Rosetta Tharpe, Bessie Smith, mas na galeria dos nomes tidos como mais importantes imperam os marmanjos. Bonnie Raitt, mulher e blueseira do primeiro time, é pouco citada quando se fala em blues nos últimos anos. Sister Rosetta Tharpe passou a ser cultuada, inclusive como suposta criadora do rock and roll. O que não é verdade. Memphis Minnie também tocava guitarra e, ao contrário de Rosetta, cantava sobre a vida mundana, nada a ver com religião. É dela ‘When The Levee Breaks, mais conhecida com o Led Zeppelin, de quem Memphis Minie se tornou parceira póstuma.”
“Se o rock tivesse sido inventado, e não surgido de uma evolução do blues, com country & western, a honra deveria ir para Big Mama Thornton, como cantora, e Jerry Leiber e Mike Stoler, os inventores. Os dois são autores de ‘Hound Dog’, gravada em 1952, e lançada em 1953, por Big Mama Thornton, um mega sucesso, com 500 mil cópias vendidas. Três anos mais tarde, a música foi gravada por Elvis Presley, com milhões de discos vendidos mundo afora. Com Big Mama Thornton era blues; com Elvis, rock and roll.”
“O prolegômeno todo para se chegar ao disco REAL GONE, da guitarrista texana Ally Venable, uma das muitas mulheres da atualidade blueseiras, junto com Ana Popovic, Joanna Connor, Susan Tedeschi ou Sue Foley. Esta última já é canadense veterana. Ally Venable tem 24 anos. Chamou atenção pela perícia na guitarra quando estava com 14 anos. Quando estreou em disco com um elogiado EP. Não é pouco, em se tratando do Texas, terra de alguns dos grandes nomes dos blues, inclusive brancos, Janis Joplin e Stevie Ray Vaughan. Foi Vaughan que levou Ally a se interessar pelo blues.”
“’Real Gone’ tem viés para o rock and roll. A faixa ‘Goin’ Home’ é um baladão bluesy com solos distorcidos. No single do disco, ela divide a faixa Texas Louisiana com o lendário guitarrista Buddy Guy, firme e forte aos 86 anos. E Ally Venable, mesmo se não tocasse muito, ainda é tem um vozeirão. Joe Bonamassa é outro convidado do disco, na faixa ‘Broken & Blue’, um soul. A bem da verdade, ‘Real Gone’ não é estritamente um álbum de blues. Loose Me é um funk mais compassado, com a jovem dando um banho de guitarra, em solos sem firulas. Só toca o que a música pede. ‘Real Gone’ é uma ótima pedida para quem ainda aprecia guitarras, o blues e seus derivados.”
Ally Venable with Buddy Guy – Texas Louisiana
“Buddy Guy” e Ally Venable Jan 12 2023 Legends Chicago nunupics
Buddy Guy, Ally Venable & Greg Guy “5 Long Years (Have You Ever Been Mistreated)” Live 2/24/23
A esperança é a renovação da mente, do corpo e do espírito
UM SONHO DE LIBERDADE, talvez o melhor filme policial já produzido e dirigido da história do cinema, joga um olhar sensível sobre a redenção, quase absoluto sobre o maior bem da vida: A Liberdade. Uns dos melhore exemplos dessa metáfora humana nos são fornecidos na decisão do xerife Will Kane (Gary Cooper) do western Hign Noon (1952), (Matar ou Morrer), quando preferiu defender sua honra e enfrentar quatro pistoleiros cruéis só, com a recusa da população da cidade de Novo México, onde era xerife, se negado a lhe cooperar; Winston Churchill, ex-primeiro-ministro do Reino Unido e maior estadista do Século XX, caminhando sobre bombas e tiroteios sem proteção na Segunda Guerra Mundial para negociar a salvação da humanidade das alucinações malignas de um lunático chamado Hitler.
Nesse primeiro texto, serão reproduzidos alguns comentários de fãs e admiradores dessa obra-prima cinematográfica, por meios das palavras dos próprios cinéfilos e admiradores, em depoimentos mais do que sinceros abaixo do YouTube. Dentre os milhares de escritos selecionei os a seguir:
“Eu tenho que me lembrar que alguns pássaros não são para ficar presos em uma gaiola. Sua liberdade é voar.” Frase de ‘Red’ Reeding (Morgan Freeman), um condenado à prisão perpétua que conhece bem as regras de Shawshank, prisão estadual do Maine, cenário de locação de The Shawshank Redemption.
“Acho que tudo se resume a uma escolha bem simples: ocupar-se de viver ou ocupar-se de morrer.” Essa frase tem um sentido profundo, que faz refletir sobre o significado da vida e pensar o que estamos fazendo da nossa. Um dos melhores filmes a que assisti até hoje.” Comentário de Silvano Bianchi há um ano.
“Assisti a esse filme no cinema quando ele foi lançado em BH, e depois disto já o assisti umas 10 vezes desde 1994. Apesar de se passar num presídio, não tem tanta violência quanto a outros filmes do mesmo gênero, e tanto a história em si, quanto o desfecho, são excelentes. Mesmo depois de assisti-lo tantas vezes, sempre me emociono no final.”
“Andy Dufresne! Nadou 500 metros num rio de fezes e saiu limpo do outro lado.” Essa frase é a que melhor define o sentido do filme, lembrando que a história é narrada pelo personagem do Morgam Freeman (Red), e é ele mesmo quem a pronuncia. Comentário feito há 2 anos por Thiago Canazano.
“Acho esse filme perfeito. Não a toa que é o mais bem avaliado pelo IMDB. Interessante a perspectiva de que o filme é na verdade sobre a revitalização do RED e não os dramas vividos pelo Andy.” Comentário feito por Emerson Maia há 2 anos.
“Existem pessoas que nunca serão livres, pois não sabem o que isso significa. A liberdade não é um bem que possuimos, um presente que nos é dado ou um direito a ser conquistado, a liberdade existe em nossa consciência. ” Pacal, o grande Rei dos Maias. Comentário feito por Luis Carlos Zebra há 2 anos.
“Na minha opinião, esse é o melhor filme já feito na história, que mostra um cenário ruim (a prisão) mas que é um filme lindo ao mesmo tempo, toda vez que eu lembro de quando eu assisti eu tenho um sentimento bom, sinto como se eu fosse mais livre ao ver essa história, nunca me senti tão bem com um filme como me senti com esse. Excelente análise.” Comentário feito por Hunter a 6 meses atrás.
“Um Sonho de Liberdade é uma amostra de como viver é arriscado. “A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” Mahatma Gandhi.” Comentário feito por Edson de Souza há 1 ano.
“Te falar, assisti esse filme ontem 01/01/22, que filme foda! Um dos melhores filmes que já vi. Andy é um personagem incrível. Mesmo sofrendo e sofrendo na cadeia, não deixou de ser ele mesmo, um cara tranquilo, inteligente e foda. Esse filme me mostrou como a paciência é uma virtude que todo ser humano deveria ter.” Comentário feito por LordSmileGamer MRM há 2 semanas.
“O que falar sobre esse filme. É simplesmente fantástico, uma obra-prima e um dos melhores, se não o melhor filme de drama de todos. Não é por menos que está há tanto tempo no primeiro lugar do imdb na lista dos melhores filmes. Parabéns pela análise.!!!” Comentário feito pelo Felipe MRM há 2 anos.
A parte do filme onde “Red” lê a carta deixada por Andy é de arrepiar os cabelos do boga. Andy fala sobre esperança e os dois tiveram um pequeno desentendimento sobre esperança dentro da cadeia, e termina dizendo “e nada que é bom pode morrer.” Simplesmente um filme fantástico. Comentário de Seu Madruda feito há 1 mês publicado.
“Lá fora eu era um banqueiro, honesto e incorruptível. Aqui dentro – da cadeia – eu virei um vigarista.” Que mente brilhante. O melhor do filme.” Comentário de Anny Aline publicado há 2 meses.
“Esse filme é um exemplo perfeito sobre como obter um OBJETIVO DEFINIDO através de um plano bem definido. Com pequenos êxitos o levaram a algo maior.”Toda a adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente.” Comentário de Dalton F. Ferreira publicado há 4 meses.
“Ainda bem que o ator Tom Hanks estava fazendo “Forrest Gump,” outro filme sensacional. Se não, não teríamos visto essa atuação brilhante do Tim Robbins.” Comentário de Danilo Oliveira publicado há 2 anos.
Poucos filmes capturam o triunfo do espírito humano tão memoravelmente como Um Sonho de Liberdade. Morgan Freeman e Tim Robbins, estrelas maiores neste poderoso filme, indicado a sete Oscar (incluindo o de melhor filme), baseado numa história de Stephen King.”
Trailer oficial de Um Sonho de Liberade
“Um Sonho de Liberdade”: A Arte Como Redenção
Um Sonho de Liberdade | A salvação vem de dentro (neste caso, da prisão)
À semelhança da viúva alegre, que tentou comer Seu Luiz na manha
Seu Luiz era um setentão bem casado, pai de quatro filhos e avô de seis netos. Frequentador assíduo da Igreja Universal do Queijo do Reino, (mas não pagava dízimo nem com a bixiga lixa!) “Deus não precisa de dinheiro!” – justificava sua opinião.
No bairro onde morava era conhecido pela paciência, sinceridade, serenidade, solidariedade e respeito aos vizinhos confinantes e confrontantes, que ele sempre os cumprimentava cortesmente.
Marceneiro de mão cheia, Seu Luiz não parava em casa. Era constantemente solicitado para ir à casa de um freguês instalar um móvel na parede da cozinha, fazer um armário, armar uma cama, consertar uma mesa, uma espreguiçadeira, coisas da profissão.
Certo dia recebeu um telefonema em casa de uma desconhecida chamando-o para ir à casa dela instalar uma prateleira na parede da cozinha. Ele anotou o telefone, o endereço e prometeu que no outro dia chegava lá no horário combinado.
Ao chegar à casa da viúva, Seu Luiz foi recebido com agrado, galanteio, afago, cortesia, com a coroa toda empiriquitada, indicando o local onde queria instalar o armário, como desejava que fosse instalado e o deixou bem a vontade dizendo que não tinha pressa. De logo, acertou o preço da instalação e o material que ia comprar.
Com o material à mão comprado, Seu Luiz volta no outro dia à casa da viúva alegre. Bate palmas. Ela vem atendê-lo. Ele pede licença, entra, conversa com ela mais uma vez detalhes de como deseja a posição da colocação do armário e depois começa a trabalhar.
Assanhada, a viúva alegre se aproxima do marceneiro e pergunta se ele não deseja fazer um lanche, tomar um cafezinho, beber uma água, tomar um suco. Enquanto vai lhe oferecendo essas cortesias a viúva alegre vai observando Seu Luiz da cabeça aos pés: mulato, gordinho, braços e pernas grossos, sério, educado, tudo que a viúva alegre deseja num homem. Nesse ínterim, vai lhe subindo um calor com um desejo louco de ter aquele coroa nos seus braços. Imagina-o pelado na frente dela e se excita toda!
Naquele instante a viúva assanhada cria uma fantasia erótica tão da moléstia do cachorro pensando em Seu Luiz que não se apercebe que havia passados mais de seis horas trabalhando na instalação do armário e que ele já havia terminado o serviço!
Quando deu por si Seu Luiz a chama na cozinha, pergunta se está tudo bom, se ela gostou e, a viúva, já pensando como ter uma conversa com o coroa, diz que adorou a instalação e pede a ele que retorne no outro dia para receber o valor do serviço acertado. Despede-se dele no portão, olha-o mais uma vez dos pés a cabeça e devora-o no pensamento com um sorriso vermelho de batom.
No outro dia, na hora marcada, lá está Seu Luiz no terraço da viúva alegre. Bate palmas. Ela vem atendê-lo. Abre a porta, Manda-o entrar. Tranca a porta e tira a chave sem ele perceber. Pede para ele sentar no sofá e aguardar um momento enquanto ela vai tomar um banho. Nesse momento Seu Luiz fica apavorado com a atitude da viúva. Mas, mesmo contrariado com o pedido dela, fica esperando que ela saísse do banho o mais rápido possível e viesse lhe pagar o valor do serviço acertado para ele ir-se embora.
Depois de mais uma hora de espera, Seu Luiz já nervoso de tanto esperar e estranhando o silêncio da viúva, fica em pé e a chama para lhe atender, dizendo-lhe que tem outro serviço para acertar.
Nesse momento, a viúva lhe aparece de camisola transparente, sem calcinha, sem sutiã, e na frente dele, abre a camisola e o provoca:
– E aí meu gatão, meu gostosão, meu pão-de-ló, está pronto para fazermos uns tilicuticos regados aos prazeres da carne mijada? Tomei um banho, me perfumei toda, raspei a danadinha só pensando na gente! Vem, corre, que estou louca de desejos! Sou uma tarada insaciável! Desde ontem que não paro de pensar em nós dois em baixo do edredom! Tudo está pronto. Só está faltando você! Vem!!
Nesse momento, vendo aquele desmantelo à sua frente e pensando na esposa que deixou em casa e que nunca a tinha traído, seu Luiz aboticou os olhos fundo de garrafa, ficou mais preto do que já era e, ameaçando a viúva, inquiriu:
– Olhe, madame, eu não vim aqui para isso não, viu! Eu vim para receber meu dinheiro! Se a senhora insistir mais uma vez eu quebro aquela porta, faço o maior escândalo aqui e vou me embora. Tá ouvindo?!
Foi nesse momento que a viúva assanhada, com medo da ameaça do velho e a atenção da vizinhança, foi lá dentro, pegou o dinheiro, vestiu uma blusa, e chegou até a porta para pagar a Seu Luiz. Mas antes de pagar, olhou o coroa mais uma vez da cabeça aos pés e lhe provocou:
– Olhe, tudo isso aqui é seu (e abriu a camisola transparente mais uma vez). Basta você me telefonar, marcar o momento para a gente fazer aquele ziriguidum (e começou a requebrar toda e revirar os olhos) que garanto que você não vai se arrepender! Estou à sua inteira disposição! A hora que quiser, pode vir seu garanhão! E começou a por a língua nos lábios em forma de gestos obscenos provocando o coroa, que já estava apavorado com tais atitudes estranhas da velha assanhada!
Enquanto a viúva fechava a porta Seu Luiz saiu para rua, desabalado, apavorado, desnorteado, pensando naquele desmantelo jamais lhe ocorrido na vida.
Chegando em casa, Seu Luiz chamou o filho mais novo, solteiro, ao canto da casa e lhe contou o vexame por que havia passado, e o filho sirrindo-se de se mijar, olhou para o velho, e o provocou:
– Mas meu pai, e o senhor não comeu essa coroa, não, foi?!! Puta merda! Meu Deus do Céu! Ó Senhor, apresentaste a coroa à pessoa errada, Senhor! Por que não desviasse para mim, Senhor?!
E Seu Luiz, sobressaltado com a reação galhofa do filho, imaginou: Meu Deus, como as coisas estão mudadas!… E nesse instante, ficou mudo porque percebeu que vinha vindo sua esposa Dona Santinha, da igreja, com cara de quem comeu e não gostou!