ALEXANDRE GARCIA

ELEITOS PELO POVO, GUIADOS POR INTERESSES

Hoje, começo com uma pergunta de uma ouvinte que me acompanha no meu canal do YouTube: a Jaqueline. Ela reclama, dizendo o seguinte: “Olha, você toda hora fala do poder do povo, que o povo é a origem do poder, que isso está na Constituição. Em uma democracia, o povo é a origem do poder e exerce esse poder por meio de seus representantes eleitos.”

Aí ela pergunta: será que os representantes eleitos — deputados, senadores, vereadores — estão realmente representando o seu povo, seus eleitores, seus estados, seus municípios? É uma pergunta muito boa. Ou será que eles estão obedecendo aos partidos? Eu acrescento: aos financiadores de campanha. Estão a serviço de si próprios, de suas famílias, dos amigos que têm empresas? Ou estão realmente representando, conseguindo sentir as aspirações de seu povo, de seus eleitores?

Bom, eu respondo para a Jaqueline o seguinte: em primeiro lugar, para que isso aconteça, teria que haver voto distrital. Cada representante deveria representar o seu distrito, para ser reconhecido na rua, para ser cobrado de perto. Voto distrital.

Segundo, eu acho que as redes sociais ajudam, porque está mais fácil cobrar do representante. O representado pode dizer: “Isso não foi o que você prometeu na campanha. Não voto mais em você. Você não está a serviço do povo; está a serviço do seu partido ou de algum grupo econômico.”

Por outro lado, acho que a censura estraga tudo isso. A censura quer manter pouquíssimas fontes de informação, que entregam apenas aquilo que acham que o povo deve receber — e não aquilo outro —, e, ao mesmo tempo, quer calar aqueles que discordam das autoridades. A autoridade é um prestador de serviço, vive dos impostos da nação, mas tem que prestar serviços. É assim que funciona.

Jaqueline, obrigado pela participação.

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Assistência sob suspeita

Tem outra coisa aqui: descobriu-se agora que o Ministério do Trabalho pagou, três dias depois de assinar um convênio, R$ 15,8 milhões — quase R$ 16 milhões — para uma ONG chamada Unisol Brasil, lá do ABC Paulista, ligada a um sindicato, que é ligado ao PT, para tirar lixo lá em Roraima, no território Yanomami. E qual é o lixo no território Yanomami? Há cestas básicas que foram entregues lá e que geram embalagens plásticas — deve ser isso.

Gente, eu estive olhando: dá mais de 3.500 quilômetros de distância. Vocês não acham que seria muito mais fácil ensinar os indígenas a reciclar o plástico? Ou, sei lá, enterrar, ou vender para quem quer reciclar, e não deixar jogado lá? Aliás, eles viviam de quê antes? Antes de aparecerem os doadores, viviam do que encontravam na natureza.

O interessante é que vi aqui, na notícia, o tamanho da reserva: equivale à soma do Espírito Santo com o Rio de Janeiro, onde vivem 21 milhões de brasileiros. Segundo amigos que circulam por lá, em toda a área vivem 7 mil indivíduos. Ou seja, para alcançar os 21 milhões, seria necessário multiplicar 7 mil por 3 mil. É incrível.

E esse dinheiro, claro, é o seu dinheiro — vem do imposto que você paga.

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IOF sob pressão

Aliás, falando em imposto, o Ministério da Fazenda, sem rumo, agora está dizendo que, se encontrarem alternativa, vão cancelar tudo do IOF. O Brasil inteiro está contra — desde a Fiesp até a menor associação comercial. E, com isso, os congressistas se mobilizam para fazer um decreto legislativo que derrube o decreto de Lula.

ALEXANDRE GARCIA

IMPOSTO SEM RETORNO: QUEM GOSTA DE PAGAR PARA SER MAL SERVIDO?

Vejam só: está faltando só esta quarta, quinta e sexta-feira — até às 23h59 — para entregar a declaração do Imposto de Renda. E consta que 10 milhões de pessoas ainda não entregaram. Isso significa, mais ou menos, que um em cada quatro contribuintes ainda não fez a entrega.

Por que será que isso acontece? Inclusive eu estou incluído nessa. Eu, enfim, estava em Portugal e não quis mexer nisso. Voltei, tive só duas semanas para fazer e continuo mexendo. 

Ontem, almocei com um reitor de uma universidade do Porto, e ele me disse que, lá em Portugal, é facílimo — não precisa perder tempo. Aqui, é muito complicado, principalmente se a gente acredita em investir em papéis que representam o capital de empresas brasileiras de capital aberto. Então o negócio já complica.

Mas, enfim, tem muita gente — muitos milhões — que relutam. É inconsciente isso: “Pra que eu vou dar dinheiro para o governo?” O governo vai gastar esse dinheiro? Vai aplicar em bons serviços públicos — de ensino, de saúde, de segurança pública, de justiça, por exemplo — ou está só gastando como um grande gastador? Esse é o problema.

A projeção que os bancos fazem — os bancos, que agora são inimigos, segundo José Dirceu… Os bancos e o agro. Numa mensagem ao PT, defendendo a candidatura que ele apoia para a presidência do partido, Dirceu disse que devemos escolher como inimigos a Faria Lima, os bancos, o setor financeiro e o agro — que seriam, segundo ele, os concentradores de riqueza. Imaginem só! Acho que o agro é quem põe comida na mesa, não é? E que garante, no nosso balanço de pagamentos e na balança comercial, um saldo bem positivo. Mas, enfim…

O que a gente está vendo é isso: mais imposto — imposto sobre operações financeiras. O crédito fica mais caro. Fica mais caro até fazer uma previdência complementar, com um imposto que vem para cobrir o déficit — que os bancos calculam em R$ 97 bilhões de gastos a mais.

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Desvio premiado

Dito isso, vejam só: dentro de um banco estatal, a Caixa Econômica Federal — eu não sei se ainda é uma autarquia ou empresa pública, mas enfim… — a própria Caixa descobriu, e agora está nas mãos da Polícia Federal, da Polícia Civil de Brasília e de Goiás, um desvio de, no mínimo, R$ 11 milhões, feito por um funcionário dela. Isso foi feito via Pix, com o dinheiro sendo enviado para outras contas correntes e para empresas de apostas.

Olha a ironia: o maior banqueiro de apostas é a Caixa Econômica, que faz sorteios, etc. O nome disso é jogo — proibido pela Lei de Contravenções Penais. Jogos de azar são todos aqueles cujo resultado depende da sorte. Um jogo de futebol não é; de vôlei, não é; de tênis, não é — mas de loteria, é.

E está lá — só falta revogarem o artigo da Lei de Contravenções Penais. A Caixa é banqueira, mas foi vítima de empresas de apostas que estavam recebendo esses milhões desviados. Já saiu uma ordem judicial para sequestro de bens desse funcionário. Pena que a gente não fica sabendo o nome dele. Coitadinho… tem que ser protegido, mesmo depois de ter metido a mão!

Sequestro de bens, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário — tudo isso.

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Narrativa desfeita

Bom, e só pra encerrar: a Câmara aprovou o “Dia da Marielle”, 14 de março. Ainda bem que vai para o Senado. Eu não entendi. É uma espécie de sublimação — o Dr. Freud explica. Ficaram frustrados quando descobriram que o assassino, o mandante, não era quem eles pensavam. Era um apoiador de Lula — inclusive um deputado e um sujeito do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Ficaram frustrados.

Então veio essa sublimação para homenagear Marielle. Quando se faz homenagem a uma pessoa, é preciso saber o que essa pessoa fez para servir de modelo, de exemplo, para ser venerada naquele dia.

O projeto agora vai ao Senado. É de autoria do PSOL, e a relatora na Câmara foi a deputada Benedita da Silva.

ALEXANDRE GARCIA

ONDE HAVIA REGRA, AGORA VALE A ESPERTEZA

Lula e o PT prometeram desfazer tudo o que Bolsonaro havia feito. Uma das coisas boas de Bolsonaro foi a adoção de um critério muito rígido para que houvesse desconto na Previdência — dos benefícios da Previdência, da aposentadoria, das pensões. Tinha que haver a prova de que a pessoa concordou em ceder R$ 20, R$ 25, R$ 30, R$ 40, R$ 50, R$ 60 na sua folha de pagamento de aposentadoria, benefício ou pensão.

Só que a esquerda fez um movimento e realmente tirou isso. E aí, a partir de 2023, explodiu essa tapeação, esse roubo na conta dos aposentados, das viúvas. E, até agora, só está aparecendo aí o presidente do INSS, caiu o ministro, tem o careca do INSS, e falam da Dataprev — mas tem que entrar nisso. Só uma CPI é capaz de resolver, porque parece que o irmão do Lula, por exemplo, não está no inquérito da Polícia Federal. Então, uma CPI é necessária, e tem gente grande envolvida. Tem que subir um pouquinho mais, porque isso foi feito conscientemente para agradar os sindicatos beneficiados. Óbvio. Até as pedras da rua sabem disso.

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Pagando pelo retrocesso

E outra coisa que foi destruída agora — estou falando só do que foi destruído agora — é o IOF, que havia sido reduzido para chegar a zero em 2028. Isso foi no governo Bolsonaro, ideia do Paulo Guedes, para se adaptar às exigências da OCDE, que é a elite mundial, a elite econômica dos países. O Brasil já se afastou dessa elite — nunca mais. Prefere ficar perto da China, e nós aqui pagando. Pagando mais imposto. Quem quiser tomar empréstimo — imagine o agro do Rio Grande do Sul, que já perdeu a paciência — fica com o empréstimo ainda mais pesado, com esse IOF na tomada de crédito.

A Previdência Complementar pega 5% de quem aportar mais de R$ 50 mil. Bom, estou falando de R$ 50 mil, não é que a pessoa ganha R$ 50 mil por mês. Não precisa. Basta transferir. Pensa bem: “Olha, não está rendendo, eu estava com isso aplicado em ações, em renda variável, não está rendendo, vou passar para um fundo de Previdência Complementar.” Aí tiro tudo — R$ 60 mil. Vou pagar 5% sobre R$ 60 mil. Quer dizer, já são R$ 3 mil.

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Crime reincidente, lei conivente

Bom, uma outra questão: o governador de Minas Gerais disse que vai a El Salvador falar com o Bukele para saber como ele está fazendo essa limpeza na segurança pública, botando todos os bandidos em grandes prisões. Só que aqui no Brasil é mais difícil. Lá, El Salvador é menor. Mas eu estou falando de outra coisa — não é da polícia, não. É da lei.

Eu abro o jornal hoje, vejo em jornais: “Ah, porque a polícia isso, a polícia aquilo…” A solução não é policial. A solução é mudar a legislação: Código de Processo Penal, Lei de Execuções Penais. Tem que endurecer isso.

A gente vê aqui, em Brasília, um sujeito esfaqueou o outro em pleno quilômetro zero — como se chama o centro dos quilômetros do Brasil — a Estação Rodoviária do Plano Piloto. Esfaqueou, matou. Tinha 16 passagens pela polícia, inclusive uma delas por homicídio. Como é que pode?

Essa audiência de custódia só não solta aquele que é acusado de crime político, de crime de opinião. Agora, crime com violência, crime comum, roubo, assalto, homicídio… Lá no Rio, aquele jovem que foi esfaqueado na praia no mesmo dia em que o sujeito foi solto por uma juíza de custódia. Coitadinho, foi solto. Aí matou o estudante que tinha vindo — acho que do Mato Grosso — para assistir a um show no Rio de Janeiro.

É lei. Agora, vocês vão ter que convencer o seu representante no Congresso Nacional a mudar essas leis. Porque, senão, olha: só a polícia não adianta. Tem que convencer. Porque, como a gente ouve toda hora, o crime já está em toda parte. O crime já subiu nos três Poderes.

ALEXANDRE GARCIA

A AMEAÇA PEGOU MUITO MAL PARA O MINISTRO

Os arrozeiros gaúchos estão no limite. O agro gaúcho também, e fazendo manifestações contando com a solidariedade dos caminhoneiros. Parece que o governo criou expectativas com a grande enchente do ano passado. Umas poucas foram cumpridas, e o pessoal está endividado, com dificuldades de investir.

Gente que perdeu todos os equipamentos agrícolas, gente que perdeu muito e está querendo ser ouvido. O Brasil centralizou tudo no governo da União – não é mais República Federativa. Tirou a arrecadação de prefeitos, centralizou tudo e centraliza também a responsabilidade. Por isso está acontecendo isso.

Mas falando em responsabilidade, pegou muito mal aquela ameaça do ministro Moraes contra Aldo Rebelo, que é uma unanimidade nacional. Uma pessoa corretíssima, foi presidente da Câmara, foi ministro mais de uma vez de governos petistas, ministro da Defesa, inclusive. Foi o sujeito que fez o Código Ambiental, a lei ambiental perfeita – talvez a melhor do mundo. E recebeu uma ameaça para constranger uma testemunha que não ofendeu ninguém, apenas reclamou que o seu depoimento tinha sido interrompido e falou que não admite censura.

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Moraes ficou muito ofendido ao ouvir a palavra “censura”

A palavra “censura” afetou muito o ministro Moraes, que ameaçou de prisão. Pois olha, eu estava vendo uma fala do Aldo Rebelo sobre os erros da Justiça brasileira, que quando se escreve de batom numa estátua há uma punição como se fosse homicídio. No entanto, com aquele que tocou fogo na estátua do Borba Gato, lá em São Paulo, não aconteceu nada.

Ele lembra também que os que invadiram a Câmara e depredaram a Câmara dos Deputados quando ele, Aldo Rebelo, era presidente, também estão aí, estão soltos. Aí falou sobre os erros da criação da Raposa Serra do Sol, sobre os contracheques gigantescos da Justiça, de tantas permissividades do crime comum que cresce nesse país, que vai tomando conta do país, e por fim chamou o Judiciário brasileiro de imaturo, arrogante, narcisista, incluindo aí o Ministério Público. Foi o que disse Aldo Rebelo.

E aí eu lembro, agora, que na semana passada o ministro Flávio Dino pegou uma postagem na rede social e deu a maior publicidade para a pessoa que xingou ele. Essa pessoa deve estar muito feliz. Dino chegou a dizer o apelido com que essa pessoa se referiu a ele: “rocambole”, não sei o que. Ele trouxe isso para uma sessão do Supremo Tribunal, que deveria ser um tribunal constitucional.

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A culpa é do Marco Aurélio Mello

Eu repito aqui o que já me disse um amigo tributarista: que a culpa de tudo isso seria do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que quando foi presidente do Supremo botou televisão (a TV Justiça), e aí virou palco, virou estúdio, virou show. É o que a gente, infelizmente, tem visto. 

Mas eu queria falar outra coisa: Ives Gandra Martins, 90 anos de idade – para mim o melhor jurista. Eu já disse para ele algumas vezes que ele seria o meu candidato ideal a presidente da República.

Acharam no telefone do coronel Mauro Cid uma aula do Ives Gandra lá na escola de comando do Estado-Maior, na ECM, no Rio, 30 anos atrás. Nessa aula ele estava interpretando o artigo 142 da Constituição, explicando quando é que pode haver defesa da Constituição, da lei e da ordem por parte das Forças Armadas. E o implicaram nesse golpe que não houve. Imagina, são coisas incríveis. Ives Gandra, Aldo Rebelo… É incrível.

Bom, mas enfim, o ministro Marco Aurélio Mello, que é ministro de Supremo aposentado, usou uma palavrinha só para qualificar tudo isso: decadência.

ALEXANDRE GARCIA

O POPULISMO TARIFADO DE LULA

Lula deve ter notado que foi vaiado três vezes na Marcha dos Prefeitos, no Centro Internacional de Convenções, lotadíssimo — dizem que havia 14 mil entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Foi vaiado três vezes. E, no dia seguinte, Bolsonaro foi recebido lá como se presidente da República fosse, aos gritos de “mito, mito, mito”. Ele deve ter notado isso. E vai olhar as pesquisas, vai ver que a reprovação já está ficando cada vez mais longe da aprovação. Mesmo com o Sidônio, o marqueteiro, fazendo força. Mas está difícil. Os erros dele e de Janja puxam para baixo.

Aí ele quer compensar fazendo bondades com o nosso dinheiro. A mão que dá é a dele. Agora, o bolso que paga é o nosso. Eletricidade de graça para quem ganha até meio salário-mínimo por mês, R$ 759. E com desconto de 12%, que vem de um fundo — que é descontado —, do qual não será cobrado quem ganha de meio até um salário-mínimo. Os demais vão pagar na conta de luz. E dizem que isso dá uns bons R$ 3,6 bilhões que os consumidores de energia elétrica usuais vão pagar.

Nenhuma medida para resgatar os pobres da pobreza. Por quê? Seria pelo ensino, não é? Fazer com que as pessoas tenham possibilidade de alcançar empregos que paguem mais. Porque o próprio Lula revela isso. Ele fez um discurso, perante sindicalistas, dizendo que o metalúrgico, quando passa a ganhar R$ 4 mil ou R$ 5 mil por mês, deixa de votar no PT. Quem sai da pobreza deixa de votar no PT, segundo Lula. Então, tem que manter um grande número de pobres — eleitores — com Bolsa Família, sem saída, e com presentes de gás, de energia elétrica, essas coisas, para estimular o não fazer nada.

Como há uma queixa generalizada no Nordeste: as pessoas precisam de mão de obra, e a mão de obra recebe Bolsa Família e não se oferece para trabalhar, porque pode ganhar sem precisar trabalhar.

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Crime institucionalizado

Um outro assunto: procurei o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) para confirmar, mas não obtive retorno. Em uma reunião hoje, da frente parlamentar que reúne a livre iniciativa em geral — agricultura, comércio, indústria —, há grande preocupação com a segurança pública. E citaram o deputado Joaquim Passarinho, que teria dito que o crime está em toda parte no Brasil — inclusive dentro do Congresso. E a gente sabe que o crime elege deputado, elege prefeito, vereador, senador, governador. Há coisas feitas na área de combustíveis, por exemplo, onde o crime atua.

Vocês sabem que o crime, hoje, tirando as grandes estatais — Petrobras, os grandes bancos, Banco do Brasil, Itaú, etc. — é o quinto grupo econômico mais poderoso do país. E prefere a área de combustíveis. Há ações que só acontecem com anuência do secretário da Fazenda, do governador, de senador, etc. Então, está mesmo infiltrado.

Só para entendermos: resolver o crime não é função apenas da polícia. A polícia é só a ferramenta. Resolver o crime é função da lei. Lei que precisa ser feita no Congresso Nacional. Não leis lenientes, que favorecem o criminoso. “Ele tem dez passagens na polícia”, “foi solto por várias audiências de custódia e continua assaltando”, “cumpre um sexto da pena e vai embora”, “ganhou tanto que é vantagem ficar três anos na prisão”. São essas leis que precisam ser mudadas.

Só para lembrarmos desse assunto — além da corrupção, suborno, juiz… tem de tudo. A pessoa que era séria acaba obrigada a ser cúmplice. Coisa pesada.

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Desenvolvimento travado

E só para lembrar — que eu não mencionei aqui — o Senado aprovou uma mudança no licenciamento ambiental, que agora vai para a Câmara. Tomara que seja votado logo, para destravar o país. Meu Deus do céu! Essa gente é contra o país, não quer que o país se desenvolva. Veja só a história da — acho que é — Ferro Norte, uma ferrovia necessária.

E mais: a conquista do território brasileiro. O Brasil só é Brasil quando tem pé de brasileiro em cima. Senão, está sujeito a vir estrangeiro explorar de tudo, inclusive terras raras, minerais raros e estratégicos.

Nacionalismo é aquilo que Aldo Rebelo prega — e ele era um homem do PCdoB. Só para lembrarmos que temos que cuidar da soberania, sim.

ALEXANDRE GARCIA

PREVIDÊNCIA OU ARMADILHA DIGITAL?

INSS

Descontos indevidos do INSS já passam de R$ 6 bilhões

Imagine se você instalasse uma loja na sua cidade e o prefeito determinasse o seguinte: todo mundo é obrigado a comprar na sua loja — e quem não quiser comprar terá que expressar a vontade de não querer comprar; senão, fica devendo. É mais ou menos isso que aconteceu com a Previdência — e que está acontecendo agora. As pessoas não foram consultadas. Segundo levantamento, 98% não foram consultadas, não deram um “ok” para que o desconto fosse feito. Mas agora elas têm que tomar a iniciativa de dizer que estão tendo descontos em suas aposentadorias — além de precisar entrar nesse mundo digital, que muitos não entendem.

Meu Deus, igualzinho ao que ocorreu após a Reforma Trabalhista de 2017, quando deixou de ser obrigatória a contribuição sindical. Aí as pessoas foram obrigadas a formar grandes filas para informar, por escrito, que não estavam dispostas a pagar. Caso contrário, seriam cobradas. É incrível. Se fizeram isso, o INSS é quem tem que saber cada pessoa que foi lesada — e tomar a iniciativa de parar de descontar. Meu Deus do céu!

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Carteiros sem médico, diretores com bônus

Outro assunto: os Correios — uma estatal — deram um lucro maravilhoso no tempo de Jair Bolsonaro. Entrou um novo governo e veio um prejuízo pequeno. Agora o prejuízo já é de R$ 2,6 bilhões — e a diretoria dos Correios se concede um aumento de 14%. Então, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) está requerendo à Câmara que convoque o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, que passou a receber um salário de R$ 53 mil, além de benefícios. A diretoria também recebe mais benefícios, mais aumento, enquanto os carteiros estão com dificuldades para ter assistência médica por falta de recursos de pagamento. Essa é a situação dos Correios. Nenhuma surpresa — a gente já viu isso nos governos anteriores do PT.

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Bastidores da troca de poder

Eu queria falar também sobre o depoimento da quarta-feira (21), do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior. Embora o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, tenha negado ter dado voz de prisão a Bolsonaro, ou ameaçado prendê-lo, o brigadeiro Baptista Júnior explicou melhor. Segundo ele, Freire Gomes teria dito: “Se o senhor fizer isso, terei que prendê-lo.” Isso teria ocorrido durante a discussão sobre a possibilidade de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem ou da determinação de um estado de sítio. Lembrando que, para ocorrer o estado de sítio, precisa da aprovação do Congresso e teria que passar pelo Conselho de Defesa.

Baptista Júnior sugeriu: “vamos mandar para o Conselho de Defesa, se há uma alegação de perigo de explosão social…” Mas depois disse que negou a ideia completamente, com o apoio de Freire Gomes e do general Paulo Sérgio de Oliveira, então ministro da Defesa. Afirmou que não passava pela cabeça deles, em nenhuma das situações, impedir a posse do presidente eleito. Ele disse ainda que só o almirante de esquadra Almir Garnier teria dito que a tropa da Marinha estaria à disposição do presidente Bolsonaro. Perguntado sobre o general Augusto Heleno, disse que, em momento algum, ouviu do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional qualquer manifestação sobre impedir ou fazer uma ruptura — nada disso. E que Bolsonaro, quando percebeu que não daria, recuou e não falou mais no assunto. Isso teria acontecido depois do segundo turno.

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STF no radar americano

Por fim, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou durante uma audiência no Congresso americano que está sendo analisada a possibilidade de impor uma sanção, com base na Lei Magnitsky, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). E que há uma grande possibilidade de que isso aconteça. Caso seja aplicada, significaria o bloqueio de bens nos Estados Unidos; impedimento de negociar com qualquer pessoa jurídica americana — inclusive bancos; e, claro, ausência de visto ou retirada do visto para impedir que ele entre nos Estados Unidos. Seria uma sanção motivada por informações sobre desrespeito aos direitos humanos, além de perseguição política, censura, etc.

ALEXANDRE GARCIA

APOSENTADO PAGA, O IRMÃO DO PRESIDENTE ESCAPA

Eu acho que todo mundo estranhou que esse Sindicato Nacional dos Aposentados e Idosos — em que o vice-presidente é o irmão do Lula — tenha ficado de fora. Pelo menos ele, o Frei Chico, deu uma entrevista dizendo que o sindicato dele está fora.

Então, o líder da oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN), entrou com um requerimento — uma representação — na Comissão de Ética Pública da Presidência da República para saber por que o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não incluiu esse sindicato na investigação. Ele quer que Rodrigues explique por que o sindicato, que recebeu milhões em repasses do governo via Previdência, está fora da apuração.

Fizeram um levantamento mostrando que, entre os descontos feitos a idosos fragilizados, pensionistas e aposentados, apenas 2% foram autorizados. Um escândalo grandioso. Por isso, a necessidade de uma CPI — até para separar essa falácia. Imaginem se Bolsonaro iria estimular isso para beneficiar sindicatos de esquerda, ou beneficiar o irmão do Lula. Ao contrário: ele editou uma medida provisória exigindo maior autenticação da vontade de quem autorizava o desconto.

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Depoimento de 11 horas

Um outro assunto: mais dez viraram réus — entre eles, um general de quatro estrelas, de uma família com longa tradição no Exército, um agente da Polícia Federal e oito oficiais superiores. Dois ficaram de fora: o relator, ministro Alexandre de Moraes, deixou de fora o general Newton e o coronel Cleverson, alegando que não havia justa causa para torná-los réus. Segundo ele, o material enviado pela Procuradoria-Geral da República não era suficiente. Os outros ministros acompanharam o voto, e assim esses dez se tornaram réus.

Mas o que ainda repercute muito, inclusive entre juristas, é a situação do general Freire Gomes. Eles dizem que há algo estranho no caso dele, pois ele negou o conteúdo do inquérito da Polícia Federal. E algo interessante: ele depôs por 11 horas. Eu não sabia disso — nem o ministro Luiz Fux sabia. Levou um susto: “O quê? 11 horas de depoimento? Isso não é exatamente um depoimento, é um interrogatório.”

Freire Gomes agora negou, diante do ministro Moraes, que tenha dito as coisas que constam no inquérito. O ministro perguntou se ele estava mentindo. Ora, é difícil imaginar uma pessoa com quase 50 anos de profissão, aplicando o que aprendeu, se permitindo mentir. Ficou no ar.

Na hora, Freire Gomes pediu: “Então mostre meu depoimento, se há contradição no que estou dizendo agora.” E o ministro Moraes não mostrou.

Aliás, falando em mostrar — que tal as imagens do aeroporto de Roma, hein? Que tal se a gente visse todas? Não sei por que não conseguimos ver. Esses inquéritos são colocados sob sigilo, mas isso deveria ser público, porque caiu sobre uma família. Foi quase uma desgraça que caiu sobre aquela família.

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Habemus mediação

E, por fim, queria lembrar aqui — imaginem só: o Papa Leão XIV está agindo mesmo. Já ofereceu o Vaticano para um encontro entre Zelensky, Putin e Trump. Putin está dizendo a Trump que está aberto a discutir um cessar-fogo. Há uma certa fumaça branca aí — embora estejam falando que tropas russas estão se mobilizando perto da fronteira com a Finlândia.

Uau! E olha que a Finlândia é boa de pontaria, como ficou provado na Segunda Guerra, quando os russos entraram por lá. Mas, enfim, sempre resta uma esperança. Esperança de paz, procurada pelo novo Papa. Eu estou muito esperançoso com esse Papa.

ALEXANDRE GARCIA

A CHINA É VIZINHA

Janja diz: “Não há protocolo que me faça calar”

A primeira-dama, Janja da Silva, abandonou, na última segunda-feira, 19, o texto de um discurso sobre “regulação” de redes sociais, atribuindo a elas violência sexual contra crianças.  

Rebelando-se contra o protocolo em reunião de estado, ela diz: “em nenhum momento eu calarei a minha voz para falar sobre isso. Não há protocolo que me faça calar, se eu tiver oportunidade de falar sobre isso, com qualquer pessoa que seja, do mais alto nível ou qualquer cidadão comum. E foi para isso que minha voz foi usada na semana passada, quando eu me dirigi ao Presidente Xi Jin Ping, após a fala de meu marido sobre uma rede social (o Tik-Tok chinês). Como mulher, eu não admito que alguém me dirija, dizendo que eu tenho (SIC) que ficar calada. Eu não me calarei.”

A fala do marido, segundo ele próprio, foi para pedir que o ditador chinês envie um agente de sua confiança ao Brasil para examinar rede social. “Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para a gente discutir a questão digital e, sobretudo, o Tik Tok.” 

Lula informou também que Xi Jinping vai mandar uma pessoa “para conversar conosco para saber o que a gente pode fazer nesse mundo digital.” Isso significa que virá um agente chinês para discutir com o governo brasileiro sobre censura no mundo digital, assunto no qual a China é especialista. 

Na China, três quartos da população estão conectados a redes sociais, mas o controle é rigoroso: há reconhecimento facial para registrar entrada, vinculação ao documento de identidade, localização e conta bancária. 

O governo estabelece o que pode ser visto. Facebook, Instagram, X e outras estrangeiras não operam na China. Celulares chineses não permitem a conexão com o Google. São substituídas por plataformas locais.

Os americanos desconfiam do Tik-Tok ser usado para espionagem. Já denunciaram, segundo a Reuters, que produtos chineses importados, como guindastes portuários, placas solares, transformadores, computadores, agregam como clandestinos, chips, Bluetooths, rádios e modems, que permitem controle à distância. Chamar o chefão de tudo isso de “companheiro” tem seu significado.

Lula e Janja alegam repetidamente que é para preservar crianças e adolescentes que querem regulamentar as redes. Mas elas estão regulamentadas desde 2015, pela lei que é o Marco Civil da Internet, discutido por anos. Além disso, a Constituição brasileira proíbe “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. 

A questão toda é porque a esquerda não alcança o desempenho da direita nas redes. 

Pedir ajuda ao regime chinês para agir nas redes, que deram mais amplitude à voz do povo, a fonte do poder, revela uma intenção contra a liberdade; é se avizinhar de um sistema em que a liberdade é aquela que for permitida pelo estado.

ALEXANDRE GARCIA

LULA TEME AS REDES, JANJA ATACA E O SENADO SE OMITE

Não há protocolo que me faça calar”, diz Janja após constrangimento na China

Tudo o que os partidos estão fazendo hoje, estão fazendo neste ano, é em função da eleição do ano que vem: eleição presidencial, eleição de governadores, renovação de dois terços do Senado e eleição de deputados federais e estaduais. É uma eleição importante.

Por exemplo, todo esse combate de Lula, Janja, Gleisi contra as redes sociais é por medo das redes sociais na campanha do ano que vem. Na última campanha, a gente viu que o Tribunal Eleitoral pendeu para um lado — pegou muito mais a direita e muito menos a esquerda. Talvez tenha sido também falta de maior presença da direita nas reclamações sobre campanha eleitoral.

E outra coisa: os partidos estão se juntando, estão juntando forças, estão se modelando para o ano que vem. O objetivo, por exemplo, da direita é conquistar a maioria do Senado, para que o Senado seja um bloqueio, uma ferramenta eficaz contra desrespeitos à Constituição. Porque o Senado pode julgar ministros do Supremo. O Senado pode — mas o presidente do Senado não quer. Ou talvez não possa também, dependendo da gente saber quais são os compromissos dele, o que ele tem que estaria nas mãos do Judiciário.

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Qual o preço do ensino à distância?

E um outro fato importante é a assinatura de um decreto que veio do Ministério da Educação — e Lula assinou — proibindo o ensino à distância para, olha só que coisa incrível: medicina, odontologia, enfermagem, direito e psicologia.

Gente, quer dizer que se ensinava à distância medicina, odontologia, enfermagem? Eu não acredito. Eu sou do tempo — na minha juventude, infância — em que a gente via propaganda de curso de radiotécnico à distância. Eu mesmo fiz o curso de “fisio” qualquer coisa do Charles Atlas. Mas jamais uma faculdade à distância. É um negócio estranho.

Com todos os avanços do mundo digital, agora provavelmente esses bonecos de silicone vão ser usados nas aulas de anatomia. Porque há pouco tempo, a aula de anatomia era em cadáver — realismo. Depois, passou a ser com boneco. E agora era a distância? É impossível. Aí o resultado a gente vê por aí.

Aliás, insisto — porque todo dia fico sabendo de casos gravíssimos de tromboses em toda parte: cérebro, pulmões, coração. Teve um caso aqui, no Hospital do Sobradinho, agora, de morte. O sujeito entrou lá com um sintoma de trombose na perna. Depois, morreu. O trombo provavelmente subiu.

E a causa disso? É preciso que se leia tudo o que se fala sobre… Eu tenho falado dessa suposta vacina que está atrapalhando as outras, que são necessárias, que são maravilhosas, que previnem doenças — mas estão sendo prejudicadas pelos maus resultados de algo que se fez com pressa, sem teste e que deu muito lucro.

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Protocolo quebrado, prioridade ignorada

Está repercutindo ainda essa questão: o discurso de Janja se justificando e dizendo que falaria de novo, faria a mesma coisa, quebraria o protocolo para falar com o chinês. Ela disse que quer defender crianças e adolescentes das redes sociais.

Eu insisto em que se deva olhar lugares do Brasil em que está muito evidente a exploração sexual de crianças. Por exemplo — o que se fala muito — a Ilha do Marajó e outras regiões. Mas, na região Norte, é muito evidente. Bastaria centralizar as atenções da polícia, do governo, da assistência social para evitar que isso continue acontecendo.

ALEXANDRE GARCIA

ESCÂNDALO NO INSS É MUITO MAIOR DO QUE O DIVULGADO

INSS

Descontos indevidos do INSS já passam de R$ 6 bilhões

Foram R$ 6,3 bilhões descontados indevidamente dos aposentados e pensionistas. Eu vou dar um palpite: eu acho que é mais do que isso. Porque quando fizeram a reforma trabalhista, que fez com que a contribuição sindical deixasse de ser obrigatória, primeiro eles dificultavam tudo. Tinha que dar por escrito, em filas enormes, depois acharam que se tirassem 1% dos benefícios. E foi o que fizeram em 2017. Agora dizem que antes disso já tinha esse esquema de descontos do INSS. Bom, mas se vocês acham que isso é muito, vai ser mais.

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Além do INSS, a Venezuela

Agora, mais do que isso ainda, cerca de R$ 10 bilhões é o que o BNDES ficou por receber da Venezuela e a Venezuela não paga. A gente é muito amigo da Venezuela, do Chávez, do Maduro. E para estimular as exportações brasileiras, o BNDES financia a compra, a importação por parte da Venezuela, embora o BNDES se chame Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Dizem que “indiretamente vai desenvolver aqui, desenvolvendo lá”. Pois a Venezuela agradece. Quase R$ 10 bilhões, não paga, ainda mais quando o Brasil vetou a entrada da Venezuela nos BRICS, aí que a Venezuela nem conversou mais sobre acertar o pagamento. Vejam só o que dá amizades.

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Biden doente

Eu estou falando em política externa. A notícia dos Estados Unidos é de que o Joe Biden está com câncer generalizado, começou na próstata, já está nos ossos. Eu imagino o seguinte: no dia em que ele renunciou a candidatura à reeleição e que entrou a candidata dos Democratas, ele já sabia, a família sabia e o governo americano sabia. Não é de uma hora pra outra, assim. São coisas que, claro, o presidente dos Estados Unidos se submete de mês a mês a algum exame clínico. Se sentir uma dorzinha de cabeça, vai passar por tudo o que é exame. Então, já sabiam disso.

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Enchentes no RS

E um outro assunto, com o maior orgulho, eu queria falar de dois jovens gaúchos. Eu sou gaúcho, então aproveito. Uma jovem nascida na Santana do Livramento do meu pai, chamada Emily Braz, de 25 anos. Ela entrou muito jovem ainda na escola preparatória, e entrou na Academia Militar do Exército com 17 anos. Saiu aspirante, segundo-tenente, primeiro-tenente, e foi fazer em Taubaté o curso de piloto de helicóptero. E ela agora é a primeira piloto de helicóptero do Exército Brasileiro. A Emily Braz, com 25 anos, é filha de um subtenente. E o irmão dela está no Colégio Militar.

E o outro é um jovem de Lajeado, onde estão enterrados meus pais. É o jovem Anderson Haas. Ele, na Universidade de Richmond, Virginia, se formou em Economia e Biologia, e foi escolhido pelos seus colegas para ser o orador da turma. E ao ser orador da turma, qual foi o assunto que ele escolheu? Enchente no Rio Grande do Sul, dizendo que as águas levaram ruas e memórias. Mas falou nisso em um dia em que, no Brasil, o ex-ministro Paulo Pimenta, que foi o ministro especial da enchente, e o governador Eduardo Leite, estão batendo boca sobre recursos para recuperação.

E eu gostaria de lembrar que o governador Jorginho Mello, do estado vizinho de Santa Catarina, dragou rios. Lá deu chuvaradas e não houve enchentes. E se der chuvaradas de novo no Rio Grande do Sul, vai dar enchente pior ainda, porque o leito dos rios está cada vez mais assoreado.

E parece que são os ambientalistas, aqueles que disseram que a Terra está esquentando, também não querem deixar limpar os rios, enquanto se forma mais gelo nos polos nesse momento, com muita velocidade, aliás.

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Ainda a vacina da Covid

E para terminar, por que Anvisa, Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde não estudam, não leem os estudos que estão disponíveis sobre essa injeção de RNA, um negócio genético que foi feito supostamente como vacina contra a Covid. As coisas que estão acontecendo caem por cima das outras vacinas que são de verdade, que funcionam, que são necessárias. A insistência com essa vacina está prejudicando e causando coisas horríveis, como lá em Santa Catarina, em Cunha Porã, onde um oficial de justiça com dois PMs tentou invadir uma casa para pegar um bebê para vacinar, um bebê de um ano e dois meses. Isso só acontece na União Soviética. Acontecia.