RODRIGO CONSTANTINO

TRUMP VAI VENCER NO IRÃ?

cuba trump

O presidente Donald Trump durante coletiva na Casa Branca

O Irã certamente não é a Venezuela. O buraco é bem mais embaixo quando se parte para cima de um regime como o dos aiatolás xiitas. Várias lideranças já foram mortas, inclusive o próprio aiatolá Khamenei, mas a hidra segue viva, atacando. A Guarda Revolucionária ainda detém o poder e o povo, desarmado, não tem condições de enfrentá-la. Restou a Donald Trump subir o tom das ameaças e buscar alguma negociação.

O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (23) o adiamento, por cinco dias, de ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A decisão, segundo ele, foi tomada após o que descreveu como “conversas muito boas e produtivas” entre Washington e Teerã no fim de semana – versão contestada por autoridades iranianas.

A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, citou uma fonte não identificada que negou qualquer diálogo, afirmando não haver “nenhum contato direto ou indireto com Trump”. Segundo essa fonte, o republicano teria “recuado” após ser informado de que o Irã atingiria usinas de energia na chamada “Ásia Ocidental”.

As falas de Trump têm sido um tanto erráticas, talvez como uma estratégia deliberada para confundir o adversário, talvez por ele realmente estar reavaliando suas opções o tempo todo – e não são opções fáceis. Com o estreito de Ormuz praticamente fechado, por onde passa 20% do petróleo mundial, os preços dispararam e cobram um alto custo, principalmente dos países asiáticos e europeus (os Estados Unidos possuem reservas estratégicas que vêm sendo liberadas no mercado).

Com esse quadro, não faltam reportagens, editoriais e colunas de opinião em tom catastrófico. Muitos, que já eram críticos de Trump, acham que ele cometeu um grave erro ao atacar o Irã e que não possui uma estratégia clara de saída. Alguns já falam numa recessão global por conta da guerra. Nesse contexto tão pessimista, achei adequado trazer a visão mais otimista de Victor Davis Hanson, que estuda guerras há meio século. Para o professor, a maré está virando a favor dos Estados Unidos no conflito. Eis seus principais pontos:

Europeus: Eles nunca tocam num conflito até sentirem o cheiro da vitória. No início? Silêncio total. Agora estão movendo ativos discretamente e oferecendo apoio. Puro cálculo – eles leram o campo de batalha e decidiram de que lado está a vitória.

Estados petroleiros do Golfo: Sauditas, emiradenses, qataris sobrevivem lendo perfeitamente o ambiente. Estão expulsando adidos iranianos, interceptando silenciosamente mísseis iranianos sobre suas capitais, e os Emirados Árabes Unidos acabam de reafirmar seu compromisso de investimento de US$ 1,4 trilhão nos EUA no meio da guerra. Isso não são gestos – são apostas. E eles estão “all-in” na América.

Al Jazeera: A rede estatal do Qatar, que normalmente ataca ações dos EUA (e abriga escritórios do Hamas), agora está chamando a campanha de bombardeios americana de “brilhante” e “subestimada”. Quando o canal que hospeda tanto a maior base aérea dos EUA quanto o Hamas elogia a efetividade americana, a mensagem é inequívoca: eles acham que estamos vencendo.

Realidade militar: A-10 Warthogs e helicópteros Apache estão agora voando em missões de ataque dentro do espaço aéreo iraniano à vontade. Essas plataformas lentas e de baixa altitude só aparecem quando as defesas aéreas inimigas estão efetivamente neutralizadas. Isso confirma o que realmente está acontecendo no terreno.

Por essa ótica, a única cartada do Irã é a opinião pública, torcer para as críticas ao governo Trump aumentarem muito, o que poderia ser prejudicial para as eleições de meio-termo este ano. O veredito de Hanson é que se Trump aguentar o rojão – e ele acha que aguenta – o regime iraniano pode cair. Não em anos, mas logo. Resumo: observe o que as pessoas fazem, não o que elas dizem. Todo jogador com “skin in the game” está apostando na América. Os sinais não mentem.

Joguei no Grok esta opinião, e ele concordou: “A narrativa de que o Irã está resistindo ou virando o jogo não se sustenta nos fatos no terreno: as ações concretas – de aliados regionais a movimentações militares americanas – apontam para uma aposta clara na vitória dos EUA e aliados.Os sinais são consistentes: quem tem algo a perder está alinhado com o lado que parece prevalecer”.

Tomara que sim! O Ocidente precisa neutralizar de vez o regime iraniano, o maior financiador do terrorismo islâmico no mundo. A estratégia democrata, de Obama a Biden, de mandar dinheiro e confiar nos aiatolás se mostrou um fiasco. Estavam apenas empurrando com a barriga o problema, que só cresce. Era hora de agir, e Trump tem coragem de tomar as decisões duras. Será um legado e tanto se ele for capaz de derrubar esse regime nefasto.

DEU NO X

ARREGANHOU, ESCANCAROU, CONFESSOU

DEU NO JORNAL

O CAMPO MINADO

Editorial Gazeta do Povo

Com maioria já formada na Segunda Turma do STF desde o dia 13 pela manutenção da prisão preventiva de Daniel Vorcaro – com os votos do relator André Mendonça e dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques –, o decano Gilmar Mendes esperou até as últimas horas do prazo do julgamento em plenário virtual, no dia 20, para apresentar seu voto. Gilmar endossou a prisão preventiva, formando unanimidade (Dias Toffoli, o último membro da turma, se declarou suspeito e não votou), mas seu texto pode ser considerado um verdadeiro campo minado para o futuro das investigações sobre a rede de favorecimentos montada pelo dono do Banco Master.

Embora tenha afirmado que “a autoridade policial conseguiu trazer elementos suficientes para manter a prisão preventiva por ora”, o decano do Supremo gastou praticamente todo o seu voto fazendo uma série de contestações à maneira como as investigações vêm sendo conduzidas, aproveitando o ensejo para ressuscitar uma de suas obsessões, a crítica à Operação Lava Jato. A intensa cobertura jornalística, natural quando se trata de um dos escândalos mais cabeludos da história recente do país, pela quantidade e variedade de autoridades envolvidas, foi classificada por Gilmar como “publicidade opressiva”. Segundo o decano, setores da imprensa “focam numa narrativa de deslegitimação desta corte – talvez por ressentimento com o freio imposto aos criminosos métodos lavajatistas”, como se não tivessem sido os próprios ministros que se deslegitimaram, seja por meio de seus laços diretos com Vorcaro, seja pela solidariedade manifestada com Toffoli e Alexandre de Moraes.

Muito mais preocupante que as já batidas (e sempre infundadas) críticas de Gilmar à Lava Jato, no entanto, é o fato de, mesmo votando pela manutenção da prisão preventiva, o decano ter elencado supostas ilegalidades na condução do processo. Criticou o uso do que chamou de “conceitos porosos e elásticos” no voto de Mendonça, afirmou que a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília era ilegal, e criticou a negativa de Mendonça quando a Procuradoria-Geral da República pediu mais tempo para se manifestar sobre a prisão. Como afirmou Deltan Dallagnol em artigo que analisou o voto do decano do Supremo, “Gilmar está plantando futura nulidade (…) Está construindo um duplo caminho: anular tudo mais adiante pela falta da manifestação da PGR, ou soltar diante de uma nova manifestação contrária”.

O Supremo já demonstrou que, na ausência de motivos reais para nulidades, sabe inventá-los. Foi assim, por exemplo, na anulação de várias sentenças da Lava Jato quando réus delatados tiveram de apresentar suas alegações finais ao mesmo tempo que réus delatores – em cumprimento, aliás, do que dizia o Código de Processo Penal, e apesar de o então juiz Sergio Moro ter concedido prazo adicional às defesas dos delatados quando as alegações finais dos delatores traziam elementos novos. E foi assim que, com base em supostas mensagens cuja autoria jamais foi comprovada, o STF declarou a suspeição de Moro, com a consequente anulação de todos os atos realizados por ele em inúmeros processos, especialmente aqueles que envolviam o agora presidente Lula.

Não há nada, portanto, que impeça os ministros de repetirem a dose, especialmente se novas informações ou mesmo uma delação premiada complicarem de vez a situação de alguns membros do Supremo. Basta alegar qualquer um dos “problemas” apontados por Gilmar Mendes para inventar algum cerceamento de defesa ou nulidade qualquer. Não surpreenderia nem mesmo que, após terem declarado de forma unânime em nota que não viam razões para a suspeição de Toffoli, os ministros mudassem de ideia (talvez usando como pretexto a decisão do próprio ministro de se retirar de julgamentos recentes envolvendo Vorcaro) e decidissem que várias decisões estavam contaminadas, inclusive aquelas que ordenaram as várias fases da Operação Compliance Zero. Só o que pode impedir esse tipo de desfecho vergonhoso é exatamente aquilo que Gilmar Mendes fez questão de condenar em seu voto: a pressão constante, incansável, da opinião pública.

PENINHA - DICA MUSICAL

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

UM PAÍS FELIZ

Independentemente do grau de credibilidade desse tipo de pesquisa, temos que ressaltar que a qualidade dessa “felicidade” é explicada por outros estudos relacionados à inteligência e cultura de um povo.

A fome é o melhor tempero e o paladar também se educa.

Isso a Globolixo não mostra.

DEU NO X