Arquivo diários:18 de março de 2026
DEU NO X
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
NÃO ME AVEXE NÃO!
De poeta e de louca
Eu tenho minha quantia
Tem horas que jogo pedra
Noutras faço poesia
Quando chega o aperreio
Que fico de saco cheio
Minha razão avaria.
Não sou mulher de motim
De bando também não sou
Penso com minha cabeça
Seguir magote não vou
Não sou mulher melindrada
O papel da vitimada
Minha garra dispensou.
Não compro briga dos outros
Pra ficar em evidência
Por favor não me acumule
Tenho pouca paciência
Pois quando o caso é comigo
Não meto nenhum amigo
Tomo logo providência
Nunca gostei de cobranças
Não cobro amor a ninguém
E para ser bem sincera
Nem amizade também
Sentimento é conquistado
Jamais será fabricado
Só se dá quando se tem.
DEU NO X
BACURINHA DE ALTA POTÊNCIA
Heavy pressure ☠️ pic.twitter.com/3sXyNArNyS
— Memesnation (@MemesNationwide) March 17, 2026
DEU NO JORNAL
QUE PRAGA BOA!
ALEXANDRE GARCIA
JUÍZES VÃO AO SENADO PARA GARANTIR A APOSENTADORIA COMPULSÓRIA

Flávio Dino, ocupando cargo de senador, é abraçado por Eliziane Gama, em foto de fevereiro de 2024. Ela é relatora da PEC que acaba com a aposentadoria compulsória para juízes, de autoria de Dino.
Segundo a Coluna do Estadão, juízes estão frequentando os corredores do Senado, porque nesta quarta-feira está na pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça uma PEC que acaba definitivamente com a aposentadoria compulsória como punição para magistrados. Hoje, se o juiz vendeu sentença, cometeu ações gravíssimas contra a lei e a ética, é aposentado e fica recebendo sua aposentadoria pelo resto da vida – sem os penduricalhos, espero.
O ministro do STF Flávio Dino deu uma liminar, dizendo que essa aposentadoria compulsória não pode ser paga, e os juízes protestaram. Agora, colocam essa PEC na pauta. E quem é o autor? Flávio Dino, na época em que era senador. A relatora da proposta, que tira esse prêmio para o juiz desonesto que é condenado, é a senadora Eliziane Gama, que também é do Maranhão e tem muita afinidade com Dino.
Os juízes que estão lá no Senado são da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Eles alegam que os magistrados têm uma previdência particular própria, com a qual eles contribuem muito, e que não pagar aposentadoria equivaleria a um confisco dessas contribuições feitas ao longo de anos. Ironicamente, o próprio Dino foi presidente da Ajufe, de 2000 a 2002; eu o entrevistei naquela época.
* * *
Caso Master vai “pegar a República toda”? A Lava Jato não conseguiu, graças ao Supremo
Há quem diga que Dino está apenas querendo desviar a atenção, porque todos estão de olho no Supremo e suas relações com o Banco Master. Alguns dizem: “Não fale muito, vai pegar a República toda”. Pois tem mais é que pegar a República, sim, tirar o que está podre e deixar só as raízes, o que estiver imaculado, cândido.
Enquanto estamos falando de Master, o início da Lava Jato completou 12 anos nesta terça-feira. Começou com o doleiro Alberto Youssef e com o diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa – que acabou morrendo de câncer, mas fez delação premiada. Foram mais de 150 delações premiadas e R$ 25 bilhões recuperados para a Petrobras, dos quais R$ 6 bilhões já estão em caixa. Fora as multas que Dias Toffoli perdoou, da J&F, da JBS.
Na época da Lava Jato também diziam “vai acabar a República”. Não acabou. O problema é que a impunidade também não acabou. Pensávamos que seria o fim da impunidade, mas não: o próprio Supremo mostrou que a impunidade vigorava. Lula foi condenado em três instâncias no caso do tríplex do Guarujá, envolvendo uma empreiteira, e em duas no caso do sítio de Atibaia, com outra empreiteira. Ainda houve os processos do Instituto Lula e dos caças suecos, que não deram em nada. Mas o STF anulou tudo por causa do CEP de Curitiba; só descobriram lá no fim do processo. Isso não existe no dia a dia; quando acontece algo assim, se a sentença já foi exarada, confirmada em segunda instância, em terceira instância, não há mais o que discutir – a menos, claro, que estejamos falando do único que era capaz de impedir a reeleição de Jair Bolsonaro (como acabou mesmo impedindo), nas palavras da ex-corregedora-geral de Justiça Eliana Calmon.
DEU NO X
UMA FRASE DE 2022
DEU NO X
CAMPEÃ
DEU NO JORNAL
UM PACOTE POPULISTA PARA SEGURAR O PREÇO DO DIESEL
Editorial Gazeta do Povo

Lula zerou impostos federais sobre diesel para conter aumento do combustível causado por guerra no Irã
O ataque norte-americano e israelense ao Irã não poderia ter vindo em pior hora para Lula. E não (ou não apenas) porque ele dá ao petista uma nova oportunidade de se solidarizar com um regime carniceiro, que oprime mulheres e persegue a população LGBT, mas porque os problemas no fornecimento internacional de petróleo têm efeito direto sobre uma inflação que só agora parecia estar sob controle – por mérito do Banco Central, e não de Lula, que fique claro. Com a Guarda Revolucionária iraniana controlando o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passam normalmente 20% de toda a produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), o barril do petróleo tem oscilado na casa dos US$ 100 (com um pico de quase US$ 120), contra cerca de US$ 70 antes do conflito.
Em um país que depende maciçamente do transporte rodoviário, quando os combustíveis sobem, tudo o mais sobe também. E, em ano eleitoral, preços em alta são veneno para qualquer pretensão de vitória. Por isso, Lula não perdeu tempo para responder à pressão inflacionária da única forma que conhece: com populismo. Se por um lado zerou PIS e Cofins sobre o diesel (outros combustíveis seguirão tributados), por outro lado criou distorções, estabelecendo uma subvenção a produtores e importadores do combustível e tributando em 12% as exportações de petróleo; e investiu no intervencionismo, ordenando reforço na fiscalização de “práticas lesivas” nos postos de combustíveis – embora seja difícil diferenciar o que é esperteza de donos de postos e o que é a mera aplicação da lei da oferta e da demanda. Estimativas apontam que, com isso, o preço do litro do diesel poderia cair até R$ 0,64, o que por sua vez abriu uma oportunidade para a Petrobras reajustar em R$ 0,38 por litro o combustível vendido às distribuidoras, no dia seguinte à assinatura da medida provisória.
Um detalhe das novas regras evidencia que o governo realmente entrou em modo de campanha eleitoral: não basta que os preços ao consumidor final caiam na bomba; é preciso que o brasileiro que abastece seu caminhão com diesel mais barato saiba quem é o pai da criança. Os postos terão de exibir “sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção”. Só faltou ordenar que essa sinalização ainda trouxesse a logomarca e o slogan do atual governo. E ninguém haverá de se surpreender caso as medidas vigorem ao menos até outubro, ainda que a guerra termine nas próximas semanas e a navegação livre pelo Estreito de Ormuz seja restabelecida.
A bondade, claro, tem seu custo. O governo estima que deixará de arrecadar R$ 20 bilhões em PIS e Cofins, e gastará outros R$ 10 bilhões com as subvenções. A soma corresponde a metade de todo o déficit primário de 2025 – o déficit real, não aquele maquiado para efeitos de cumprimento da meta fiscal. Ainda que parte disso seja compensada pelo imposto sobre exportações (talvez a medida mais desastrosa do pacote), o estrago fiscal é inegável para um governo que já gasta demais, e não haverá de ser ignorado pelo Comitê de Política Monetária, que estava pronto para reduzir a Selic em meio ponto porcentual na reunião iniciada nesta terça-feira, mas pode ter de rever a decisão diante dos efeitos inflacionários da guerra e do pacote populista para reduzir o preço do diesel.
Mexer com o preço dos combustíveis em ano eleitoral diante de situações de instabilidade é tentação que acomete todo governo, independentemente do viés político-ideológico. Dilma Rousseff mandou a Petrobras represar artificialmente seus preços em 2014 para que a inflação não subisse mais e comprometesse sua reeleição; como resultado, a estatal passou a ter prejuízos gigantescos. Diante de um IPCA já alto como consequência do choque de demanda da recuperação pós-pandemia, Jair Bolsonaro convenceu o Congresso a impor limites às alíquotas máximas de ICMS dos combustíveis, sem diálogo com os estados, cujas contas foram drasticamente prejudicadas. Para não prejudicar ainda mais uma popularidade já em baixa, Lula segue o mesmo caminho.
PENINHA - DICA MUSICAL

