Arquivo diários:22 de outubro de 2025
DEU NO X
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
O CORNO FOFOQUEIRO
DEU NO JORNAL
É MUITO DINHEIRO!
A CPMI do INSS amanhã será imperdível:
Irão depor Virgílio Filho, ex-procurador do INSS, que teria recebido propina de R$ 11,9 milhões, e a esposa Thaisa Hoffmann, feliz proprietária de um Porsche híbrido de R$ 789 mil e que negociou apê em Balneário Camboriú por R$ 24 milhões.
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Vamos aos números:
Propina de quase 12 milhões, um Porsche de R$ 789 mil e um apartamento de R$ 24 milhões.
É pra arrombar!
São números que traduzem com exatidão a republiqueta banânica 2025.
DEU NO X
A FALA DO MINISTRO
Karina Michelin
O ministro Luiz Fux jogou uma bomba no plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 21 de outubro. Ao votar pela absolvição dos sete réus do “núcleo da desinformação”, ele admitiu que o tribunal cometeu injustiças nos julgamentos dos atos de 8 de janeiro de 2023 – e declarou que não pode mais sustentar as mesmas posições que tomou no calor da comoção nacional.
“Há mais coragem em ser justo parecendo ser injusto do que ser injusto para salvaguardar as aparências da Justiça”, disse, em tom de mea-culpa. Fux reconheceu que o STF agiu sob “urgência e paixão” e que “o tempo e a consciência já não permitem manter o mesmo entendimento”. Foi um discurso raro, quase uma confissão: um ministro do Supremo admitindo que o tribunal errou.
O voto rompeu com a linha do relator Alexandre de Moraes, que pediu a condenação dos acusados, e com a posição de Cristiano Zanin, que o acompanhou. Fux, isolado, disse que condutas desorganizadas e sem coordenação não configuram golpe de Estado – e que “atos preparatórios” não podem ser tratados como crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O gesto de Fux foi um recado direto à própria Corte, que há meses é acusada de agir como tribunal político e de atropelar garantias constitucionais. “Não há demérito maior para o juiz do que pactuar com o próprio equívoco”, afirmou.
Horas antes, o ministro havia oficializado seu pedido de transferência para a 2ª Turma, grupo formado por Gilmar Mendes, Toffoli, Mendonça e Nunes Marques – justamente o bloco onde se travam os maiores embates políticos da Corte.
Ao romper com o discurso de punição exemplar e expor a manipulação da Justiça sob pretexto de “defesa da democracia”, Fux rompe de vez com o clima de unanimidade que sustentou a narrativa oficial do 8 de Janeiro.
No STF, ninguém muda de turma por acaso. E Fux acaba de mudar não só de turma – mudou de lado, de discurso e, talvez, de consciência.
O ministro Luiz Fux jogou uma bomba no plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 21 de outubro. Ao votar pela absolvição dos sete réus do “núcleo da desinformação”, ele admitiu que o tribunal cometeu injustiças nos julgamentos dos atos de 8 de janeiro de 2023 – e… pic.twitter.com/x2cz6wWd5l
— Karina Michelin (@karinamichelin) October 21, 2025
ALEXANDRE GARCIA
CNBB DIZ AO PAÍS: SUPREMO NÃO TEM MANDATO PARA LEGISLAR

Da esquerda para a direita, dom João Justino de Medeiros Silva, primeiro vice-presidente; dom Ricardo Hoepers, secretário-geral; dom Jaime Spengler, presidente; e dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, segundo vice-presidente da CNBB, em foto de 2024
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acordou e divulgou uma nota relativa ao voto de despedida de Luís Roberto Barroso no STF, depois de 12 anos na corte. E que despedida, não? Em um país cuja maioria é cristã, quer a vida, tem costumes, princípios morais do Ocidente, rejeita a eutanásia, a eutanásia precoce, Barroso votou pelo aborto ao sair, aprovando um pedido do Psol. A CNBB criticou esse voto, que se juntou ao de uma outra ministra que saiu, Rosa Weber. Diz a nota da CNBB: “A vida humana deve ser protegida da concepção até a morte natural. A tentativa de ampliar hipóteses de aborto por via judicial fere o princípio da Constituição da separação de poderes. Quem pode discutir o assunto é o Congresso Nacional, onde há legítima representação do povo brasileiro”.
Ou seja, os bispos estão lembrando que o Supremo não tem representação do povo, não tem o mandato do povo, a procuração do povo, que é concedida pelo voto aos deputados e senadores, para modificar uma cláusula pétrea que está no artigo 5.º da Constituição e que protege o primeiro dos direitos, o direito à vida. Aliás, nem o Congresso tem esse poder: só uma Assembleia Nacional Constituinte eleita pelo povo para fazer uma nova Constituição, porque essa é uma cláusula pétrea. Como também é cláusula pétrea da lei natural – eu poderia falar em “lei divina”, mas não quero envolver religião. O direito à vida, desde a concepção, é lei natural. A CNBB lembra que o poder emana do povo, não dos ministros do Supremo. O STF não pode decidir pelo povo, como já fez várias vezes, um assunto que tem de ser decidido pelos representantes do povo. A CNBB percebeu isso; é a vez de a OAB e, quem sabe, o presidente do Senado acordarem também.
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Com Boulos no ministério, Lula quer radicalizar
O Psol, o partido que entrou com a ação para liberar o aborto, tem um ministro agora, próximo do presidente: é Guilherme Boulos, que vai trabalhar ao lado de Lula e está ao lado dele, viajando para a Indonésia; já deve até ter chegado a Jacarta. Está todo mundo assustado porque Lula pelo jeito vai voltar a irritar Trump, depois de ver que o norte-americano vai insistir nos 40% de tarifa até o Brasil voltar à Constituição, ao Estado de Direito, à liberdade de expressão, parar com perseguições políticas, parar com crimes de opinião e respeitar direitos humanos. Lula pode dizer que não tem nada a ver com isso? Mas ele tem tudo a ver com isso, pois jurou defender a Constituição.
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Fux se arrepende de condenações do 8 de janeiro
O voto de Luiz Fux na terça-feira foi uma exortação ao arrependimento, dirigida aos outros ministros da Primeira Turma. Foi o único voto absolvendo os sete réus do “núcleo 4” do “processo do golpe”, mas foi novamente um voto marcante, em que ele demostra arrependimento e confessa ter condenado mal aqueles por cuja condenação ele havia votado.
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Contrabandistas seguem levando embora o ouro do Brasil
Todos sabem que o ouro do Brasil está indo clandestinamente para a Venezuela, onde um turco e um chinês o revendem pelo mundo. A Polícia Rodoviária Federal pegou uma caminhonete levando 37 quilos de ouro em um posto de Água Boa, perto de Boa Vista, na BR-174; fez uma inspeção de rotina e achou escondidas 48 barras de ouro. Em agosto, foram apreendidos 103 quilos de ouro. Agora, em outubro, já haviam pego 20 barras de ouro, no valor de R$ 11 milhões. Esta nova apreensão soma R$ 28 milhões. Vai tudo para Roraima, porque de lá cruza a fronteira para a Venezuela. Se isso é o que pegam, imaginem o que passa.
DEU NO X
TOMARA QUE CONSIGA…
DEU NO JORNAL
O SEQUESTRO DA DEMOCRACIA
Luciano Trigo

A democracia se esvazia quando o voto deixa de ter força prática: elites judiciais e midiáticas passaram a tutelar governos eleitos, sequestrando a soberania popular
Obviamente, a democracia representativa não se resume ao ato de votar: seja de esquerda, centro ou direita, qualquer governo eleito precisa dos meios institucionais para transformar votos em políticas concretas.
Nos últimos anos, porém, multiplicaram-se exemplos globais de líderes que venceram eleições com forte apoio popular, mas foram tolhidos em sua capacidade de governar por forças externas: tribunais intervencionistas, parlamentos fisiológicos, burocracias resistentes e grande mídia hostil.
A distância crescente entre ganhar uma eleição e governar sugere a consolidação de um fenômeno preocupante: democracias tuteladas — regimes nos quais o voto popular continua existindo, mas sua força transformadora é mitigada ou neutralizada por camadas de poder que não se submetem ao escrutínio das urnas.
O resultado é um impasse: um presidente que é eleito com base na promessa de ruptura com o sistema, mas se vê refém das mesmas estruturas que prometeu reformar.
Esse fenômeno, ilustrado por casos como Donald Trump nos Estados Unidos, Jair Bolsonaro no Brasil, Benjamin Netanyahu em Israel e Javier Milei na Argentina, revela um padrão no qual líderes de direita enfrentam, invariavelmente, obstruções que os impedem de exercer plenamente o poder concedido pelo povo. Após a vitória, todos enfrentaram um cerco institucional e midiático que limitou drasticamente sua capacidade de ação.
Hoje, no Brasil e no mundo, vencer nas urnas confere legitimidade formal, mas já não garante controle sobre o Estado.
DEU NO JORNAL
A AGONIA DOS CORREIOS
Editorial Gazeta do Povo
Loteamento político, inchaço, taxa das blusinhas: Correios foram vítima de combinação letal montada pelo próprio governo
Nunca antes na história deste país os Correios, instituição outrora respeitadíssima por sua eficiência, estiveram em situação tão dramática quanto neste terceiro mandato de Lula. A estatal, que vem acumulando prejuízo recorde – o rombo do primeiro semestre deste ano, R$ 4,4 bilhões, já é maior que o resultado negativo de todo o ano passado –, procura desesperadamente um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões para não quebrar, mas mesmo os bancos estatais estão relutando em entrar no negócio, aceitando no máximo oferecer um décimo desse valor, segundo informações de bastidores. A decadência dos Correios sob o petismo é uma mistura de erros tradicionais dos governos do PT com a incapacidade da estatal de se adaptar a uma série de mudanças estruturais.
Fiel ao velho hábito de culpar governos anteriores por todas as mazelas atuais, o petismo afirmou que os lucros obtidos durante a gestão de Jair Bolsonaro se deviam ao represamento de investimentos, e que o prejuízo atual ocorria exatamente porque a estatal havia voltado a fazê-los. E, como Lula chama qualquer despesa de “investimento”, os executivos dos Correios usaram a mesma ótima para promover outro dos maus hábitos da esquerda no poder: inchar a estatal, realizando concursos para contratar novos funcionários. Além do inchaço, ainda havia o aparelhamento político: em fevereiro de 2023, Lula escolheu Fabiano Silva dos Santos, advogado do grupo Prerrogativas, para comandar os Correios – os advogados pró-Lula e anti-Lava Jato já emplacaram dezenas de membros em estatais, ministérios e tribunais superiores. Santos pediu demissão no início de julho e foi substituído por Emmanoel Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil.
Para piorar, os Correios pagam até hoje a conta dos rombos causados pela administração irresponsável do Postalis, o fundo de pensão dos funcionários da estatal, durante os dois mandatos de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. E decisões tomadas durante o governo Lula 3 também sangraram a empresa. Em 2023, a Receita Federal havia permitido que transportadoras privadas lidassem com remessas internacionais, retirando o que, até então, era um monopólio de fato dos Correios nessa área. Por fim, os próprios petistas assumem que a “taxa das blusinhas”, a tributação sobre encomendas internacionais de baixo valor imposta por Lula e Fernando Haddad em agosto de 2024 para turbinar a arrecadação federal, foi o golpe de misericórdia nas contas dos Correios. Um estudo interno da empresa afirma que a medida causou uma perda de receita estimada em R$ 2,16 bilhões no ano passado, já que os brasileiros pisaram no freio dos pedidos graças à taxação. A falha grotesca dos Correios, nestes casos, foi não ter se preparado para uma queda nas receitas que era previsível.
Em uma ironia bastante trágica, o mesmo petismo que acusa governos de direita de sucatear estatais para depois vendê-las conseguiu destruir os Correios de tal forma que a empresa se tornou “imprivatizável”, ainda que Lula quisesse se desfazer dela, o que não é o caso. Apesar de algumas vantagens competitivas que os Correios ainda mantém, como a sua capilaridade sem paralelo com nenhuma outra empresa de logística no Brasil, que comprador sensato aceitaria pagar qualquer valor de vulto por uma companhia que precisa de dezenas de bilhões de reais apenas para seguir respirando?
Sem a privatização no horizonte, resta apenas a via do corte drástico de despesas, com um enxugamento forte no quadro de funcionários e a venda de ativos que estejam ociosos, como imóveis. Mas, ainda que o petismo, tradicionalmente avesso a ajustes desse tipo, se rendesse à realidade, continuaria a haver dúvidas sobre o futuro do próprio modelo que rege os Correios. À medida que a empresa foi perdendo eficiência, nos últimos anos, concorrentes privados (incluindo grandes varejistas e marketplaces que criaram frota própria) ganharam espaço no mercado de entrega de encomendas, oferecendo os mesmos serviços com prazos e custos menores. A discrepância é tanta que apenas a um custo elevadíssimo os Correios seriam capazes de poder voltar a competir em pé de igualdade – um custo muito maior que os R$ 20 bilhões de uma conta que fatalmente acabará bancada pelo pagador de impostos brasileiro.
PENINHA - DICA MUSICAL

