Pois é.
Se aceitar como é.
Os outros?
São apenas “os outros”.
Nada representa melhor o brasileiro do que esse vídeo amaldiçoado ☠️☠️🤢 pic.twitter.com/iuUiJQ793G
— O Estagiário (@OEstagiari0) October 20, 2025
Como de outras vezes, Lula deve dar uma banana ao abaixo-assinado de expoentes da Lacrolândia, com 65 mil apoiando, que pede mulher no STF.
Ele não liga para isso.
Quer apenas mais um ministro obediente.
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A obediência é um critério de escolha fundamental no gunverno do desacondenado.
O notavel saber jurídico e a reputação ilibada, exigências constitucionais, são totalmente dispensáveis.
Besteira, tolice.
Mais um padre afogando o ganso nas fiéis pic.twitter.com/4cuqwtn95V
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) October 19, 2025
Ficou sabendo que o presidente da Câmara dos Deputados está contratando a Fundação Getulio Vargas para limpar a imagem da Câmara? E nós, contribuintes, pagadores de impostos, vamos pagar quase cinco milhões de reais por isso. Gente, era tão fácil ter uma boa imagem na Câmara – bastaria o Hugo Motta ser verdadeiro. No dia em que ele brandiu a Constituição, imitando o gesto do doutor Ulisses, em 5 de outubro de 1988, todo mundo acreditou que Mota iria cumprir a Constituição que jurou cumprir. E defendê-la também, porque, afinal, ele como deputado faz parte – ele é o presidente de uma Câmara que fiscaliza o governo.
O governo significa Executivo, Legislativo e Judiciário. E se algum ponto do governo não está cumprindo a Constituição, cabe à Câmara e ao Senado denunciar. Mas tem todas essas lambanças acontecendo. Por exemplo: faz mais de um mês que se aprovou urgência para o projeto de anistia – e não tem sequer projeto fechado.
Teve um projeto muito interessante – mas depois eu vou falar para vocês desse projeto, eu quero ler bem para verificar se é plausível. Voltando ao assunto, a Fundação Getulio Vargas diz que a proposta é para “mapear os gargalos”. Bom, tem lá na Câmara um gargalo de um uísque Chivas, aquele que saiu na foto do presidente da Câmara tomando no gargalo. E também para fazer oficinas. Não sei se é para consertar os carros da Câmara. Meu Deus. Pelo menos a gente acha graça de certas coisas.
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Barroso desertou
Outra questão: Barroso saiu do STF. E vejam só a chave de ouro com que ele encerrou os 12 anos de Supremo – votando a favor do aborto. O artigo 5º da Constituição, que é cláusula pétrea, começa com o direito à vida. Segundo o artigo do Código Civil, são garantidos os direitos do nascituro desde a concepção.
Então, Barroso saiu do STF coerente – ele sempre foi a favor desse progressismo que quer afundar os valores da maioria da sociedade brasileira, e sempre fingindo que a Constituição não existe, que a lei não existe. Saiu triste, saiu cabisbaixo. Não foi uma saída – eu tenho chamado de deserção, porque Barroso saiu de repente.
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Não existe acordo com o Hamas
E eu falei pra vocês um dia antes do acordo de paz na Faixa de Gaza e no dia do acordo, depois do acordo, que eu não acreditava que esse acordo daria certo, porque participa dele o Hamas. Se tiver o Hamas num acordo, não dá para participar. Pois bem: ontem o Hamas matou dois soldados israelenses e feriu três – e Israel reagiu. E antes disso, o Hamas reuniu palestinos de outras facções, colocou-os de joelhos na praça pública e os executou.
Quem defende o Hamas defende isso – esses radicais que matam seu próprio povo para impor a ordem, para serem obedecidos. Eles sempre fizeram isso. O acordo de paz mesmo foi feito com a Organização para a Libertação da Palestina, de Yasser Arafat – e com isso criou-se a Autoridade Palestina, que tem inclusive um embaixador no Brasil. Mas, quando surgiu o Hamas, ele impôs uma ditadura – e apoiada por quem? Pelo Irã. O Irã põe enclaves lá em Israel.
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Mais um crime chocante
Para encerrar, eu queria falar de um crime em Brasília que chocou a cidade. Foi em pleno Plano Piloto, na 112, um crime que matou um jovem aluno do Colégio Militar, o Isaac Vilhena, de 16 anos. Ele estava jogando bola com seus amigos no bloco e veio uma turma de seis ou sete adolescentes roubando celulares. O Isaac correu atrás de um para pegar o celular dele de volta e recebeu uma facada no peito.
Vocês já imaginaram a mãe e o irmão do Isaac descendo do apartamento para ver o filho morto numa poça de sangue? O pai dele é médico do Exército Brasileiro. Chocante. Num país sério – num país sério –, menor que pratica crime de adulto é tratado como adulto, é julgado como adulto. O crime que ele praticou é um crime de adulto. Aqui no Brasil fizeram essas leis boazinhas que não deram certo. Foi com faca. Não sei se vão fazer campanha contra a faca, alguma coisa assim. Eu tenho dito que a arma na mão é secundária – o que mata é o cérebro, não é?
O governo Lula (PT) já conseguiu torrar mais de R$ 1,35 bilhão com passagens aéreas e especialmente diárias pagas a funcionários.
Foram distribuídos R$ 819,5 milhões a título de diárias, enquanto passagens custaram R$ 526,4 milhões aos pagadores de impostos, até 10 de outubro.
“Outros gastos” (restituições, taxas de agenciamento, seguros etc.) custaram R$ 6,9 milhões, este ano.
Gastos com viagens do vice, primeira-dama e do próprio presidente não entram nessa conta.
Só as viagens internacionais do governo Lula custaram R$ 186 milhões, 14% das despesas com viagens este ano, até o momento.
Entre janeiro e fevereiro, o governo Lula gastava cerca de R$ 1 milhão por dia com viagens. A média subiu para R$ 4,7 milhões/dia até outubro.
Nos primeiros dez dias deste mês, a administração petista torrou mais de R$ 70 milhões com viagens, segundo dados do Portal da Transparência.
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Detalhe relevante consta nesta notícia aí de cima: gastos do vice Akinimim, da primeira-cuidadora e do descondenado não entram nesse conta fabulosa.
Tomar conhecimento dessa montanha de milhões e milhões gastos com viagens por funcionários, é pra gente começar bem a semana.
Os contribuintes que pagam tudo isto vão ficar felizes e batendo palmas.
Clap, clap, clap!!!
Alckmin tentando imitar o Bolsonaro?
Esse pessoal não tem o censo do ridículo. pic.twitter.com/PnuoZeTx3o
— A Catraca 🇧🇷 𝕏 (@ACatracaBR) October 19, 2025
Roberto Motta

O eleitor, cansado e desiludido, se deixa enganar – não por burrice, mas porque não tem alternativa
Há uma ideia persistente e perigosa: a de que os males da política são apenas morais, e bastaria o eleitor escolher “pessoas boas” para tudo se resolver. Mas o problema do Brasil – e de boa parte das democracias – não é apenas a falta de virtude individual, mas um sistema político-eleitoral cuja arquitetura premia o comportamento errado, desestimula a verdadeira representação e penaliza a honestidade. É um sistema em que fazer o certo custa caro demais, e no qual o errado se torna o caminho natural. Chamemos isso pelo nome: é um sistema inviável.
Ensinam ao cidadão que ele vive em uma democracia onde ele, periodicamente, exerce o direito de escolher seus governantes. Essa promessa é a base do sistema democrático. Mas um olhar cuidadoso revela uma ilusão.
A maioria dos eleitores vota sem conhecer os candidatos ou suas ideias, e sem compreender o funcionamento do sistema político. A tarefa do eleitor, que deveria ser um ato de razão e responsabilidade, transformou-se num ritual de confusão e desânimo. O eleitor não tem tempo ou recursos para fazer uma escolha informada e consciente. A principal razão é o número de candidatos. Nas eleições de 2022, por exemplo, o estado de São Paulo registrou 1.540 candidatos a deputado federal e 2.059 candidatos a deputado estadual. Quem tem tempo para comparar os dados, programas e propostas de todos os candidatos?
Do outro lado estão os políticos. Muitos entram na política com boas intenções, mas rapidamente descobrem a regra não escrita: quem quiser sobreviver precisa se adaptar. Isso, inevitavelmente, exige alianças com quem tem dinheiro, tempo de TV e influência partidária. O jogo obriga o político a dedicar mais energia à sua reeleição do que à sua missão. Esse modelo recompensa o discurso populista e a promessa impossível, desvaloriza o planejamento de longo prazo e impede cortes de gastos. Responsabilidade fiscal vira sinônimo de suicídio eleitoral.
O político que tentar dizer a verdade – que ousar dizer que o Estado está quebrado, que benefícios precisam ser revistos e privilégios precisam acabar – é massacrado. O populista, que mente descaradamente e distribui o que não existe, é aplaudido. Depois de poucas eleições, a seleção natural faz o resto: os piores sobrevivem enquanto os melhores desistem.
Todo sistema político cria uma economia moral, um conjunto de recompensas e punições, que orienta o comportamento dos políticos. Em um sistema de voto proporcional e obrigatório, com máquinas partidárias financiadas com dinheiro público, um Estado inchado e interventor, e um péssimo sistema de ensino, as recompensas vão para quem mente bem, negocia favores e manipula emoções.
A aparência é mais importante que a realidade. A política virou espetáculo. A eleição é decidida por marqueteiros. O candidato é um produto embalado com frases curtas, gestos ensaiados e promessas impossíveis. A emoção substitui a razão, o meme substitui o argumento e o escândalo substitui o debate. O eleitor, cansado e desiludido, mas sempre esperançoso, se deixa enganar – não por burrice, mas porque não tem qualquer alternativa. Nesse ambiente, o político oportunista leva uma vantagem quase insuperável.
A alternância de poder se torna uma farsa. Os nomes mudam, as siglas se revezam, mas o mecanismo permanece. O voto troca os atores, mas não o roteiro. O eleitor esforçado – informado e patriota – é uma minoria sufocada. Ele tenta resistir, tenta se informar, tenta “escolher bem” os candidatos e votar com consciência. Mas o campo está minado: a máquina partidária o engana, a propaganda o confunde, o discurso moralista o cansa e o sistema o pune com más opções. De tanto apanhar, o cidadão se resigna, a esperança se torna episódica e a descrença, permanente.
O Estado continua sendo propriedade privada das elites políticas. O político aprende cedo que o sucesso não está em servir ao povo, mas em controlar o acesso aos cofres públicos. O eleitor é forçado a financiar o poder que o oprime – e, quando reclama, ouve que “a culpa é do eleitor, que não soube escolher bem seus candidatos”.