Arquivo diários:10 de agosto de 2025
DEU NO X
DEU NO JORNAL
NEGOCIADORES DE MENTIRA
Editorial Gazeta do Povo

O chanceler Mauro Vieira (à esquerda), o presidente Lula e o assessor Celso Amorim (à direita), em evento no Palácio Itamaraty
O maior desafio do Brasil como nação é conseguir superar sua histórica incapacidade de ter crescimento econômico sustentável, a taxas anuais superiores ao aumento da população, como meio para eliminar a miséria, reduzir a pobreza, melhorar o padrão de renda por habitante e se aproximar do clube dos países desenvolvidos. O maior sofrimento do povo brasileiro está refletido na manutenção de 40% de sua população nas classes de miseráveis e pobres, os quais vivem sob regime de carências sociais altamente graves. Apesar de ter um território imenso e ser beneficiado com abundância de recursos naturais, o tão sonhado projeto de nação desenvolvida não tem se realizado, e tudo indica que essa situação de atraso não será superada nos próximos anos.
Entre as condições para viabilizar o crescimento econômico e a melhoria da renda por habitante é necessário elevar a atração de investimento estrangeiro direto (em forma de equipamentos e novas empresas), aumentar a absorção de tecnologia estrangeira a ser incorporada aos processos produtivos internos, atualizar o marco regulatório sobre investimentos estrangeiros diretos no Brasil, modernizar a lei de patentes e direitos autorais, atualizar a legislação sobre remessa de lucros ao exterior e concluir a reforma tributária no capítulo sobre as alíquotas de impostos e contribuições.
Além dessas condições, o Brasil precisa definir claramente o que vai fazer com o atual posicionamento político e ideológico em relação ao resto do mundo, especialmente o afastamento do mundo ocidental, a hostilidade aos Estados Unidos, a oposição ao Estado de Israel, o alinhamento com ditaduras, o apoio a grupos terroristas e a pregação insistente do governo Lula aos países do Brics no sentido de abandonar o dólar como moeda padrão do comércio internacional. Esse conjunto de posições adotadas pelo governo e vocalizadas o tempo todo pelo presidente Lula significa uma inflexão radical do Brasil em relação ao alinhamento histórico do país ao mundo ocidental livre.
É importante mencionar que as tecnologias modernas e as inovações mais relevantes para fazer a economia crescer estão majoritariamente nos Estados Unidos e outros países desenvolvidos do mundo capitalista. Se o governo resolver tratar a política externa com pragmatismo e pensando no desenvolvimento nacional, há alguns pontos que devem fazer parte obrigatória da política externa, tais como a aproximação com as nações desenvolvidas em acordos de comércio e de investimentos; o não alinhamento a ditaduras e governos que desrespeitam a democracia e os direitos humanos; a sinalização internacional de que o Brasil deseja participar dos acordos de comércio, de fluxo de capitais e transferência de tecnologia com as nações do primeiro mundo; a adesão às leis e tratados internacionais sobre direitos autorais e de patentes etc.
Ocorre que, para o país ter sucesso em sua política externa e conseguir vantagens para o desenvolvimento nacional, um dos elementos essenciais é ter um presidente da República e um ministro das Relações Exteriores comprometidos com as políticas do mundo livre e democrático, que sejam altamente competentes como negociadores e gozem de credibilidade perante os líderes mundiais. Referindo-se às novas tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos importados do Brasil, Lula provocou sucessivamente, dizendo que Trump não negociara nem 10% do que ele, Lula, havia negociado em sua vida. Além de ser uma bravata rasteira, trata-se de uma provocação, pois, a julgar pelo que o petista vem fazendo em matéria de negociação, o que ele mais tem conseguido é fechar portas e atrair contrariedade.
Em meio à enorme confusão que se tornou a política externa brasileira, há a agravante de que o ministro das Relações Exteriores é desprestigiado pelo governo e se transformou em uma figura ofuscada pelo assessor de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, um esquerdista superado e grosseiro em relação aos Estados Unidos e países aliados ao mundo livre, dedicado a cultivar relações com ditaduras como Venezuela e Irã. No meio dessa confusão de papéis e após o governo dos Estados Unidos ter anunciado que elevaria as tarifas sobre importações oriundas do Brasil, o presidente Lula gastou todo o tempo até a entrada em vigor das novas tarifas criticando e provocando o presidente Trump, quando deveria ter usado cada dia para estabelecer relações e fazer negociações, coisa que até a China fez, chegando a um acordo.
O Brasil hoje é um país em que, no capítulo das relações internacionais, predominam negociadores de mentira – a começar pelo presidente da República, com suas falas e piadas patéticas –, que passarão para a história como personagens de um teatro de horrores que jogou o país no rumo errado e prejudicou o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Quanto ao chanceler brasileiro, Mauro Vieira, o papel ao qual ele está se submetendo é, além de humilhação pessoal, uma vergonha para o país e para a história do próprio Ministério das Relações Exteriores. Nesse cenário, quem perde é o Brasil, que está no caminho de jogar fora a terceira década deste século e se manter no atraso.
PENINHA - DICA MUSICAL
LINDOMAR CASTILHO
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
SUGESTÕES PARA O BRASIL DE HOJE
Diante dos tarifaços, trompaços, embaraços e outros aços sem qualidade moral alguma, como simples cidadão nordestino que defenestra sectarismos, imbecilidades, provocações idióticas, ocupações alucinadas de mesas diretoras e outras cretinices, pessoais, grupais ou internéticas, sinto-me no dever de explicitar algumas sugestões que poderiam servir de propostas parlamentares, iniciativas empresariais ou comunitárias, favorecendo amanhãs nacionais mais socialmente harmoniosos. Ei-las:
– Punições mais severas para as criminalidades cometidas em todas as classes sociais.
– Instituição, pelos canais de comunicação, de uma ampla Campanha Nacional contra a Mediocridade Social.
– Implantação de um Sistema Educacional que não favorecesse novas e o fortalecimento das manadas já existentes.
– Redução da Idade Mínima Criminal para 15 anos.
– Limite máximo em 12 do número de agremiações político-partidárias.
– Tributação financeira das instituições religiosas cadastradas no CNPJ, o procedimento sendo feito e auditado pela Receita Federal.
– Legislação permitindo a instalação e funcionamento de cassinos em áreas turísticas e de bom potencial turístico.
– Exame Final de Avaliação Profissional do MEC para todos os cursos superiores, com prazo de validação de oito anos.
– Obrigatoriedade da disciplina Princípios de Filosofia Contemporânea, 60 horas, em todos os níveis do Ensino Médio.
– Implantação de uma rigorosa Política Nacional Combate a Compra e Uso de Armas de Fogo, com punição severa para flagrados com porte ilegal.
– Ampliação das Bibliotecas Públicas das principais cidades brasileiras, com modernos recursos tecnológicos.
– Agilização nas prestações de serviços do INSS para com seus aposentados e necessitados.
– Incentivo à melhoria sistemática das publicidades comerciais televisivas, aprimorando sua qualificação através do uso da IA – Inteligência Artificial.
– Fortalecimento das relações comerciais do Brasil com o resto do mundo, preservada a Soberania Nacional diante das ameaças tarifárias presentes e futuras.
– Política educacional agressiva de fortalecimento de um Humanismo Cultural Brasileiro, em concomitância com a evolução da IA – Inteligência Artificial.
– Combate sistemático às acomodações emocionais, tipo “se Deus quiser” e “Deus quis”, potencializando o ensino de métodos de pesquisa que ensinem como efetivamente pensar e agir espiritualmente diante dos problemas existenciais.
– Promover periodicamente, em grandes cadeias nacionais, debates sobre os principais problemas brasileiros, buscando objetivamente encontrar sugestões coletivas.
– Implementar, nos dois primeiros graus de ensino, uma Metodologia da Curiosidade, ampliando a criatividade empreendedora de crianças e adolescentes, ensejando uma profissionalidade futura dinamicamente promissora.
– Estimular o desenvolvimento, no Ensino Médio, do Pensamento Complexo, buscando interligar saberes vários.
– Estabelecer uma Política Nacional de Combate ao Etarismo, disseminando direitos, deveres e cuidados para com os 60 +.
– Promover, nos meios universitários médicos, incentivos à Neurociência, favorecendo a descoberta de elevados QIs nos dois primeiros níveis de ensino.
Os balizamentos acima seguramente poderão desenvolver uma sólida Cultura da Cidadania, erradicando os procedimentos antiquados e os fanfas grandalhões que apenas fingem ser, sem qualquer lastro criativo, tampouco bom senso, agindo como historicamente ultrapassados, somente aplaudidos por manadas de alucinadas.
