🚨SIM, LULA DISSE ISSO HOJE EM CONVENÇÃO DO PT. ATINGIR O SOCIALISMO.
Muitas pessoas não entendem o que isso significa e o mal que isso pode fazer para o país. pic.twitter.com/zzCevLNEPq
— Vox Liberdade (@VoxLiberdade) August 4, 2025
🚨SIM, LULA DISSE ISSO HOJE EM CONVENÇÃO DO PT. ATINGIR O SOCIALISMO.
Muitas pessoas não entendem o que isso significa e o mal que isso pode fazer para o país. pic.twitter.com/zzCevLNEPq
— Vox Liberdade (@VoxLiberdade) August 4, 2025
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
Se no Brasil a economia é chefiada por um ministro da Fazenda que já confessou ser ignorante no assunto, na Argentina, o economista Javier Milei lidera uma transformação quase impossível em tempo recorde.
Ele derrubou a inflação, diminuiu o peso do estado, privatizou estatais beberronas, derrubou a inflação, fez crescer o PIB etc. Milei dá um baile no governo Lula, e passa o rodo no Brasil, capturando ao menos US$ 1 bilhão do fabuloso comércio de carne bovina com os EUA.
Milei ficou no lado certo, os interesses nacionais, e saiu da crise do tarifaço com tarifa zero nos EUA para 80% do que a Argentina exporta.
Enquanto Lula chamava Trump de “nazista”, Milei estabelecia relação de simpatia que rendeu frutos ao futuro da economia argentina.
Em contraste com a atormentada bolsa brasileira, a Bolsa de Comércio de Rosário vive a euforia das boas notícias para os argentinos.
* * *
Que diferença arretada!
Milei dá um baile em Lula.
Nada de surpesa, não há motivos para espantos.
É só lembrar a colocação política de cada um.
Onde o socialismo esquerdóide comanda, o fracasso é inevitável.
Uma verdade escancarada.
E fica tudo explicado.
Que Deus se apiede dessa nossa republiqueta banânica.
Como bem explicado pelo nobre Jurista e eminente Tri-Acadêmico José Paulo Cavalcanti Filho nas folhas do JC e do Jornal da Besta Fubana, o tema O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS? era apenas um mote de décimas até ser transformado em gênero pela genialidade de Ivanildo Vilanova. Nele, vence a peleja quem inventar mais, mentir mais, contar mais vantagem e cobrir-se de mais honrarias. Inspirado em célebre cantoria de Oliveira, na qual diz ter-se encontrado com Madonna e com ela travado um romance dos mais quentes, escrevi estas más tecladas linhas, modesta e despretensiosa homenagem a Jorge Amado:
já comigo o caso foi diferente
do ocorrido com um tal de Vilanova:
encontrei u’a baiana em minha alcova,
dei-lhe um beijo tão forte e ardente
que ardeu do pé dela ao pé do dente,
fiz carinhos pela frente e por trás
d’um jeito que ninguém hoje mais faz;
bebi suco de uva e de caju,
disse a ela o maior ‘ailóviú’
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS?
outra noite encontrei com a Tieta
bela musa de corpo amorenado
agarrei-lhe num abraço arretado
de tão forte ela fez uma careta
implorou-me um bebê de proveta
eu provei do que eu era capaz
e debaixo de um pé de ananás
ela viu que eu era um caba da peste
fiz a festa pras bandas do agreste
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS?
Tereza Batista Cansada de Guerra
passou mais de um ano descansando
acordei-me com ela me chamando
pra brincar lá naquele pé de serra
brincadeira que aqui na nossa terra
só se brinca quando em tempos de paz
rapaz com muié, muié com rapaz
eu brinquei, ela ficou mais cansada
eu deixei a moça descadeirada
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS?
outra vez, uma tal de Gabriela
morenaça metida a gostosa
de presente mandei-lhe uma rosa
e ela me mandou cravo e canela
quando vi, ela ‘tava na janela
vestindo um vestido cor lilás
o decote ia do sertão ao cais
mas mais lindo era o que tava por baixo
foi ali que me achei e inda me acho
O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS?
foi quando dei por mim e fui atrás
de outras baianas, Ana e Amélia,
resolvi então paquerar com Zélia
ERA O QUE ME FALTAVA FAZER MAIS!
o Amado me disse: – meu rapaz,
é melhor que procures Dona Flor!
não sou besta e lhe disse: – eu não vou!
revelei a ele o meu segredo:
– se de um marido só eu tenho medo
d’ua mulher que tem dois eu tenho horror …
Se eles te enganam com imagens, o que eles não fazem sem elas . pic.twitter.com/TLBXgQi88d
— Tininha Souza 🌼🇧🇷🇵🇹💄 (@tininhasouzarj) August 3, 2025
Roberto Motta

Você recostou a cabeça na areia em busca de um pouco de sossego. Mas o vendedor chega bem perto e berra: “Heineken! Corona!”
Todo mundo grita no Brasil. O anúncio dos voos no aeroporto é feito aos berros. Nas praias do Rio, o método mais usado para anunciar os produtos é o grito. Quanto mais alto, melhor.
Você recostou a cabeça na areia em busca de um pouco de sossego. Mas o vendedor chega bem perto e berra: “Heineken! Corona!”. O grupo de pessoas ao seu lado, espalhado entre cadeiras e barracas, conversa gritando uns com os outros. Um vendedor acredita ter desenvolvido uma técnica de marketing infalível. Ele para seu carrinho – que tem um panelão de água fervente – no meio da areia. Depois olha em volta com uma expressão desaforada e grita: “Olha a p*rra do milho! Olha a p*rra do milho!”.
Juro.
Outro vendedor atravessa a areia gemendo a frase “olha o árabe” no tom de quem está sendo torturado, em um volume insuportável. Dá vontade de comprar o estoque todo só para fazê-lo parar.
Quase todos os barraqueiros, e a maioria dos grupos de banhistas, têm uma caixa de som reproduzindo suas músicas favoritas. Não existe a opção de não ouvir. E berros, sempre berros, muito berros. É difícil ouvir o barulho do mar e quase impossível ouvir os próprios pensamentos. Então eu continuo amando a praia – vou todos os dias. Mas, no Brasil, todo mundo berra. E o culto ao barulho é generalizado. Silêncio é visto como um problema a ser resolvido, e o direito de fazer barulho alto é considerado constitucional.
Postei o início desse texto no X e recebi muitos comentários. A maioria concordava comigo. Houve duas exceções: uma das pessoas fez uma referência pouco elogiosa à minha idade, recomendando que me mudasse para um asilo, e outro usou uma expressão de baixo calão. Como grosserias são imperdoáveis, bloqueei os dois – em silêncio. Eu não quero comprar briga com a humanidade e nem fundar nenhum movimento antibarulho. Ao contrário: só quero ser deixado em paz.
Mas a paz, principalmente a sonora, parece ser difícil nessa terra. Em um domingo, há algumas semanas, fui acordado por um coro de gritos desesperados. Não se tratava de nenhuma catástrofe. Era apenas uma maratona. Os gritos vinham de grupos que se aglomeravam ao longo do trajeto e queriam encorajar os competidores. Haja berro.
Não sou nenhum puritano auricular ou xiita sonoro. Sei muito bem que há momentos e lugares em que gritos são justificados ou até necessários. Por exemplo, para alertar alguém de um perigo iminente, para expressar uma alegria imensa ou celebrar um momento extraordinário. Quando o papa João Paulo II veio a primeira vez ao Brasil, em junho de 1980, eu estava no meio da multidão, nas arquibancadas do estádio do Maracanã. Para a surpresa de todos ao meu lado eu soltei um grande berro: “dá-lhe Paulão”. O papa era pop. Essa deve ter sido a minha manifestação religiosa mais enfática até hoje. Mas, se os berros são usados em todos os lugares e em quase todos os momentos, a expressão fica sem sentido.
E não são apenas berros: é o barulho generalizado. Quando visito o meu irmão que mora nos Estados Unidos eu sempre me espanto. Ele mora em uma área urbana, no centro de uma cidade, uma grande capital. O barulho na rua onde ele mora é absolutamente zero. Aqui na minha vizinhança, na República Democrática do Arpoador, o nível de ruído é alto e permanente. É assim em todas as cidades brasileiras.
Não sei como é onde você mora, mas por aqui parece que qualquer evento é motivo para soltar rojões. A vitória do time em algum campeonato, o aniversário de alguém, a chegada de drogas no morro: tudo é justificativa para rajadas de foguetes. Quantas vezes acordamos no meio da madrugada, três ou quatro da manhã, arrancados violentamente do sono por uma sequência de explosões sem qualquer explicação. Quem sofre mais é o Cocada, que sempre leva um susto enorme, pula da cama e corre até a janela, onde fica latindo, expressando sua revolta contra esse barbarismo sonoro, até que tudo se acalme. Às vezes nada se acalma e atravessamos uma noite insone, sujeitos aos caprichos explosivos de alguém cujo conceito de prazer e diversão envolve a destruição da paz alheia. Que tipo de pessoa solta rojões às 3h00 da madrugada no meio de uma cidade?
Outros países que conheço não são assim. O Brasil parece sofrer de um aumento irremediável de desorganização sonora. Isso necessariamente afeta a mente das pessoas. É difícil pensar ouvindo barulho o tempo inteiro. Aliás, a necessidade de ter sempre alguma coisa tocando é indicador de algum problema. Há quem não suporte o silêncio; tem gente que liga a televisão em canais aleatórios só para não sofrer com o vazio sonoro. Estou no outro extremo do espectro: não suporto barulho constante, principalmente quando o barulho não é da minha escolha. Basta um rádio distante, ligado em algum apartamento vizinho, para minha paz ser destruída e a minha atenção severamente prejudicada.
Sou o caçador do silêncio perdido.
Minha hora favorita é de manhã bem cedo, quando caminho na beira da praia com meu cachorro, ouvindo o silêncio que só é quebrado pelo som das ondas quebrando na areia.
Essa é a trilha sonora da eternidade, uma música que vai estar aqui muito depois que os homens tiverem ido embora com todas as explosões e berros.