SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

FUX DÁ AULA SOBRE LIBERDADES E DEVIDO PROCESSO LEGAL EM VOTO

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O ministro do STF Luiz Fux foi o único a discordar de medidas cautelares contra Bolsonaro

O STF já teve uma votação em que André Mendonça foi o primeiro voto discordante e deu uma verdadeira aula de devido processo legal e de Estado Democrático de Direito. Estava faltando, lá no Supremo, a repetição de uma aula dessas. Pois agora o ministro Luiz Fux, que já foi presidente do Supremo, é juiz de Direito de carreira, passou por muitas comarcas do Rio de Janeiro (inclusive e principalmente a Baixada Fluminense, como Duque de Caxias) e tem notável saber jurídico, como exige a Constituição, deu essa aula no julgamento sobre as medidas restritivas impostas a Jair Bolsonaro.

Farei um resumo breve, porque já falei mais detalhadamente desse voto no meu canal. Fux afirmou que ninguém – nem polícia, nem Ministério Público – conseguiu provar que havia risco de fuga de Bolsonaro; então, as medidas cautelares são injustificáveis. E o ministro ainda se divertiu um pouco com uma frase de Alexandre de Moraes sobre “possível prática de ilícitos”. Ora, ninguém pode ser punido pela possibilidade. O potencial de praticar ilícitos existe em cada cidadão, em cada cérebro. Ninguém pode ser punido por causa disso – só em filmes de ficção, como já fizeram.

O ministro ainda diz que “as medidas impostas restringem direitos fundamentais, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão e de comunicação, sem que se demonstrasse essa necessidade”. Pois para se impor medidas cautelares é preciso justificá-las, mas não se vislumbra a necessidade dessas medidas. Apesar do seu voto, o julgamento na turma terminou em 4 a 1 na turma; Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia referendaram o voto de Moraes. Agora, pense nisso: quatro votos formam a maioria em uma turma; mas o Supremo tem 11 ministros, e 4 não são maioria em um grupo de 11.

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Nem mostrar a tornozeleira Bolsonaro pode mais

E Moraes ainda impôs a Bolsonaro que ele não pode dizer nada que saia nas mídias sociais. Mas ele não tem como controlar isso. Se Bolsonaro entrar em uma padaria, todos irão filmar e gravar tudo o que ele diz. Se ele pedir ao balconista: “me dá um pastel assim, mas não quero pastel de vento”, vai ser gravado, vai sair. Bolsonaro mostrou a tornozeleira e isso irritou Moraes. Quer dizer que agora a tornozeleira é secreta também, como as decisões secretas de que falou Trump?

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Barroso preso – no elevador

Que ironia! Luís Roberto Barroso, o presidente do STF, ficou preso… em um elevador, na OAB do Ceará. Normalmente, a equipe do prédio resolve esse tipo de problema, mas os bombeiros tiveram de intervir, demorou um bom tempo para tirá-lo de dentro, então foi grave. Antes disso, ele tinha evitado fazer qualquer comentário sobre a possível perda de visto. Algumas listas citam o nome dele, mas até o momento em que fiz a gravação eu não tinha visto nenhum órgão oficial norte-americano citar o nome de Barroso, só o de Alexandre de Moraes.

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Septuagenárias com problemas de saúde voltam para a cadeia por ordem de Moraes

Moraes mandou duas senhoras septuagenárias de volta para a cadeia. Iraci Nagoshi tem 72 anos e foi acusada de infringir 900 vezes (média de cinco vezes por dia) as regras da tornozeleira eletrônica. Disseram que num único dia, 2 de junho, ela teria cometido 40 infrações. Ela saía para a academia, para ela não amolecer em casa, sedentária. Vildete Guardia, 74 anos, teria violado as regras da tornizeleira durante 20 dias. As duas voltaram para a prisão, condenadas por tentativa de derrubada violenta do Estado de Direito. “Tentativa”, imaginem só…

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Brasil já virou o “restante” da América Latina

Nós ainda não temos embaixador americano, mas o nome do novo embaixador dos Estados Unidos na Argentina já vai para a aprovação do Senado de lá. Ele afirmou que as relações entre Estados Unidos e Argentina serão “exemplo brilhante para o restante da América Latina”. Pois é, nós já entramos na categoria de “restante”…

DEU NO JORNAL

GOVERNADORES COM TRUMPÃO

Governadores estão preocupados com a falta de credibilidade da diplomacia do governo Lula (PT), contaminada pelo ativismo ideológico, por essa razão o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), iniciou consultas ao Fórum de Governadores a fim de definir uma comitiva que os represente em tratativas em nome do Brasil, em Washington.

A idéia é tentar que os governadores sejam recebidos pelo próprio presidente Donald Trump, a fim de negociarem um adiamento do tarifaço de 50%.

Os governadores querem mostrar a Trump que o tarifaço de 50% pune quem trabalha e produz, e não aqueles que motivaram a medida.

A idéia é fazer o que o Itamaraty controlado pelo ativismo petista não consegue: estabelecer negociação de alto nível com o governo Trump.

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Vamos reler este trecho do primeiro parágrafo:

“falta de credibilidade da diplomacia do governo Lula (PT), contaminada pelo ativismo ideológico”

Um cenário assim só seria mesmo possível no atual gunverno petêlho.

Que piora mais um tanto a cada dia que passa.

Putz…

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

NOS BRAÇOS DE UM FURACÃO

Em noite fria de outono
De luar encantador
A lua cheia brilhava
Mostrando seu esplendor
A noite estava tão bela
Entreabri a janela
Com meu ar contemplador

Ao apagar o abajur
Ensaiando pra dormir
Um rumor vindo de fora
Eu imaginei ouvir
Acheguei-me ao travesseiro
Porém despertei ligeiro
E vi meu sono sumir.

Foi quando ele sorrateiro
No meu quarto penetrou
E sem que eu me desse conta
Nesse ambiente se espalhou
Bem de leve me roçava
Num sopro que acarinhava
E o meu corpo despertou.

Chegou brando e carinhoso
Confesso me satisfez
Encantava-me a meiguice
Afagando a minha tez
E não achei que era abuso
A visita desse intruso
Oportunista talvez.

Inteiramente à vontade
Eu me deixei seduzir
Ele entrava, ele saía
E eu gostando do ir e vir
Cada vez que penetrava
O meu corpo arrepiava
meu anseio a consentir.

Foi visita relaxante
Até um dado momento
Ficou mais audacioso
Intenso no movimento
Meus cabelos, desmanchou
Os lençóis, desarrumou
Transformou-se totalmente.

Daí eu me levantei
Tentando uma solução
Tentei fechar a janela
Mas faltou força na mão
Depois desse vento forte
Quase que perco meu norte
Nos braços de um furacão.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

OPÇÃO PELOS BRICS FARÁ BRASIL PAGAR ALGO PREÇO

Editorial Gazeta do Povo

Enquanto outros países e blocos econômicos – inclusive alguns governados pela esquerda, como o México – estão negociando com os Estados Unidos enquanto o novo tarifaço de Donald Trump não entra em vigor, o que deve acontecer em 1.º de agosto, o governo Lula reforça a aposta no confronto. Além de prestigiar os Brics, transformados em clube de ditaduras com o objetivo de validar os interesses chineses e o imperialismo russo, o petista quer reunir um outro bloco de governos esquerdistas, reunindo-se no Chile com o anfitrião Gabriel Boric, o espanhol Pedro Sánchez, o colombiano Gustavo Petro e o uruguaio Yamandú Orsi. O grupo, é verdade, não conta com nenhum peso-pesado geopolítico de envergadura global, mas é outro palanque para o antiamericanismo de DCE que Lula adora ventilar.

A prioridade para o petista, claro, continua a ser os Brics, uma escolha que deve custar ainda mais caro ao Brasil, caso as promessas do secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, se tornem realidade. As sanções econômicas impostas à Rússia pelas democracias ocidentais em resposta à invasão da Ucrânia têm sido pouco eficazes porque Vladimir Putin tem encontrado parceiros dispostos a seguir negociando com a Rússia – entre eles, o Brasil. Para resolver este problema, a Otan está disposta a impor sanções também aos países que mantêm comércio com os russos, e Trump promete fazer o mesmo caso Putin não aceite um cessar-fogo e participe de negociações de paz.

Em vez de colocar todos os esforços possíveis nas negociações para a eliminação de tarifas que podem trazer inúmeros prejuízos ao setor produtivo brasileiro, o governo Lula dá todos os indicativos de que priorizará um alinhamento ideológico que cobrará um preço muito alto. A Rússia, por exemplo, fornece mais da metade do diesel importado pelo Brasil, praticando preços menores que os de mercado para conseguir compradores e, com eles, os recursos necessários para manter funcionando sua máquina de guerra. Se Lula quiser continuar contando com o combustível barato russo, corre o risco de ver dificultado o acesso brasileiro a inúmeros outros mercados.

A percepção de que esse novo alinhamento incondicional brasileiro às ditaduras russa e chinesa está por trás da decisão norte-americana de taxar em 50% os produtos brasileiros tem se espalhado entre analistas, para quem a menção de Trump ao processo judicial contra Jair Bolsonaro é um pretexto conveniente aos Estados Unidos, mas não a principal razão para a medida norte-americana. Na tentativa de minar os Brics, o Brasil surge como o alvo ideal: não é uma economia pequena como outras que compõem o bloco, mas não é grande o suficiente para ter meios de suportar e reagir à pressão norte-americana, a julgar por episódios do passado em que o Brasil quis bater de frente com os EUA e não teve sucesso.

Por muitas décadas, a política externa brasileira – o que inclui a busca e a manutenção de parcerias comerciais – se baseou na ideia de evitar alinhamentos incondicionais, de forma que eventuais diferenças político-ideológicas não fossem um empecilho a entendimentos entre o Brasil e outros países caso eles atendessem aos interesses nacionais. Essa postura deu ao país respeito internacional em termos diplomáticos e permitiu o estabelecimento de muitas parcerias comerciais. Lula mudou essa dinâmica, prestigiando desproporcionalmente os Brics – até mais que o Mercosul – enquanto ia queimando suas pontes com os Estados Unidos com declarações incendiárias, muito antes de Trump anunciar a taxação dos produtos brasileiros. O esgarçamento chegou ao ponto de o governo brasileiro já não ter canais fortes de interlocução em Washington.

O Itamaraty continua a ter um corpo técnico competente, e mesmo dentro do governo há elementos mais pragmáticos, por exemplo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ainda que, por algum milagre, eles tomem a dianteira e tenham sucesso, revertendo total ou parcialmente as novas tarifas norte-americanas, o problema de fundo não estará eliminado: a paixão de Lula pelos ditadores amigos dos Brics e sua aversão pelo Ocidente democrático continuarão trazendo problemas ao Brasil, cada vez mais visto como nação pouco confiável e nada afeita aos valores que têm construído o progresso global.

PENINHA - DICA MUSICAL