CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Algum tempo atrás, ganhei livros…

Adoro livros, cheiro de livros, imergir nas histórias, enredos e tais…

Então, chegaram os livros e, logo me encantei.

Peguei o mais grosso, afinal, deveria ter mais conteúdo, como eu costumo avaliar. Para se gastar tanto papel devia ter muito assunto.

Outros li, mas me apaixonei por um.

Não o abandonei, li do prefácio ao fim e, como dizem, …queria mais.

Desde Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, não tinha visto algo que me tocasse tanto, obra que leio e releio, indico para quem quer conhecer o universo de um mundo de sonhos, muita imaginação.

Bem, voltemos ao livro recebido…

Tão imergente quanto, tão leitura imaginativa quanto, tão importante quanto… O Romance da Besta Fubana, de Luiz Berto, é tão significativo quanto aqueles que produzem o realismo mágico, onde realidade decorre do livre pensar, tudo é possível, apenas viver o momento, livre pensar – como disse Millôr Fernandes.

Bem, reli O Romance da Besta Fubana…. Com olhar mais calmo e sem ansiedade pelo fim… como é belíssimo quem tem o dom de elaborar paisagens, falas e acontecimentos, nos prender no ler.

Mais, impossível dizer.

Abraço grande escritor Luiz Berto, anos que possam se suceder em muitos e, daqui de longe, muitas felicidades.

Inté!

R. Meu caro, ganhei o dia com essa sua generosa apreciação sobre a minha obra.

Fiquei ancho que só a peste!

Aproveito pra me amostrar e informar que O Romance da Besta Fubana já está na quarta edição.

Quando foi lançado pela Editora Itatiaia de Belo Horizonte, em 1984, este livro ganhou dois prêmios de Melhor Livro do Ano:

Prêmio Literário Nacional – Instituto Nacional do Livro/MEC

Prêmio Guararapes – União Brasileira de Escritores

E aqui vai o comercial:

Quem quiser adquirir não apenas a Besta Fubana, mas todos os meus outros títulos, é só acessar a página da Editora Bagaço.

Pra entrar lá basta clicar aqui.

Outra dica:

Clique aqui e acesse o trabalho O realismo maravilhoso e a cultura popular em O Romance da Besta Fubana, da Professora Virgínia Celeste Carvalho da Silva, um dos vários estudos acadêmicos que foram feitos sobre o livro.

Abraços e um excelente domingo!

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Brigadeiro Luís Antônio

Luís Antônio Macedo de Sousa Queirós nasceu em 1746, em Amarante, Portugal. Foi um militar luso-brasileiro, bem-sucedido empresário e negociante de terras em São Paulo, em fins do século XVIII e início do XIX. Acumulou uma fortuna, propiciando o surgimento de uma “dinastia” de cafeicultores no Oeste Paulista. Foi também um filantropo na criação e auxilio a entidades assistenciais.

Filho de Ana Maria Macedo e José Luiz de Souza, veio para o Brasil aos 20 anos e fez carreira militar na Companhia de Cavalaria de Itu, do Regimento de Milícias. Em pouco tempo recebeu diversas promoções até o posto de coronel e foi reformado como Brigadeiro, em 1818. Além de grande proprietário de terras, com 16 fazendas na região de Campinas, era um exímio negociante de terras. Foi também um grande empreendedor, dono do primeiro navio que saiu de Santos, carregado de mercadorias, com destino a Lisboa.

Seus diversos negócios e as alianças comerciais e políticas foram relevantes no processo de acumulação de riqueza dessa época. Esta fase marcou o início do desenvolvimento da região paulista, que até então servia apenas de passagem para tropeiros rumo a Minas Gerais e Goiás em busca de ouro e pedras preciosas. Como empresário, foi um dos primeiros a entrar com ações na criação da Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema, em 1810, nos arredores de Sorocaba. O ferro ali produzido foi vital para a produção de material bélico para a guerra do Paraguai e também para permitir o progresso da ferrovia em São Paulo.

A Fundição Ipanema operou até 1926 e, atualmente, é um dos recantos turísticos mais importantes do País e também um dos mais esquecidos e pouco divulgado pelo Governo, situado próximo a capital do Estado. Chegou a criar, de modo informal, o primeiro banco da cidade, aceitando dinheiro das pessoas e utilizando em seus negócios, pagando juros. Era algo tão extraordinário para a época, que, em agradecimento, recebia vários presentes ofertados por quem deixava dinheiro sob sua guarda. Mantinha chácaras perto do centro da cidade, como a “Chácara da Consolação”, herdada por seu filho, o barão de Souza Queirós e outra chácara englobando a atual rua Riachuelo, onde começa a atual avenida Brigadeiro Luiz Antônio, herdada pelo filho Vicente de Souza Queirós, o Barão de Limeira.

Fixou residência em São Paulo, na esquina da rua São Bento com a rua do Ouvidor, numa casa descrita pelo historiador Affonso de E. Taunay: “o enorme casarão do Brigadeiro Luiz Antônio de Souza, possuidor da maior fortuna da Capitania”. Em 1817, era considerado o primeiro proprietário e agricultor da Província, com 15 fábricas de açúcar, uma das quais administrava pessoalmente. Ao morrer, em 1817, deixou uma fortuna de 750 mil “contos”. Em um de seus engenhos de açúcar de Campinas chegou a render em 1817 a quantia de 9:000$000). A renda anual do brigadeiro subia a 32:000$000 – isso num tempo em que o mil-réis valia mais de duas libras esterlinas.

Seu filho Francisco Antonio de Souza Queirós (1806-1891) seguiu as pegadas do pai nos títulos, cargos políticos e riqueza acumulada e teve seu nome dado a outra importante rua de São Paulo: Av. Senador Queiróz. Tal como o pai, foi um filantropo, com a fundação da Associação Barão de Souza Queiróz de Proteção à Infância e à Juventude – Instituto Ana Rosa, em 1874. Outro filho -Vicente de Souza Queiróz- , o Barão de Limeira (1813-1872), também foi pródigo e nomeia a Alameda Barão de Limeira. Foi o pai de Luiz Vicente de Souza Queiróz (1849-1898), agrônomo e fundador da famosa Escola Superior de Agricultura Luís de Queiróz, em Piracicaba. Como se vê, a família Souza Queiróz teve papel destacado no desenvolvimento do estado de São Paulo

O brigadeiro Luís Antônio faleceu em 30/5/1819. No ano anterior registrou no Cartório da Nobreza o brasão das armas dos Souza Queirós. Seu testamento, ditado a 24/5/1819, mostra que era muito religioso, pois deixou dotações para serem enviadas a Portugal, onde seus irmãos deveriam entregá-las à Santa Casa de Misericórdia, além de dinheiro para ser repartido entre os pobres, para manutenção de leprosários, para o Recolhimento de Nossa Senhora da Luz, de Santa Teresa, para a Ordem Terceira de São Francisco, ao convento de São Francisco, para a Capela do Rosário dos Homens Pretos, para a Capela da Senhora da Boa Morte, para grande número de missas e pede a doação de um hábito de São Francisco, para com ele ser enterrado no jazigo da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.

Veja vídeo clicando aqui.

DEU NO X

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

LIVRO DE ZÉ VICENTE DA PARAÍBA (SEGUNDA EDIÇÃO)

No dia 04 de julho de 2025, foi o dia do lançamento da segunda edição do livro FIZ DO CHORO DAS CORDAS DA VIOLA O MAIOR GANHA-PÃO DA MINHA VIDA, organizado por José Mauro de Alencar e impresso pela EPC (Empresa Paraibana de Comunicação), Gráfica A União, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa-PB.

Uma singela homenagem ao poeta Zé Vicente da Paraíba, saudoso pai deste colunista, interpretando O AUTOR DA NATUREZA, toada que imortalizou o seu nome e o nome de Passarinho do Norte, seu parceiro na composição.

Participantes:

Chagas Fernandes, violão de seis cordas

Wellington Vicente, viola de 10 cordas

Raimundo Nunes, acordeon

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Domingo.

Muitos levantam cedinho e vão para a missa das sete. Outros, preferem dormir até tarde. Poucos, pouquíssimos, lembram de agradecer por mais um dia. Pensar em Deus apenas na hora do apuro faz parte da rotina de muita gente (garanto a vocês que na hora do aperto até os que se dizem ateus clamam por ajuda). As orações muitas vezes são apenas “decoradas”, feitas por obrigação e alívio da consciência. Agradecer a Deus ao acordar e ao ir dormir deveria ser o momento mais importante do nosso dia. Dito isso pergunto:

Quando você reza, reza pelo quê? A maioria vai responder que reza por vários motivos ou por várias pessoas. Pergunto de novo:

Você lembra de rezar por você? Não precisa ir a missa. Basta “olhar” o templo maior que se encontra dentro de cada um de nós. Fechar os olhos e se ater apenas a essa comunhão entre você e você mesmo e Deus. Esse “tempo” não tomará muito do seu tempo e, creia, vai ser o melhor e maior momento do seu dia. De todos os seus dias.

Você com você mesmo e Deus!

Um ótimo domingo a todos.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

RAIVAS SILVÍNICAS

Deparo-me com o João Silvino da Conceição, meu irmão caminheiro, tremendamente irritado, “incrivelmente puto”, segundo ele próprio. Indagando-lhe sobre os porquês da sua raiva, ele me mostrou alguns rabiscos feitos nos últimos dias, enumerando as causas de suas últimas indignações. Pedindo a ele permissão, externo abaixo as notas do Silvino que mais o enfureceram:

a. O atual desempenho do Congresso Nacional, com a maioria sempre contemplando os próprios umbigos, sem perceber que 2026 poderá, sem dó nem piedade, acontecer o pontapé das urnas nos fiofós dos parlamentares que só produzem desesperanças.

b. As despesas exorbitantes do Governo Federal, mais preocupado com as eleições futuras do que com o desenvolvimento social do todo nacional, hoje com uma educação fundamental mimimi, universidades sem recursos suficientes, saneamentos nulos e fedênticos, juros nas estratosferas, poucos usufruindo muitíssimo e muitíssimos recebendo uma merreca, ainda inúmeros sendo assaltados pelos vigaristas do INSS.

c. Ingenuidade é a do eleitorado brasileiro, principalmente dos classificados como pobres-de-direita, que se imaginam beneficiados futuros, por acreditação em promessas reacionárias cretinas.

d. Eventos televisivos radicalmente imbecilizantes, transmissores de nulidades cognitivas, inclusive nas transmissões esportivas eivadas de narradores e comentaristas rabos de cabra.

d. O afundamento da pista do aeroporto de Fernando de Noronha, sem uma mínima responsabilização com punição para os executores de um serviços mal feitos.

e. A incompetência dialogal da maioria dos atuais ministros, muitos classificados, em Brasília, de MICs – Ministro Incrivelmente Canhestros.

f. A idiótica criação do bebê reborn, uma cretina iniciativa capitalista de nula ética empreendedora, hipnotizando compradores dotados de alta carência afetiva, alguns com gigantescas intenções vigarísticas.

g. A multiplicação de fake news e ligações telefônicas enganosas, iludindo desavisados, idosos e mentes ingênuas, sem quaisquer medidas preventivas para com os bons usuários das comunicações eletrônicas.

h. O desinteresse das autoridades brasileiras em educar politicamente bem seu eleitorado juvenil, favorecendo o surgimento de políticos de quinta categoria, individualistas, oportunistas e contempladores dos próprios umbigos, sempre obcecados por ganhos fáceis, oriundos de emendas-propinas parlamentares.

i. Estatísticas exageradas proclamadas nas transmissões esportivas, com mil e um percentuais falsamente explicitados, como possíveis 30% de gritos atléticos, 25% de arrotos arbitrais, 15% de pintos pequenos dos convocados, 18% de cuecas importadas da Europa, 36% dos atletas portadores de tatuagens e 12% sendo bissexuais. Além dos 25% que beijam a bola antes de entrar no campo, além dos 23% que sofrem de hemorroidas.

j. Como admirador do Sana Cruz desde pequeno, gostaria de prestar minha solidariedade aos verdadeiros tricolores do Conselho Fiscal do Santa Cruz, que buscam sempre o bem do clube, ao mesmo tempo que repudio, em todos os clubes do Brasil, uma bandidagem travestida de torcida organizada, encarecendo ao Ministério dos Esportes que determine um amplo recadastramento dos torcedores de cada clube de futebol brasileiro, estabelecendo um FTB – Fichário do Torcedor Brasileiro capaz de diferenciar torcida participante de truculência programada. O futebol do Brasil deve ter torcedores fervorosos, nunca predadores criminosos.

k. Cães raivosos, sem coleira adequada, ferindo nas ruas transeuntes de todas as idades, sem uma mínima punição para os seus proprietários.

No mais, continuar a aplaudir o João Silvino, pelas suas anotações sem ódios nem medos, apontando as causas do nosso subdesenvolvimento sociatário e emocional, semeando sempre uma CCCE – Cidadania Crítico-Construtiva-Empreendedora, que fortaleça um Brasil sempre liderança entre as maiores nações do mundo, sem canastrões, falastrões e outros integrantes de manadas.

PENINHA - DICA MUSICAL