DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

QUEM ABRIU AS PORTAS? ONG LIGADA AO PCC ESTEVE EM MINISTÉRIOS DO GOVERNO

O promotor daquele grupo de combate ao crime organizado, um grupo especial de São Paulo, do Ministério Público, apresentou denúncia formal contra 12 integrantes, inclusive presidente, vice-presidente, de uma ONG chamada Pacto Social e Carcerário de São Paulo.

Essa ONG já foi recebida no Ministério da Justiça, no Ministério dos Direitos Humanos e no Conselho Nacional de Justiça. Por que ele apresentou denúncia? Ele alega que ela foi organizada pelo PCC para defender os interesses do PCC nos presídios. Estão lá o presidente, o vice-presidente e 12 pessoas denunciadas.

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Caso Canção Nova

Uma outra questão, o Ministério Público de São Paulo, do interior, contra a Comunidade Canção Nova, que é uma batalhadora pelos valores da Igreja Católica, os valores cristãos, os valores éticos, os valores da família. Ela organizou em 1982 uma fundação para ser a mantenedora, a Fundação São João Paulo II.  

Enfim, é uma tentativa, segundo diz o pessoal da Canção Nova, para laicizar, ou seja, tirar a religião disso. Eu estou contando porque é muito óbvio, sempre foi, desde a Revolução Soviética, desde 1917, que a religião atrapalha. “A religião é o ópio do povo”. E a primeira ação que faz a implantação de um regime comunista é eliminar a religião, como Ortega está fazendo na Nicarágua hoje em dia. Como tantos padres foram sacrificados em regimes da Ásia, da África, e como aconteceu na União Soviética, em que as igrejas cristãs, ortodoxas, foram transformadas em depósitos de cereais, igrejas belíssimas, que hoje estão recuperadas, a gente visita, são maravilhosas, mas eram depósitos de cereais.

Só para lembrar, para a gente se manter atentos a esses movimentos que pretendem substituir a religião pelo Santo Marx, não é?

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Corrida pelo avanço digital

E os americanos estão levando um susto! Eu lembro do susto que eles levaram quando começou um satélite em cima da gente dando volta à terra, o Sputnik. Eu tinha 16 anos para 17 anos. Os soviéticos surpreenderam o mundo e os americanos, principalmente. Os americanos só conseguiram se recuperar quando chegaram à lua.

Pois agora têm os chineses com a inteligência artificial DeepSeek, que significa profunda busca, algo assim. Parece que é barato, fácil, adaptável às circunstâncias e acessível. E já fez tremer os grandes do mundo digital, as grandes empresas dos Estados Unidos.

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Censura nas redes sociais

Bom, uma outra questão, por que querem tanto censurar as redes? Eu vi que censuraram uma revista do Allan dos Santos e do Lacombe com base na lei brasileira de 2015, que é o marco jurídico da internet. Já existe a lei aprovada pelo Congresso, mas não estão satisfeitos, porque querem censurar mais, sendo que a Constituição proíbe censura, garante a liberdade de expressão sem anonimato.

Mas insistem, por quê? Ora, está muito claro. Porque essa nova linguagem digital, a nova voz da democracia, em que cada cidadão tem voz, nesse mundo digital, a direita e o centro estão conseguindo administrar melhor que a esquerda.

Então, é mais ou menos aquilo: perceberam que o outro time está jogando melhor ou  muda as regras do jogo ou leva a bola. É isso que estão querendo. Só para a gente entender por que falam tanto de censurar, principalmente no Supremo.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

GLOSAS

Mote desta colunista:

Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

Quando rego minhas flores,
Desperto a recordação,
Que mora em meu coração.
Entre suspiro e rumores,
Evoco antigos amores,
E choro a fugacidade,
Do que foi felicidade,
Porém hoje é fenecido…
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

Recordo nós dois juntinhos
Debaixo do pé de ipê
Era só eu mais você
Numa sombra sem espinhos
Seguindo os mesmos caminhos
Vivendo a mesma verdade
E mesmo na tenra idade
O tempo não foi perdido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

Quando chega a primavera
Eu puxo pela memoria
Cada flor é uma história
Pra quem viveu de quimera
Então digo: quem me dera
Com toda sinceridade
Viver com intensidade
Tudo de bom já vivido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

Debaixo duma latada
Era o cravo era a rosa
Era um verso era uma prosa
Numa conversa animada
Era a mais bela jornada
Em meio a simplicidade
Era amor era amizade
Era a flecha do cupido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

Recordar é reviver
Diz o dito popular
Por isso vivo a lembrar
Sem pensar em esquecer
O que senti florescer
Em tempos de liberdade
Na mente é prioridade
Não é sonho adormecido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

Das flores do meu jardim
Só de lembrar sinto o cheiro
São flores do meu canteiro
É cheiro que não tem fim
Só por isso eu canto assim
Com gosto e vivacidade
Seguindo a minha vontade
Nesse mote repetido:
Esse meu jardim florido,
É cacimba de saudade!

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

TÁ POUCO

Ainda de ressaca pela pesquisa Quaest com rejeição recorde do governo Lula (49%), assessores palacianos dissecam os números para entender a popularidade ladeira abaixo.

A eleição está logo ali, por isso ligaram o botão de pânico: a derrota de Lula arrastaria o PT e seus puxadinhos.

Incumbida de limpar a barra de Lula, a turma do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, muito ligado a Rui Costa (Casa Civil), rival de Fernando Haddad, já trabalha para empurrar a impopularidade para o ministro da Fazenda: estariam na sua área as razões do declínio de Lula.

Não foi surpresa a rejeição em alta, aferida em pesquisas internas, que Lula mantém secretas. Esperam piora com a alta no preço da gasolina.

A grita contra a espionagem do Pix é o que mais desgastou Lula.

Mas há outras questões ligadas a Haddad, como inflação e alta de impostos.

* * *

Apenas 49% de rejeição???

Só isso???

Um índice muito baixo.

Baixíssimo.

Aguardemos mais um tempo.

DEU NO JORNAL

QUAL É O PLANO DO GOVERNO PARA O BRASIL

Editorial Gazeta do Povo

Toda vez que o Brasil entra em grave crise política ou econômica – e não há como negar que estamos vivendo em uma crise neste momento – volta a discussão sobre a necessidade de o país ter um Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), uma exposição completa dos rumos que o governo pretende dar ao país. Recentemente, devido ao alto desgaste do presidente Lula e de seu governo em várias situações, a tese de que um dos problemas do Brasil é a falta de um PND ganhou ainda mais força.

Talvez o clamor por um plano nacional resulte da forma como o governo Lula se comporta. O petista parece tomar medidas e impor políticas criadas no dia anterior, sem histórico, sem planejamento, sem justificativa, sem objetivos e, principalmente, nascidas da cabeça do presidente. Lula fala muito, fala a esmo, de forma improvisada. Se Lula tem um projeto completo definido para o futuro do país, preferiu ocultá-lo da população brasileira.

Quando um governante diz que está preocupado com a pobreza, o desemprego, a inflação, as taxas de juros e o meio ambiente, o que se tem é apenas uma lista de indignações sem função e sem efetividade, pois a questão essencial, que é o problema e sua solução, não vieram juntos. Não basta se indignar; soluções não nascem por geração espontânea, e se um governante quer, de fato, resolver os problemas estruturais que afetam o país, terá de fazer um bom planejamento.

Seria essencial que um governo nacional, ao iniciar o mandato, tivesse um plano elaborado com rigor técnico, deixando explícitos os objetivos gerais, os objetivos específicos, as metas para cada área da vida nacional, as ações executivas previstas, a informação dos custos e as fontes de recursos que seriam mobilizados para tanto.

Não é difícil saber quais são os objetivos principais do país. Crescimento econômico, empregos, melhorar a renda por habitante, manter a inflação dentro da meta, reduzir as desigualdades regionais, reduzir as desigualdades de renda, combater a pobreza, melhorar a educação e a saúde, assim como dos indicadores sociais, são – ou ao menos deveriam ser – metas de qualquer governo. Mas tudo isso, é bom lembrar, deve ser pensado sem aumentar a carga tributária e sufocar a iniciativa privada e o espírito empreendedor.

O ideal seria que todo candidato tivesse um plano detalhando todos esses pontos, além de outros, e que esse plano fosse apresentado durante a campanha eleitoral para orientar a escolha dos eleitores em quem confiar seu voto. Mas sabe-se que são poucos os políticos que se dedicam a essa tarefa. A maioria prefere lançar aos eleitores promessas vazias, com pouca – quando não nenhuma – chance de serem concretizadas.

Vale alertar que um plano nacional não nasce da imaginação de um político. É preciso obedecer a Constituição Federal, que define a estrutura política, institucional e econômica do país e é o mandamento sob o qual o governo deve administrar e prestar obediência. Se a Constituição diz que o Brasil é um país fundado na democracia política, na economia de mercado, no direito de propriedade privada, nas liberdades e direitos individuais da pessoa humana, está claro que eventual descumprimento por parte dos governantes e demais integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deve constituir crime passível de punição e perda do cargo.

Ao longo do tempo, o Brasil teve planos nacionais em vários momentos da história, alguns mais estruturados, outros nem tanto, sendo o já longínquo Plano Real um dos mais notáveis, ao conseguir debelar a hiperinflação que infernizava a vida da nação e tornava quase impossível o sucesso de qualquer plano mais abrangente. Mas, desde então, nossos políticos parecem pouco dispostos a pensar e planejar de fato os rumos que pretendem dar ao país, preferindo navegar a esmo – correndo o risco de naufragar a qualquer momento.

Um plano nacional exige fixar as metas, listar as ações executivas e informar a origem dos meios materiais, humanos e financeiros para sua concretização, o que parece ser cansativo para os nossos políticos. No Brasil de hoje, há discursos e palestras em abundância, entrevistas demais e muita falação dos chefes dos Três Poderes, das autoridades constituídas e dos técnicos do governo, sobre políticas públicas, medidas operacionais e resultados pretendidos. Mas essa montanha de perspectivas, informações e resultados pretendidos nunca chega a ser organizada e esquematizada em um plano nacional.

O resultado disso é o melhor dos mundos para os políticos populistas e demagógicos: a sociedade não acompanha, não avalia, não cobra nem confere o que foi iniciado e concluído, e muito menos exige explicações sobre as promessas não cumpridas. É tudo o que os maus políticos desejam.

PENINHA - DICA MUSICAL