Agora é seguir em frente.
🚨URGENTE – Blogueira da Globo destrói o Lula e diz que o governo já está na metade e ainda ninguém viu picanha!
“O governo já está na sua metade, e a picanha ainda não está no carrinho, enquanto o coxão duro já está saindo do carrinho.” pic.twitter.com/M50tFfigqX
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) January 28, 2025
Existe um cão que ladra quando eu passo,
como se visse um bêbado, um mendigo.
E, no entanto, esse cão foi meu amigo
como tantos amigos que ainda faço.
À noite, com que alegre estardalhaço
vinha encontrar-me no portão antigo,
enquanto a dona vinha ter comigo
e, sorrindo, apoiava-se ao meu braço.
Hoje ele faz a outro a mesma festa
e ela o mesmo carinho, tão honesta
como se nem notasse a transição.
Eu rio dessa triste brincadeira.
mas quando uma mulher é traiçoeira
não se pode confiar nem no seu cão!

Giuseppe Artidoro Ghiaroni, Paraíba do Sul-RJ, (1919-2008)
Leandro Ruschel
Segundo a Casa Branca, o comunista boquirroto que preside a Colômbia colocou a viola no saco e aceitou receber os deportados como Trump exigia, evitando as sanções americanas.
É importante entender que entre os deportados não estão apenas aqueles que tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos, o que, de qualquer forma, constitui um crime.
Há também indivíduos condenados por crimes graves, como assassinato e estupro, que, após cumprirem suas penas em território americano, são deportados.
Por isso a necessidade das algemas, que, aliás, sempre fizeram parte do processo de extradição, sendo convenientemente ignoradas durante a gestão Biden e agora, objeto de bravata por parte da latrina política da América Latina.
Trump deu uma resposta à altura para mostrar que os EUA não é mais gerido por um homem geleia, deixando claro a nova regra: “vacile e veja o que acontece”.
Comentário sobre a postagem JOÃO, POETA IMENSO
José Paulo Cavalcanti:
Grande mestre João Cabral.
Quando era consul em Sevilha, Millôr Fernandes foi visita-lo.
E ele passou o dia guiando seu carro, para mostrar a cidade.
Só que guiava mal pra cacete, e Millôr lhe deu esse apelido miserável,
– O Barbeiro de Sevilha.
Capa da edição brasileira do filme
Na Inglaterra do século XVI, Henrique VIII (Robert Shaw) planejava se separar de sua primeira esposa para se casar com a fogosa (e bota fogosa nisso!!) Rainha Ana Bolena (Vanessa Redgrave), mas não recebe a aprovação de Thomas Morus (Paul Scofield), numa atuação soberba, impagável, um fervoroso católico que se tornou “Lord Chanceler”, um altíssimo posto que ele preferiu renunciar do que trair suas convicções. Entretanto, a importância de Sir. Thomas Morus era tão grande à época que mesmo após sua renúncia o rei continuava a lhe perseguir. Até que surgem “provas” que o incriminam como alta traição, um “crime” punido com a morte, sendo decapitado na Torre de Londres no dia 6 de julho de 1535, “antes das nove horas.”
(A MAN FOR ALL SEASONS (1966), ou O Homem Que Não Vendeu Sua Alma, é o primeiro de dois filmes em que o diretor Fred Zinnemann e a atriz Vanessa Redgrave trabalharam juntos. O posterior foi Julia de (1977). O ator Paul Scofield recebeu o Oscar de melhor ator pela atuação primorosa, mas não compareceu à cerimônia de entrega por ser avesso a comemorações. Com isso, sua estatueta de melhor ator foi recebida por Wendy Hiller, sua companheira de elenco. O orçamento do filme foi de US$ 3,9 milhões. Teve a sua refilmagem em (1988) com o mesmo título pelo ator e diretor Charlton Heston, que já havia trabalhado como ator principal em grandes clássicos do gênero, como Os Dez Mandamentos (1956), Bem-Hur (1959), O Planeta dos Macacos (1968), dentre outros. O homem que não vendeu sua alma ganhou nova versão e não decepcionou.
Como era de se esperar, um filme com esse objetivo e, ainda por cima, baseado diretamente em uma peça de teatro que seu próprio autor, Robert Bolt, transformou em roteiro cinematográfico, simplesmente não poderia primar pela ação no sentido mais esperado da palavra. Ela inexiste aqui e tudo, absolutamente tudo, recai no colo do incomparável trabalho dramático de Paul Scofield, no papel principal.
O ator, que começou sua vida artística no teatro, onde permaneceu focado praticamente a vida inteira, apesar de ter também aparecido em alguns filmes, viveu Thomas Morus na peça de Bolt tanto no West End de Londres, área da Região centro de Londres, Inglaterra, onde contém muitas atrações turísticas, quanto na Broadway, em Nova York. E foi a escolha do diretor Fred Zinnemann para viver o papel também nas telonas. No entanto, a produtora considerou que Paul Scofield não tinha nome para atrair audiência para o filme, com Richard Burton e Laurence Olivier sendo considerados para o papel. No entanto, o cineasta insistiu em sua escolha, brigou, ajudado por Bolt, especialmente depois que ele havia levado para casa o Tony de melhor ator justamente por seu trabalho na Broadway como Morus, em 1962.
Essa escolha foi extremamente acertada pelo diretor Fred Zinnemann. Paul Scofield interpretou Thomas Morus com um vigor impressionante, demonstrando com olhares, gestos e pequenos trejeitos corporais uma latitude dramática que vai da alegria em ver sua esposa no final de um dia estafante, passando pela surpresa e leve – mas elegante – desgosto em ver sua filha com um pretendente luterano e pelo encontro com seu amigo e rei nos jardins de sua moradia, até a veemente negativa em endossar o posicionamento do rei sobre o divórcio e novo casamento sem a benção do Papa.
O diretor Fred Zinnemann, por seu turno, não perde a oportunidade de manter sua câmera sempre parada e mirada no rosto de Paul Scofield em toda sua intensidade e profunda inteligência, construindo um personagem espetacular logo nos primeiros minutos da projeção, quando demonstra muito claramente sua integridade primeiro como advogado e, depois, como chanceler real.
O trabalho do ator Paul Scofield em O Homem Que Não Vendeu Sua Alma é um dos mais impressionantes trabalhos dramáticos da Sétima Arte, transformando um filme que é quase que completamente um teatro filmado e que, portanto, pode facilmente descambar para a monotonia, em uma obra realmente inesquecível, daqueles em que cada cena com a presença de Paul Scofield é um momento de se aplaudir. Sua presença é tão magnética e profunda, aliás, que todo o restante do elenco desaparece, até mesmo a espalhafatosa ponta de Robert Shaw como Henrique VIII e a assustadora aparição do imponente Orson Welles como o Cardeal Wolsey. Mesmo os atores que tem mais presença de tela, como John Hurt como Richard Rich e Leo MCKern como Thomas Cromwell, por melhor que sejam os atores – e são mesmo excelentes – mínguam diante de Paul Scofield e a retitude moral e ética de Morus.
A equipe técnica que cuidou de O Homem que Não Vendeu sua Alma também não decepcionou. Figurinos corretamente suntuosos vestem o elenco que passeia por cenários em locação e alguns poucos construídos especialmente para o filme que se funde em um conjunto harmônico preciso que muito corretamente não tem nenhuma intenção de chamar atenção para si mesmo, deixando todo o espaço para que Paul Scofield e o restante do elenco brilharem como devem brilhar. A fotografia de Ted Moore, conhecido por seu trabalho na franquia 007, faz as cores ressaltarem da mesma maneira que ele as suga na medida em que o drama de Morus se torna cada vez mais sem saída, algo que a equipe de maquiagem e cabelo se esmera também em apontar.
Retratando um dos mais significativos momentos da história britânica sob o ponto de vista de um grande homem, o filme O Homem Que Não Vendeu Sua Alma é ao mesmo tempo uma aula de dramaturgia e cinema e de estadismo em sua forma mais pura. Todo político ou pretendente a político deveria no mínimo ser obrigado a absorver as lições que o Morus de Scofield passa aqui (já que pedir que estudem Thomas Morus talvez seja demais). O mundo político com certeza seria melhor mesmo se apenas um décimo da moralidade e honestidade do personagem fossem internalizadas.
O Homem Que Não Vendeu Sua Alma é uma grande lição de moral e ética que o diretor Fred Zinnemann nos deixou como legado.
Editorial Gazeta do Povo
A disposição em gastar cada vez mais é uma constante no governo Lula, e não foram poucas as vezes em que alertamos, neste espaço, sobre o quão pernicioso é esse tipo de política, característica do lulopetismo, para o país. No entanto, esse problema ganha muito mais gravidade quando se considera que o mesmo governo pode ter optado deliberadamente por burlar as regras orçamentárias, permitindo o uso de recursos não previstos no Orçamento com o programa Pé-de-Meia, violando diretamente a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição Federal, conforme aponta análise preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em decisão divulgada na última semana, que confirmou o bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia, o TCU é claro ao expor indícios concretos de irregularidades na forma de financiamento ao programa, gerido pelo Ministério da Educação. Quando foi criado, no final de 2023, o Pé-de-Meia previa o depósito mensal de R$ 200 para estudantes do ensino médio, via Caixa Econômica Federal, com recursos de um fundo criado especificamente para esse fim, o Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem). Para abastecer o Fipem, seriam usados recursos de outros fundos controlados pelo governo como os superávits financeiros do Fundo Social (que recebe dinheiro oriundo da venda de petróleo); verbas do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc), criado em 2009 como avalista de empréstimos tomados por estudantes do ensino superior no Fies; e do Fundo Garantidor de Operações (FGO), criado originalmente para garantir parte do risco dos empréstimos para empreendedores e profissionais liberais. O uso desses fundos para financiar o Pé-de-Meia já era previsto, mas o problema indicado pelo TCU está na forma como foi feita a transferência dos recursos entre os fundos.
Os técnicos do TCU verificaram que, para os pagamentos feitos em 2024, o Pé-de-Meia usou R$ 6,1 bilhões reservados no Orçamento de 2023 para o Fundo Social e mais R$ 6 bilhões do Fgeduc. Este último valor, no entanto, foi transferido diretamente para o Fipem, sem passar pelo Tesouro e sem previsão no Orçamento de 2024. Na avaliação do TCU, embora seja possível fazer a transferência de valores dos fundos mencionados para custear o Pé-de-Meia, era necessário recolher esses recursos na chamada Conta Única da União, inserir a previsão de despesa na Lei Orçamentária e, só após a aprovação do Orçamento pelo Congresso, transferir os recursos para o Fipem.
Sem esse cuidado, alertam os analistas do TCU, haveria perda de rastreabilidade e transparência das contas públicas, e “expansão da capacidade de gastos do governo federal que ocorre à margem dos regramentos orçamentários e fiscais vigentes”, o que pode “afetar a credibilidade dos agentes econômicos em relação às contas públicas, haja vista que despesas típicas, que possuem características de transferência de renda, passam a ser executadas fora do Orçamento Geral da União e das regras fiscais vigentes” e ainda “patrocina mecanismo extraorçamentário de alocação de recursos públicos, com sensíveis reflexos sobre o orçamento e o conjunto de regras fiscais pertinentes”.
Na avaliação do TCU, vários dispositivos legais foram violados pelo governo federal com a manobra, como o Princípio da Universalidade Orçamentária e o Princípio da Legalidade Orçamentária, previstos na Constituição Federal, e a própria Lei de Responsabilidade Fiscal, especificamente o art. 26, que prevê que toda destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas deve ser autorizada por lei específica, atender às condições estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
Não há como negar a gravidade dos fatos apurados até agora pelo TCU, nem como eximir o governo da responsabilidade pelo estratagema, caso ele seja comprovado. Trata-se de uma clara tentativa de burlar o orçamento, usando recursos não computados oficialmente para custear um dos principais programas sociais do governo Lula. Ainda que o TCU não tenha se pronunciado de forma definitiva e o governo possa tentar aplicar medidas para contornar ou amenizar a situação – o próprio TCU lembra que o Orçamento para 2025 ainda não foi aprovado pelo Congresso e o governo poderia tentar ajustá-lo para incluir os gastos com o Pé-de-Meia de 2025 e manter o programa em funcionamento – o que se evidencia até aqui é a total falta de compromisso do governo federal com a Lei de Responsabilidade Fiscal, disposição esta, aliás, que já tinha se desenhado antes mesmo de Lula assumir a Presidência, com a aprovação da chamada PEC da Transição, que deu permissão para gastos além do limite constitucional – e que nem assim foi suficiente para saciar a fome de Lula por gastar.
Mesmo podendo ter imperfeições, a Lei de Responsabilidade Fiscal continua sendo um dos mais importantes dispositivos legais para proteger o Estado dos maus políticos – aqueles que não têm nenhum respeito pelo dinheiro público. Exatamente por isso, qualquer tentativa de burlá-la precisa ser investigada a fundo, e, havendo provas suficientes de sua violação, os agentes públicos responsáveis precisam ser punidos exemplarmente – as punições possíveis são variadas e incluem até a possibilidade de perda do cargo público, como no caso do impeachment de Dilma Rousseff.
Ainda que seja necessário prosseguir na apuração dos mecanismos usados para o financiamento do Pé-de-Meia para determinar de forma definitiva o cometimento ou não de crime de responsabilidade fiscal, a gravidade da situação não pode ser minimizada. Adotar qualquer tipo de estratagema para mascarar o caos das contas públicas e encobrir gastos acima do orçado jamais pode ser uma opção para um governo. O TCU precisa ser rigoroso na sua análise e, se houver irregularidades, deve aplicar as sanções previstas em lei. Não pode haver tolerância com gastadores fora da lei.
Citações de Jessier Quirino no poema “Vou-me embora pro passado” publicado dia 23/01 no JBF.
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1967 – Pata Pata – Míriam Makeba
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1962 – Papa-Oom-Mow-Mow – The Rivingtons