O vídeo é verdadeiro. Sem surpresas. Segue o filme !
Comentário sobre a postagem NADA DE AUMENTO ENQUANTO DURAR O GOVERNO DELE
Anita Driemeier:
Paciência, pessoal!!
Não vai demorar muito!
Mas antes disso nosso “presimente” tem que raspar todos os cofres públicos e vender tudo o que tiver algum valor aqui neste país tropical, abençoado por Deus!
Então, depois que conseguir recuperar a terra arrasada que restar, aí sim, os professores, funcionários públicos e similares terão o aumento que merecem!
Em tempo: os primeiros a ser beneficiados serão os que fizeram o L!
Nesse corpo divino e sensual
Viajei até alta madrugada.
O mote abrindo hoje esta coluna é de autoria do poeta Fernando da Bodega.
Eu o recebi do tabirense Marcílio Pá Seca Siqueira, pelo WhatsApp, com os seguintes versos:
Quando eu era feliz eu dirigia
Contornando teus pontos divinais
Mapeando na mente teus sinais
Carregando prazeres na orgia
Comulei muito afago nesta via
Sinuosa e de curva acentuada
Beijo longo, gemido, mão suada
Nossos corpos inertes no final
Nesse corpo divino e sensual
Viajei até alta madrugada.
Glosando o mesmo mote, eu lhe enviei os versos meus:
Desejei viajar e acelerei
Pela mesma estrada, à exaustão,
Na boleia da cama a sensação
De que horas sublimes transportei.
Quantas vezes eu me aventurei
Na delícia que é essa estrada
Uma faixa contínua liberada
De paixão, de prazer, de amor carnal
Nesse corpo divino e sensual
Viajei até alta madrugada.
Eithaaaaaaaa. pic.twitter.com/qDjQgRR956
— Flávia Leão (@FlviaLeo16) January 20, 2024
Lá vem chuva!
As cadeiras e tamboretes, arrumados em forma de arena de teatro, “tanto brilhavam quanto cheiravam, aquele cheiro de pureza, de Fé e de esperança”, algo que toma forma e sai do abstrato pela necessidade de se tornar real pela necessidade.
A extensa área fora varrida por Dona Doca com uma vassoura de vassourinhas, agora era iluminada pelo candeeiro dependurado por João numa das pontas de caibro do telhado.
A comunidade próxima e vizinha se reuniria para a primeira noite da novena no meado do mês de fevereiro, até o início de março em louvor a São José, o Padroeiro estadual – São José senta na mesma mesa e mora no mesmo condomínio de São Pedro, o Guardião das Chuvas.
Estranha as ausências das mariposas, das andorinhas famintas e até das formigas, que, cedo da noite se recolheram para seus lares, levando o mantimento que garantiria sustento por alguns dias e talvez meses.
A Natureza é sábia. Calou as cigarras, e até as corujas se recolheram.
Todos presentes. As orações da novena começaram.
Todos juntos pedindo ao Padroeiro um tiquinho de chuva.
Terminadas as orações e as cantigas religiosas da ladainha, todos se servem do café, dos bolos de carimã, dos bolos feitos na palha da bananeira, dos biscoitos e do cuscuz.
As despedias e desejos de boa noite.
A chuva e a sangria
Após o café, os que vieram de mais distante retomaram suas montarias e voltaram para suas casas. Alguns com lanternas para espantar os bichos que poderiam estar deitados no caminho – seguindo em fila indiana até encontrar a primeira bifurcação.
A despedida: “noooiiite”!
Quando a claridade do novo dia chegava, João estranhou que o galo não cantou e cabras e bodes continuavam em silêncio – sem movimento que garantia o barulho dos chocalhos no chiqueiro.
Vento forte. Vento frio invadiu a casa e João e Dona Doca tiveram que levantar. O barulho da chuva no telhado acordou ambos. A tramela mal colocada da janela permitiu que o vento forte a abrisse.
Chuva. Muita chuva.
João teve que sair às pressas para recolocar as terrinas e potes grandes nas biqueiras para aparar a água.
Chuva durante toda a manhã. No final do dia, mais chuva.
Durante quatro dias, muita chuva. As primeiras notícias do enchimento do açude. Dois dias depois, a notícia dando conta do sangramento do açude.
Meninos, a alegria voltou. As orações da novena foram ouvidas. Muita chuva.
Meninos, era muito peixe!
Peixe demais!
Peixe capturado sem rede pela sangria
Mote:
“Tem tudo, não falta nada
Na feira de Santa Cruz”.
No mercado, um açougueiro
Retalha a perna de um touro
Chapéu de bola de couro
No quengo de um cabeceiro.
Um sujeito beradeiro
Carregando dois perus
Outro vendendo chuchus
Sobre uma lona rasgada
“Tem tudo, não falta nada
Na feira de Santa Cruz”.
Hélio Crisanto
Um caneiro envergonhado
Fala para o bodegueiro:
– Vou já pegar o dinheiro
Para acertar meu fiado.
Um declamador testado
Diz versos de Zé da Luz,
Um grupo de papangus
Passa numa batucada.
“Tem tudo, não falta nada
Na feira de Santa Cruz”.
Wellington Vicente