JOSÉ NÊUMANNE - DIRETO AO ASSUNTO

AUGUSTO NUNES

SOLUÇÃO PROBLEMÁTICA

Maria do Rosário confirma que os devotos de Lula ainda em liberdade cabem num hospício de tamanho médio

“Impeachment. É sobre isso que precisamos falar. A insanidade e vilania de Bolsonaro mostram q ele quer dividir, submeter e calar o país. É a Constituição ou ele. É a democracia, a paz e a unidade territorial e humana do Brasil ou ele”.

Maria do Rosário, deputada federal pelo PT gaúcho, no Twitter, conhecida pelo codinome Solução no Departamento de Propinas da Odebrecht, comprovando que os devotos de Lula ainda em liberdade cabem num hospício de tamanho médio.

DEU NO JORNAL

J.R.GUZZO

O BRASIL DOS TROUXAS

O ex-candidato presidencial João Amoêdo tem um problema sem solução junto à maioria dos economistas brasileiros. Quando diz alguma coisa sobre economia, em geral todo mundo entende na hora — e, como se sabe, nada deixa um economista brasileiro tão incomodado quanto ouvir alguém falando em português compreensível para o cidadão comum. Acham que não é “sério”, nem aceitável “a nível” acadêmico, nem à altura do que definem como “ciência econômica”. (Essa impaciência é especialmente aguda entre as autoridades universitárias, ou descritas como tal, que são ouvidas regularmente pela mídia na condição de “especialistas” em economia.) Amoêdo fez há pouco, num de seus canais de comunicação pela internet, a seguinte continha: um brasileiro que tinha 1.000 reais depositados no seu Fundo de Garantia em 2008 tem hoje 1.510, enquanto um outro, que colocou os mesmos 1.000 reais, no mesmo ano, numa aplicação de Tesouro Direto, está com 2.800. É quase o dobro — só isso. E qualquer pessoa alfabetizada é capaz de ver, na hora, quem ganhou e quem levou na cabeça nesse negócio.

A conta de padaria feita por Amoêdo comprova mais uma vez o fabuloso conto do vigário contido na ideia segundo a qual o “Estado” tem um papel essencial na redistribuição de renda no Brasil. O papel do Estado é essencial, sim, mas para fazer exatamente o contrário do que se diz: concentrar renda, transferir dinheiro do mais pobre para o mais rico e deixar o trabalhador no prejuízo em qualquer negócio que faça, enquanto mantém de pé uma monstruosa estrutura de “proteção social” que serve sobretudo aos que mandam na máquina pública. Dão uns trocadinhos para o pobre diabo que dizem proteger — mas cuidam, quase o tempo todo, dos interesses, salários, benefícios e privilégios dos seus próprios funcionários, sobretudo os mais bem pagos, e dos grandes reformadores sociais que inventaram essa aberração toda. O demonstrativo de João Amoêdo não é novidade, nem vai lhe valer um prêmio Nobel de Economia. É apenas claríssimo. Pronto: é o suficiente para ser dado como “simplista”, “ingênuo” etc. — e por isso mesmo vamos continuar assim, decidindo em mesas redondas na televisão como promover a justiça social no Brasil através de atos administrativos e recomendações de professores universitários.

Naturalmente, não há nada de errado em lucrar investindo dinheiro ganho honestamente em títulos no Tesouro Nacional. O que há de errado é a farsa de um “Fundo de Garantia”, pago integralmente pelo empregador privado, que só garante mesmo uma coisa: que o sujeito vai ser roubado todos os dias nas contas que calculam seu saldo, e roubado justamente pelo Estado que gere esse seu dinheiro e diz ser o seu protetor. A trapaça do FGTS é apenas uma, entre as dezenas de exemplos de “programas” de governo que funcionam ao contrário do que dizem ser. “Somos 200 milhões de trouxas explorados por algumas empresas neste país”, disse há pouco o ministro Paulo Guedes numa palestra em São Paulo. “Duas empreiteiras, quatro bancos, seis distribuidoras de gás, uma produtora de petróleo…” É difícil fazer um resumo melhor de como funciona, na vida real, a economia brasileira — um Estado que manda em tudo, com a desculpa de que pensa e gasta para todos, e só dá vida boa a uns poucos. Nessa balada pelo “social”, na teoria, e pelo magnata, na prática, o “Estado forte” torra a maior parte do que o país produz. “O gasto público”, disse Guedes, “é o grande vilão do Brasil nos últimos 40 anos”.

Com diagnósticos como esse, Guedes nunca terá, também ele, grande cartaz junto à maior parte dos nossos professores de economia. Claro que não: como pensadores de esquerda, eles acham que quanto mais um governo gasta, e quanto mais fica devendo, mais admirável será como executor de “políticas sociais”. Custa uns 500 bilhões de reais por ano, ou algo assim, em pagamento de juros para os infames “rentistas” que tanto abominam — metade do que se vai economizar em dez anos com a reforma da Previdência. Mas e daí?

A HORA DA POESIA

MINHA MUSA – Adolfo Caminha

Minha musa é a lembrança
Dos sonhos em que eu vivi,
É de uns lábios a esperança
E a saudade que eu nutri!
É a crença que alentei,
As luas belas que amei
E os olhos por quem morri!

Os meus cantos de saudade
São amores que eu chorei,
São lírios da mocidade
Que murcham porque te amei!
As minhas notas ardentes
São as lágrimas dementes
Que em teu seio derramei!

Do meu outono os desfolhos,
Os astros do teu verão,
A languidez de teus olhos
Inspiram minha canção…
Sou poeta porque és bela,
Tenho em teus olhos, donzela,
A musa do coração!

Se na lira voluptuosa
Entre as fibras que estalei
Um dia atei uma rosa
Cujo aroma respirei…
Foi nas noites de ventura,
Quando em tua formosura
Meus lábios embriaguei!

E se tu queres, donzela,
Sentir minh’alma vibrar,
Solta essa trança tão bela,
Quero nela suspirar!
E dá repousar-me teu seio…
Ouvirás no devaneio
A minha lira cantar!

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

RAPPHAEL CURVO - VIA DO FATO

SÓ NO BRASIL

“Começo a ficar intolerante com os que se alegram com o fracasso do país e que se vangloriam em ver a nação afundar por força de suas, quase sempre, infundadas críticas” – Ives Gandra Martins. É uma frase que impressiona porque está contida de muita verdade e reflete o momento daqueles que estão enrustidos, ou seja, sem definição. Estes, enrustidos, são os maiores destruidores de qualquer pensamento de evolução política, social e econômica de uma Nação. São os que se alimentam de inveja, derrotismo, pessimismo e se sentem o senhor das razões, mesmo que os fatos apontem em direção oposta, como acontece. Combater, mas sem fazer parte da batalha, solapar, mas, falsamente, se mostrando apoiador de uma proposta ou pessoa. São esses que criticam o presidente brasileiro, mesmo conhecedores de que a tarefa de colocar o Brasil no caminho do desenvolvimento, depois dessa monstruosa desconstrução promovida pela esquerda brasileira, será de muita paciência e trabalho.

O INPE, forneceu dados, que agora provados, totalmente em desconformidade com a verdade, ou seja, dados furados. Foi um ato pensado do Diretor do orgão, mas com falta de respeito hierarquicamente e com o próprio Brasil, ao divulgar dados inverídicos, arranhando a credibilidade do governo brasileiro em um momento importante na sua relação com o mercado econômico e financeiro internacional. Jogou no colo da imprensa estrangeira essa informação incorreta na busca de holofotes e de agrado com a sua corrente ideológica. É oriundo da UFF, o maior centro da esquerda estudantil no período do governo militar. Diria que foi criminosa a sua atitude, mas quem disse que esses esquerdopatas tem identidade nacional? A suspeita do “ato pensado” está justificada na falta de respeito e profissionalismo, do Diretor Ricardo Galvão, com o Ministro Marcos Pontes, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, ao qual o Diretor é subordinado. Tal procedimento é inaceitável. Tais dados deveriam ser apresentados internamente e conferidos por equipe do Ministério.

Ficou-se sabendo que os operadores das informações e suas compilações eram bolsistas de outras instituições. Alegar que desconhecia o erro deles, ou de outros, é falta de comando e responsabilidade, ainda mais conhecedor do que representam esses dados para a política externa brasileira. Tudo leva a crer que teve como maior meta, a desestabilização do presidente Bolsonaro e seu governo. Havia erros grosseiros para um instituto de alto nível tecnológico e profissional, o que reforça o propósito do erro deliberado. Nos dados ofertados a imprensa internacional, estavam inclusas áreas recuperadas que não deveriam mais servir de avaliação do desmatamento. Foram consideradas áreas sobrepostas, ou seja, avaliadas duas vezes para efeitos de cálculos. Avaliações de 2017 estavam inclusas nos dados considerados como de junho de 2019 e por aí vai. Não há no INPE equipe especializada para o tratamento das informações do aparelhamento tecnológico sobre desmatamento, o que está sendo providenciada pelo Ministro Marcos Pontes. Desconfia-se que muitos dos jornalistas da grande imprensa nacional e internacional tinham conhecimento das possibilidades de erros nos dados recebidos, não checaram, publicaram imediatamente, o que pode ser considerado uma falta de honestidade intelectual por parte dos jornalistas e dos seus veículos de imprensa, mas será que isso tem validade para eles?

Tudo pode ser neste caso do desmatamento. A Amazônia Legal corresponde a 61% do território nacional e nela vivem mais de 20 milhões de pessoas que precisam ter espaços para desenvolver suas culturas agrícolas, até mesmo os índios. Essa região é formada pelos Estados do Maranhão, Pará, Amazonas, Acre, Roraima, Amapá, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso e precisa ser alterada. Foi criada como política de ocupação e desenvolvimento da região nos anos 50 (Lei 1.806 de 06/01/1953) pelo governo. Várias instituições financeiras e benefícios fiscais foram criados para dar sustentação ao programa, principalmente com a criação da SUDAM em 1966. Não quer dizer que toda a área é de floresta, ela corresponde a pouco menos de 70%, com

florestas contínuas, dos 5.500.000 km². Como disse o presidente, cabe a nós brasileiros, ao governo do Brasil, determinar o que será melhor e o que fazer em relação a nossa Amazônia. Querem pautar o governo brasileiro, só que os tempos são outros e voltamos a realidade de que somos o novo horizonte do mundo, o novo mundo, jovem e promissor, e aí o desespero dos europeus. Qualquer riqueza aqui se encontra, desde a mineral, a biodiversidade, a agrícola, pecuária, turística e por aí vai, e é só no Brasil.S

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MOTES, GRANDE GLOSAS E UM FOLHETO DE MENTIRAS

O cearense Geraldo Amâncio e o paraibano Severino Feitosa, dois dos maiores nomes da cantoria nordestina na atualidade

Geraldo Amâncio e Severino Feitosa glosando o mote:

Se eu fosse Jesus, o Nazareno,
não matava o poeta cantador.

Geraldo Amâncio

Vem Geraldo que eu tenho muita fé,
me pediu que eu fizesse esses arranjos,
conterrâneo de Augusto dos Anjos,
que é nascido na terra de Sapé,
vem dizer o poeta como é,
é pra ele um eterno sonhador,
um artista de invejável valor,
comunica seu dom nesse terreno.
Se eu fosse Jesus, o Nazareno,
não matava o poeta cantador.

Severino Feitosa

Se eu tivesse o poder do soberano,
não tirava da terra um Oliveira,
um Geraldo, um Valdir e um Bandeira,
Moacir, nem Raimundo Caetano,
Sebastião nem João Paraibano,
e muitos outros que têm tanto valor,
não tirava a garganta de tenor
de quem tem esse seu direito pleno.
Se eu fosse Jesus, o Nazareno,
não matava o poeta cantador.

Geraldo Amâncio

Sei que um carro virou numa ladeira,
já passei para o mundo essa mensagem,
pois eu ia também nessa viagem
que a morte levou nosso Ferreira,
eu me vi na viagem derradeira,
eu gritei por sentir a grande dor,
foi a morte que fez esse terror,
de levar nosso astro, esse moreno.
Se eu fosse Jesus, o Nazareno,
não matava o poeta cantador.

Severino Feitosa

Se Xudu decantou o santo hino,
da maneira que foi Zezé Lulu,
não esqueço Louro do Pajeú,
Rio Grande, recorda Severino,
Pernambuco, também, José Faustino,
que foi um repentista de valor,
Paraíba não esquece Serrador
e Santa Cruz não esquece de Heleno.
Se eu fosse Jesus, o Nazareno,
não matava o poeta cantador.

Geraldo Amâncio

Quem já foi Juvenal Evangelista,
um encanto pra o nosso Ceará,
mas morreu encostado ao Amapá
e se encontra com os irmãos Batista,
desse povo que tem na minha lista,
Pinto velho pra mim foi um terror,
eu não posso esquecer um Beija-Flor,
e Pajeú inda lembra Zé Pequeno.
Se eu fosse Jesus, o Nazareno,
não matava o poeta cantador.

* * *

Roberto Macena e Zé Vicente glosando o mote:

Velhice, um prêmio divino
Que Deus oferece à gente

Roberto Macena

Eu perdi minha beleza,
Mas não vou fugir da ética.
Que eu mudei a minha estética
Por conta da natureza.
Mesmo assim, não há tristeza,
Que eu não fico decadente:
Tô mais é experiente
Que com isso, não amofino.
Velhice, um prêmio divino
Que Deus oferece à gente.

Zé Vicente

Vovô muito me encanta,
É meu verdadeiro mestre.
Morando em área silvestre,
Mas sempre me acalanta.
Se eu sofrer da garganta,
Ainda canto repente.
Meu avô estando presente,
Ele é meu otorrino.
Velhice, um prêmio divino
Que Deus oferece à gente.

Roberto Macena

Não adianta fazer prece
Nem usar agilidade,
Que, quando passa a idade,
Tudo de ruim acontece
O que é de nervo amolece,
Fica tudo diferente:
Dói a perna, dói o dente
E o cabra fica mofino.
Velhice é um prêmio divino
Que Deus oferece à gente.

* * *

Sebastião Dias e Zé Viola glosando o mote:

Existe um dicionário
Na mente do cantador

Sebastião Dias

Existe um Deus que controla
A mente de um repentista
Que nasceu pra ser artista
Do oitão da fazendola
É o homem da viola
Nascido no interior
Nem precisa professor
Pra ser extraordinário
Existe um dicionário
Na mente do cantador

Zé Viola

Acumulo cada ano
Cantando mares e terra
Paz, conflito, briga e guerra
Peixe, céu e oceano
A viola é o piano
O povo é meu instrutor
O palco me traz calor
E o cachê é meu salário
Existe um dicionário
Na mente do cantador

* * *

UM FOLHETO DE CORDEL DE EDMILSON GARCIA

UM CONTADOR DE MENTIRAS

Foi lá nos anos oitenta
Que conheci um senhor
Nas terras da Paraíba
Araruna, interior…..
Ele era conhecido
Como seu “Zé Nicanor”

Homem de vários ofícios
Foi vaqueiro, agricultor,
Político e viajante,
Palestrante e pescador
Arrancador de botija
E grande “conversador”

Nasceu, cresceu por ali
E ali se fez conhecido
Pra todos contava histórias
E todos lhe davam ouvido
Difícil era acreditar
Ou aguentar seu “muído”

Pois tinha um “defeitinho”
Que pretendo descrever
Tudo ele aumentava
Talvez pra se aparecer
Decorava tudo em mente
Pois não sabia escrever

Dizia ser viajado
Conhecia o Brasil inteiro
De Porto Alegre à Natal
Do Acre ao Rio de Janeiro
Morou em Serra Pelada
Mas não quis ser garimpeiro

Deitava na preguiçosa
Todo dia à tardesinha
Pra conversar com os amigos
E contar uma “mentirinha”
Loroteiro igual à ele
Em Araruna não tinha

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CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

A AMANTE DEVE CONTINUAR

Lula está desistindo de Gleisi Hoffmann.

De uns tempos para cá, segundo O Globo, o presidiário passou a ouvir os alertas de que o PT vai rachar se ela se mantiver no comando do partido.

“Tanto Jaques Wagner quanto Fernando Haddad, ambos ferrenhos críticos de Gleisi, topariam presidir o PT.”

* * *

Vai ser uma pena se o proprietário do estabelecimento, o prisioneiro Lula, botar outro gerente no lugar da Amante.

Eu adoro ler e ouvir as babaquices que ela vive despejando por tudo quando é canto.

Levanta meu astral, me faz bem e me dá a certeza de que estou no caminho certo.

Minha alegria, ao ler as merdas que Gleisi escreve, é maior do que os chifres de Paulo Bernardo.

Paulo Bernardo acompanhando tudo que se escreve aqui no JBF