DEU NO JORNAL

DELTAN SERÁ DEMOLIDO

A decisão da maioria dos ministros do STF de inventar uma nova regra segundo a qual delatados devem apresentar alegações finais após os delatores — o que pode levar a uma série de anulações de condenações da Lava Jato — representa um risco à operação, segundo Deltan Dallagnol.

“O STF tem toda legitimidade de nomear uma nova regra a partir da Constituição, mas isso não pode ser feito para trás. Se isso for feito a cada hora que se cria uma nova regra, se torna contraproducente. É injusto, gera prescrição e impunidade de réus poderosos”, disse Deltan em entrevista.

“Traz um ambiente ruim para os negócios, ruim para a responsabilização dos colarinhos brancos. É ruim para o nosso sistema, que gera uma corrupção institucionalizada”, prosseguiu Dallagnol.

Ele disse ainda:

“Se não houver nenhuma mudança ou restrição, esse novo precedente poderia vir a anular mais de 130 condenações das cerca de 150. Seria um tremendo retrocesso na operação.”

* * *

Aguarde, seu Deltan. O sinhô dotozinho não perde por esperar.

O colunista fubânico Goiano Braga Horta vai desmentir você categoricamente.

Tudo que você falou será rebatido pelo nosso estimado colaborador.

Toda a sua raquítica formação jurídica será desmascarada de público.

Goiano vai provar que esse negócio de combater ladrões, perseguir bandidos e dificultar a vida de corruptos, além de inconstitucional, é um grande atraso para o desenvolvimento do nosso país.

Como ele tem feito incansavelmente nos últimos dias aqui no JBF.

Aguarde a cacetada.

Deltan: “Estou perdido. Com Goiano defendendo esse povo, minha missão de combater marginais está acabada”

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

PAPILLON

Albuquerque frequenta a academia de natação, duas a três noites por semana. Tem esse vício em nadar contínuas braçadas, relaxar antes de dormir. Certa noite depois da natação, dormiu feito um menino, roncou feito um bode, teve um sonho, surreal, quase pesadelo: Ele se aproxima por trás de uma mulher, costas nuas, a nuca tatuada com uma borboleta colorida, asas abertas. Num impulso ele estende a mão tentando alcançar a mulher. De repente, a borboleta tatuada levanta voo batendo as asas por cima de seu nariz. Nesse momento a mulher vira-se, ela não tem rosto definido, falta-lhe nariz e boca, apenas dois olhos cinzas, ele se assusta. Albuquerque acordou-se ofegante, excitado, o nariz irritado, coçando. Sonhou algumas noites seguidas, a mesma mulher, a borboleta, o nariz coçando. O sonho ficou nítido em sua mente, coisa rara, durante o dia tentava interpretar a história, tinha certeza, conhecia aquela tatuagem, tinha visto a borboleta colorida num pescoço, não recordava a pessoa.

À noite custava a adormecer pensando no sonho. Tentou relaxar, apelou para cinema, andar na praia, escrever, saiu com casais amigos, bebeu além da conta, dormiu feito um príncipe, entretanto, o mesmo sonho veio-lhe na madrugada. Consultou a um psicólogo amigo, a conversa de uma hora não deu resultado prático. A borboleta tatuada na nuca não lhe saía da cabeça.

Foi à natação relaxar, a academia repleta de jovens, velhos, mulheres, exercitando ou nadando. Albuquerque nadou ininterruptamente oito piscinas, ao terminar 200 metros, boa marca para um sessentão, segurou-se na borda, pequeno descanso. Ele notou na raia vizinha uma mulher fazendo exercício de respiração, mergulhava, soltava o ar, emergia, respirava novamente. Seu coração disparou entre surpreso e emocionado, quando avistou por trás do pescoço da mulher, a tatuagem, a borboleta colorida. Encantado, extasiado ao ver a nuca tatuada, tentou conter a emoção, não pode conter o olhar insistente à nadadora, mulher madura, bem conservada, nem bonita, nem feia, ele olhava fixamente a borboleta. Certo momento ela tirou os óculos, olhos cinzas, segurou a escada da piscina, subiu. Albuquerque teve certeza, era a mulher do sonho. Ele também subiu, acompanhou-a discretamente, aproximou-se, num impulso puxou conversa.

– Essa borboleta tatuada lembrou-me o livro, Papillon. A história de um preso fugitivo na Guiana Francesa, ele tinha uma borboleta tatuada, era conhecido como Papillon, borboleta em francês.

– Interessante, eu gostaria de ler, qual livraria tem esse livro?

– Posso lhe emprestar, a senhora vem quando por aqui na academia?

– Toda noite eu nado a partir das sete horas.

– Amanhã trago o livro, a senhora vai gostar, tenho certeza. Fizeram um filme com o Dustin Hoffman.

– Até amanhã, despediu-se a nadadora saindo da academia.

Albuquerque ao chegar em casa tomou um bom café. Procurou o livro “Papillon”, não encontrou, ficou especulando, lembrou que havia doado alguns livros a uma Biblioteca Comunitária. Nessa noite teve o mesmo sonho, mudou um detalhe, o rosto da mulher era visível, era a nadadora.

No dia seguinte pela manhã foi a uma livraria e comprou o livro. À noite, antes das sete ele nadava, ao avistar a mulher, alegrou-se, cumprimentaram-se.

– Eu trouxe o livro. – disse-lhe arrancando um sorriso, saíram juntos da piscina, conversaram na lanchonete por meia hora. Na noite seguinte conversaram mais. Ela, professora de música, divorciada, dois filhos, não queria compromissos, gostava de ler, estava adorando o livro. Nessa noite, durante o sonho ele abraçou a nadadora, acordou-se excitado.

De conversa em conversa à beira da piscina, tornaram-se amigos, dois adultos, ele não teve dúvida em contar a história do sonho, confessou, só deixava de ter o sonho quando beijasse a borboleta, ela gargalhou. Marcaram encontro na outra tarde. Amizade colorida, sem compromisso, assim acertaram. Albuquerque não sonha mais com a mulher sem rosto, entretanto, em algumas tardes deliciosas, ao vivo e a cores beija a borboleta tatuada. Com carinho sussurra ao ouvido da nadadora: “Minha Papillon”.

ESTA HISTÓRIA FAZ PARTE DO LIVRO “CONTOS LEVEMENTE ERÓTICOS”. LANÇAMENTO: DIA 18 DE OUTUBRO ÀS 18 HORAS NA COBERTURA DO EDIFÍCIO DELMAN EMPRESARIAL, RUA SAMPAIO MARQUES 25 – PAJUÇARA-MACEIÓ

DEU NO JORNAL

TORTURA E DESUMANIDADE

Quando o ex-presidente Lula abriu mão da progressão de regime para o semiaberto, imaginou-se que a estratégia de vitimização e a lorota de “preso político” daria certo, mas ele não contava com o pedido do MPF para dar o benefício ao petista.

No semiaberto, Lula terá de andar na linha para não voltar ao regime fechado e ainda pode se ver obrigado a fazer o que disse a todos que jamais faria: usar uma tornozeleira.

No semiaberto, Lula também terá que fazer algo que há muito não está habituado: trabalhar.

Pegar no pesado nunca foi o seu forte.

* * *

Fazer Lula trabalhar contraria todos os princípios humanitários.

É pura tortura.

Pra quem foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, trabalhar é uma pena hedionda.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

E SÓ IMPORTARÁ SER FELIZ

A cada dia que passa mais eu me convenço em abandonar as redes sociais.

Facebook, Twitter e Whatsapp. Esse último preservando apenas a conta comercial, exigida pela empresa me empregando.

Aliás, há dois anos eu excluí a minha conta particular.

Intenciono voltar meu tempo ocioso à leitura de bons romances, biografias, poesias e, também, literatura técnica. Tudo isso alinhado ao convívio real do corpo e da consciência com quem estiver dividindo comigo a mesma sala. Nada nos separando.

Ir mais ao cinema e à praia? Talvez.

É que o mundo tem se tornado chato demais!

As pessoas perdendo o senso da racionalidade estão brigando entre si e defendem sem constrangimentos as causas que lhes são convenientes, como se a vida se dividisse apenas entre um sim e um não, direita e esquerda… É como se não houvesse lugar nem possibilidade para a existência de um quiçá, ou a inexistência de outra direção. A maioria dessas conveniências está diretamente canalizada aos seus bolsos.

Quando não brigam, sentem uma necessidade insaciável de super exposição. Outras nos enchem a paciência tentando protagonizar um humor tétrico, quando não nos trazem “matérias” infames de violência, sexo ou desrespeito ao próximo.

E essas não nos respeitam em nada!

Todo mundo hoje se obriga e obriga em conhecer de tudo, opinar sobre tudo, defendendo seu lado como a águia defende seus pintainhos.

A ninguém é mais dado o direito de não ser bom em algo.

Daí, esse tantão de pessoas depressivas, bem dizer uma nação inteira.

E como eu, pobre homem enrolado em muitos cadastros, negativado em muitas listas, porém sincero aos meus ideais, pois bem, como eu a cada dia mais faço um exercício a fim de me achar fora dessa competição irascível, auguro pela data da minha libertação trabalhando e lutando por ela. Digo, por viver sem a carência, tampouco ser obrigado, de ver, ler e ouvir objetos com os quais não há identificação em minha alma, e para simplesmente respirar sem o encargo de entender de tudo.

Então eu tenho decidido receber e repassar informações apenas ante uma xícara de café.

Os teclados nem sempre entregam a mensagem da forma como a queremos compreendida.

A fumaça do café, além do desenho no ar, entrega a entonação da voz.

E a entonação, por sua vez, é plugada no coração.

Destá! Um dia eu me aposentarei. Oxalá chegue esse dia.

Em algum lugar a paz me espera.

CHARGE DO SPONHOLZ

AUGUSTO NUNES

UNIÃO DA LADROAGEM

Jandira Feghali capricha no papel de vilã de faroeste à brasileira para brilhar como destaque de bloco carnavalesco

“Supremo pondo a Lava-Jato em seu devido lugar. As ilegalidades foram muitas, como se sabe, mas é o início de uma reparação do DEVIDO PROCESSO LEGAL,
assassinado por certos procuradores holofoteiros e um ex-juiz-atual-escada-de-presidente”.

Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB fluminense, ao comentar no Twitter a decisão do STF que pode anular condenações da Lava Jato, caprichando no papel de vilã de faroeste à brasileira para desfilar no Carnaval como destaque do bloco União da Ladroagem.

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

PALAVRAS

Nos simples versos destas quatro estrofes,
secreto escrínio, os áureos pensamentos
de amor recolho, e os loucos sentimentos,
para que dos meus sonhos tu não mofes.

Pois, que estas linhas pela ausência primem
de frases vãs… Mas isto não tem tino!
Calo-me! Que eu, por mal de meu destino,
guarde, e não diga, as ânsias que me oprimem,

nem quanto és bela, ou quanto me és querida!
Porque, clara ilusão estremecida,
serena flor da graça e da beleza,

dizer não poderia, com certeza,
o que extravasa aos mundos e universos…
nas quatro estrofes destes pobres versos.

COMENTÁRIO SELECIONADO

NO PARAÍSO VERMÊIO NÃO TEM REDES

Comentário sobre a postagem NADA DE MODULAÇÃO, SENHORES MINISTROS DO STF

Gonzaga:

Pelos menos o Goiano devia disfarçar seu autoritarismo esquerdopata e saber que na democracia todo poder emana do povo.

A diferença é que hoje o povo fala pelas redes sociais.

E não mais só pelos blogs sujo 247, DCM, conversa afiada, FSP, Veja.

Vá pra Coreia do Norte que lá não tem estas coisas de rede social.

* * *

“Vem descansar um pouco do trabalho no JBF, camarada Goiano: aqui na Coréia não tem internet e tu podes ficar livre por uns tempos dos reacionários fubânicos. É melhor do que tu ir pra Cuba ou Venezuela. Pergunta pra Lula e pra comunista Manuela que eles te explicam”

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

RODRIGO VIEIRA EMERECIANO

Mução, gravando em 2000 para um programa do SBT

Há quase trinta anos no ar com o personagem fuleiragem Mução, criado a partir da observação dos trejeitos de um matuto de mais de sessenta anos de Cachoeira do Sapo, interior do Rio Grande do Norte, o humorista Rodrigo Vieira Emereciano se consolidou nos anos noventa graça à sua genialidade em saber atrair, conduzir, prensar, instigar e tirar do serio as pessoas com suas pedadinhas por telefone, levando-as ao extremo da raiva, “da pegada de ar”, da explosão de ódio por revelar apelidos de supostas vítimas, apelidos esses revelados por amigos, familiares…

Nascido em Natal em 08 de outubro de 1977, Mução ficou famoso em todo o país, e em especial por suas pegadinhas por telefone. Ele é sucesso de audiência com seu programa A Hora do Mução, que é transmitido ao vivo via satélite para diversas rádios, como Mix FM (São Paulo), BH FM (Belo Horizonte), Clube FM (Brasília), Pitombeiras FM (Senador Sá) e Mais FM (São José de Ribamar), além de várias rádios pelo país. Na TV, sua personagem já participou do programa Apito Final, da Rede Bandeirantes.

Mução começou sua carreira no final dos anos 1990 na Rede SomZoom Sat em Fortaleza do empresário musical Emanoel Gurgel, uma emissora regional com sede na capital do Ceará, e que distribui seu conteúdo via satélite para pequenas e grandes emissoras de todo território nacional. Em 2002 ele veio para o Recife, de onde apresentou seu programa até março de 2012, na Estação Sat, quando se mudou novamente para Fortaleza.

No início de 2013, Rodrigo Vieira, transferiu-se com sua trupe para o Rio de Janeiro. Da capital fluminense, passou a transmitir seu programa para todo o país sem nenhuma alteração no horário, formato, ou emissoras afiliadas, fazendo assim com que seus ouvintes não notassem a mudança. Esta mudança foi estratégica para Mução, pois teve a missão de consolidar o sucesso de seu personagem nas regiões sul e sudeste do país e aproveitar os eventos de 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Olimpíadas), eventos em que o Humorista participou das transmissões.

Rodrigo Vieira não revela sua verdadeira imagem. Exibe-se apenas caracterizado como sua personagem “Mução”, um senhor de meia-idade narigudo, e vestido com indumentárias características do sertão nordestino. Porém, é representado em seu site, redes sociais e peças publicitárias através de um desenho, que por muito tempo também foi caracterizado com a indumentária do matuto nordestino, mas hoje é mostrado vestido por trajes urbanos. Entretanto, em meados da década de 2000, deixou escapar uma imagem sua em início de carreira em uma reportagem sobre o fenômeno que seu programa estava se tornando no nordeste brasileiro. Hoje o vídeo pode ser encontrado em sites de compartilhamento de vídeos, como o YouTube, mas para manter o mistério de sua identidade, Rodrigo Vieira nega ser ele o locutor entrevistado na matéria. Mas o certo é que ele quer ver sua imagem como enigma por causa das pegadinhas que conduz com a habilidade de um gênio.

CHARGE DO SPONHOLZ