A PM-DF prendeu o mesmo meliante 34 vezes em flagrante.
Foi solto todas as vezes.
Declarou-se “morador de rua” e ganhou salvo-conduto nas audiências de custódia, invenção do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, quando presidiu o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Olhos ternos azuis, humildes, inocentes, Orvalhados de dor, da lágrima sentida… Chorais, e com razão, os amores ausentes, Que são a vossa luz na estrada desta vida.
Chorais como dois lagos calmos, transparentes, Refletindo a amplidão de uma tela estendida… Olhos ternos azuis, desmaiados, dormentes, Vejo em vós o sofrer de uma monja sentida.
Chorai, olhos azuis, que a lágrima divina Vale mais do que rir de boca pequenina Que comece a falar, mil beijos implorando…
Prefiro a vossa luz inundada na mágoa… Olhos ternos azuis, ao ver-vos cheios d’água, Eu padeço também… mas vos amo, chorando.
Olegário Mariano Carneiro da Cunha, Recife-PE, (1889-1958)
Governador da Bahia, Jeronimo Rodrigues (PT) sugere que Bolsonaro e eleitores sejam jogados por retroescavadeira “na vala”
Em 1935, no início do grande terror de Stálin, o escritor e teatrólogo Bertolt Brecht publicou um poema intitulado “O Interrogatório do Homem de Bem”, cujos versos finais dizem:
“Você é nosso inimigo. Por isso queremos Colocá-lo agora no paredão. Mas em consideração a seus méritos E boas qualidades Vamos encostá-lo Em um bom paredão E fuzilá-lo Com boas balas de bons fuzis E enterrá-lo Com uma boa pá em uma boa terra”.
Brecht era um escritor talentoso; em poucas palavras, o autor comunista conseguiu criar uma imagem perfeita do que aconteceria nos anos seguintes. Na União Soviética de Stálin, cerca de 20 milhões de pessoas teriam o mesmo destino do “homem de bem” do poema.
Por serem considerados “inimigos do poder soviético”, homens e mulheres inocentes foram condenados à morte no Gulag, nas masmorras do regime, na insana coletivização da agricultura e nas garras da polícia secreta comunista.
Oitenta anos depois, em 2015, o professor Mauro Iasi, ex-candidato presidencial do PCB, leu o poema de Brecht para uma plateia de militantes. Segundo Iasi, os versos indicavam a única forma de diálogo possível com os conservadores: a ponta do fuzil.
As manifestações de Brecht em 1935 e de Iasi em 2015, longe de serem casos isolados, revelam a substância da mentalidade revolucionária.
Entre todos os dogmas sagrados da esquerda, o mais importante e fundamental é a morte do adversário político. É assim desde que as turbas em revolta tomaram a Bastilha, em 1789 e, não tendo encontrado ali nenhum prisioneiro para libertar, degolaram o comandante da prisão e saíram com a sua cabeça espetada numa lança pelas ruas de Paris.
Aquilo era um prenúncio do Terror jacobino de 1793-94, quando milhares de “inimigos da Revolução” foram guilhotinados. Nos processos revolucionários do século XX, o padrão se repetiu, com a matança generalizada na Rússia de Lênin-Trotsky-Stálin, na Alemanha de Hitler, na China de Mao, no Camboja de Pol Pot, na Cuba de Che-Fidel e em tantos outros lugares. Não há revolução digna do nome sem derramamento de sangue.
Ocorre, meus amigos, que o Brasil tem vivido um processo revolucionário. Desde o golpe socialista de 2022 — que consistiu em tirar um condenado da cadeia para colocá-lo na cadeira presidencial —, o que nós temos visto é um processo simultâneo de concentração de poderes, destruição das liberdades públicas e perseguição de opositores.
Para que esse processo se consolide, o sistema precisa da morte de Jair Bolsonaro. O Regime PT-STF tem como prioridade lançá-lo na prisão pelo resto da vida por um crime inexistente e uma narrativa falaciosa.
Nessas circunstâncias, não causa surpresa alguma a recente fala do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT): “Ele [Jair Bolsonaro] vai pagar a conta dele, e quem votou nele também vai pagar a conta. Fazia no pacote. Bota numa enchedeira… Sabe o que é uma enchedeira? Uma retroescavadeira. Bota e leva todo mundo pra vala.”
A frase de Jerônimo Rodrigues poderia perfeitamente ser dita por um algoz dos tempos de Stálin, Mao Tsé-tung e Pol Pot. As mesmas palavras não ficariam deslocadas na boca de um guarda de campo de concentração.
Por uma fala incomparavelmente menos agressiva, o ex-deputado Daniel Silveira foi condenado a 8 anos de prisão em regime fechado.
O mais bizarro é que o autor da fala governa o estado mais violento do Brasil, em que, todos os dias, cidadãos são jogados na vala comum da morte pelas mãos de criminosos.
Notem que o ódio de Jerônimo Rodrigues não se limita ao ex-presidente, mas se estende aos seus apoiadores. Por essa tortuosa linha de raciocínio, os quase 60 milhões de brasileiros que votaram em Jair Bolsonaro são criminosos e deveriam ter o mesmo destino: a morte.
As palavras de ódio do governador petista sinalizam que o regime não se contentará em exterminar Jair Bolsonaro. Para a casta governante, devem ser eliminados também todos os que possam ser enquadrados na categoria de “bolsonarismo”.
🚨URGENTE – Dr Sebastião Coelho vai para cima do governador da Bahia e cobra da PGR e STF uma punição por dizer que “Bolsonaristas tem que ir para vala”
“Esse cidadão, em uma fala criminosa, propõe a morte de mais de 58 milhões de brasileiros” pic.twitter.com/vvzWLDGNQg
Solicito permissão para colocar no meu Instagram trechos do JBF, com os devidos créditos.
Acho que o quanto mais longe for essa gazeta escrota, mais as notícias sérias serão repassadas com inteligência, e clareza que só esses colunistas têm.
Sinto falta da coluna do Adônis língua ferina.
Por onde anda o nosso lampião dos textos?
R. Fique inteiramente à vontade para colocar os textos do JBF no seu Instragram, meu caro leitor.
Pode divulgar à vontade.
Será um meio de amplicar mais ainda a audiência desse jornaleco, que é mantido avuando nos ares graças à generosidade dos nossos leitores.
Quanto ao nosso querido Adônis, um cabra da pesada, encantou-se há algum tempo e partiu pro infinito.
Sua coluna não existe mais.
Faz um falta enorme aqui na nossa gazeta.
A propósito do Adônis, veja um texto da leitora Schirley, publicado domingo passado aqui nesta gazeta escrota. Clique aqui para ler.
Dinheiro em espécie é encontrado em porta-luvas de carro de um desembargador do Mato Grosso
Duas mortes. Mais duas. Insisto nisso porque é preciso que a saúde pública investigue o que está acontecendo.
Uma das vítimas foi uma atriz do SBT, uma menina de 11 anos chamada Milena Brandão. De repente, o coração parou. A outra foi uma cadete do quarto ano da Intendência — ou seja, se formaria este ano como aspirante a oficial —, Yasmin Cristina Guimarães Fideres. Estava em aula de Educação Física. Tinha 23 anos. O coração também parou.
Isso está acontecendo com jovens, com atletas, com pessoas em perfeita saúde. Essa cadete, por exemplo, estava sempre sob observação médica, realizando exames e provas. Qualquer desvio na saúde teria sido detectado. O que está acontecendo? É preciso nos informarmos, de fato, sobre o que está ocorrendo.
* * *
O escândalo que saiu de Mato Grosso e chegou ao Supremo
E não tem como não voltar a um outro assunto — no mínimo, pitoresco. Será que cabem no porta-luvas de um carro R$ 30 mil em dinheiro vivo? Será que cabe mesmo? Porque é um volume muito grande. Pode ser um carro grande. Era um Jeep Cherokee. Se for o modelo americano, um Grand Cherokee, vá lá… Mas parece que era apenas o Cherokee. E o dinheiro estava no porta-luvas, de um desembargador de Mato Grosso. A Polícia Federal encontrou o valor em outubro. Agora, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal.
Há outros três afastados, além dele. E ainda um conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Só para sabermos o que essas pessoas andam fazendo. Neste país de população passiva, eles fazem isso na nossa cara. Eles são nossos servidores. Estão lá para servir ao público. São funcionários do povo, pagos com o dinheiro dos nossos impostos.
Pagamos impostos, diretos ou indiretos, em tudo o que compramos, para que o Estado brasileiro nos preste bons serviços nos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. No entanto, essas coisas continuam acontecendo. E parece que não se preocupam nem um pouco com isso. Faltou pai, mãe, faltou avô para dar caráter a essas pessoas. Isso é falta de caráter. A pessoa cede às tentações e se entrega a elas.
Fico admirado. Conheço muitos amigos advogados. Advogado ganha muito dinheiro. Aí o sujeito abre mão da advocacia para ser juiz e ganhar menos. Deve estar mal-intencionado. Deve estar fazendo essas coisas. Fica aqui o registro. Esse tipo de crime deveria ter pena tripla ou quíntupla. Afinal, há pena de 14 anos para quem escreve uma frase com batom na estátua da Justiça. Se formos guardar a proporcionalidade, um juiz que vende uma sentença deveria pegar mil anos, não é?
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Empréstimos fantasma e o silêncio do Estado
E agora, outra questão que estamos descobrindo — foi denunciada na GloboNews ontem: R$ 90 bilhões em empréstimos consignados foram concedidos sem solicitação das pessoas. São 35 mil reclamações. Há uma auditoria em curso no Tribunal de Contas da União. O caso envolve funcionários de carreira da Previdência e do Dataprev.
A pessoa não pediu o empréstimo e, mesmo assim, o valor está sendo descontado em folha, como consignado. Isso também é culpa nossa. Culpa do nosso voto. Culpa da nossa passividade.