O pai convocou a imprensa pra dizer que tem que investigar o filho.
Depois controla a PF para que o filho não seja investigado.
É o modus operandi do PT! pic.twitter.com/GlRvfqKQYl
— Rubinho Nunes (@RubinhoNunes) May 15, 2026
O pai convocou a imprensa pra dizer que tem que investigar o filho.
Depois controla a PF para que o filho não seja investigado.
É o modus operandi do PT! pic.twitter.com/GlRvfqKQYl
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Praça Rio Branco – Recife
Relembrar não é doença de idosos. É mais uma arte de historiar, por escrito ou em palavras, a fim de se deixar mais visíveis as marcas de alguns fatos importantes sobre a vida da capital de Pernambuco.
Na época colonial, a exemplo, as primeiras edificações do bairro-lha tinham, no máximo, três pavimentos e não possuíam elevadores. Erguiam-se coladas umas às outras, sem ventilação, sem jardins, sem quintais e sem “visão de rua”. Algumas, no pavimento residencial, possuíam varandas.
Exemplo disso é um dos nossos relicários, a antiga Rua dos Judeus, atual Rua do Bom Jesus, nascida no primeiro bairro da cidade, identificado anteriormente com: Frei Pedro Gonçalves do Recife.
No cadastro da Prefeitura, entretanto, consta que, o primeiro zoneamento residencial, foi Nossa Senhora do Pilar, atualmente apenas conhecido como Pilar.
Com o tempo, as pessoas começaram a identificar toda a região da ilha-bairro, como: Rio Branco, denominação atribuída ao Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Jr.). Pouco havendo lembranças do bairro do Pilar, que nos dias atuais se amplia e adapta-se à modernidade.
As velhas casas de comércio da Rua dos Judeus, situavam-se nas partes térreas, os 1ºs andares serviam moradia e os pavimentos superiores ficavam disponíveis para as mercadorias. Um exemplo da arte dos portugueses, que costumavam habitar no mesmo local do comércio que exploravam.
Os modelos coloniais, muitos anos mais tarde, viriam a ceder lugar ao modernismo. Mesmo nas vilas populares, as casas tinham o privilégio de possuir jardim, oitão, quintal e ampla visão da rua.
Para falar sobre o bairro, recorro às notas do meu saudoso amigo, o historiador, José Luiz da Mota Menezes:
O bairro teve esse nome em homenagem a Frei Pedro Gonçalves, franciscano de destaque, que viveu na época, tornando-se emérito por seu trabalho religioso e social desenvolvido na primitiva zona residencial daquela ilha.
Um nome tão extenso foi alterado com o passar do tempo e a imperiosa necessidade das pessoas. E foi diminuindo esse nome até se tornar conhecido apenas, como: Rio Branco, que logo mais teria destaque em função do logradouro denominado: Marco Zero.
O bairro do Pilar, localizado próximo à região portuária, tem esse nome ligado às tradições católicas. Na época colonial era comum batizar localidades com denominações de devoção mariana. O nome, portanto, se refere à Nossa Senhora do Pilar. A exemplo, temos várias outras denominações, inclusive o nome de Nossa Senhora do Rosário da Torre, atual bairro da Torre.
Lembro-me dos biscoitos fabricados pela Cia. de Produtos Pilar: Maria, Maizena e cream-cracker, que eram vendidos, em latas enormes, sob a forma de paralelogramo e outras com embalagem de papelão e formato de um bangalô inglês.
A fábrica foi fundada em 1875, pelo cidadão português Luiz da Fonseca Oliveira e ainda está em plena atividade, situa-se na Rua do Pilar, 89, esquina do antigo Cais do Apolo, atual Av. Martin Luther King.
Assim, sinto-me bem ao rememorar, com olhar didático, alguns episódios vividos, os quais remontam aos tempos do Ontem, a fim de dar aos jovens de hoje a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a cidade do Recife.
É oportuno que se conheça a máxima de Fernando Lobo:
“O melhor do passado é se poder analisar as épocas e achar graça no contraste das comparações.”
Somente assim será possível entender bem as épocas, sob a ótica dos termos comparativos.
Jocelaine Santos
Você consegue acompanhar o mar de anúncios bombásticos, operações da Polícia Federal, áudios “vazados”, descobertas, escândalos, denúncias, disse-que-disse daqui e dali? Coincidência? Nada disso: é a operação engana-trouxa a todo vapor e o brasileiro, coitado, está, de novo, à beira de cair no golpe.
Governos passam três anos sem fazer nada de bom, mas agora lançam toda semana uma nova benesse, entregam obras inacabadas ou requentam as mesmas promessas emboloradas de décadas atrás. Políticos posam de bonzinhos, moderados, preocupados com o país, boa gente. Só que não. Na outra ponta, denúncias, escândalos, corrupção, troca de favores, negociatas, perseguições, fim do Estado de Direito e da liberdade de expressão, tudo bem acobertado, escondido por baixo do tapete. O segredo é desviar a atenção do observador.
Para os astutos prestidigitadores, o segredo de qualquer truque não está naquilo que o público não vê, mas, sim, naquilo que ele está vendo com toda atenção. Enquanto olhamos atentos aos anúncios bombásticos, aqueles que querem nos passar a perna ficam livres para fazer o que quiserem. Quanto mais ficamos tentando explicar o que estamos vendo, mais suscetíveis estamos de não ver o que acontece ao nosso redor.
Não esqueçamos que, para os poderosos de plantão, somos sempre burros de carga, crianças que precisam de bonequinhos para votar bem, serezinhos simplórios que se encantam com o colorido dos fogos de artifício, enquanto temos os bolsos surrupiados. Não podemos deixar que eles nos enganem, nos desviem daquilo que realmente importa.
Há escândalos gravíssimos no país que jamais foram devidamente esclarecidos, como o do INSS e do Banco Master, que correm o risco de serem soterrados no mar de esquecimento e não darem em nada – como é praxe nas terras brasileiras, infelizmente. Nossas eleições, que deveriam servir para que o povo – e apenas ele – escolhesse seus representantes, já começam a dar sinais de que acabarão sendo estrategicamente “higienizadas” pelo grande poder, que, lembremos, em outras ocasiões já deu o ar de sua graça durante as campanhas, limitando discursos e a divulgação de informações e posicionamentos de candidatos ou, depois das eleições, simplesmente cassando, sem base legal, políticos eleitos legitimamente.
Os grandes poderosos, como vêm fazendo há anos, continuam dando as cartas do país, ao seu bel-prazer, alheios a qualquer controle externo. Têm orgulho de moldar o país da forma como bem entendem, tomam o lugar do Legislativo, destroem direitos, acabam com liberdades. E continuam a entoar a mesma ladainha de que criticá-los é um ataque institucional, que só fazem o que fazem por zelo à Constituição e para o nosso bem.
Enquanto perdemos tempo com os fogos de artifício ardilosamente lançados de tempos em tempos, eles riem da nossa ingenuidade.