PROMOÇÕES E EVENTOS
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
AMANHÃ – Patativa do Assaré
Amanhã, ilusão doce e fagueira,
Linda rosa molhada pelo orvalho:
Amanhã, findarei o meu trabalho,
Amanhã, muito cedo, irei à feira.
Desta forma, na vida passageira,
Como aquele que vive do baralho,
Um espera a melhora no agasalho
E outro, a cura feliz de uma cegueira.
Com o belo amanhã que ilude a gente,
Cada qual anda alegre e sorridente,
Como quem vai atrás de um talismã.
Com o peito repleto de esperança,
Porém, nunca nós temos a lembrança
De que a morte também chega amanhã.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)
DEU NO JORNAL
INVESTIGAÇÃO
Ao ordenar o retorno de policiais que atuam em casos como o escândalo do Banco Master, quando as investigações chegam a seu governo, Lula (PT) repetiu o gesto de afastar o delegado que investigava seu filho Lulinha, suspeito de envolvimento no roubo aos aposentados, conforme a CMPI do INSS.
“O alvo real é só um: André Mendonça e os casos do INSS e do banco Master”, diz a deputada Carol de Toni (PL-SC).
Assim, Lula fica sujeito a denúncia de obstrução à Justiça, que rende até cadeia.
A retirada dos federais ocorreu horas antes da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve o Líder do Governo no Senado como alvo.
Amigo de Lula, o senador Jaques Wagner é suspeito de receber dinheiro e até apartamento a título de propina dos esquemas de Daniel Vorcaro.
Isso reforça a percepção de que o governo “faz o diabo” para blindar aliados e conter investigações que avançam sobre o entorno de Lula.
* * *
A nota aí de cima termina dizendo que o governo luloso “faz o diabo”.
O Diabo já mandou dizer que é uma ofensa compará-lo com esse bando.
E repudia a afirmação.
O Cão ficou puto!!!
HÉLIO CRISANTO - UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE
SÓ É MATUTO QUEM FEZ
DEU NO JORNAL
PRIMEIRA DONA
CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA
NOVENTINHA É LASCA!
Luiz Carlos, este colunista e o escritor Euler de Souza, no Clube Português do Recife, durante o “emplacamento compulsório”
No último 18 de junho, dois fraternos amigos homenagearam o cronista pela “quota máxima” atingida: 90 anos de idade, meta para poucos mortais. Um almoço com minha família no Clube Português do Recife representou sinônimo de fraternidade e prestígio, ao chegar a esta marca. Uma graça de Deus!
No dia anterior, a Presidente Thelma Loureiro de Carvalho, da Academia de Artes e Letras, me colocou, com todas as honras, na Mesa dos trabalhos e ao final da assembléia festiva convocou a plateia a formar um coro e interpretar a cançoneta “Parabéns pra você”.
Para fins de “amostras grátis” devo dizer que não é moleza tal corrida de obstáculos. O destino foi generoso e a sorte me empurrou. Só fiz amigos. Alguns que conheci superficialmente se equivocaram com minhas ideias e os falamos apenas respeitosamente.
Nasci no Espinheiro, meus pais nunca se separaram, fui filho único, tive direito a nota em jornais, logo que “desembarquei”. Fui bancário a partir dos 14 anos, por três décadas.
Aposentei-me com 30 anos, alguns dias e poucas horas. Na mesma semana assumi uma assessoria no Grupo Preserve onde permaneci quase 10 anos.
Publiquei a primeira matéria em jornal aos 15 anos e ainda ontem os editores do Diário de Pernambuco se mostraram generosos comigo, publicando mais um artigo.
Fui diretor do Naútico, durante seis anos; do Internacional, quatro anos; do Sport, dois anos e da AABB-Recife, alternadamente 12 anos.
De medalhas, guardo uma tuia: do Salesiano, do Náutico, do Atlético, além de várias da AABB-Recife. Carrego, também, no matulão, dois títulos de Benemérito, e dois de Reconhecimento, sendo um durante as comemorações dos 100 anos do Banco do Brasil em Pernambuco. Já correm o mundo alguns dos meus 35 livros escritos.
Mas vim com o bisaco cheio de obrigações. O destino traçou minhas metas difíceis e perigosas. Da “Véia da Foice” escapei várias vezes.
Pequenino ainda, correndo pela calçada do Hotel Central, dei uma topada, bati com o “quengo” na calçada. Fiquei” cego durante mais de 26 horas. Uma tragédia para a família!
Adulto, limpando uma calha, cai do telhado. Depois, outra queda: na escada do primeiro andar de um prédio, escorreguei, fui bater no térre;, quebrei dois ossos da canela. No hospital, meteram-me um pedaço de titânio com quatro parafusos. Virei um “Robocop Brasileiro”.
Passageiro de um Fusca, à noite, numa estrada alagoana, em missão jornalística, vindo de Aracaju, numa curva fechada, batemos de frente numa jamanta e capotamos feio. Saímos vivos.
Um aperto de lascar foi quando, por cima da cidade de Brasília, voei aflito, por quase 30 minutos sem pousar, sentado e bem amarrado na poltrona de um Electra da Varig, com mais 48 vizinhos, “aflitos rezadores”.
Perto do Aeroporto o “desgramado” PP-VJM – 2784 “novinho em folha”, começou a circular pelo céu, deu cinco voltas pelas nuvens, como se estivesse mostrando aos infelizes passageiros, que já estávamos a caminho “desta para uma melhor”. Eram os Bombeiros na pista, em exercício.
Tive a felicidade de extirpar dois “bichos” daqueles tão assustadores, que comem os humanos por dentro e se alastram, às vezes pensando que fígado é picanha.
Em outros tempos estive soltando sangue pelo “cano ladrão” e fui pra faca costurar as hemorróidas. Após ter sido esfaqueado pelo bisturi do Dr. Booz, esperei vitorioso os visitantes. Aí a porca torceu o rabo!
O primeiro a chegar, às seis da manhã, foi meu Gerente José Augusto, que disse reservadamente: Depois da cirurgia sob anestesia, sei que, agora, sua dor é apenas moral!
Precisava lembrar que eu tinha sido operado através do canal “escapativo do barro”, precisava?!… Foi outro pedaço carregado de más lembrança, porque durante a recuperação cai dentro de uma bacia de água aquecida a 80º graus e queimei as duas bolinhas de gude. Foi danado?
E sobre os ganhos e perdas, prefiro não falar dos desamores. Costumo usar o artifício do saudoso Álvaro Moreira, quando o entrevistei no Rio Grande do Sul: “Seu Carlos, por favor, “As amargas, não!” Depois publicou um livro com este título, que ainda hoje faz sucesso.
Afinal, falar os maus pedaços dos “noventinha” é lasca!
DEU NO JORNAL
MAIS, MAIS, MAIS
DEU NO JORNAL
A OPERAÇÃO CONTRA JAQUES WAGNER MOSTRA QUE VORCARO NÃO TEM PREFERÊNCIA PARTIDÁRIA
Editorial Gazeta do Povo

O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero
Na quinta-feira, dia 18, a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, tendo como alvo principal o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, e pegou de surpresa até mesmo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que estava com o presidente Lula na França, para a reunião do G7 – Rodrigues, recorde-se, foi uma das autoridades que participaram de uma exclusiva degustação de uísque patrocinada por Daniel Vorcaro em Londres, em 2024.
Nos endereços do senador, a PF encontrou US$ 55 mil e € 33,5 mil (quase R$ 480 mil, na cotação atual). A decisão de Mendonça que autorizou a operação ainda menciona supostos pagamentos, voos em jatinhos de empresas ligadas a Vorcaro, e até mesmo um apartamento no valor de quase R$ 2,5 milhões em Salvador (BA). Em troca, o senador teria atuado em favor de medidas que ajudassem o Banco Master no Congresso, como a emenda apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI) que elevaria o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além de uma proposta de ampliação do limite do crédito consignado, que beneficiaria a atuação do banco na Bahia para a operação de um produto conhecido como Credcesta – apontado como um dos “embriões” do esquema do Master.
Assim que a operação foi deflagrada, uma série de lideranças políticas importantes saiu em defesa de Wagner, caso do presidente nacional do PT, Edinho Silva (embora uma ala do partido defenda que o senador se afaste provisoriamente da liderança), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre – em quem o escândalo do Master também já respingou, no mínimo devido ao enorme investimento que a Amapá Previdência, à época comandada por um indicado do senador, fez no banco de Vorcaro. Lula, que já está de volta ao Brasil após a viagem à França, não mencionou o caso em seu primeiro discurso após a operação. Na Bahia, adversários de Wagner, também enroscados com o Banco Master, devem partir para um “pacto de silêncio” durante a campanha eleitoral que se aproxima.
O petista, no entanto, não é o único a ter detalhes de suas supostas relações com Vorcaro expostas nos últimos dias. Documentos cujo sigilo foi levantado por Mendonça apontam novos luxos que integravam o “tratamento privilegiado” e “diferenciado” dado a Ciro Nogueira; o banqueiro também pagou a viagem e a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o “Gilmarpalooza”, em Lisboa; Motta confirmou a carona e o hotel de luxo, acrescentando que não via crime nisso – na verdade, ele não vê nem sequer um problema de ordem ética, mostrando como as bússolas morais em Brasília andam completamente desreguladas.
Ao contrário de alguns outros enormes escândalos de corrupção do passado, o caso do Master é bastante “ecumênico” na sua lista de envolvidos. Se é que Vorcaro tem alguma preferência político-partidária, ele certamente não a usou como critério na hora de despejar dinheiro sobre políticos e outras autoridades: esquerda, direita, centro e Centrão; Executivo, Legislativo e Judiciário – ninguém ficou de fora. Ainda que o esquema possa ter começado com algum grupo político específico (caso se confirmem, por exemplo, as suspeitas em relação ao Credcesta), em algum momento Vorcaro concluiu que era melhor cercar-se por todos os lados. E o Brasil tem o direito de saber toda a verdade sobre quem recebeu o quê do banqueiro, e quais contrapartidas eram esperadas.
A hora pede mais investigação, mais transparência, mais empenho. No entanto, uma das primeiras ações do governo na esteira da operação contra Jaques Wagner foi convocar delegados da PF cedidos a outros órgãos, o que deve tirar das investigações sobre o Master cerca de 30% dos delegados que apuram o escândalo – um deles seria Thiago Ferreira, lotado no gabinete de André Mendonça, onde cuida das investigações sobre o Master e sobre as fraudes no INSS. Interessados em abafar o caso Master há muitos; os que desejam a verdade precisam ser mais numerosos e mais incisivos, para que este não seja mais um exemplo de impunidade e de crime que compensa no Brasil.
PENINHA - DICA MUSICAL
TARGINO GONDIM
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