ALEXANDRE GARCIA

VAREJISTAS COM PROBLEMAS MOSTRAM QUE ECONOMIA SERÁ TEMA FORTE NA CAMPANHA

Fechamento de lojas atinge quase 30% da rede da Casas Bahia em todo o país

Parece que estamos vivendo tempos como os da campanha eleitoral de Bill Clinton contra George H.W. Bush. Foi James Carville, um assessor de Clinton, quem criou a frase “É a economia, estúpido!”, para mostrar aos eleitores que as coisas estavam mal no governo do adversário. Hoje, a frase está aí, de bandeja, para quem quiser tirar esse governo. Hoje, 9,1 milhões de empresas estão inadimplentes e 82% das famílias estão endividadas. As Casas Bahia, com quase 300 lojas, estão em recuperação judicial, e tem mais: o Grupo Marabraz, com 130 lojas fechando, a Tok&Stok. O varejo entrou em crise porque as pessoas não têm dinheiro para comprar, estão endividadas. A demanda cai e começa um círculo vicioso. O governo, para piorar, impõe burocracia para dificultar o trabalho e cobra muito imposto. As grandes empresas, então, se mudam para o Paraguai.

O governo está pagando R$ 1 trilhão por ano de juros – ou seja, dinheiro jogado fora – porque se endividou, porque gasta muito e não presta bons serviços públicos, apesar de arrecadar muito com impostos. O que significa R$ 1 trilhão em juros? São duas Petrobras. A demanda cai, o crédito está caro e o PIB está virado para baixo, começou a cair agora. Como diz um ex-presidente do Banco Central, a situação de Lula 3 está mais para Dilma 3. É a economia.

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Confusão com afastamento de presidente do TCE do Maranhão só aumenta

O caso do Maranhão está pior do que se pensava. Começou com Flávio Dino afastando o presidente do Tribunal de Contas do Estado, que é sobrinho do governador. No meio disso está a história de um sujeito condenado por matar João Bosco Sobrinho, em um centro comercial lá de São Luís, em agosto de 2022. O assunto foi para o Superior Tribunal de Justiça, aqui em Brasília, porque envolve um desembargador que teria oferecido dinheiro para ver se esse condenado ficava calado, sem entregar ninguém. Pois agora esse condenado conta que frequentava o gabinete do governador desde o tempo em que ele era vice-governador; tinha até vaga marcada no estacionamento do Palácio dos Leões. Disse, ainda, que o dinheiro era de propinas, ou seja, de corrupção.

O governador agora está pedindo para o Supremo cancelar a decisão em que Dino afastou por 180 dias o presidente do TCE. Mas vejam que belo exemplo, esse do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão. Que me desculpem os inocentes dos TCs, mas temos visto cada uma nesses Tribunais de Contas, que muitas vezes se tornam um lugar para colocar político que não foi reeleito.

A propósito disso, lembro de António de Oliveira Salazar, que foi ditador de Portugal por 36 anos. Ele era solteirão, só tinha uma irmã. Mas tinha sobrinhos. Sobrinho em italiano é nipote, mas Salazar nunca praticou nepotismo, pelo contrário: ele proibiu o Estado português de ter qualquer negócio com o sobrinho. Mas aqui é o sobrinho do governador, é o Lulinha, filho do presidente… todos metidos em escândalos.

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Lula dá desculpa esfarrapada para não ir a debate

A Band e o Estadão estão organizando debates em parceria, e marcaram um para este domingo, entre os candidatos à Presidência da República. Lula mandou dizer que não vai, e a desculpa dele é que convidaram candidatos cuja presença não era obrigatória. Vejam só como é a burocracia: é obrigado convidar candidatos de partidos com cinco ou mais deputados federais, caso de Ronaldo Caiado e Augusto Cury; mas, se o partido não tiver cinco deputados, seu candidato não precisa ser convidado. Isso não quer dizer que seja proibido convidar. O Novo não tem cinco deputados, mas convidaram Romeu Zema para o debate. O Missão também não tem, mas convidaram Renan Santos. Por causa disso, Lula disse que não vai, e Flávio Bolsonaro disse que, se Lula não for, ele também não vai, porque não quer ficar debatendo com os outros. Isso só vai valorizar ainda mais a cobertura da campanha e a troca de ideias pelas redes sociais, e vai derrubar a importância da televisão na campanha eleitoral – com exceção, claro, de quem ainda está mais apegado aos meios mais tradicionais, que são só de informação, não são de comunicação.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

QUEM SABE UM DIA – Mário Quintana

Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois

Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mário de Miranda Quintana, Alegrete-RS (1906-1994)

DEU NO JORNAL

A GASTANÇA GOVERNAMENTAL COMEÇA A DERRUBAR O VAREJO

Editorial Gazeta do Povo

As Casas Bahia pediram recuperação judicial e tiveram prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre deste ano

Em poucos dias, duas grandes redes de varejo, com décadas de atuação e conhecidas por todos os brasileiros, pediram recuperação judicial, evidenciando sua frágil situação. No domingo, as Casas Bahia, rede que teve prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, protocolou o pedido no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Na véspera, o conglomerado das Lojas Marabraz pediu a recuperação judicial de cinco de suas empresas. O instrumento é usado por empresas em apuros, antes que passem a correr risco concreto de falência, permitindo renegociação das dívidas com credores; ainda que a recuperação seja bem-sucedida e as redes não fechem as portas, os dois episódios mostram as consequências nefastas de uma política fiscal desastrosa, que insiste em manter a economia rodando muito acima de sua capacidade.

A história de cada empresa que busca a recuperação judicial ou vai à falência tem suas peculiaridades. Um caso emblemático é o de outra gigante do varejo, as Lojas Americanas, cujo declínio ocorreu devido a uma fraude contábil na casa das dezenas de bilhões de reais. Outras empresas vivem disputas internas entre sócios (é o caso da Marabraz), ou colhem os resultados de decisões de negócio equivocadas, como a demora em se adaptar a modelos de comércio eletrônico. Mas há um elemento comum que é fatal para as grandes redes varejistas: os juros altos, que dificultam a manutenção de estoques, reduzem o apetite do consumidor e encarecem o crediário, vital para empresas que vendem bens como móveis e eletrodomésticos, os carros-chefe de redes como Casas Bahia e Marabraz. Esses produtos pertencem àquela categoria cuja aquisição o consumidor costuma adiar em tempos de vacas magras, redirecionando o consumo para os itens de primeira necessidade, como alimentos e medicamentos.

Apontar a influência dos juros altos no declínio de grandes redes varejistas, no entanto, é contar a história apenas pela metade. É preciso perguntar por que o Banco Central continua a manter a Selic em patamares tão altos, quase dez pontos porcentuais acima da inflação medida pelo IPCA. E a resposta não está no BC, mas no Palácio do Planalto. Ao levar adiante uma política fiscal baseada na expansão dos gastos e no estímulo ao consumo, de forma a manter a economia superaquecida, Lula criou a pressão inflacionária que forçaria o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a retomar o aperto monetário, depois de um ciclo de afrouxamento no primeiro ano e meio do terceiro mandato lulista.

Com recordes sucessivos no número de famílias brasileiras endividadas e inadimplentes, e o fracasso dos programas eleitoreiros de renegociação como o Desenrola (cuja primeira versão acabou servindo para elevar o endividamento, segundo o BC), o brasileiro ou parou de comprar, ou está redirecionando seu consumo. E, assim, o modelo lulista, que era uma repetição turbinada da “nova matriz econômica” que nos legou a recessão de 2015-16, começa a mostrar sua exaustão, arrastando consigo gigantes que não caíram nem mesmo na maior crise econômica da história do país, e que ficaram mais vulneráveis devido a eventuais fragilidades individuais ou que afetam determinados setores.

PENINHA - DICA MUSICAL

A PALAVRA DO EDITOR

RODRIGO CONSTANTINO

CENSURA E DIREITA PREJUDICADA: O HISTÓRICO DO TSE JUSTIFICA A DESCONFIANÇA DAS CAMPANHAS

Censura e direita prejudicada: o histórico do TSE justifica a desconfiança das campanhas

Agora sim, começou oficialmente a disputa eleitoral. Os pré-candidatos, já em campanha faz tempo, podem se assumir como candidatos e passar a pedir votos – aquilo que Lula já tinha feito fora da lei antes. São menos de dois meses para definir os futuros governadores dos estados, deputados estaduais e federais, senadores e o presidente da República. Dias agitados à frente.

Não é tarefa fácil para o TSE regular essas disputas num ambiente de redes sociais. Mas, historicamente, sua atuação tem sido para prejudicar a direita, que tem justamente nas redes sociais um habitat natural, enquanto a esquerda conta com o viés da velha imprensa. O deputado Marcel van Hattem, que disputa vaga para o Senado pelo Rio Grande do Sul, criticou decisão recente que impõe regras ao X de Elon Musk:

“A censura começou. Você só está lendo este tweet porque já me segue no X. O TSE criou por resolução – ou seja, e não por lei aprovada pelo Congresso – um mecanismo que, na prática, reduz absurdamente o alcance orgânico dos candidatos nas redes. No X, perfis declarados à Justiça Eleitoral estão excluídos a partir de hoje das recomendações da aba ‘Para Você’. Quem já me segue continua vendo meu conteúdo, mas quem ainda não me conhece tem menos chance de receber minhas propostas, opiniões e ideias, a não ser que alguém as reposte”.

Numa eleição ideal, os candidatos apresentariam suas ideias e os eleitores, livremente, poderiam analisá-las e tomar uma decisão mais embasada. Mas, na prática, há o risco de “abuso de poder político e econômico”, o que gera certa subjetividade e permite ao TSE um filtro arbitrário. Marcel reclama: “Defendo que todos os candidatos, inclusive aqueles de quem discordo profundamente, tenham o direito de apresentar suas ideias e disputar a atenção dos eleitores. A democracia verdadeira requer o livre mercado de ideias: cada candidato fala, cada eleitor compara, confronta e decide. O Estado não deveria interferir para reduzir a chance de que as ideias dos candidatos cheguem ao eleitor”.

O TSE mandou retirar também vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lula a facções criminosas. A decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que só existe no Brasil, reverte posição inicial de Nunes Marques. Lula disse que traficantes são vítimas dos usuários. Isso poderá ser usado na campanha? Nas eleições passadas, esta Gazeta do Povo, jornal centenário e respeitado, ficou impedido de fazer reportagens sobre os elos históricos de Lula e ditadores comunistas. Será igual este ano? Essas decisões afetam a liberdade dos candidatos e, acima de tudo, dos eleitores, que têm todo o direito de se informarem de maneira adequada para decidir os rumos da nação.

Isso quando não há intervenção direta para influenciar nas alianças partidárias. O jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, afirmou que ministros do STF pressionaram partidos do centrão para que ficassem neutros, sem apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Merval Pereira, no Globo, disse que tal informação é “grave”. Um colunista do UOL pediu investigação sobre essa denúncia. Se comprovada, estaríamos diante de um golpe mesmo, algo totalmente ilegal e absurdo. Não custa lembrar que o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, confessou num convescote de comunistas da UNE: “Nós derrotamos o bolsonarismo”.

Toda atenção, portanto, faz-se necessária. O jogo deveria ser limpo para que o eleitor, de fato, seja o protagonista. Mesmo com regras justas, filtrar conteúdo decente em meio a tanto barulho já seria uma missão difícil. Há, ainda, o mito do eleitor racional, como diz Bryan Caplan. Eleição tem muito de emoção e nem tanta razão como deveria. E os candidatos exploram isso, evidentemente.

São partidos demais também, fruto do modelo estatizado que temos. O editorial do Estadão diz: “Partido político é negócio da China”. Como exemplo, o jornal alega que escândalo não é o PCO desviar fundo eleitoral, e sim um partido sem voto ter direito a fundo eleitoral. “Quem abre um partido político – seja ele comunista revolucionário ou capitalista selvagem – não precisa nem ganhar eleição para garantir sua prosperidade”, diz. Se acabar com o fundo eleitoral e o fundo partidário, essa palhaçada acaba! O “Ruizão” do PCO é milionário “vendendo” comunismo com recursos públicos!

Por fim, ver tantos colegas disputando vagas na política me deixa com sentimentos mistos. Por um lado, acho ótimo que tanta gente boa queira fazer a diferença na política; por outro, isso pode sinalizar que o mecanismo de incentivos é perverso no país e todos querem os privilégios estatais. Não é para menos, quando lembramos que mais de 80% das famílias estão endividadas e que a inadimplência já atinge mais de nove milhões de empresas no país, com mais de R$ 230 bilhões de dívidas em atraso! Que o eleitor faça sua parte, portanto, para o país voltar a sonhar com um futuro melhor.

ALEXANDRE GARCIA

ELEITOR NÃO SE CONQUISTA NA BASE DA BRIGA, MAS DO CONVENCIMENTO

Quem quer convencer o outro a votar em seu candidato não vai conseguir nada sendo agressivo. 

Olhando a pesquisa publicada nesta segunda-feira pela Nexus, que foi paga pelo BTG Pactual, vamos perceber que ainda há muito eleitor a ser conquistado. Segundo a pesquisa, são 5% de brancos e nulos, 2% de indecisos, 23% que não têm interesse e 5% que não vão votar. São 40 milhões, 50 milhões, 55 milhões de eleitores em 159 milhões a serem conquistados.

Até nisso há um potencial. O Brasil é um país que tem um tremendo potencial de riqueza, mas não se torna potência porque não sabe usar o seu potencial. Será que os candidatos, os partidos e os próprios eleitores interessados em defender os seus candidatos a deputado, senador, governador e presidente sabem como conquistar mais votos para os seus preferidos? Não se conquista voto brigando, mas argumentando e convencendo. Para isso, é preciso ter informação e conhecimento. Nós nos valorizamos e ganhamos poder com o conhecimento. Por isso muitos políticos não fazem questão de investir no ensino, porque fica mais fácil de dominar a população; vejam só o nível do serviço público e dos políticos.

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Dino afasta presidente de TCE ligado a grupo político rival

O ministro Flávio Dino, que é maranhense, ex-governador e que foi eleito para ser representante do Maranhão no Senado, abriu mão disso e deu as costas para o seu eleitor, aceitando ser ministro do Supremo. Acho tão estranho isso, um desprezo ao eleitor. Agora ele determinou o afastamento, por 180 dias, do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Daniel Brandão. Esses tribunais de contas têm muita coisa a ser examinada, porque dão lugar a protegidos – o presidente afastado, por exemplo, é sobrinho do atual governador.

O motivo do afastamento seria a interferência nas investigações de um assassinato ocorrido em 2022, causado por uma discussão sobre distribuição de propina com verbas públicas federais. Por causa disso, o processo até veio para o Superior Tribunal de Justiça, onde o senador Weverton teria atuado para resolver as coisas. Em 2024, Gilbson Cutrim Soares Júnior foi condenado pelo homicídio. O sobrenome lembra alguém? Raimundo Cutrim, ex-secretário, teve contra si operação de busca e apreensão; ele seria a fonte do jornalista Luís Pablo, que denunciou o suposto uso irregular de carro oficial por Dino em São Luís. Neste caso do assassinato, o que se diz é que Raimundo teria pedido para o pai do condenado que ele retirasse algumas declarações para não envolver o presidente do Tribunal de Contas, o sobrinho do governador.

É uma trama enorme, difícil de entender, mas que nos deixa pensando: tudo isso é feito em nome do povo (porque todo poder emana do povo) e com o dinheiro do povo, que paga imposto mesmo que não queira, sempre que compra alguma coisa.

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Mais um acidente que mostra por que é preciso usar cinto também no ônibus

Eu posso soar chato porque vivo me repetindo sobre esse assunto, mas vocês viram o que aconteceu com o ônibus fretado que estava levando pessoas de Belo Horizonte, para um fim de semana em Copacabana? Eram 56 pessoas no ônibus, inclusive a tripulação, e na serra de Petrópolis ele rolou para fora da estrada. Eu vi as fotos; o ônibus está inteiro. Quem estivesse amarrado no cinto estaria preservado lá dentro, a menos que alguém sem o cinto tivesse sido jogado e acertasse outro passageiro. Sempre digo que é preciso usar cinto de segurança também nos ônibus. Houve 10 mortos e, ao que parece, de 15 a 20 feridos. Provavelmente quem saiu ileso é porque estava com o cinto e teve a sorte de não ser atingido por ninguém ou por nada enquanto o ônibus rolou – ele deu umas duas voltas, pelo que vi na foto. Usar cinto é a diferença entre a vida e a morte.

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Metodologia da pesquisa citada na coluna

2.003 entrevistados pelo instituto Nexus de 14 a 16 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos porcentuais. Registro no TSE n.º BR-03317/2026.

PENINHA - DICA MUSICAL

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA