
Governo Lula regulamentou as bets e arrecadou bilhões com o setor, mas tentou esconder os processos em sigilos de 100 anos
A Noruega reduziu para menos da metade o número de apostadores e de apostas nessas plataformas eletrônicas, as bets. Isso porque o país percebeu que essas apostas estavam prejudicando as famílias.
Aqui no Brasil, tenho visto tragédias, inclusive suicídios, de pessoas que se endividaram em milhões, ganhando salários de R$ 10 mil, R$ 8 mil, R$ 5 mil e até bem menos do que isso, sem conseguir pagar as dívidas. Famílias atingidas por essa praga das tais bets. Não sei por que chamam em inglês; deve ser porque são empresas americanas que exploram esse mercado.
O PT, ingenuamente, fez um levantamento para ver quantos projetos de lei os parlamentares do partido apresentaram no Congresso sobre as bets. Foram 28. Espero que a solução seja esta: ficam suspensas as bets; elas deixam de existir. Vamos eliminá-las. É a única saída.
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Sem cinto de segurança
Tem coisas que as pessoas fazem sem pensar. Por exemplo, embarcar em um ônibus e não usar o cinto de segurança. No mesmo Ceará, onde, em junho, o ônibus daquela equipe de basquete capotou – o veículo ficou praticamente inteiro, mas as pessoas estavam soltas lá dentro –, houve 30 feridos e sete jovens mortos. Agora, de novo, aconteceu a mesma coisa.
Desta vez, foram peregrinos na rodovia estadual CE-456, no município de Canindé. Houve dois mortos e 23 feridos, alguns em estado grave. Vi a imagem do ônibus. O veículo tombou para fora da estrada, mas permaneceu praticamente inteiro. Bastaria que os passageiros tivessem afivelado o cinto de segurança e recomendado aos demais que fizessem o mesmo. Sem o cinto, o corpo é arremessado dentro do ônibus e pode ferir outras pessoas, mesmo aquelas que estejam usando o equipamento. Pode haver cabeçadas e impactos provocados por outros corpos. É preciso haver cinto de segurança para todos, e todos precisam usá-lo; caso contrário, o ônibus não deveria sair. Meu Deus, é tão óbvio.
Uso cinto de segurança desde 1967. Naquela época, ele não era obrigatório; não existia essa exigência na legislação brasileira. Mas era obrigatório para mim, para proteger a minha vida. Comprei um cinto importado, porque não havia esse equipamento no Brasil, e mandei instalá-lo no meu carro.
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Advogados do crime
Vocês viram, na Bahia, os nove advogados presos porque entravam no presídio para falar com os chefes das organizações criminosas, levando e trazendo instruções para essas organizações?
Foram presos nove. Um deles já havia sido preso e, a partir das informações obtidas com esse primeiro investigado, descobriram os demais. Foi uma investigação que já dura dois anos. Havia quem levasse celulares e baterias de celular, mas também havia quem fosse encarregado de trazer as ordens das lideranças criminosas que estão presas.
Foi a Operação Duas Faces, se não me engano. Há o advogado que atua como defensor, mas também participa da organização criminosa. Trata-se de uma operação da Polícia Civil da Bahia.
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Crime organizado
É interessante notar que a polícia brasileira está começando a agir. Parece que veio alguma ordem do governador ou do presidente da República: “Olha, vamos mostrar para o Trump que ele não precisa se preocupar.”
Um exemplo é Vítor Shimada, denunciado nos Estados Unidos por utilizar 73 empresas para lavar US$ 10 bilhões provenientes do tráfico naquele país. PCC e Comando Vermelho também atuam nos Estados Unidos, e os americanos avisaram o Brasil.
Vítor Shimada já havia sido preso no Brasil, em 2024, mas foi solto no mês seguinte. Que beleza. No Brasil, só ficam presos manifestantes políticos. Isso, sim, é considerado crime grave: manifestação política, crime de pensamento, crime de opinião.
Agora, porém, alguém avisou Vítor Shimada, e ele fugiu. Só conseguiram prender a secretária dele. Nos Estados Unidos, localizaram US$ 30 milhões. A Operação Exchange mostra que o crime organizado brasileiro está presente em toda parte.
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CPI do INSS
O ex-relator da CPI do INSS declarou ontem que uma senadora recebeu R$ 7 milhões. Também estão falando em R$ 700 mil para uma ministra do Superior Tribunal Militar. Isso sem falar do Supremo. Tudo muito às claras. Parece que perderam a vergonha. Fazem isso na cara da gente.