PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

PRIMAVERA – Augusto dos Anjos

Primavera gentil dos meus amores,
Arca cerúlea de ilusões etéreas,
Chova-te o Céu cintilações sidéreas
E a terra chova no teu seio flores!

Esplende, Primavera, os teus fulgores,
Na auréola azul, dos dias teus risonhos,
Tu que sorveste o fel das minhas dores
E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!

Cedo virá, porém, o triste outono,
Os dias voltarão a ser tristonhos
E tu hás de dormir o eterno sono,

Num sepulcro de rosas e de flores,
Arca sagrada de cerúleos sonhos,
Primavera gentil dos meus amores!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo, Paraíba (1884-1914)

DEU NO JORNAL

SÓ QUER APLAUSOS

A dificuldade de Lula (PT) em enfrentar o escândalo de corrupção e tráfico de influência no núcleo mais íntimo de seu governo ficou escancarada nesta terça (25), durante sua visita ao QG do Exército.

No evento, ele mesmo se ofereceu aos jornalistas, mas, indagado sobre revelações devastadoras envolvendo principalmente seu próprio filho Lulinha em negócios milionários no seu governo, simplesmente caiu fora.

Constrangedor. Pensava estar em “ambiente controlado”, só que não.

Lula condiciona presença em eventos e entrevistas, como definem seus assessores, a “ambientes controlados”, sem riscos de “surpresas”.

Nos bastidores, a falta de respostas convincentes sobre o escândalo é vista como a principal razão para Lula fugir do debate da Band, domingo.

Quando Lula foge de perguntas sobre o próprio filho e seus amigos de décadas, o discurso de “não haverá privilégio” soa mais uma lorota.

Lula já tentou a tática do “não sabia”, mandou Lulinha “provar inocência”, mas não consegue dizer, olho no olho, que nada tem com o esquema.

* * *

Essa nota aí de cima resume com perfeição o caráter o descondenado.

Tira o furico da reta diante de arrochos que escancaram sua patifaria familiar.

Nada de novo.

Tudo dentro dos conformes.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ALEXANDRE GARCIA

GOVERNO ARRECADA CADA VEZ MAIS ENQUANTO EMPRESAS QUEBRAM OU SAEM DO BRASIL

CVC viagens em crise

CVC perdeu mais de 97% do valor na Bolsa e tenta recuperar espaço no mercado de viagens, enquanto enfrenta dívidas, juros altos e mudanças no perfil do consumidor

Você sabe quanto nós, pagadores de impostos, já entregamos neste ano só ao governo federal? Reparem, não estou falando em governos estaduais e municipais, só em governo federal. Até 31 de julho, foi R$ 1,876 trilhão. Quase R$ 2 trilhões. Você nem imagina quanto é isso. E mais: o aumento dos impostos superou o aumento da inflação, e mesmo assim o juro está lá em cima porque o governo gasta demais. Isso tira totalmente o argumento do candidato à reeleição: ele não pode culpar outro governo, porque já governou por dois mandatos lá atrás; depois veio Dilma, por um mandato e meio; e ele de novo, em mais um mandato.

E o problema está cada vez pior. O valor de mercado da CVC, gigante do turismo, caiu para menos de 10% do que já foi. As coisas estão feias! Eu vi no G1 que a Häagen-Dazs, marca famosa de sorvete que estava no Brasil desde 1997, foi embora. O Walmart foi embora em 2019. A Forever 21 estava aqui e voltou para os Estados Unidos. A Haribo, empresa alemã de doces, estava aqui desde 2016, caiu fora. A Ford estava aqui desde o fim dos anos 20 do século passado e foi embora em 2019; estava lá na Bahia, e agora estão as chinesas. É bem típico. A Mercedes estava fabricando carros aqui, não está mais. A Fnac, francesa, que frequentávamos atrás de livros, discos e sons, não está mais aqui. A Sony saiu de Manaus. A Nikon também fabricava aqui, não fabrica mais. A Roche, farmacêutica, tinha uma fábrica no Rio de Janeiro, não tem mais. Continua presente no Brasil, mas sem a fábrica. Topshop foi a mesma coisa. Fora o capital estrangeiro na bolsa: 60% da Bovespa é capital estrangeiro; quando ele sai, a bolsa despenca.

* * *

Lula adora culpar antecessores; então, por que não consertou nada com o tempo que teve?

Eu comentava com um amigo libanês que Beirute está lotada de turistas, e isso em meio a uma guerra. No Brasil, uma empresa de turismo despenca em valor de mercado. E seguimos pagando muito imposto. Contra fatos não adianta o presidente mentir, nem prometer corrigir. Por que não corrigiu antes? “Foi o Bolsonaro”, ele vai dizer. Mas já se foram quatro anos, não houve tempo para corrigir? Adolfo Sachsida diz que toda essa bagunça, trabalhando bem, cortando, aplicando a tesoura, se resolve em 18 meses. Se a culpa é do antecessor, por que não se resolveu em 48 meses? Porque o gasto continua cada vez pior.

É o que eu escrevi no meu artigo para os jornais. Tiririca dizia que “pior do que está não fica”, mas tudo indica que, continuando assim, só vai piorar, até um ponto em que nem crédito vai haver. Existem leis de mercado que mostram isso. Quanto mais alto o imposto, mais se foge dele. Vai chegar um ponto na Curva de Laffer em que a produção começa a cair, e a arrecadação cai junto; no crédito também: chegaremos a um ponto em que não haverá nem credibilidade, nem condições de juro e de crédito disponível.

* * *

Disputas pelos principais governos do país não estão nada equilibradas

Saíram pesquisas Quest para os governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e Pernambuco. Pernambuco é onde os dois primeiros colocados estão mais próximos: Raquel Lyra tem 44%, João Campos tem 36%. Nos outros estados a distância do líder é maior, nem vale a pena mencionar quem está em segundo: em Brasília, lidera Celina Leão, a vice-governadora que assumiu o governo; em São Paulo, Tarcísio de Freitas; em Minas, Cleitinho; e, no Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O maior eleitorado do país está em São Paulo; depois vêm Minas, Rio, Bahia e Paraná.

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Metodologias das pesquisas citadas na coluna

São Paulo: 1,8 mil entrevistados pela Quaest de 21 a 24 de agosto de 2026. Pesquisa contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A – TV/Rede/Globo.com/canais Globo/Globoplay/Eletromidia. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos porcentuais. Registro no TSE SP-06946/2026. Rio de Janeiro: 1.302 entrevistados pela Quaest de 21 a 24 de agosto de 2026. Pesquisa contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos porcentuais. Registro no TSE RJ-08748/2026. Minas Gerais: 1.506 entrevistados pela Quaest de 21 a 24 de agosto de 2026. Pesquisa contratada pela Globo Comunicação e Participações SA/TV/Rede/Globo.com/Canais Globo/Globoplay/Eletromidia. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Registro no TSE MG-04060/2026. Distrito Federal: A Quaest entrevistou 1.104 eleitores no Distrito Federal do dia 21 a 24 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Levantamento registrado no TSE sob o número DF-06256/2026, tendo como contratante a Globo Comunicação e Participações SA/TV/Rede/Globo.com/Canais Globo/Globoplay/Eletromidia. Pernambuco: 1.302 entrevistados pela Quaest de 21 a 24 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos porcentuais. Registro no TSE PE-07828/2026.

COMENTÁRIO DO LEITOR

CASAL LENDÁRIO

Comentário sobre a postagem AS BRASILEIRAS: Maria Bonita

Deco:

“O que seria de Lampião sem Maria Bonita? Seria um Lampião apagado?” é um trocadilho popular no Nordeste, mas do ponto de vista histórico, a presença de Maria Bonita transformou radicalmente a dinâmica do cangaço.

Ou seja:

1 – O cangaço deixou de ser um ambiente exclusivamente masculino.

2 – Criou uma rotina mais estável para os cangaceiros, reduzindo os confrontos frequentes e humanizando as relações internas.

3 – Maria Bonita influenciou fortemente os trajes, bolsas bordadas e adornos ricos em ouro e moedas que se tornaram a marca registrada de Lampião.

4 – A união do “Rei do Cangaço” com uma parceira transformou o bando de um grupo apenas temido em um casal lendário, alimentando o folclore e a literatura de cordel.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DUAS GLOSAS

Mote de Joames Mendes

“Era o dever de partir
E a vontade de ficar.”

Cheguei sorrateiramente
Depois de pular a cerca
Não há no mundo quem perca
Um corpo lindo e fremente
Parti com unhas e dente
Não pude me controlar
Algo a me perturbar
E ela a me inquirir
“Era o dever de partir
E a vontade de ficar.”

Ésio Rafael

Feito jumento fujão
A cerca não respeitou
Por baixo dela rolou
Daí não tive perdão
Com ele rolei no chão
Pois não deu para escapar
Botei pra discatitar!
Porém não pude assumir:
“Era o dever de partir
E a vontade de ficar.”

Dalinha Catunda

DEU NO JORNAL

ZORRA TOTAL

Flávio Bolsonaro (PL) já tem algumas promessas feitas para um eventual governo.

Diz que, logo no início da gestão, vai desinchar a Esplanada e cortar pelo menos 10 ministérios, além de cargos comissionados.

* * *

Extinguir uma dezena de minstérios???

Êita peste!!!

Se vão ser extintos, é porque não há razão para existirem.

O desmantêlo do desgoverno lulo-petralha é uma coisa surrealista.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DESCONECTADOS DA REALIDADE

Comentário sobre a postagem TÁ TUDO BARATINHO, BARATINHO

Tota de Dona Biga:

O que mais entristece não é ver que “a vaca tá indo pro brejo”, mas constatar que o Clero Progressista tem ajudado a alienar a população.

Como comentei anteriormente, alguns bispos sob pretexto de “defesa da democracia” têm sustentado um discurso de “tempos de vaca gorda.”

Talvez pra eles e seus subordinados, não para o povo.

Exemplo claro nos vem da Diocese de Afogados da Ingazeira-PE.

A vida do bispo é usar o púlpito para defender o PT e a manutenção do referido partido no poder.

São sacerdotes desconectados da realidade, e assim como esses canais de censura, ajudam os políticos de esquerda a engabelar aqueles menos esclarecidos.