Onde o PT passa, é só destruição pic.twitter.com/QkEAU7681B
— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) July 10, 2026
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O pai desejava um nome diferente. A mãe escolheu Anielle. E pra ficar mais chic, apareceu uma amiga da família e sugeriu o batismo menina com dois “LL”
Sua sina começaria na pia batismal. Seria diferente das demais criaturas nascidas na “Cerolândia”, perto da Capital. As primeiras letras, aprendeu em casa. Depois, as matérias curriculares, na escola pública.
Taludinha, foi mais além. Era preciso evitar mais despesas do pai. Já moça formada, frequentando alguns ambientes sociais, era preciso ter um dinheirinho para a maquiagem, vestidos e sapatos.
Aventurou-se a vender docinhos nos faróis de trânsito. Precisava, também,aprender as práticas da vida. Exitosa, na primeira semana, vendeu tudo que tinha nas caixinhas dos adocicados.
Olhou para o espelho após o primeiro dia de vendas e ficou cheia de dúvidas. Precisava definir se os automobilistas compravam suas mariolas por se mostrarem nas embalagens atraentes, pelo argumento de que eram feitas em casa, ou se sua sua beleza despertava apoios para as vendas.
Tornou-se mais independente e partiu, com a concordância dos pais, para um emprego formal. Estimaria conhecer mais sobre relacionamentos com profissionais, no trabalho sério num supermercado, colaborando com a religião evangélica e depois, concursada, se tornou funcionária da Câmara dos Deputados.
Nessa última fase, entrou num vespeiro. Mas, vamos pular alguns anos.
A moça cheia de ideias, cada dia mais bela e cativante, logo ao pisar nos primeiros degraus da subida, chegou à conclusão de que teria sido melhor voltar a ser Promotora de Eventos ou até circular pelo interior do supermercado fantasiada de um pacote de macarrão, para promover a marca. Era uma graça e promovia, realmente, o produto.
Foi alertada pelas “fofoqueiras” de elevador”, que o ambiente de trabalho – a Câmara, era muito “pesado” e até, de certo modo, degradante. Teria que aturar diariamente, olhares indesejáveis, comentários maliciosos e atitudes pouco recomendáveis de poderosos eleitos.
Aquele tipo de câmara não seria ideal. Era muito pior do que circular com uma “câmara de ar” remendada. Mas enfrentou, sofreu e aprendeu.
Era, na verdade, o único caminho para a convivência com pessoas que se diziam representantes de alguns habitantes da mesma nação. Logo percebeu que tais grupelhos, na verdade, eram pequenos ajuntamentos de pessoas, geralmente com uma conotação depreciativa.
Permaneceu próxima à “panelinha” enquanto pôde, pois trabalhava na secretaria do gabinete do Todo Poderoso. Sob a máxima cautela, customizou-se, conseguindo resistir às investidas de olhares penetrantes e indiscretos de certos indivíduos sem grande expressão ou relevância, porém maliciosos e oportunistas.
Qualquer joelhinho de fora, estava no papo. Cantada na certa.
O tal grupelho, tinha dimensões montanhosas e população de sombras.
Sempre agia às escuras. Os planos? Meros conchavos. Um pessoalzinho bem identificado pelas alcunhas de Mensalão, Petrolão, Garrafão, Lavajão, Vorcarão e outras ações possíveis de serem judicializadas.
Hoje se sabe que os congressistas, em sua maioria, são dotados dos mais significativos princípios da gatunagem, com o fim de se locupletarem do Poder para ficar “na boa”.
Foi aí que a encantadora Anielle começou a sentir saudades de sua atividade exercida na época juvenil: as vendas de suas mariolinhas nos sinais de trânsito.
E o pior é que, de algum tempo para cá, um dos caciques partidários sugeriu e ela está quase aceitando se candidatar a senadora pelo seu estado de nascimento. Parece que não entendeu que nossa política é constituída de conchavos e conchavantes,
Pobre Anielle!…
Governadora do PT inaugura um cano no Rio Grande do Norte.
“Teje entregue.” pic.twitter.com/ouSao4UkEG— Rafael Fontana (@RafaelFontana) July 10, 2026
Existe aqui no meu computador um arquivo de documentos que tem coisa que só a peste. Tá entupidinho.
Um monte de textos em Word.
Entre eles estão os originais de todos os meus livros.
De vez em quando entro lá pra procurar alguma coisa.
Semana passada, catando um antigo texto, passei as vistas na lista em ordem alfabética e estava este título:
A Besta Fubana e a Pedro do Reino.
Não me lembrava mais o que era e cliquei pra entrar.
Quando a página abriu, apareceu este cabeçalho:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
CURSO DE MESTRADO EM TEORIA DA LITERATURA
DISCIPLINA – CRÍTICA LITERÁRIA
PROFESSOR – LOURIVAL DE HOLANDA
ALUNA – ISLEIDE CRISTINA BARROS DA ROCHA
A Besta Fubana e A Pedra do Reino – Multíplices Romances
Pois é. É isto mesmo.
A aluna Isleide Cristina botou meu livro em uma resenha no seu trabalho de Pós-graduação em Letras, colocando O Romance da Besta Fubana ao lado da obra genial de Ariano Suassuna, O Romance da Pedra do Reino.
Aí eu resolvi fazer esta postagem com o texto dela.
Só pra me amostrar e bancar o besta inxirido. Só isso.
Quem quiser acessar o trabalho, basta clicar na imagem abaixo.
Podem esculhambar e baixar o cacete à vontade.
E tem mais:
Pra completar minha amostração e inxirimento, fecho a postagem com um artigo do grande intelectual paraibano Braulio Tavares, residente no Rio de Janeiro.
Foi publicado no Jornal da Paraíba em fevereiro de 2019.
Para acessar, basta clicar aqui.