Marina é descoberta pelo “Túnel do Tempo”
O deputado Ricardo Salles (PL-SP) deu a receita para resolver baderna promovida na Alesp contra a aprovação da venda da Sabesp:
“Bala de borracha, cachorro e cassetete”.
Diz que “resolve que é uma beleza”.
* * *
E como resolve!
O deputado acertou em cheio.
Sobretudo se o cassetete, além de ser usado no lombo, seja usado também pra enfiar no furico dos baderneiros.
Alias, pensando melhor, talvez a opção de enfiar no furico não seja o ideal, pois é isso mesmo que eles desejam…
Essa militância descerebrada adora queimar a rosca e levar cacete no toba!
Editorial Gazeta do Povo

Declaração do Mercosul repetiu retórica de Lula, sem responsabilizar a Venezuela pela escalada nas tensões e fazendo apelo genérico a entendimento
No papel, o Essequibo (ou Guayana Essequiba, como a chamam os venezuelanos) está devidamente anexado por Nicolás Maduro. O ditador já anunciou um Alto Comissariado e uma “Zona de Defesa Integral”, chefiada por um ex-comandante do Exército, para a região pertencente à Guiana, além de determinar às empresas estatais de petróleo e mineração que iniciem a exploração e a emissão de licenças. Maduro também já apareceu exibindo novos mapas da Venezuela que incluem o Essequibo, e a Assembleia Nacional aprovou um projeto de lei criando um estado na região reivindicada. Mas, como diz o ditado, o papel aceita tudo, e na prática não houve mudança alguma, pois nenhum militar venezuelano colocou os pés no território vizinho – o major-general Alexis Rodríguez Cabello, chefe da tal Zona de Defesa Integral, despachará de Tumeremo, cidade venezuelana próxima à fronteira, em uma espécie de “trabalho remoto”.
Por mais patético ou teatral que soe tudo isso, nas relações internacionais há coisas que não se dizem ou fazem nem por brincadeira, e as medidas anunciadas por Maduro se encaixam neste conceito. Não é preciso muito para alguém como o ditador venezuelano saltar da conversa à ação, e justamente por isso a comunidade internacional deveria se apressar para dissuadir o bolivariano enquanto ainda não se disparou tiro algum. No entanto, quem mais teria capacidade de exercer este papel continua assistindo a tudo com uma impassibilidade assustadora diante da perspectiva de um conflito armado entre Estados a poucos quilômetros da fronteira brasileira.
Não contente em apelar para a falsa equivalência moral falando como presidente do Brasil, ao pedir “bom senso” a ambas as partes sem distinguir quem ameaça e quem é ameaçado, Lula conseguiu arrastar o Mercosul inteiro para esta loucura. Na declaração divulgada ao fim da reunião de cúpula de quinta-feira, no Rio de Janeiro, os países do bloco e outras nações sul-americanas “instam ambas as partes ao diálogo e à busca de uma solução pacífica da controvérsia, a fim de evitar ações e iniciativas unilaterais que possam agravá-la”. Exortar ambos os lados a buscar o entendimento é uma obviedade, mas fazê-lo sem apontar as devidas responsabilidades é uma trapaça moral.
Lula e o Mercosul omitem o que é evidente: até agora, apenas um país, a Venezuela, tomou “ações e iniciativas unilaterais” para desestabilizar a região. À Guiana, que tem um poderio militar infinitamente inferior ao venezuelano, não interessa nenhum tipo de escalada nas tensões; tudo o que os guianenses têm feito diante das ameaças de Maduro foi usar os canais que o Direito Internacional lhes coloca à disposição, como a Corte Internacional de Justiça e o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mesmo o exercício militar aéreo conjunto entre Guiana e Estados Unidos não pode ser encarado como ação agressiva, mas como uma compreensível preparação para a eventual necessidade de defesa contra uma invasão venezuelana. Chamar o exercício de “provocação”, como fez o ministro da Defesa da Venezuela, não passa de hipocrisia de quem já recebeu militares de Rússia, China e Irã para um exercício militar conjunto em solo venezuelano.
Que Lula iguale Rússia e Ucrânia, Israel e os terroristas do Hamas, já é suficientemente terrível por demonstrar o senso moral completamente torto do petista, mas é algo a que a comunidade internacional dá menor importância, já que o Brasil pouco tem a oferecer na resolução desses conflitos. Mas no caso do Essequibo a postura brasileira faz toda a diferença: o país é a grande potência regional, e Lula tem uma linha direta com Maduro, sendo inclusive o maior defensor de sua reabilitação no cenário global. Por isso, se Lula não se pronuncia com clareza a cada avanço (mesmo puramente retórico) do venezuelano, se não interfere para dissuadi-lo de uma aventura armada, a omissão se torna cumplicidade porque dá ao bolivariano a sensação de que poderá seguir adiante sem temer a condenação do vizinho maior.
O Salvador ressuscitado
Por meu ranking de descendentes sou um vitorioso, pois a marca registra: 12 netos e 11 bisnetos. Não é moleza! É orgulho para um velhote de quase 88 anos!
Destes, já “exportei”, somente para os Estados Unidos, 4 netos, que resultaram em 10 bisnetos americanos; os demais estão no Brasil.
Quando há 10 anos andei por aquelas distantes terras, estive em Salt Lake City, capital do estado de Utah, a fim de pesquisar sobre genealogia, e minha nora, Eliane, me levou a visitar uma instituição Mórmon, O Temple Square da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias.
Ali encontrei uma linda estátua de Jesus, bem diferente daquelas que representam um dos dogmas da Igreja Católica, onde sempre aparece o Jesus crucificado, sangrando, vencido.
A estátua que vi representa Cristo de pé sob um arco que nos relembra o Salvador ressuscitado e vivo estendendo os braços para receber todos os que se achegarem a Ele, no momento em que está saindo do túmulo no terceiro dia após sua Crucificação.
A imagem me chamou a atenção e veio substituir, em minha memória infantil, aquela assustadora criação dos artistas católicos, que tanto me apavorou na infância e me comoveu nos tampos de juventude.
A imagem católica deixou-me questões sem respostas lógicas, dentre elas, o que teria feito aquele pobre homem para ser tão torturado? Por qual razão o catolicismo continua a manter a imagem de um Cristo vencido?
Em viagem posterior, visitei, no Arizona, levado por minha neta Maria Eduarda, uma outra instituição Mórmon, perto de Phoenix, onde fui presenteado com a foto que ilustra esta página, consolidando minhas convicções de que o Jesus verdadeiro, para mim, é aquele que se divulga na religião de Mórmon, de acordo com o relato descrito à mão nas placas de Néfi.
Anos depois, recebi a visita de Jack Lawrence, que me presenteou com um exemplar do “Livro de Mórmon”, que diz representar o registro da comunicação de Deus com os antigos habitantes das Américas, compêndio que contem a plenitude do evangelho eterno.
Essa é a imagem que resolvi adotar ao concentrar minhas orações em Jesus, pois é a imagem da vitória.
Hoje, 8 de dezembro, é o dia da padroeira de Palmares, Nossa Senhora da Conceição dos Montes.
Uma data marcante para minha cidade de nascença e para toda a região da Mata Sul de Pernambuco.
Desde os meus tempos de criança, esse era o dia mais importante e aguardado do ano, com sua festa tradicional em frente à igreja matriz.
Descrevo este evento com bastante detalhes numa crônica do meu livro “A Prisão de São Benedito”.
Nos anos sessenta, quando nossa paróquia virou Diocese, tomou posse o primeiro bispo, Dom Acácio Rodrigues Alves, em 1962.
Ele se tornou uma pessoa estimada por todos nós adolescentes que movimentávamos a cidade e fazíamos política estudantil.
Dom Acácio foi meu guru e por várias vezes varei madrugadas conversando com ele no terraço do Palácio Episcopal, ao lado da igreja.
Detalhes que eu descrevo no meu livro “A Guerrilha de Palmares”.

Dom Acácio Rodrigues Alves (1925-2010)
Guardo até hoje um postal com a Coluna Antonina de Roma, que Dom Acácio me mandou quando participava do Concílio Vaticano II.
No verso do cartão ele escreveu assim:

Pois Dom Acácio, que encantou-se em 2010, compôs um hino para a nossa padroeira, cujo dia é celebrado hoje.
Uma linda letra, inspirada e comovente e que começa assim:
“Salve ó mãe dos Palmares querida,
Padroeira por todos amada,
Somos teus e pra sempre queremos te amar
Ó Maria Imaculada.”
No vídeo a seguir, a composição de Dom Acádio é interpretada por Ozi dos Palmares, um artista da nossa terra radicado em São Paulo, um conterrâneo talentoso e amigo muito querido, que está sempre em contato comigo.
Neste vídeo gravado por Ozi dos Palmares, aparece a fachada da igreja nos dias de hoje, no centro da cidade.
E, pra fechar a postagem, vamos a mais um vídeo.
Este foi gravado no interior da nossa Catedral, a igreja onde eu fui batizado e crismado.
Nele o radialista Wilson Monteiro, outro amigo querido, homenageia a nossa padroeira cantando a belíssima música “Ave Maria nos seus andores”, que já foi gravada por vários nomes importantes da MPB.
Que Nossa Senhora da Conceição dos Montes, padroeira da minha terra, cuide e abençoe todos os nossos leitores!!!