DEU NO X
COMENTÁRIO DO LEITOR
QUEBRA PAU NA ÉPOCA CERTA
Comentário sobre a postagem DEU NO GLOBO: QUEBRA PAU NATALINO
Luci Oliva:
Natal é época de cortar, esquartejar e meter o sarrafo no peru.
Tosos os perus ficam fraturados.
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DEU NO JORNAL
POR QUE SERÁ???
DEU NO X
NATAL: A IMPUNIDADE É O PRESENTE
No Natal do STF, a impunidade é o presente.
No Brasil, todos são inocentes até o fim do processo, que acaba anulado ou prescrito pela ação da Justiça. O Brasil é o único país com vítimas mas sem nenhum ladrão.
O que você achou das decisões de Toffoli? Conta nos comentários 👇 pic.twitter.com/f4W24PYALI
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) December 22, 2023
MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS
BALANÇO
Ano acabando, outro ano começando. Hora de fazer um balanço geral da situação.
Nos Estados Unidos, maior economia do mundo, a coisa está assim: 33 TRILHÕES de dívida (120% do PIB), que causa uma despesa anual de mais de um trilhão só de juros. A renda média está caindo e o mercado de trabalho está bem ruim, mas os noticiários continuam divulgando estatísticas que são produzidas pelo próprio governo com a finalidade específica de mostrar que tudo vai bem.
O governo precisa de dinheiro para pagar suas contas, só que: Não tem coragem de aumentar impostos. Não pode imprimir dinheiro mais rápido do que já está fazendo para a inflação não sair de controle de vez. Sobra pedir emprestado, só que isso faz aumentar os juros e virar uma bola de neve. Para complicar, é ano de eleição e nenhum político fala a verdade em ano de eleição.
Previsão: sombria, possivelmente com uma severa depressão em 2024 (ou 2025 se eles conseguirem empurrar até depois da eleição).
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Na Europa, todos se esforçam ao máximo para não ver que o modelo de “estado de bem-estar social” está falido e sem chance de recuperação. Enquanto as dívidas e a inflação aumentam, os políticos brincam de mudar o nome dos impostos na esperança de conseguir arrecadar um pouquinho mais e empurrar o problema até depois da próxima eleição. Enquanto isso, os imigrantes continuam chegando e formando famílias cada vez maiores e cada vez mais isoladas do restante da população.
Há dois tipos de países na Europa: os que já admitiram que estão quebrados, como Grécia, Espanha, Itália e Portugal, e os que ainda têm esperanças de achar uma saída, como França, Alemanha, Suécia, Finlândia e vários outros. Salvam-se alguns poucos que devem conseguir escapar da quebradeira, pelo menos por um tempo, como Noruega, pela sua produção de petróleo, e Suíça, com sua moeda forte e governo pequeno.
Previsão: um lento declínio, esperando para saber se a falência completa chegará ou se antes disso os imigrantes terão votos suficientes para eleger os seus políticos e transformar a Europa em um califado islâmico.
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Na Ucrânia, a guerra vai continuar até que os políticos e os fabricantes de armas do ocidente estejam satisfeitos. A posição de Joe Biden repete uma fala do filme “Shrek”: “Nós queremos fortalecer a OTAN e enfraquecer a Rússia. Muitos ucranianos irão morrer, mas esse é um sacrifício que eu estou disposto a fazer”.
A Rússia se enfiou em um atoleiro. Se desistir, perde tudo. As chances de ganhar são mínimas, mas vai permanecer lutando para tentar salvar alguma coisa. Enquanto isso, perdeu o acesso ao comércio internacional e passou a depender da China para vender seu petróleo, que é sua maior fonte de renda.
Previsão: a guerra irá sumir aos poucos dos noticiários e vai acabar também aos poucos, por exaustão de ambos os lados. Ninguém sairá ganhando, exceto, talvez, o Zelenski.
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A China está tranquila, aguardando com paciência chinesa os resultados do seu planejamento de longo prazo. Graças à OTAN e sua guerra, ganhou a Rússia como aliada e está comprando petróleo barato. Tornou-se parceira estratégica de quase todo o mundo – ninguém hoje pode se dar ao luxo de cortar relações com a China. Tem os problemas que toda ditadura tem, mas tem conseguido manter as coisas sob controle. Sua economia tem alguns números preocupantes, mas até agora o governo tem mostrado competência para administrá-los.
Previsão: será a próxima superpotência mundial. Não será nos próximos anos, mas eles não têm pressa.
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E o Brasil? Ora, o Brasil vai continuar sendo o que sempre foi: pobre, improdutivo, inculto, colecionando maus resultados em todos os rankings (o último PISA saiu esse mês: pioramos em relação ao anterior, claro). Continuaremos a ser um conjunto de panelinhas onde cada panelinha só pensa em obter vantagens à custa das outras panelinhas. Continuaremos a acreditar com todas as forças que a culpa é sempre dos outros. Continuaremos a praticar o paradoxo de Garschagen: não confiamos nos políticos mas achamos que o governo é a solução para tudo. E nossa política e nossa economia continuarão em avançado processo de futebolização.
DEU NO X
TUDO PELOS CUMPANHEROS
CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA
DICAS DO PROFESSOR PASQUALE
Pasquale Cipro Neto
Nesta crônica aproveito a sugestão e as remessas interessantes que sempre me faz meu colega escritor, Adilson Castello Branco da Cunha, referentes à obra do professor Pasquale Cipro Neto, que considero um verdadeiro benemérito da língua portuguesa, face à divulgação que vem realizando.
Para nós escritores nada como estar sempre revendo os linguajares, pois, além de ditados, adágios e provérbios que são necessários, eles completam frases e pensamentos pitorescos.
Há ditados que geralmente ultrapassam gerações. São peças que costumamos repetir no cotidiano, desde a infância; embora, no geral, sejam ditas ou escritas com pequenas falhas de interpretação.
É sobre estas falhas que passamos a comentar, graças às aulas do professor, que nesta crônica faço homenagem.
Pasquale nasceu em Guaratinguetá, é formado pela Faculdade de Filosofia, de São Paulo e seu principal livro é: “Língua Portuguesa: Inculta e Bela”.
Com o advento da televisão o professor Pasquale, soube aproveitar as mídias, criando um interessantíssimo programa de entrevistas, com pessoas famosas do mundo artístico, pois entendeu que estas chamam mais a atenção.
O programa auxilia os tele ouvintes em suas dúvidas tornando sua imagem de professor conhecida e admirada. Uma dessas notáveis entrevistas foi com o saudoso cantor Belchior.Vejamos algumas de suas dicas.
Hoje é domingo, pé de cachimbo. E eu ficava imaginando como seria um “pé de cachimbo”. Mas o correto é: Hoje é domingo, pede cachimbo… Dia de se fumar um cachimbo. Lembro-me até de um versinho que declamávamos na infância, cujo autor não tenho ideia:
Hoje é domingo, pede cachimbo
Cachimbo é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco.
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo.
Pé-de-moleque. Determinada senhora fazia um bolo caramelizado, recheado de amendoins e punha pra esfriar na janela. A molecada vinha e roubava, então ela gritava: Não precisa roubar! Pede, moleque! …
E a gente imagina que repete corretamente os ditos populares. Mas, nem sempre! Exemplo: no popular se diz:
Esse menino não para quieto, parece que tem bicho carpinteiro. Minha grande dúvida na infância: Que bicho seria esse que é carpinteiro? Mas a frase correta é: Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão. Enquanto o correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão. Se a batata é um caule subterrâneo; ou seja, nasce enterrada, como se esparramaria pelo chão se ela está embaixo dele?
Cor de burro quando foge. O correto é: Corro de burro quando foge, porque certamente é um petista enfurecido.
Quem tem boca vai a Roma. Bom, esse eu entendia; de um modo errado, mas entendia! Pensava que sabendo se comunicar a pessoa vai a qualquer lugar… Mas, correto é: Quem tem boca vaia Roma. Isso mesmo, do verbo vaiar. Mas por quala razão iremos vaiar Roma, não sei. Só os Mestres Antônio Porfírio ou Edson Mendes poderão me dizer.
Entra agora o cronista nessa história. Nas rodas da malandragem juvenil, já ouvi alguém alterar o ditado, que ficou mais pitoresco: “Quem tem boca vai e arruma!”
Quem não tem cão, caça com gato. Mais um famoso! Eu sempre entendia também, embora errado, mas entendia! Porém o certo é: Se não tem o cão para ajudar na caça, o gato ajuda! Porém, o correto é: Quem não tem cão, caça como gato; ou seja, sozinho.
Outro ditado que muitos dizem errado:
Cagado e cuspido – Nossa Senhora!… Quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa ou produto, usa-se este ditado. Mas o correto mesmo é: Em Carrara esculpido. Carrara, como se sabe, é uma região da Itália onde se extrai um dos melhores tipos de mármore conhecidos.
Vai me dizer que não precisamos de uma dica do Professor Pasquale?
PENINHA - DICA MUSICAL
ANTONIO CARLOS E JOCAFI
VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO
NAO TEM VAGA
Um casal chegou a um lugarejo, tarde da noite. Marido e mulher, estavam cansados da viagem. Ela, grávida, prestes a dar à luz, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde pudessem passar a noite. Uma hospedaria simples serviria, desde que não fosse cara.
Pensavam que seria fácil de encontrar. Mas, ao contrário do que esperavam, foi muito difícil. Na primeira hospedaria onde chegaram, encontraram como recepcionista um homem rude, que, ao vê-los, disse logo que não havia vaga. Na segunda, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e solicitou apresentação de documentos. A resposta do pretenso hóspede foi de que a pressa da viagem fizera com que esquecesse os documentos. Foi o suficiente para que o encarregado desse um não.
Disse o recepcionista, grosseiramente:
– Como pretende o senhor conseguir hospedagem, se não tem documentos? – disse. – Eu nem sei se o senhor teria como pagar a conta…
Humilhado, o viajante não disse nada. Tomou a mulher pelo braço e seguiu adiante. Na terceira hospedaria, mesmo havendo vaga, o encarregado resolveu dizer que estava lotado. Desconfiou do casal, ao ver a pobreza das roupas que os dois vestiam. Resolveu dar uma desculpa, para disfarçar a má vontade:
– As hospedarias simples, como esta, não recebem incentivo nenhum do governo. Já os grandes hotéis, recebem incentivos e os donos podem fazer reformas. Hospedam até delegações estrangeiras. Até hoje, não consegui nada. Se eu conhecesse alguém influente…já tinha melhorado de vida. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém “nas altas esferas”.
– Pois, então, – disse o dono – fale para esse seu conhecido sobre esta hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez eu já possa lhe arranjar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.
O viajante agradeceu, lamentando a urgência do seu problema. Precisava de um quarto para aquela noite. Foi adiante.
Na hospedaria seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio.
– O disfarce está muito bom!
– Que disfarce? Perguntou o viajante.
– Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o gerente.
– Isso não é disfarce – disse o homem. São as roupas que nós temos. O gerente, então, percebeu o engano:
– Sinto muito – desculpou-se. – Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. Na hospedaria seguinte, também não havia vaga, e o encarregado, metido a engraçado, disse:
– Ali perto há uma manjedoura. Por que não se hospedam lá? Não é muito confortável, mas, em compensação, não pagarão diária.
Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando ao encarregado se não tinha chegado por lá um casal de viajantes, com a mulher prestes a dar à luz. E foi aí que o gerente começou a achar, que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes, já chegados a Belém de Nazaré.
A Estrela-Guia levou os Reis Magos Belchior, Gaspar e Baltazar, ao local onde Maria acabara de dar à luz.
Eles, então, ofereceram ao menino Jesus três presentes, com significados espirituais: Ouro, incenso e mirra.
Após isso, foram avisados por Deus, em um sonho, que não deveriam informar a Herodes o nascimento do Menino Jesus.
E assim, retornaram para sua terra por outro caminho.
Os Reis Magos Belchior, Gaspar e Baltazar eram astrólogos e sábios. Com base nas profecias e na astrologia, previram a vinda de Jesus e partiram em uma longa viagem, para dar as boas-vindas ao Messias (Salvador).
Em Mateus 2:11 é descrita essa passagem:
Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.
O ouro simboliza a realeza de Jesus.
O incenso, usado nos templos, era um presente exclusivo aos sacerdotes, reforçando, assim, a divindade de Cristo.
A mirra é um composto usado no embalsamamento, e fazia referência ao sacrifício de Cristo e à sua Ressurreição.
E assim nasceu o Menino Jesus, aquele que veio, para ser o homem mais importante da humanidade!
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