Tem como o Brasil dar certo???🤬
A polícia prende, a justiça solta… pic.twitter.com/Lns81sDkjK
— Elisa Brom (@brom_elisa) December 23, 2023
Tem como o Brasil dar certo???🤬
A polícia prende, a justiça solta… pic.twitter.com/Lns81sDkjK
— Elisa Brom (@brom_elisa) December 23, 2023
Maria Beatriz Nascimento nasceu em 12/7/1942, em Aracaju, SE. Professora, historiadora, poeta, roteirista e militante em defesa dos direitos humanos de negros e mulheres. Realizou diversas pesquisas sobre os quilombos no Brasil e as condições de trabalho da população negra.
Filha de Rubina Pereira do Nascimento e Francisco Xavier do Nascimento, uma família humilde com 10 filhos. Aos 7 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde realizou os primeiros estudos. Em 1968 ingressou no curso de História, na UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante o curso, concluído em 1971, fez estágio no Arquivo Nacional, tendo como orientador o historiador José Honório Rodrigues.
Em seguida passou a lecionar História na escola Estadual Roma, em Copacabana e em 1978 iniciou o curso de pós-graduação na UFF-Universidade Federal Fluminense, concluído em 1981. Sua área de pesquisa abrangeu os sistemas alternativos organizados pelos negros nos quilombos e favelas. Tornou-se conhecida na área dos estudos das relações raciais e no movimento negro a partir do documentário Ôrí (1989). Trata-se de um “filme-tese” de longa metragem, dirigido por Raquel Gerber, baseado em suas narrações e pesquisas realizadas no período 1977-1988 sobre o movimento negro nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.
O filme tem o quilombo como tema, permeado com a trajetória de sua própria vida. Uma síntese extraída da sinopse do filme relata a “abordagem de temas como corporeidade do negro, a perda da imagem que atingia os africanos escravizados e seus descendentes em diáspora e a situação das mulheres negras no Brasil, analisando sua condição social inferior devida ao amálgama de heranças escravistas com mecanismos racistas”.
Estreou em 4/3/1989 no Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ougadougou, em Burkina Fasso, recebendo o prêmio Paul Robeson e em Curitiba, em 5/10/1989.
Através de seus artigos, publicados em periódicos especializados, sobre o conceito de quilombo na história, raça, racismo e sexismo ficou conhecida também no meio acadêmico. Teve atuação destacada na criação do “Grupo de Trabalho André Rebouças”, na UFF-Universidade Federal Fluminense, em 1974, e o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras, em 1975. Segundo Lélia Gonzalez, Beatriz foi responsável pelo renascimento do movimento negro no Rio de Janeiro nos anos 1970. Participou de diversos eventos sobre cultura negra e quilombos no meio acadêmico e esteve 2 vezes em Angola afim de conhecer os territórios dos antigos quilombos.
Tinha uma consciência muito clara de sua condição e uma nítida visão do preconceito estrutural que permeia as relações sociais no Brasil: “Ser negro é enfrentar uma história de quase quinhentos anos de resistência à dor, ao sofrimento físico e moral, à sensação de não existir, à prática de ainda não pertencer a uma sociedade em que consagrou tudo o que possuía, oferecendo ainda hoje o resto de si. Ser negro não pode ser reduzido a um “estado de espírito”, “alma branca ou negra”, aspectos de comportamento que certos brancos escolhem como sendo negros e assim os adotam como seus.”
Em 1995, enquanto cursava mestrado em Comunicação Social na UFRJ, aconselhou uma amiga a se separar do companheiro após ouvir várias reclamações de violência doméstica. Em 28 de janeiro daquele ano, o companheiro da amiga deu-lhe 5 tiros por entender que ela interferia em sua vida privada. Em 19/4/1996, o assassino foi condenado a 17 anos de prisão pela morte de Maria Beatriz.
Em 2009, o pesquisador Alex Raatts publicou o livro Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento, publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Instituto Kuanza. Em 2015 o mesmo autor organizou e publicou Todas [as] distâncias: poemas, aforismos e ensaios de Beatriz Nascimento, publicado pela editora Ogum’s Toques Negros. Em seguida o senador Paulo Paim elaborou o PL 614/2022, que resultou na Lei 14.712/2023, incluindo-a no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”.
Editorial Gazeta do Povo

É legítimo supor que passe pela cabeça de quem consiga se eleger ao cargo de presidente da República o desejo de ser visto como alguém portador de méritos e qualidades. É normal que o chefe da nação tenha a pretensão de mostrar sabedoria e ser reconhecido como bom administrador, bom líder político e exemplo moral. Se isso é verdade, um presidente da República certamente julgaria importante estudar, ler relatórios, examinar informações sobre o país e, também, aprender um mínimo de teorias sobre economia, política, direito, sociologia, relações internacionais e outros assuntos relevantes para o exercício de seu relevante cargo e para promover o progresso nacional.
Por consequência, um presidente deveria ser comedido com as palavras, cuidadoso com suas opiniões e principalmente evitar enunciar bobagens notórias, sobretudo em áreas sensíveis como é o caso da economia. Os presidentes brasileiros, salvo raras exceções, têm o hábito de falar demais sobre assuntos econômicos, não raro emitindo opiniões sem base teórica e claramente falsas. Os exemplos são muitos. Em julho de 2012, a presidente Dilma Rousseff disse, em cerimônia pública, que não é pelo Produto Interno Bruto (PIB) que se mede o desenvolvimento de um país, mas sim pela forma como a sociedade e o governo tratam suas crianças e adolescentes.
Por mais que tratar bem as crianças e adolescentes seja uma qualidade e um objetivo a ser buscado, o desenvolvimento caracterizado pelo crescimento econômico e a melhoria do bem-estar social médio depende diretamente do tamanho do PIB comparado com o tamanho da população. Assim, o crescimento do PIB é a condição principal para viabilizar o aumento da renda por habitante e a elevação do padrão de vida médio da população. No caso da declaração de Dilma Rousseff, ela enunciou uma tese absolutamente falsa; logo, soa como irônico que a própria Dilma seja agraciada, como acaba de ser neste fim de ano, com o título de “Mulher Economista de 2023”, honraria concedida pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) a mulheres que tenham tido papel de destaque na promoção do desenvolvimento com responsabilidade. Os economistas filiados ao Cofecon que não concordam com essa homenagem pela ausência clara de mérito não têm a opção de desfiliação, já que precisam do registro para o exercício da profissão.
Trazendo a prática de enunciar bobagens e falsidades para os dias atuais, Lula tem se esmerado em fazer afirmações públicas que o levariam a ser reprovado no primeiro ano do curso de Economia. Há poucas semanas, Lula afirmou que o déficit público não tem a menor importância e que o governo não vai cumprir a meta de zerar o déficit em 2024. Não existe teoria séria no mundo capaz de afirmar que o déficit não tem importância e que, logo, o governo pode gastar mais do que arrecada sem consequências negativas. Mas há outras pérolas de estupidez teórica, como a declaração de Lula de que o país pode fazer mais dívidas para cobrir gastos públicos, sem mencionar como será resolvido o grave aumento da dívida pública que vem ocorrendo, como também se não houvesse problema nem limite para o endividamento do governo.
Nos temas das declarações disparatadas de Lula e Dilma está presente a função do PIB. O próprio Lula e o PT usaram os anos de bom crescimento do PIB a partir de 2003, quando Lula assumiu em seu primeiro mandato, para elogiar a si mesmos e dizer que eles, sim, sabiam fazer o país crescer, gerar empregos e melhorar a renda das pessoas, num reconhecimento público de que o crescimento do PIB importa – e muito. O tamanho do PIB pode não ser condição suficiente para prover bom padrão de bem-estar a todas as famílias, sobretudo em caso de má distribuição de renda, mas é condição rigorosamente necessária para elevar o padrão médio do bem-estar social nacional.
Quando Dilma veio com a declaração de que não é pelo PIB que se mede o desenvolvimento de um país, a renda por habitante no Brasil equivalia a 23% da renda por habitante nos Estados Unidos, sendo essa a mais importante medida da distância do padrão de vida média nos dois países. O fato é que a declaração viria a ser desmentida na esteira do enorme fracasso no desempenho do PIB brasileiro em 2015 e 2016, quando o Brasil experimentou sua maior recessão da história no acumulado de dois anos, período em que o PIB caiu 3,5% em 2015 e repetiu a dose em 2016 ao cair 3,3%.
Por óbvio, com menor produção nacional, aumenta o desemprego, cai a arrecadação de tributos e aumentam os gastos do governo com seguro-desemprego e programas sociais; a tendência é o governo fazer mais déficit e mais dívida pública, ou seja, uma tragédia econômica conhecida como recessão. Esse quadro, de tão repetido no Brasil e no mundo, é bastante conhecido mesmo pelas pessoas simples, e não requer nenhuma excelência intelectual para saber quais são suas consequências. Portanto, o déficit público é importante, sim; o crescimento da dívida pública é um problema, sim; e o PIB precisa crescer mais rápido caso se queira tirar o país da pobreza e do atraso.
O brasileiro tem memória curta e o STF e lula nos fazem de idiota! pic.twitter.com/F6gC9lUKNw
— Carlos Jordy (@carlosjordy) December 23, 2023
Natal 2023, Lapônia – Finlândia 🇫🇮 pic.twitter.com/BmGk3o3xW6
— Rafael Gloves (@rafaelgloves) December 22, 2023
— Antonio Carlos 🇧🇷🤝🏽🇵🇹 (@AntonioCGRodri) December 22, 2023