Um dia puxa um outro Que puxa um outro dia Na roda viva do tempo Seu eixo é pura magia O seu motor jamais cessa E o tempo cumpre a promessa De passar, não se desvia.
Afinal, quem nos diria Quem rola a roda dos anos? Ou onde está escrito, Do tempo, todos os planos? Se o destino vem traçado Nele tenho registrado A minha salva de enganos.
Por meus tiros mais insanos O tempo abre feridas São chagas em minh’alma, Medonhas, tão doloridas Como eterna endecha Que o tempo abre e fecha Em rimas não repetidas.
Não sabíamos nosso destino inicial. Estávamos em Belleville, um bairro de Paris, onde a noite convida para a diversão, para a realização dos sonhos de quem ama. A felicidade do momento, era impagável – ela, vivendo outra vida conjugal e afazeres profissionais e domésticos, resolvera se autopremiar com aqueles momentos de dias diferentes.
Ela vestia um vestido longo para garantir a proteção contra a baixa temperatura. Calçava botas de couro, e um cachecol azul marinho lhe protegia o pescoço. Passos lentos e elegantes garantiam o caminhar de uma dama.
Eu, vestindo uma calça jeans, um sobretudo por cima de uma blusa italiana com fios de lã e um cachecol xadrez, ao tempo que, cortês e cavalheirescamente fazia tudo para que aqueles momentos furtivos valessem à pena. Ambos fugíamos da realidade que vivíamos distante dali.
Mãos entrelaçadas vestindo luvas, diziam bem o que seria o momento quando voltássemos ao aconchego da hospedagem – um simples, mas muito bom hotel.
Os ares noturnos tinham uma magia tipicamente francesa, pós outono e anúncio do inverno. Pairava uma magia que não existe em qualquer lugar, pois Belleville nos oferecia a magia musical de um saxofone tão regulado que imaginávamos muito distante. Era a magia contagiante que a cidade onde nascera Edith Piaf nos oferecia:
La Bohème
Je vous parle d’un temps Que les moins de vingt ans Ne peuvent pas connaître Montmartre, en ce temps-là, Accrochait ses lilas Jusque sous nos fenêtres Et si l’humble garni Qui nous servait de nid Ne payait pas de mine C’est là qu’on s’est connus: Moi qui criait famine Et toi qui posais nue.
La bohème, la bohème Ça voulait dire: On est heureux. La bohème, la bohème Nous ne mangions qu’un jour sur deux
Dans les cafés voisins Nous étions quelques-uns Qui attendions la gloire Et bien que miséreux Avec le ventre creux Nous ne cessions d’y croire Et quand quelque bistrot Contre un bon repas chaud Nous prenait une toile Nous récitions des vers Groupés autour du poêle En oubliant l’hiver.
La bohème, la bohème Ça voulait dire: Tu es jolie La bohème, la bohème Et nous avions tous du génie.
Souvent il m’arrivait Devant mon chevalet De passer des nuits blanches Retouchant le dessin De la ligne d’un sein Du galbe d’une hanche Et ce n’est qu’au matin Qu’on s’asseyait enfin Devant un café-crème Épuisés mais ravis Fallait-il que l’on s’aime Et qu’on aime la vie
La bohème, la bohème Ça voulait dire: On a vingt ans. La bohème, la bohème Et nous vivions de l’air du temps.
Quand au hasard des jours, Je m’en vais faire un tour À mon ancienne adresse, Je ne reconnais plus Ni les murs, ni les rues Qui ont vu ma jeunesse En haut d’un escalier Je cherche l’atelier Dont plus rien ne subsiste Dans son nouveau décor Montmartre semble triste Et les lilas sont morts.
La bohème, la bohème On était jeunes, on était fou. La bohème, la bohème Ça ne veut plus rien dire du tout…
“Édith Piaf
Édith Giovanna Gassion, conhecida como Édith Piaf (Paris, 19 de dezembro de 1915 — Grasse, 10 de outubro de 1963), foi uma consagrada cantora, compositora e atriz francesa. O seu ritmo musical era concentrado inicialmente em música de salão e as suas variedades, mas ficou reconhecida pelo seu talento com a música de estilo francês chanson. O seu canto dramático expressava claramente os momentos trágicos que permearam sua intensa história de vida.
A consagrada cantora nasceu como Édith Giovanna Gassion em Belleville, um distrito cheio de imigrantes em Paris. Uma lenda diz que ela nasceu na calçada da Rue de Belleville 72, mas a sua certidão de nascimento cita o Hospital Tenon, que faz parte de Belleville. Ela recebeu o nome de Édith em homenagem a uma enfermeira britânica da Primeira Guerra Mundial que foi executada por ajudar soldados franceses a escapar dos alemães. Piaf, um nome coloquial francês para um tipo de pardal, foi um apelido dado a ela 20 anos depois.
Édith Piaf está sepultada na mais célebre necrópole francesa, o cemitério do Père-Lachaise. O seu funeral foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, o seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro. Segundo a pesquisa da BBC: Le Plus Grand Français, Édith Piaf foi considerada a 10.ª maior personalidade francesa de todos os tempos. (Informações extraídas do Wikipédia)”
Na volta ao hotel, uma taça de vinho iniciava a realização de um sonho tão satisfatório para quem somava os desejos de um passado que só tinha relação com a juventude.
A subida para o aconchego……. e, poooorrrrrraaaa! Alguém tocou forte na minha rede e me acordou!
Puta que pariu!
Nem em sonho a gente pode ser feliz, passear em Paris e ouvir Édith Piaf?!
A espera pela “tradução da bula, do japonês para o português” é a nova desculpa do Ministério da Saúde para a demora na distribuição e aplicação da vacina contra dengue, doença que já atormenta cerca de 250 mil brasileiros.
A desculpa caricata apenas esconde a incompetência da pasta para resolver problemas de saúde pública e a ineficiência geral do setor público para cumprir sua obrigação: há semanas, farmácias e laboratórios privados oferecem a mesma vacina. Com bula traduzida.
Enquanto o Ministério da Saúde se revela preguiçoso em seu labirinto, laboratórios privados aplicam vacinas ao preço médio de R$ 300.
Se o problema é só traduzir, qualquer um de centenas de tradutores juramentados de japonês que atuam no País resolveria o problema.
* * *
O Ministério da Saúde petralha esperando a tradução da bula pra aplicar a vacina…
É de lascar!!!!
É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!
A expressão “desculpa caricata”, usada na nota aí de cima, é simplesmente perfeita.
Aliás, tudo neste guverno é caricato.
Começando pelo chefe cachaceiro, passando pela vice Esbanjanja e seguindo até o último escalão.
Na semana passada falamos sobre a questão sexual na Igreja Católica. O desejo sexual reprimido cria um monte de alternativas para pedófilos ou tarados. Hoje vamos falar sobre a questão política da Igreja. Começo dizendo que há uma interpretação errada do Evangelho no que concerne ao posicionamento de Cristo em relação aos ricos. Jesus não condenou ninguém, apenas esclareceu que a riqueza é um óbice à evolução espiritual porque deixa as pessoas presas ao materialismo.
Há uma passagem na qual um jovem rico pergunta o que deveria fazer para chegar ao reino de Deus e Jesus responde dizendo que ele cumprisse os mandamentos e que vendesse tudo que dia e distribuísse com os pobres. Diante da recusa, Jesus sentenciou: “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar nos reinos dos céus”. Muitos ainda pensam que a “agulha” é essa usada para costurar. Agulha eram as ruas estreitas de Jerusalém. Tão estreita que um camelo não conseguia dobrar uma esquina.
A intepretação do Evangelho ao pé da letra levou, sempre, as pessoas a temer a Deus e isso foi um instrumento importante de dominação. Mas, desde a Idade Média que a Igreja exerce um poder político, basta lembrar que o Papa fazia a coroação de reis. Eu entendo que a Igreja tem o direito de cobrar políticas públicas, de se preocupar com a população carente, etc., entretanto, discordo da posição ideológica. Não há como ser cristã assumindo uma ideologia que fere diretamente os preceitos do Cristo.
Uma das representações mais intensas da Igreja Católica é a CNBB – Confederação Nacional de Bispos do Brasil. Essa confederação foi criada em outubro de 1952 e teve como seu primeiro secretário o conhecido Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife durante 21 anos, ou seja, igual período que durou o regime militar no Brasil. Durante esse período surgiram segmentos dentro da Igreja que, eventualmente, ao buscar a defesa de uns, incitava a luta armada de outros.
Uma das vertentes mais fortes na igreja foi a Teologia da Libertação defendida por Leonardo Boff que acabou sendo excomungado da Igreja em 1977 pelo Papa João Paulo II. A base para a expulsão de Boff foi que a Teologia da Libertação era de cunho marxista e violava os preceitos da Igreja. Eu era estudante universitário e havia me tornado fã de Frei Betto e hoje eu digo veementemente que ao ler os livros de Frei Betto eu troquei o Cristo que eu conheci em Tabira – que falava de perdão, amor ao próximo, e por aí – por esse de cartucheira atravessada no tórax e uma submetralhadora em cada mão. Mais tarde, a decepção foi intensa e eu perdi a referência de Cristo que eu tinha.
As pautas da ideologia marxista são, frontalmente, contra aquilo que a igreja prega. Contracepção, por exemplo. Mesmo durante o período de propagação da AIDS no começo dos anos 1980, a igreja se colocou contra o uso de camisinha e essa semana um juiz negou provimento de uma causa movida contra o Hospital São Camilo, em São Paulo, por uma paciente que queria a implantação de um DIU, mas o hospital disse que era contra os princípios que pregados pela instituição e não fez. O juiz entendeu que o hospital tinha razão.
A questão do aborto é colocada como uma política pública e as pessoas que defendem querem que a igreja aceite e até apoie. Dom José Cardoso quando era arcebispo de Olinda e Recife, excomungou um médico e um monte de outros profissionais que fizeram o aborto de uma criança de 9 anos. Esse procedimento foi realizado na maternidade da Encruzilhada, uma das mais conhecidas do Recife.
Eu penso que a questão é simples: se não concorda com os preceitos impostos, saia, concorra a cargo eletivo e procure aprovar projetos de acordo com sua convicção. O padre, o bispo, o Papa, quem quer que seja, tem o direito de defender uma linha de pensamento, mas na hora que faz isso no cargo, mistura homem e instituição e aí fica-se a ideia de que é a instituição quem defende tal proposta.
Uma coisa eu acho interessante: que defende o comunismo, nunca viveu num país comunista. Essa foi uma das coisas que mais me incomodou quando era estudante universitário com a cabeça voltada para o socialismo: o único revolucionário que saiu do Brasil para viver num país comunista foi Gregório Bezerra, enquanto os demais usufruíram das benesses de país capitalista. Miguel Arraes foi para a Argélia, Francisco Julião foi para o México, Leonel Brizola foi para o Uruguai e vai por aí.
Cabe lembrar, no entanto, que um cardeal chamado Karol Wojtyla, viveu na Polônia quando jovem, quando lá havia o regime comunista e que quando se tornou Papa João Paulo II trabalhou, ao lado de Ronald Reagan e Margareth Thatcher, para acabar com o comunismo no leste europeu. E conseguiram. As repúblicas socialistas soviéticas derretam ao calor da liberdade democrática; o muro de Berlim caiu, unificando a Alemanha. Pergunta-se: existem pessoas na Igreja Católica que gostariam de ver tudo como antes?
Confesso que a linha é muito tênue. Alertar sobre direitos e garantias individuais não parece semelhante a doutrinar. No meu entendimento quando a igreja incentiva invasões ela está trabalhando por coisas terrenas e para mim seria de vital importância lembrar: “Dai a César o que é de César. Dai a Deus o que é de Deus”. É por isso que carrego minha igreja nas costas.
Se você tem filho ou neto prestes a fazer uma faculdade prepare-se para poder aconselhar sobre o curso que ele deve escolher. Explico:
Uma certa Universidade resolveu lançar uma disputa entre os cursos para que os alunos criassem a melhor frase relativa ao seu curso e a imprimissem em camisetas que deveriam usar diariamente. Os primeiros foram os do curso de Direito com a seguinte frase:
“Seu namorado faz direito? Se não faz, vem cá que eu faço!”.
O pessoal de Medicina logo aderiu ao desafio e lançou a frase:
“Você pode até fazer direito mas (presente) ninguém conhece seu corpo como eu”.
A turma da Administração veio com essa:
“Não adianta conhecer o corpo, fazer direito se não souber administrar”.
Os de Agronomia tascaram:
“Alguns conhecem bem o corpo, outros fazem direito, uns sabem administrar porém ninguém planta mandioca como nós”.
Os da Publicidade usaram da criatividade aprendida no curso e imprimiram:
“Não adianta conhecer bem o corpo, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca se depois não puder contar pra todo mundo”.
Quase ganha a disputa a turma da Engenharia com a frase:
“De que adianta conhecer bem o corpo, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, contar pra todo mundo se não tiver energia e potência para fazer várias vezes?”
Aí senhores, veio da turma de Economia a frase campeã (já orientei os meninos a fazerem este curso):
“Não resolve nada conhecer bem o corpo, fazer direito, saber administrar, plantar a mandioca, contar pra todo mundo, ter energia e potência para fazer várias vezes se o que mulher gosta mesmo é de dinheiro!”.