Nota descarada de Lula sobre Michel Nisembaum, assassinado por terroristas do Hamas, é divulgada apenas quatro dias após Lula também lamentar morte do presidente do Irã, país que financia o grupo terrorista.
Em sua nota vergonhosa, Lula nem sequer condena o Hamas.
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Vergonhosa não é só a nota que o Ladrão Descondenado divulgou, com a desfaçatez e a cara-de-pau costumeiras.
Vergonhosa é toda a conduta desse sujeito, o maior demagogo da história desta republiqueta banânica,
No Brasil, do arroio ao Chuí, junho é mês diferente
“Eu plantei meu milho todo no dia de São José Me ajuda a providência, Vamos ter milho à grané Vou coiê pelos meus caico (cálculo) 20 espiga em cada pé
Pelos caico (cálculo) eu vou coiê (colher) 20 Espiga em cada pé Ai São João, São João do Carneirinho Você é tão bonzinho
Fale com São José, fale lá com São José Peça Pra ele me ajudar Peça pra meu milho dá 20 espiga em cada pé”
Festa profana, que, em junho pretende louvar Santo Antônio, São João e São Pedro – e aí veio o Maranhão e exagerou, incluindo São Marçal, no dia 30. São Luís muda. O bumba-boi, quase profissão, aos poucos se transforma numa festa religiosa. Profana, sim.
Hoje, domingo, 26 de maio, faz onze dias que os “ensaios” começaram. Sábado dia 8, os “batizados” têm início. Tudo determinado pelo “amo” do boi, que, como se fosse um pai, convida a cada ano, padrinho e madrinha. O “batizado”, tradicionalmente é um ato público – celebrado pelo Padre, fora da Igreja.
Dois dias antes, acontece o “ensaio redondo” (o que encerra a fase de preparação e autoriza as apresentações públicas, a partir do “batizado”), e, com ritmos, sotaques e indumentárias e magias diferentes, as contagiantes apresentações ao público doméstico ou turístico.
É o boi. São os bois. É o bumba-boi. A maior festa profana-popular-cultural do Maranhão.
O turismo institucional se aproveita, e as prefeituras montam e autorizam os arraiais, proporcionando aos que comparecem, uma diversificada culinária e atrações mil.
No Maranhão todo arraial divulga uma programação prévia, com esse ou aquele boi, quadrilha portuguesa, tambor de crioula, casinha da roça e uma ampla movimentação que se inicia (neste ano de 2024) no dia 2 de junho, e termina no dia 30, com a apresentação de inúmeros bois de diferentes sotaques num mesmo local, louvando São Marçal.
“No lombo do meu boi Tem um céu todo estrelado Ferro em brasa não encosta Ah meu boi é mimoso Meu boi é mimado
Veio do pau deitado Fazer apresentação Trouxe rimador do bom Pra boiar no Maranhão”
Índia saudando o boi
Junho é o mês mais interessante para o turista conhecer o Maranhão – em qualquer município maranhense, por mais pobre que seja, tem apresentação de bumba-boi. Tem festa junina. Tem fogueira e a tradicional culinária é ponto forte e se faz presente. Desde pular fogueira, dançar quadrilha, assar milho verde, batata doce e o famoso mingau de milho (mugunzá).
Tradição ainda mantida: tomar esse ou aquela, como compadre ou comadre. Tudo sob as bênçãos de Santo Antônio, São João e São Pedro.
A tradicional quadrilha portuguesa
Importação portuguesa, a Quadrilha folclórica veio e ficou. Forte, conseguiu aceitação, mantendo a indumentária e a evolução dos movimentos. Tem sido um forte atrativo no mês de junho no Maranhão.
Essa semana foi recheada de coisas interessantes, coisas que fortalecem as instituições e protegem o estado de direito e a democracia no Brasil. A coisa é simples: ação do STF em defesa da corrupção e dos corruptos. Eu acredito que isso deve fazer parte de uma negociação que por enquanto, confesso, não tenho capacidade de entender o que está “fervendo na panela”.
A joia da coroa começou com a anulação das provas contra Marcelo Odebrecht pelo ministro Dias Toffoli, o conhecido “amigo do amigo do meu pai”. Depondo, em juízo, Marcelo explicou como funcionava a Diretoria de Operações Estruturadas da Odebrecht. Sua finalidade básica era favorecer políticos (deputados, senadores, ministros, presidente) em troca de contratos milionários, dentro e fora do Brasil. A Odebrecht publicou um texto nos jornais impressos do Brasil, admitindo que corrompeu, pedindo desculpas e devolveu, num acordo de leniência, R$ 6,9 bilhões, dinheiro este que foi entregue por Moro na petrobras e, lembre-se, que ele vaiado por essa ação.
São públicas declarações de ministros do STF sobre a corrupção. Gilmar Mendes chegou a dizer que foi instalado no país um regime leptocrático; Barroso, se referindo a mala de dinheiro de Loures levava para Temer, disse “eu vi a mala”; acharam R$ 51 milhões, em dinheiro, num apartamento em Salvador de propriedade de Geddel Vieira e uma das preocupações da defesa era identificar quem fez a ligação denunciando, pois eles acreditam que se não houve tal denuncia, a ação da PF é ilegal.
Quem não lembra de Carmem Lúcia dizer, como presidente do STF, que eles eram odiados pela população? Entretanto, tudo isso era pechincha com o que estava por vir. Temer presidente indicar Alexandre de Morais para o STF. Não vamos chamar isso de “cereja do bolo” porque o que se tem, de fato, é uma massa de esterco que favorece o crescimento da impunidade, da corrupção, da proteção há grupos individuais e pune, rigorosamente, que pensa ou se declara contrário a isso tudo.
Quem não lembra das palavras de Homero Jucá falando sobre a necessidade de “estancar a sangria?”. Pois bem: o STF ouviu seus apelos e começou a estancar a sangria quando tirou da cadeia o ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine que envolvimento em corrupção foi delatado por corruptores. O STF fez algo inusitado na doutrina jurídica brasileira: soltou Bendine com a alegação de que seu depoimento foi anterior ao depoimento dos delatores. Mas, isso era apenas alternativa porque não se reproduziu em todos os casos.
Ampliando seus tentáculos, desconsiderando que Lula foi condenado em três instâncias, desconsiderando que o STJ não afastou uma prova sequer, mas tão somente refez a dosimetria da pena que tinha sido acrescida no TRF-4, deixando-a num prazo semelhante a condenação de Moro. Eu fico imaginando a insônia que esse pessoal experimentou para encontrar meios de livrar Lula da cadeia. Imagino a pressão que eles – na sua maioria indicados pelo PT – sofreram para tirar Lula da cadeia. E, num passe de mágica, Fachin anulou tudo, de forma monocrática, sob o argumento de que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência e transferiu para Brasília os processos contra Lula. De modo simples, isso quer dizer que o processo deve ser julgado onde houve benefício do crime e não onde o crime ocorreu. Algo como “roube aqui, aplique o produto do roubo nas Bahamas e você deve ser julgado lá”.
Isso não foi suficiente. O instituto lula (escrever essa porra no singular mesmo), na constituição legal, é uma empresa sem fins lucrativos. Isso significa que a empresa pode ter lucro, mas não pode haver distribuição de lucros e no capital social consta lula com 99% das cotas e Okamoto (aquele que foi presidente do Sebrae e que pagava as contas de lula) tinha 1% e houve transferência de lucros da empresas para estes senhores. Resultado: a receita federal viu essa movimentação, apurou o período de ocorrência e cobrou os impostos devidos sobre os lucros. Isso totalizou R$ 18 milhões e Gilmar Mendes anulou esse processo alegando vinculo com a Lava Jato. Não tinha vínculo algum! Era puramente um problema contábil.
A coisa parece não ter fim. Circula nas redes uma matéria que trata da anulação de um processo contra um desembargador do Rio de Janeiro que recebeu R$ 6 milhões em propinas para tomar decisões favoráveis as empresas de ônibus. Nunes Marques suspendeu o processo que estava aguardando uma decisão do STF. Premia-se, mais uma vez, os corruptos a partir da nítida opção pela impunidade.
O Brasil é uma piada de mau gosto. Daquelas que somente alguns poucos acham engraçado. Chame o presidente de ladrão que você pode ser processado, preso e declarado uma ameaça ao estado de direito e ao fortalecimento da democracia. Por falar em democracia, não custa lembrar que em recente visita ao senado, o ministro Alexandre de Morais disse estar preocupado com o avanço da direita. Frei Betto disse que se tiver poder sobre a constituição, não haveria “direita’ no Brasil e quando o repórter perguntou se isto não seria antidemocrático ele disse “Não me importa”. Em outras palavras: fodam-se!
Quem for a Taperoá (Ao sítio Silva, o destino) Verá na beira da estrada Um casebre genuíno, Terreiro largo na frente, Ali morou Zé Vicente, Um cantador nordestino.
Casa do grande poeta nordestino Zé Vicente, saudoso pai deste colunista
Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em 20/1/1866, em Cantagalo, RJ. Engenheiro, geógrafo, militar, jornalista, poeta e escritor célebre com a obra Os Sertões, um clássico da literatura brasileira.
Teve os primeiros estudos nos colégios Caldeira, Anglo-Americano e Aquino, onde publicou alguns artigos no jornal O Democrata, fundado por ele e seus colegas, em 1884. Pouco depois ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, onde foi aluno de Benjamin Constant e passou a colaborar na Revista da Família Acadêmica. Em seguida teve sua matrícula trancada devido ao protesto numa visita do ministro Tomás Coelho. Retornou à Escola Militar em 1889, com a Proclamação da República; conclui curso na Escola Superior de Guerra, em 1891, e no ano seguinte foi promovido a 1º tenente, passando a lecionar na Escola Militar.
Em plena campanha republicana foi convidado a colaborar no jornal A Província de São Paulo. Em 20/12/1888 fez sua estreia com o artigo A pátria e a dinastia. Em meados de 1890 casou-se com Ana Emílio Ribeiro, com quem terá uma vida marcada por constantes viagens a trabalho e teve seu primeiro filho em 1893. Em seguida teve que interromper a colaboração no jornal, devido a uma forte pneumonia, e volta a trabalhar como engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil. A pneumonia logo se torna tuberculose, obrigando-o a deixar o Exército no posto de tenente.
Volta a colaborar no jornal O Estado de São Paulo em 1897. Pouco depois foi cobrir a 4ª Expedição contra Canudos, como correspondente. Por esta época foi nomeado adido do estado-maior do Ministro da Guerra e torna-se sócio correspondente do Instituto Geográfico e Histórico de São Paulo. Após 4 meses de licença para cuidar da saúde, foi morar em Descalvado, onde começa a escrever Os Sertões. Em 1898 reassume seu cargo na Superintendência de Obras Públicas em São Paulo. Retoma sua colaboração no Estadão e publica Excerto de um livro e trechos de Os Sertões, quando defende a tese: “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”, cuja energia contrasta com a debilidade dos mestiços do litoral.
Conclui Os Sertões, em 1902, e assina contrato a editora Laemmert para a edição de 1.200 exemplares, cobrindo metade dos custos editoriais. Após um trabalho insano de revisão, o livro é distribuído nas livrarias e recebido com aplausos do público e restrições da crítica. No ano seguinte, a 1ª edição se esgota em poucos meses, culminando com seu ingresso na ABL-Academia Brasileira de Letras. Em seguida vende os direitos da 2ª impressão do livro para a o editor Massow e passa a escrever artigos nos jornais sobre os conflitos na fronteira Bolívia-Brasil e defende uma solução diplomática que permita a incorporação do território do Acre.
Outra trincheira jornalística defendida é o combate contra as secas do Nordeste, propondo uma “guerra dos cem anos”, que inclua a exploração científica da região, a construção de açudes, poços e estradas de ferro e o desvio das águas do rio São Francisco para as regiões afetadas, um projeto que veio a se concretizar mais de 100 anos depois. Em 1905 realizou uma grande viagem na Amazônia, chefiando a missão oficial do Ministério das Relações Exteriores, navegando cerca de 6.400 km. e alguns trechos a pé. Na viagem contraiu uma malária e retornou ao Rio de Janeiro, em 1906. Ao chegar encontra a esposa grávida do cadete Dilermando de Assis. A criança faleceu 7 dias após o nascimento.
Em 1907 publicou o livro Contrastes e confrontos, em Portugal, e sua esposa tem outra criança – Luís Ribeiro da Cunha -, registrado como seu filho, mas que adotará mais tarde o sobrenome Assis, seu pai biológico. No ano seguinte publicou no Jornal do Commércio, a crônica A última visita, sobre a visita de um anônimo estudante a Machado de Assis em seu leito de morte. Com o falecimento deste, em 29/9/1908, ocupou a presidência da ABL por breve período e passa o cargo para Rui Barbosa. Pouco depois passou a lecionar no Colégio Pedro II, assumindo a cadeira de Lógica.
Em 1909 não temos notícias sobre sua vida. Porém, seu relacionamento com a esposa não ia bem. Não aceitando seu caso extraconjugal de anos antes, entra em conflito com o cadete Dilermando de Assis e vem a falecer numa troca de tiros em 15/8/1909. A tragédia não acaba aí e prossegue até 1916, quando o, agora 2º tenente Dilermando mata o aspirante naval Euclides da Cunha Filho, que tentou vingar a morte do pai. Nos dois casos, Dilermando foi absolvido pelo mesmo veredicto: legítima defesa.
Sua obra-prima Os Sertões é considerada o primeiro livro-reportagem brasileiro. O livro desfez sua visão anterior, que via a Guerra de Canudos, como tentativa de restauração da Monarquia e passa a ver o movimento como uma seita messiânica de sertanejos famintos, liderada pelo religioso Antônio Conselheiro. Assim, muda seu relato para denunciar uma carnificina, que liquidou todos os componentes num combate que durou 11 meses, com a morte de cerca de 20 mil sertanejos e 5 mil soldados, em 4 expedições, e a destruição total do Arraial de Canudos.
Além do culto à sua memória realizada anualmente com a “Semana Euclidiana” em Cantagalo (RJ), São José do Rio Pardo (SP) e São Carlos (SP) e encontrar-se inscrito no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, a vida e obra de Euclides da cunha tem sido explorada em diversos formatos: filmes, documentários e teatro. Um resumo conciso pode ser visto no site http://euclidesite.com.br. São diversas também as biografias: A vida dramática de Euclides da Cunha (1938), de Eloy Pontes, pela Ed. José Olympio; A glória de Euclides da Cunha (1940), de Francisco Venancio Fº, pela Cia. Editora Nacional; Euclides da Cunha (1966), de Sylvio Rabello, pela Ed. Civilização Brasileira; Retrato interrompido da vida de Euclides da Cunha (2003), de Roberto Ventura, pela Cia. das Letras.
Na tragédia que está vitimando os irmãos gaúchos, uma providência imediata e duradoura deveria ser adotada pelos setores da Saúde Pública RS: a execução imediata de políticas bem planejadas de combate às depressões pessoais, familiares, empresariais e comunitárias que muito beneficiariam a continuação de uma consistente reconstrução estadual.
Muito desejaria que todos adotassem alguns procedimentos, preventivos e curativos, favorecendo amanhãs riograndenses promissores psiquicamente. São apenas sugestões de um nordestino que se solidariza fortemente com todas as situações depressivas da gente riograndense, convicto de que a solução dos incômodos sociais e econômicos está embasada na união de todos, sem medos nem ódios, racismos e antissemitismos, sem sectarismos ideológicos, fundamentalismos religiosos e regionalismos idióticos, além dos sintomas outros que apenas deprimem e estonteiam famílias, classes sociais, partidos políticos e instituições empresariais. Ei-los, sem a intenção de torna-los únicos:
a. Tenha a certeza de que você deve deixar de se angustiar em primeiro lugar, posto que em você se encontram os recursos para sua própria autocura.
b. Estruture-se cognitivamente, capacitando-se para o enfrentamento das atuais e futuras adversidades, sempre analisando suas causas e vislumbrando/debatendo alternativas de solução.
c. Assuma o propósito de manter-se esforçado na manutenção de sua saúde integral, corpo e alma, buscando sempre ser solidário com os mais desfavorecidos dos seus derredores, familiares ou não.
d. Nunca condicione a fruição de alguma felicidade à cessação completa dos seus atuais problemas. Os fatos passados, pessoais e comunitários, muito auxiliarão na busca por uma felicidade sempre conjuntural.
e. Reconheça cotidianamente a necessidade de combater as atuais aflições, admitindo que a sua fragilidade emocional contribui para o abatimento dos seus derredores.
f. Seja humilde sem sofrer humilhações e explicitar vitimismos, tampouco sem uma autopiedade destrutiva e nada empreendedora.
f. Discipline-se no sentido de encontrar tempo, disposição e local para a busca do autoconhecimento e das causas dos atuais problemas, seus e dos seus derredores.
g. Busque sempre entender as atuais situações emergenciais, sem estressar-se, preocupando-se em encontrar as soluções instantâneas, ainda que não sejam as ideais.
h. Nunca deixe de, diariamente, buscar orientações sadias nos seus Entes Sagrados Superiores, potencializando seus recursos d’alma, que aguardam a oportunidade de desenvolvimento.
i. Nunca se desmotive, buscando ser emocionalmente cada vez mais amadurecido.
j. Cuidado com as notícias alarmantes dos noticiários televisivos, muitos dos quais apenas buscam o sensacionalismo barato e fétido. E muito cuidado com as estatísticas fantasiosas, que assustam e nada esclarecem.
j. E recorra sempre a um especialista, caso se sinta insuportavelmente depressivo.
No mais, sejamos todos disseminadores de três ideias de um escritor luso, Prêmio Nobel, que era agnóstico e tinha uma ética pessoal irrepreensível, de nome José Saramago, um cidadão pleno. Ei-las:
– “A grande sabedoria é ter um sentido relativizado de tudo. Não dramatizar nada.”
– “Não creio em Deus e nunca tive crise religiosa. Mas não posso ignorar que, embora não seja crente, minha mentalidade é cristã.”
– “Ressuscitar Marx? Não. Vivemos um outro tempo. É preciso algo mais imaginativo que a simples indignação – que é legítima – para mudar as coisas.” No mais, gente amada gaúcha, é seguir adiante, enfrentar os percalços trágicos, reconstruindo a vida estadual, mantendo suas legítimas tradições, maragatos, chimangos e outros ideários, sempre sem medos e sem ódios, com chimarrão, churrasco, arroz carreteiro e muita fé de Jó nos amanhas riograndenses de um Brasil de todos nós.
Assuero, gurú das finanças e estatísticas: uma coisa que nunca entendi na vida é o senso (ou a falta de) de descolamento da vida que certas pessoas possuem.
Há muitos anos atrás, quando comecei a aprender piano – e parei logo na tentativa, já que seguramente não seria minha praia – tive como “professor” um cidadão chamado Demerval.
Metido a compositor, pianista e crítico de arte.
Compôs uma série de ruídos pianosos que chamava de música.
E, mais ainda, resolveu apresentá-la em uma reunião que teve com todos os seus 6 alunos, eu inclusive.
E anunciou:
“Vocês agora têm o privilégio de ouvirem o ‘debut’ mundial de minha música”.
Realmente, foi a primeira e única apresentação mundial daquele troço, já que duvido que alguém mais tivesse interesse em ouvir tal excrescência. O cabra era bem metido mesmo.
Como você diz, não sei se é ridículo por ser engraçado ou se é engraçado por ser ridículo.