XICO COM X, BIZERRA COM I

Minha TV pifou. Na sala, aquele monstrengo de cinquenta e tantas polegadas, apenas com som, sem imagem, feito igreja de crente. Uma listinha fina, várias listinhas, evoluindo para listas grandes, horizontais e verticais, e mais nada além do som. Pensei consertar. Fui desaconselhado por gente experiente por conta dos altos valores cobrados pelos especialistas. Desisti. Preferi doá-la a um sobrinho que está fazendo um curso de ‘consertador de televisão’. Iniciei nova batalha: compra de uma nova TV, tarefa ‘facilitada’ pela Internet na busca de preço, não fosse a Rede um campo minado de golpes. O jeito é ir ao shopping pesquisar, in loco, como nos velhos tempos. Uma novela. A bem da verdade, a não ser pelo futebol, não me faz tanta falta a TV. Lateja a violência nos Datenas da vida, são muitas Ludmilas para meus já cansados ouvidos, sobra a mesmice dos coloridos Hucks e Mions: sou do tempo dos Trapalhões em preto e branco. Mas um PSG x BAYERN pela Champions League ou um SERVETTE x LUDO pela Conference League, eu curto. A violência afastou-me dos estádios e fez-me aderir ao futebol pela TV. Na telinha, além de mais confortável, é mais barato e menos perigoso. Aliás, com a TV quebrada, ainda estou por saber quem ganhou o clássico do Azerbaijão, neste domingo, entre NEFTÇI BAKU x ZIRA FUTBOL. Alguém sabe? Ainda bem que há o celular: vi o SUMGAYT empatar com o TURAN em 0x0.

4 pensou em “CINQUENTA E TANTAS POLEGADAS DE LISTAS

  1. Faltou dizer o principal, Mestre Xico. Vai se render ao Destino, e deixar o monstro quebrado? Ou compra uma nova, ligeiro?, eis a questão. Favor informar. Seu devoto, José Paulo.

  2. Meu caro Padre José Paulo: o destino é cruel e a paixão pelo futebol foi maior que a ojeriza às novelas. Samsung 60 polegadas, instalada, com imagem perfeita. Agora é só vibrar com os gols de Abdelah Zoybur, Gara Garayev e Toral Bayramov, craques do futebol Azerbaijanês. Abraço

  3. Os do Timba, também os vejo, quando acontecem. Normalmente contra times pequenos, eventualmente contra grandes, quando entram com time reserva.
    (Qual seria a graça do futebol? não houvesse espaço para a mútua gozação, obedecidos os limites do respeito entre os torcedores).

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