LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
RAINHA-DA-NOITE
ALEXANDRE GARCIA
BURLANDO O TETO CONSTITUCIONAL
Inacreditável o que o Tribunal de Contas da União acaba de fazer. O TCU, apesar do nome, não é um órgão do Judiciário; é um auxiliar do Legislativo, responsável por cuidar das contas públicas federais, fiscalizar e punir para não haver nada fora da lei. E o próprio TCU está propondo um aumento de 40% nas gratificações de cargos em comissão, e achou uma maneira de permitir que elas não sejam contadas para fins de limite do teto constitucional, que é de R$ 46 mil. Está escrito, no artigo 37 da Constituição, que a remuneração dos servidores públicos não pode ultrapassar o limite do salário dos ministros do Supremo. Eles devem estar pensando o seguinte: os ministros do Supremo deixaram passar, todo mundo passa, vamos passar nós também. É isso vindo do tribunal que cuida das contas públicas, que fiscaliza.
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Gilmar Mendes quer se vingar de Alessandro Vieira tornando-o inelegível
O ministro Gilmar Mendes está processando o senador Alessandro Vieira, que foi relator da CPI do Crime Organizado e sugeriu o indiciamento de ministros do STF. Gilmar o acusou de abuso de autoridade e mandou a ação para a Procuradoria-Geral da República. A PGR alegou que ninguém pode indiciar um ministro do Supremo, a não ser um ministro do Supremo. Vocês entenderam? Isso é o absurdo pelo absurdo. Ninguém pode indiciar, então? Só Deus, ou o bispo? Tem o Senado, mas o Senado está quieto, calado, omisso. Fazendo uma analogia: se um senador pode julgar um ministro do Supremo em um processo de impeachment por crime de responsabilidade – e foi a respeito disso que o senador pediu o indiciamento –, se pode o mais, pode o menos.
Mas há uma filigrana, um detalhe aí. Gilmar sugeriu que a ação fosse encaminhada para a Justiça Eleitoral, para saber se o que Vieira fez não se enquadra em qualquer coisa que cause inelegibilidade, atrapalhando a vida político-eleitoral do senador. E a PGR – de Paulo Gonet, cujas ligações com Gilmar todos conhecem – mandou o caso para a Justiça Eleitoral de Sergipe, estado por onde Vieira quer tentar a reeleição, para saber se ele não cometeu nenhum ilícito eleitoral. Isso me lembra de uma entrevista do grande Joaquim Falcão na CNN, que disse: “o Supremo, que foi criado para resolver conflitos, é a origem de conflitos”.
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A frota nada modesta do “careca do INSS”
O “careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes, teve ordenada contra si mais uma apreensão de bens. A Polícia Federal encontrou, nas garagens de num prédio residencial de Brasília, um Audi R8, com motor V10 (dez cilindros em V), com potência de 610 cavalos e que faz de 0 a 100 km/h em pouco mais de três segundos. Encontrou também um BMW M5, com motor V8, de 727 cavalos e que também vai de 0 a 100 km/h em três segundos. Encontrou também um Opala Diplomata. Meu pai tinha um Diplomata; hoje, é carro de colecionador. Será tudo apreendido.
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Dívida pública estourou nos quatro anos de Lula 3
Você sabe quanto estamos pagando de juros da dívida pública gigantesca? R$ 1,08 trilhão só neste ano. Nem há como ter ideia do que seja isso, muito menos da dívida que está em R$ 10,62 trilhões. Isso nos cálculos brasileiros, que deixam fora os papéis que estão no Banco Central para serem postos em circulação; por esse critério, nossa dívida é de 81% de tudo que se produz no país. Mas, segundo os cálculos do FMI, que incluem todos os papéis e todas as letras de crédito do Tesouro, a dívida pública está em 96% do PIB. É bom pensarmos nisso em ano eleitoral, porque a dívida aumentou muito nestes últimos anos. É como se estivéssemos em uma pandemia constante.
DEU NO X
SÓ OLHAR AS CARAS JÁ É UM TERROR
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
OS VERSOS QUE TE DOU – J. G. de Araújo Jorge
Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos…e serei feliz…
E hei de fazê-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois…
esse passado que começa agora…
Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também…
Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura…
Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
lembranças que a vida não desfez…
E ao lê-los…com saudade em tua dor…
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez…
Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou…
Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou.

José Guilherme de Araújo Jorge, Tarauacá-AC (1914-1987)
DEU NO JORNAL
OFENSA
A ideia defendida por setores do governo Lula e do PT de aplicar tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos foi rejeitada mundo afora.
Apenas dois países mantêm sanções tarifárias em retaliação à taxação americana: a China, única economia do mundo capaz de encarar os EUA, e o vizinho americano Canadá, que voltou a ser alvo do governo Donald Trump e sofreu nova rodada de tarifas, assim como o Brasil.
Todos os outros países (e até blocos) desistiram da ideia de jerico.
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A expressão “ideia de jerico”, no final dessa nota aí de cima e se referindo à ideia do gunverno luloso, é muito ofensiva.
Ofendeu a classe laboriosa e produtiva dos jericos.
Absurdo!
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
UMA GLOSA
“Mocidade não tem volta
A vida é daqui pra frente!”
Mote desta colunista
O tempo passa, é verdade…
Para que se lamentar?
É bem melhor encarar,
Os traços da nova idade.
Tentar ter serenidade,
Cuidar do corpo e da mente,
Para aceitar o presente,
Sem receio, sem revolta:
“Mocidade não tem volta
A vida é daqui pra frente!”
DEU NO X
BESTEIRA: É SÓ NÃO COMPRAR
FEIJÃO VIROU LUXO! O povo está com dificuldade de comprar feijão no governo de quem prometeu picanha!
FORA LULA! ❌️ pic.twitter.com/19LmXsqyZu
— RT do Brasil (@RTdoBrasil) July 21, 2026
PABLO LOPES - PEIXE NA ÁGUA
QUE SE DANEM OS TOLERANTES
Estou de volta; foram meses de afastamento, graças a problemas profissionais e de saúde, passando por um vírus (de computador) que acabou com arquivos pessoais e profissionais; inclusive meus textos da coluna. Agora recuperado, volto aos braços da Besta, graças à generosidade de mestre Berto. Em frente, pois.
Como sabem meus raros leitores, em textos anteriores procurei apresentar aquelas que considero as causas de nosso mergulho na insegurança jurídica; no ativismo supremo e suas consequências políticas, legais e sociais.
Eu pretendia continuar nesta linha, porém nestes meses de ausência foram tantas e tão absurdas as notícias nesta seara que perdi totalmente a linha do tempo e a capacidade de manter um mínimo de coerência entre análise e realidade. Ademais, penas bem mais competentes já deram conta do recado por aqui. Realmente o Brasil não é para amadores.
Dito isso, quero retomar este contato trazendo uma reflexão a partir de uma experiência pessoal, ocorrida há poucos dias, nada muito interessante, mas reveladora dos tempos sombrios em que vivemos. É um pouco longa; desculpem.
Minha cidade possui uma vida noturna e cultural bastante diversificada, tem para todos os paladares. Gosto de frequentar alguns pubs da região central, onde servem cerveja artesanal acompanhada por bandas de rock e blues, meu estilo favorito. Nestes lugares, frequentados por pessoas de minha idade, tenho vários amigos de copo e de cruz, como diria Chico Buarque, vários também são advogados, o que torna o local saudavelmente insalubre.
Pois bem, de volta à ativa, fui encontrar alguns amigos; colocar o papo em dia e matar a saudade de minha cervejinha produzida no local.
Estávamos em um grupo de 4 pessoas, em pé em torno de um barril à guisa de mesa, quando dois rapazes e uma moça se aproximaram e pediram licença para também usarem a “mesa” para colocarem seus copos, já que o local estava lotado.
Logo percebemos tratar-se de um grupo gay. Nenhum problema, autorizamos e os convidamos a se juntarem à nossa turma. Isso é comum no local.
A conversa seguiu sobre vários assuntos até que nossos novos amigos, de alguma forma, conduziram o assunto para homofobia e política, e passaram a desancar a sociedade conservadora típica da cidade e coisas assim. A certa altura perceberam que ninguém estava nem aí para isso e perguntaram: “vocês são de direita?” Uma colega advogada respondeu que sim, éramos profissionais do direito.
“Não, eu perguntei se são de d-i-r-e-i-t-a”. Resposta afirmativa e o clima mudou; pesou. A moça chegou a lamentar: “puxa, até agora estávamos interagindo de forma tão legal…”
Ato contínuo passaram a dizer que os conservadores eram intolerantes, discriminadores e a porra toda, sem se darem conta de que até aquele momento estávamos interagindo e os tratando sem qualquer diferença. Logo pediram a conta e foram embora sem se despedir. Não fizeram a menor falta…
Este fato me fez pensar: Em que momento a ideologia política passou a substituir a educação, a gentileza, o bom humor ou a cultura como motivo para a aproximação social. Ou a ausência destes valores como motivo para o afastamento?
Nossa sociedade está adoecendo rapidamente. Antes eu achava que o vitimismo e o patrulhamento estavam restritos às redes sociais, sob o domínio dos ditos influencers, mas ao que parece já faz estragos na vida real.
Não faço questão de conviver com a intolerância dos tolerantes; aliás, a pregação da dita tolerância é uma das coisas mais ofensivas que se pode imaginar. Repito aqui a frase que encerrou aquela conversa e fez os tolerantes irem embora: Eu jamais frequentaria um lugar no qual as pessoas me admitissem por serem tolerantes. Podem ir tolerar a pqp!
Não está longe o dia em teremos que usar uma espécie de símbolo costurado às vestes para identificar nosso posicionamento ideológico, para sermos admitidos em qualquer ambiente, a começar pelas universidades e círculos “artísticos”; da imprensa ou, pior ainda, do poder judiciário. Deus me livre!
Pois bem, contei esta passagem apenas para dizer que pretendo voltar ao tema em meus próximos textos, com base em um caso jurídico extremamente emblemático que, ao menos do ponto de vista legal, abriu as portas do inferno. Até.


