DEU NO JORNAL

ALIADOS

Ainda provoca desgaste para Lula no Congresso o tapetão que o governo aplicou no Supremo Tribunal Federal no caso da desoneração da folha de pagamento dos setores que mais empregam no País.

Lula & Cia perderam cinco vezes na Câmara e no Senado, mas ganharam no aliado STF a reversão o projeto que prorrogava a medida.

Marcel van Hattem (Novo-RS) define o que vê: “Coalizão espúria construída para contrapor as decisões do Congresso que desagradam o governo Lula”.

“O Congresso se manifestou de forma clara sobre essa questão, mais de uma vez, e sua decisão precisa ser respeitada”, disse van Hattem.

“Judicializar decisão do Legislativo, órgão competente para tal função, é ataque nítido à independência dos Poderes”, diz Luciano Zucco (PL-RS).

* * *

Marcel van Hatten resumiu tudo numa expressão perfeita: “Coalizão espúria”.

Coalização, acordo, aliança, solidariedade entre bandos irmãos.

A expressao “aliado STF”, contida na notícia aí de cima, está perfeita.

O Ladrão Descondenado tem um aliado fiel.

DEU NO X

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

A BESTA NA VEJA

Hoje amanheci o dia futucando meus arquivos.

Organizando e botando em ordem, pra saber se o pau que deu no meu computador tinha estragado alguma coisa.

Computador que ainda aguarda conserto na empresa aqui de Recife pra onde levamos ele.

Estou editando esta gazeta escrota a partir do laptop de Aline, onde também está a página de edição do JBF.

Pois na espiada que dei, encontrei uma postagem de março de 2015, coluna de Augusto Nunes, na revista Veja, reproduzindo na íntegra um texto meu, cheio de gozações e ironias.

Cliquem na chamada abaixo e leiam a matéria, parágrafo por parágrafo, rolando a tela e deixando de lado os anúncios.

Abraços e um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Lula foi no RS ficou por três horas e foi embora

Lula ri durante coletiva de imprensa sobre tragédia no RS

⁠Primeira declaração do Lula sobre a tragédia foi dizer que sua torcida era pelo Inter e Grêmio

Lula dá ao Pará R$1,3 bilhão de Itaipu que a Câmara queria destinar aos gaúchos

Uruguai oferece avião e drones para ajudar no RS, mas governo Lula recusa

Lula diz que máquinas de lavar ‘são muito importantes para mulheres’ ao falar sobre tragédia no RS

Antes das inundações no Rio Grande do Sul, Lula disse que mulheres querem independência para comprar batom e calcinha

Lula gosta tanto das mulheres que perguntou a uma mãe de cinco filhos quando “ela vai fechar a porteira”

Os feitos de Lula também se espalham no exterior, onde ele já agradeceu os feitos da escravidão

Lula ainda declarou a Ucrânia culpada pela guerra e exaltou o grupo terrorista Hamas

Inflação dos alimentos dispara é brasileiro se vê obrigado a parcelar insumos básicos

Mesmo com preço do arroz em disparada, Brasil vende arroz para Venezuela e agora Lula quer recomprar: que negocião!

Falando em Venezuela, Lula elogia a ditadura de Maduro e considera a democracia um conceito relativo.

Não bastasse todos esses feitos, Lula criou um buraco fiscal para o Brasil, impondo pobreza e aumento de impostos para a população.

Com bagunça nas contas públicas e falta de agenda do governo, dólar supera os R$ 5 e impacta inflação brasileira.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

AVUANDO COM MORDOMIA

O governo vai torrar R$ 2 milhões retirados do bolso do pagador de impostos em “serviços de comissaria”, ou seja, na mais pura mordomia a bordo dos aviões da FAB utilizados por Lula e o vice Geraldo Alckmin.

* * *

Se isso fosse coberto só pelos pagadores de impostos que fizeram o L, seria o mais justo.

Mas não tem jeito: todos os contribuintes vão levar uma ferroada.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

HISTÓRIAS DE PERNAMBUCO

Conselheiro Rosa e Silva

Durante a campanha para a eleição de Dantas Barreto contra Rosa e Silva, em Pernambuco, a coisa foi terrível, pois envolveu o então brioso Exército Nacional e sua Força Auxiliar, a Brigada Militar. Isso nos dias atuais seria espantoso.

Segundo notas da historiadora Dilva Frazão o Exército dava cobertura a Dantas Barreto e a polícia estadual era fiel a Rosa e Silva. A bala cantava solta na Capital e no interior, entrando na briga os “Coronéis Civis” que dominavam as maiores cidades do agreste e do sertão.

A fase do Coronelismo se iniciou com a criação da Guarda Nacional, quando os latifundiários aliados ao governo central recebiam o título de Coronel, para que exercessem o domínio em sua região.

Mas tudo isso não foi nada. O pior viria depois.

Se o valoroso soldado Dantas Barreto pudesse ver o que aconteceu no Recife para modernizar a cidade e homenagear sua memória, dando-lhe o nome de avenida e edificando um busto de sua figura emblemática, ficaria triste.

Constataria o tremendo “quebra-quebra” de velhos monumentos, que ocorreu, a fim de abrir os caminhos para o projeto de uma das mais importantes artérias do Centro da Capital: a Avenida Dantas Barreto. E certamente ficaria entristecido

Voltemos ao ano de 1940. Lá vem o jornalista Mário Melo com suas ferrenhas críticas, para evitar que o Recife continuasse a se deteriorar ainda mais na sua feição de cidade europeia, como se já não bastasse a demolição da Igreja do Corpo Santo, a fim de modernizar o porto.

Para se remodelar uma cidade velha – bem o sabemos – é necessário se deslocar algumas partes, mas no Recife não se poupou nem os templos históricos.

A marreta começou a cantar em 1952, quando para abrir o trecho da Praça da República até a Avenida Guararapes (na época ainda denominada Av. 10 de Novembro), excluiu-se primeiramente, o Pátio do Paraíso, fazendo-se desaparecer, inclusive, a Igreja do Paraíso.

Tendo a denominação antiga de Praça Barão de Lucena, derrubou-se o primeiro templo católico – a igreja – de comum acordo: Prefeitura e autoridades eclesiásticas locais – tudo para se iniciar o projeto da nova avenida.

Mas não seria esta a única demolição de templo católico na área central da cidade. Anos mais tarde viria a ser derrubado um símbolo da História da Escravidão: a Igreja dos Martírios, que fora destinada aos cidadãos pardos e pretos.

O templo foi demolido, “na marra”, em 1972, após haver motivado terrível briga entre o jornalista Mário Melo, o Prefeito Augusto Lucena e o SPHAN, demolição que ocorreu durante u’a madrugada, por máquinas de grande porte.

De prefeito em prefeito foi-se quebrando tudo quanto era edificação com o objeto de ser criada uma artéria cujo traçado se iniciava na Praça da República e se prolongaria até a Ponte de Afogados. Rasga-se-ia, em linha reta, a parte mais central da Capital: os bairros de Santo Antônio e São José até a ponte que liga esses bairros com Afogados.

Permaneceram apenas as Igrejas de Santo Antônio, a Nossa Senhora do Carmo e a Matriz de São José, esta um pouco fora do perímetro da futura avenida.

O projeto ficou empacado na Praça Sérgio Loreto; mas demoliu-se bom pedaço residencial do bairro de São José até a parte do lado esquerdo da Rua Imperial.

E depois dessa quebradeira a avenida não foi concluida. Hoje serve apenas para terminais de ônibus, ali ocorreu a construção de um monstrengo chamado “Camelódromo” e serve para desfiles de agremiações carnavalescas.

Voltemos à época em que a “Revolução de 1911” se iniciou.

Prevendo que não seria moleza ganhar uma eleição tão acidentada, onde as balas sibilaram e o Governo da Situação proibira comícios no interior, inclusive em Bom Conselho, Dantas Barreto sentiria o gosto ruim da vitória antes mesmo da posse. Ganhou de goleada e Pernambuco todo vibrou com a derrocada de Rosa e Silva.

O primeiro fato que causou grande apreensão, face à covardia do gesto, foi o despejo da Academia Pernambucana de Letras que funcionava no mesmo prédio do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, extirpado de sua sede na Praça Major Codeceira, 27 (atual Praça Joaquim Nabuco), lançando-se todos os móveis e arquivos na rua, durante u’a madrugada, dias antes do general diplomar-se governador.

O fato foi realizado por agentes públicos que cumpriram ordens do Prefeito Arquimedes de Oliveira, durante u’a madrugada, a mando do governador rosista, Herculano Bandeira, sob a justificativa de que a Prefeitura precisava do local.

Ultrajava-se, assim, a Lei Provincial nº1.430, de maio de 1879, que doara o imóvel àquelas instituições, realizando-se ato de puro vandalismo praticado por funcionários da Prefeitura. Certamente mero despeito, porque o governador eleito era membro da Academia Brasileira de Letras, Cadeira nº 27.

Obtive parte destas notas, de assentamentos de Dilva Frazão, Fátima Quintas e do excelente livro de João Alfredo dos Anjos: “A Revolução Pernambucana de 1911”.

Finalizo estas lembranças publicando breve prosa com um taxista que me indagou:

– Eu gostaria muito de saber quem foi essa tal de Rosa e Silva, porque se trata de uma rua em que frequentemente fico engarrafado.

Deixei claro que se tratava de um homem e não de u’a mulher. Foi ilustre personagem de nossa História, que além de ter sido senador e Vice-presidente da República, foi Conselheiro do Império e influenciou a governança do Estado durante quase 20 anos, período conhecido como o tempo da “Oligarquia Rosista”.

Em favor da História maior do nosso torrão não se pode esquecer pequenos fatos periféricos ocorridos à margem dos maiores acontecimentos, porque todos fazem parte das Histórias de Pernambuco.

PENINHA - DICA MUSICAL

MARISA GATA MANSA

Dedico as postagens desta semana ao jovem José Ramos, colega colunista do JBF, que no último dia 30 de abril completou 81 anos. Parabéns e muita saúde Zé Ramos e que Deus o mantenha entre nós por muitos e muitos anos.

* * *

Viagem