DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DIA DAS MÃES

Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.

Mote desta colunista

Quem tem sua mãe idosa
Cuide dela, por favor.
Dê carinho, dê amor,
Visite, troque uma prosa.
Seja gentil, prestimosa,
Mesmo não sendo obrigada,
Mãe é para ser cuidada.
Pois quem de você cuidou,
“Quem no mundo lhe botou,
Merece ser bem tratada!”

Dalinha Catunda

A mãe cuida do seu filho
Desde o ventre, com amor,
Nos seus braços, dá calor,
Seu olhar tem luz e brilho.
Embalando no estribilho,
Vai até de madrugada.
Nunca se mostra cansada,
A vida lhe dedicou.
“Quem no mundo lhe botou,
Merece ser bem tratada!”

Creusa Meira

Mamãe com noventa e três
Com sua maturidade
Preza sempre a verdade
Vive com a sensatez
A sua vida refez
Uma mulher abnegada
Reza na sua jornada
Papai é o seu amor
“Quem no mundo lhe botou,
Merece ser bem tratada!”

João Roberto Coelho

Se minha mãe estivesse
Ao meu lado, aqui comigo,
Esse caminho que sigo
Muita saudade lhe tece;
Minha mãe vive na prece
Além da curva da estrada
A reta é nova jornada:
Digo ao filho que ficou:
“Quem no mundo lhe botou,
Merece ser bem tratada!”

Bastinha Job

Minha mãe é a poesia
Que reina em meu coração
É a maior inspiração
Dona da minha alegria
Parece a Virgem Maria
Tão pura, tão dedicada
No seu ventre fui gerada
Pra hoje ser o que sou
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada!”

Lindicássia Nascimento

No seu ventre concebida
Um fruto de tanto amor
No seu colo protetor
Com devoção e guarida
Foi Mãe de Deus escolhida
Em todo CÉU entronada
É para ser ” endeusada”
Em qualquer lugar que for
“Com carinho e muito amor
Merece ser bem tratada.”

Dulce Esteves

É uma missão Divina,
Missão mandada por Deus,
Pra cuidar dos filhos seus,
Toda mãe tem essa sina,
Com muito amor ela ensina,
A criança ser educada,
Com afeto ela é amada,
Pela mãe que lhe gerou,
“Quem no mundo lhe botou,
Merece ser bem tratada.”

Joabnascimento

Minha grande genitora
Se foi deixando saudade
Uma santa de verdade
Mãe, amiga e professora
A melhor educadora
Por todos nós adorada
Vivenciou a jornada
Até que Deus a chamou
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

Jerismar Batista

Minha mãe não tenho mais
Aqui na terra comigo
E uma coisa lhe digo
Que falta que ela faz
Eu hoje inda sou capaz
De vê-la toda animada
Jogando co’a meninada
De bola no corredor
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

Giovanni Arruda

Minha mãe merece amor
Eu a guardo no coração
Ela me ensinou boa ação
Sempre ofereço uma flor
Levo comigo onde eu for
E sempre bem agarrada
Ela me ensinou a estrada
Porém no colo me levou
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

Euza Nascimento

Nascer de fato é uma graça
que só quem vive agradece;
é algo que só merece
quem de fato a vida abraça
e o próprio destino traça:
transformando, pois, o nada
a obra viva e sagrada,
conforme Deus confiou…
“Quem no mundo lhe botou
merece ser bem tratada.”

David Ferreira

Mãe é tão especial
Que se doa por amor
Seja o filho ou não doutor
Ela cuida por igual
Este ser angelical
Deve ser tão bem cuidada
É por Deus abençoada
Quem tanto nos abençoou
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

Vânia Freitas

Maternizar é papel
Que confere santidade,
Mas mexe na sanidade
Porque o mundo é cruel,
É como fazer rapel
Sem a corda apropriada,
É virar noite acordada
Porque seu bebê chorou.
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

Nilza Dias

Mãe, palavra mais sublime
Entre as palavras pequenas,
São três letrinhas apenas,
Mas tudo de bom exprime;
O seu amor nos redime
Da ingratidão praticada,
Sem se magoar por nada
Perdoa ao filho que errou;
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

Joames

A mãe carrega a ternura,
E é tão doce o seu olhar.
Ela conhece o cuidar.
E é fonte de cultura.
Acalanta com leitura.
Nos mostra o Conto de fada,
Nos fala de onça pintada.
Cantigas, sempre cantou.
“Quem no mundo lhe botou,
Merece ser bem tratada!”

Rosário Pinto

Eis de toda criação
Divinal a mais bendita
Sendo mãe é infinita.
Transbordante de afeição
De amor e dedicação
Para os filhos/a consagrada
Mil vezes admirada
A quem grato sempre sou
“Quem no mundo lhe botou
Merece ser bem tratada.”

F. de Assis Sousa

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Padre João Maria

João Maria Cavalcanti de Brito, mais conhecido como Padre João Maria, nasceu em 23/6/1848, em Caicó, RN. Sacerdote, médico, jornalista e assistente social, reconhecido como santo em Natal, RN, conta com um processo de Beatificação aberto em 2002. Teve atuação destacada na grande seca de 1877 e na abolição da escravatura, quando foi apelidado de “Pai dos negros forros’.

Filho de Ana de Barros Cavalcanti e Amaro Soares de Brito, Estudou no Seminário de Olinda, PE; concluiu o curso teológico no Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde foi colega do Padre Cícero Romão, e foi ordenado sacerdote em 30/11/1871. Sua família pobre e respeitada na vizinhança, contou com a ajuda financeira de fazendeiros amigos para custear seus estudos. Ralizou sua primeira missa aos 23 anos; foi vigário de algumas cidades e assumiu a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, antiga Catedral de Natal, onde criou a Escola São Vicente, para crianças pobres e fundou a imprensa católica, com a edição do jornal “Oito de Setembro”.

Era “médico” prático e ministrava medicação natural para os enfermos e cuidava das crianças, particularmente no cuidado com a higiene e prevenção de doenças. Em 1883 foi eleito presidente da Sociedade Libertadora Norte-Riograndense, e publicou o “Boletim da Libertação Norte-Riograndense”, motivo que lhe rendeu o apelido de “Pai dos Negros Forros”.

Ficou conhecido pelo trabalho em prol dos mais pobres; na luta contra a escravidão e a seca e no combate à variola, numa grande epidemia em 1905, da qual foi vítima em 16/10/1905. Era um padre querido pela povo, tendo batizado milhares de natalenses, entre os quais o historiador e folclorista Luís da Câmara Cascudo, em 1901.

Seu falecimento causou um abalo em Natal e pouco depois foi homenageado com um busto erguido na praça, que hoje leva seu nome, atrás da antiga catedral. Em 7/8/1979 seus restos mortais foram transladados do Cemitério do Alecrim para a Igreja de Nossa Senhora de Loudes. Sua vida ficou registrada em romance e poesia nos livros de Wanderley, R.C. Romance da vida e dos milagres do Padre João Maria (1968) e Costa, G. Padre João Maria: o santo de Natal na poesia (1999).

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

NOTAS SILVÍNICAS

Numa agência bancária, onde fui fazer uma doação para ajudar os vitimados pelas terríveis enchentes gaúchas, deparo-me com o João Silvino da Conceição, que para lá tinha se deslocado com o mesmo propósito. Sobraçando, como sempre, um caderno e uma esferográfica para anotações cotidianas, ele não se esquivou de mostrar suas últimas pensações. Transcrevo-as aqui, corrigindo suas mínimas incorreções ortográficas:

– “Sempre que possível, nunca diga “não” de supetão. Diga sempre “vamos raciocinar”, favorecendo a emersão de soluções mais venturosas.”

– “Quem sabe pensar, nunca vai se afundar.”

– “Ainda que botando asas numa vaca, jamais ela voará.”

– “Quando não se tem interesse concreto, todo amanhã idealizado é vão.”

– “Abandonar-se é o maior defeito de um ser humano.”

– “Na escola da vida pós-moderna, professores e alunos devem postar-se sempre com intensa criticidade estruturadora.”

– “Nas tragédias urbanas, toda precaução é pouca com os vitimismos, os exibicionismos, evitando responder perguntas idióticas de repórteres sem um mínimo senso de visão coletiva.”

– “Toda convivencialidade sadia é consequência plena de uma caminhada dotada de bom senso, solidariedade fraternal e caridade permanente.”

– “Quem desconhece e não analisa fatos passados, compreende mal os do cotidiano e não binoculiza com efetividade os dos amanhãs.”

– “Os possuidores de parcas leituras, analisam os fatos e feitos sem embasamento, com descontrole emocional e agressividade irracional.”

– “Ou serenamente convivemos dialogando com pensamentos contrários aos nossos ou brevemente nos destruiremos todos.”

– “O ser humano é o único animal cuja existência pacífica é um problema que ele mesmo terá que resolver.”

– “Enredos de telenovelas nada criativas geram psicopatias agressivas nada cidadanizadoras, tudo se resolvendo fingidamente nos últimos capítulos.”

– “Novos conhecimentos ampliam responsabilidades solidárias e militâncias favoráveis a realidades sociais mais dignas.”

– “Ser cristão é ter profundo respeito por todas as demais crenças, religiosas ou não, sem preconceitos nem irracionalidades comportamentais.”

– “Quem evita ser mentalmente bunda, tem a certeza de que nunca se comportará mal socialmente, mesmo dirigindo um Porsche.”

– “Quem pratica bandidagens nas tragédias urbanas, como a do Rio Grande do Sul, merece a castração física e cadeia longa, para não mais parecer ser um humano dignificante. “

– “Solidariedade e fraternidade são irmãs siamesas, jamais em tempo algum devendo ser separadas.”

– “Quem não tem solidariedade social possui uma infantilidade cognitiva não evolucionária.”

– “Nós existimos na Terra para sermos solidários com todos, incluindo os que discordam de nós.”

Abracei o João Silvino da Conceição, agradecendo a Deus por ter com ele uma amizade de muitas décadas, sempre ele professor e eu aprendiz, usufruindo das suas lúcidas orientações existenciais. E ainda recebi de presente, com uma dedicatória atenciosa, um livro que já comecei a digerir intelectualmente:

SOBRE A ARTE DE VIVER: LIÇÕES DA HISTÓRIA PARA UMA VIDA MELHOR, Romain Krznaric, Rio de Janeiro, Zahar, 2013, 376 p. O autor é um historiador britânico, fundador da School of Life de Londres, consultor internacional e pensante século XXI. Páginas que, segundo João Silvino, muito iluminarão nossas decisões pessoais, profissionais e comunitárias.

Um livro que eu tinha acabado de comprar presentei o Silvino, ratificando nossa amizade de muitas bênçãos divinas: A SOCIEDADE PERFEITA: AS ORIGENS DA DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL, João Fragoso, São Paulo, Editora Contexto, 2024, 352 p. O autor, professor titular de História, por concurso, na UFRJ, analisa com maestria, e de um jeito próprio, o Brasil como somos e por que somos detentores de uma humilhante redistribuição de renda. Cada um com seu livro, fomos tomar um caldinho de feijão com uma cerveja sem álcool, num pequeno restaurante popular das redondezas bancárias, permutando as anedotas mais recentes, inclusive as de baixo calão.

PENINHA - DICA MUSICAL

JOHNNY MATHIS

Dedico as postagens desta semana ao jovem José Ramos, colega colunista do JBF, que no último dia 30 de abril completou 81 anos. Parabéns e muita saúde Zé Ramos e que Deus o mantenha entre nós por muitos e muitos anos.

* * *

A Certain Smile

DEU NO JORNAL

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAGNOVALDO SANTOS – PALM COAST – ESTADOS UNIDOS

C.H.U.V.A. Berto

(Comendador Honorário e Ultra Vitorioso Avatar Berto):

Chegando noite passada na minha cidade, após uma sacudida semana de trabalho, fui dar uma olhada nos canais de televisão aqui da região.

Para minha vergonha, o Brasil, mais uma vez, é o assunto do momento.

Comentários vergonhosos.

Alguns exemplos:

Apareceu um vídeo de uma lancha da Marinha sendo abastecida por civis, por alegada “falta de combustível”.

Apareceu um caminhão do Exército sendo puxado por um guindaste civil, por ter caído em buraco em uma estrada. Também aparecem viaturas do Exército evitando entrar na água enquanto jipeiros estavam entrando sem pestanejar.

A reportagem diz ainda que vários “jet-skis” novinhos do governo estavam guardados para salvamento de banhistas no próximo verão, mas não eram para ser usados agora para salvar flagelados.

Disseram ainda que o Brasil doou um pacote de purificadores de água para o Hamas, mas foi a Argentina que doou outros tantos para o Brasil, já que o governo local não o fez.

Há dezenas de postos de coleta de donativos somente na Florida e companhias aéreas (como a Azul) estão disponibilizando espaço em seus aviões para transportá-los, mas estão sobrecarregados… e os Consulados brasileiros em Miami e em Orlando não estão mexendo um único dedo para ajudar.

E deve ser verdade mesmo: minha esposa foi avisada por uma igreja aqui em Orlando que não tem condições de receber mais nenhuma caixa de donativos, por falta de espaço. O mesmo acontece em Jacksonville. Avisaram que vão mandar os donativos por containers em navios. Não sei quando vão chegar.

E “otras cositas mas”, todas cobertas de vergonha tupiniquim.

É verdade tudo isso?

Vejo algumas notícias nas redes sociais, mas nunca imaginei que o nosso País fosse tido em uma condição tão vergonhosa, abaixo de loló de cobra.

Ultimamente tem sido vexatório alguém se identificar como brasileiro.

Governo de merda esse nosso.

Tenha um excelente final de semana. 

R. Meu caro amigo e colunista fubânico, antes de mais nada quero agradecer esse título arretado que você me concedeu:

C.H.U.V.A. Berto – Comendador Honorário e Ultra Vitorioso Avatar Berto

Êita peste!

Fiquei ancho que só a porra!

Já guardei aqui nos meus arquivos.

Quanto à pergunta que você me fez, se tudo isso que você citou é verdade ou não, respondo com um sonoro “sim”.

Tudo passa na verdade.

As redes sociais brasileiras estão entupidas com cenas absurdas.

O Exército atual, comandado por  melancias que batem continência pro Ladrão Descondenado, não é o mesmo Exército no qual serviu o Sargento Berto nos anos 60.

Muitos itens sobre este desmantelo foram postados aqui no JBF, nas colunas Deu no X e Deu no Jornal.

Esse gunverno de merda tá nos fazendo passar vergonha não apenas aí nos EUA, mas tambem no resto do mundo.

É pra arrobar a tabaca de Xolinha!!

Abraços e um excelente final de semana pra você e todos os seus entes queridos!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

HERMENEGILDO GAIA

Para Valter Portela

Hermenegildo Ferreira Boaventura da Silva, assim fora batizado lá nos panos de cueros, pelo batina de Santo Amaro, antesmente de poder falar a primeira palavra. Criado e amamentado aos pés da devoção, desde pequeno tinha vocação para sermonista, sacristão, ou qualquer outro cargo que a religião e seu povo quisesse investir nele. Procissionista de primeira marca, nunca perdera estar debaixo dos paus do andor, seja lá o tipo de santo que fosse, desde Santa Bárbara que protege dos coriscos, até São Bartolomeu que protege das matilhas de lobisomens e outros atrasos dos pastos.

Até foi incensando pelo padre de Santo Amaro a seguir carreira religiosa, mas um rabo de saia destruiu qualquer vocação dele para as artes igrejeiras, os sermões e fé na vida do claustro. Ainda que fosse católico de marca maior, seguiu o exemplo de seus antepassados, pratrasmente desde quando chegaram na terra, época em que Santo Amaro era terra mais de bugre que qualquer outra coisa, ou seja, decidiu levar vida de casado, sem abandonar devoção igrejista.

E foi, no primeiro casamento que seu nome apareceu atarrachado com o epíteto de Gaia. Não que fosse um estudioso da ciência de um Mercator, longe disso, a Gaia, no caso, não se referia à geografia, mas sim o belo par de aspas que a mulher dele colocou, antes mesmo do casamento virar a folhinha de dezembro.
Sabedor da novidade, de pessoalmente deu despacho de desembargador à mulher e a mandou ao diabo que a carregasse, desde que longe dele. Inventou doença malina, que teve que mandar a mulher para a cidade grande, onde ela finou-se, sem saber que a novidade da gaia corria solta. Hermenegildo obtemperava que aquilo era tudo bocage de beira de buteco, que nunca levara gaia. Só o padre de Santo Amaro sabia toda a verdade, contada e repisada por Hermenegildo. Seis meses depois, contraiu novas núpcias com uma sarará de maiores encantos, do tipo aparentada de tanajura, onde os avultados dos de cima se ligam às exorbitâncias dos debaixo por uma cintura mais fina que tolete de taquara.

E aí começou a sina. Hermenegildo levou gaia de A até Z, passando, inclusive pelo Ypissilone duplo carpado. A cada mulher nova que arrumava, nova gaia enfeitava a testa, andando ele desgostoso, desvontadoso, com a carcundinha envergada pelo peso que levava na cabeça. Levou gaia do Açougueiro, do Barista, do Carpinteiro, do Dentista, do Eletricista, completando todo o alfabeto, sem esquecer as letras estrangeiras que fazem parte do abecedário.

Injuriado com aquela situação, praguejava Santo Amaro. Terra de gente safada, oco de lobisomens, lugar onde nem o tinhoso com pata de bode e mão de garfo queria botar as patas. Não podia ver ajuntamento de boiadeiro que ele esfarinhava aquele comício a poder de sua língua, já que era assunto que mais vendia na praça, fazendo até mesmo inveja aos nababos do governo e suas imundícies, seja em roda de vinte-e-um, seja em conversa de donzela desencaminhada e de casa sem vergonhista.

Decidiu, como último ato de bravura encontrar uma mulher que nunca o traísse, que fosse sempre leal a ele. Matutou um par de meses e decidiu. Nunca em terra deseducada encontraria tal madama, por isso decidiu construir uma para ele. Encontrou um belo tronco de aroeira, usando seus dotes de santeiro fez uma mulher, inteirinha para si. Obra de mão perita, empombada. Mas, tomou cuidado de nunca contar a ninguém seu feito. Ao agir como o Collodi, esperava uma esposa fiel e que nunca levantasse a voz, ou mesmo fosse pegada em ato de sem vergonhismo, do tipo, põe-a-mão-e-olha-a-porta.

Mas, dizem que quem nasceu para levar gaia, pode desaparecer do chão de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas a gaia fica. Chegando em casa certo dia, olhou para sua mulher, deu um grito alto e caiu durinho de pedra, de não ser Hermenegildo Gaia nunca mais nessa vida. Os cupins tinham comido a mulher feita de madeira!

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL