Magnovaldianamente chego a ti, C.H.U.V.A Berto (Comendador Honorário e Ultra Vitorioso Avatar Berto), pois como o assunto é C.H.U.V.A arregacemos as mangas e à ação, pois:
SOS RS
«Nada nuevo bajo el sol»… Nada está tão ruim que (INFELIZMENTE) não possa PIORAR. E vai um ALERTA!!!!
Essa vai para os que suam e trabalham pela causa gaúcha(cada um de nós tem de escolher as suas batalhas e aquilo em que gasta a sua energia).
The Fantastic Four paranaense Tetê, Zé, Marishka e Schirley nos atualizam sobre um PERIGO real e imediato:
Alguns voluntários envolvidos com a coleta de materiais diversos para doação ao RS se depararam com um problemão.
Eis o depoimento de uma VOLUNTÁRIA curitibana: “Começaram pequenas pintas que coçam absurdamente. Achei que pudesse ser pulga nas roupas doadas. Aí foram abrindo e coçando ainda mais. Fui com urgência no postinho próximo de onde estamos recebendo e separando os matérias. Diagnóstico: sarna humana. Que constrangedor. Tratamento: 2 comprimidos de ivermectina, loção de benzoato de benzila e anti alérgico para a coceira. Depois de 7 dias mais dois comprimidos de ivermectina pra fechar o ciclo”.
DETALHES A SEREM OBSERVADOS A QUEM FOR DOAR: HIGIENE – HIGIENIZAR – PENSAR ANTES DE DOAR. PEDE-SE que antes de doar, itens de vestuário sejam lavados, pois está ocorrendo, segundo fontes paranaenses, surto de sarna em vários locais de distribuição e se forem usadas pelas vítimas das chuvas irão provocar uma outra tragédia.
Sarna, infestação de piolho, picada de pulga, leptospirose são apenas alguns dos muitos perigos que estão correndo TODOS os envolvidos nesta GUERRA.
Colaborando com a Igreja Porto de Cristo, do Pastor Sandro Rocha, DEIXO O CHAMAMENTO:
E no esconderijo do Sancho… Quem do ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) desejar doar via Igreja Porto de Cristo ÁGUA, MATERIAL DE HIGIENE E LIMPEZA, GÊNEROS ALIMENTÍCIOS E REMÉDIOS, para o RS, O LOCAL de coleta é:
Empresa MHE9 Logística Ltda – contato 11 – 2988-0242.
Endereço: Avenida Fagundes de Oliveira 538 – Galpões A-06, A-07 e A-08, Bairro Piraporinha – Diadema-SO CEP 09950-300.
No programa DESDOBRAMENTOS, do Pastor Sandro, no youtube, de segunda a sexta, às 14:30 hs ele disponibiliza endereço de outros postos de arrecadação em Sampa e demais estados para as doações ao POVO DO SUL.
A economia do país está em queda livre graças aos gastos absurdos dos parasitas.
O desgoverno não se dispõe a enviar nem o mínimo para amenizar a tragédia num dos estados que mais contribui para a arrecadação desses sanguessugas.
No entanto, as preocupações das sumidades, grudadas nos ministérios como se fossem craca, se resumem a essas imbecilidades típicas de analfabetos funcionais.
Deveriam, antes de mais nada, voltar ao 1º grau e aprender a falar português.
A cantora Madonna realizou show na Praia de Copacabana enquanto gaúchos sofrem com enchentes históricas
Políticos habilidosos sabem que, por mais descabidas que sejam suas decisões e mais contraditórias que sejam suas declarações, elas sempre encontrarão defensores – por ideologia, por interesse ou por ignorância. O Brasil está cheio de políticos habilidosos.
A questão moral do show de Copacabana é muito simples e pode ser resumida em dois pontos. Primeiro, ele foi parcialmente financiado com dinheiro público, e isso é inaceitável. Segundo, foi servido um produto que muitos consideram vulgar e inapropriado para um espetáculo público, sem restrição de idade e transmitido pela TV aberta.
Quem deseja assistir a shows desse tipo encontra enorme oferta, ao vivo e online. Basta comprar um ingresso ou assinar um canal de streaming. Mas, no caso do show em Copacabana, é como se todos os sete milhões de habitantes da cidade do Rio de Janeiro tivessem sido forçados a comprar um ingresso – ingresso para um show que a maioria, talvez, jamais teria interesse em assistir – nem de graça. É o meu caso.
Esse é o primeiro problema, e ele é grave porque exemplifica uma das piores características de nossas estruturas políticas: uso legal mas inadequado, do dinheiro público. Margareth Thatcher já explicou: “Nunca esqueçamos esta verdade fundamental. O Estado não tem outra fonte de dinheiro além do dinheiro que as próprias pessoas ganham. Se o Estado quiser gastar mais, só poderá fazê-lo tomando emprestado nossas poupanças ou cobrando mais impostos. Não existe dinheiro público, existe apenas dinheiro dos contribuintes”.
O chamado “dinheiro público” é, na verdade, dinheiro que saiu do bolso dos trabalhadores. Bastiat já explicou: quando você vê alguma coisa realizada pelo governo – um monumento, um viaduto ou um show de música pop – há sempre algo que você não consegue ver. São os milhares de projetos pessoais que não foram realizados pelas pessoas porque o dinheiro que pagaria essas coisas foi recolhido na forma de impostos e usado no “projeto” do Estado.
O dinheiro que foi usado para pagar a cantora americana é dinheiro que poderia ter comprado um aparelho ortodôntico para uma criança de Jacarepaguá, ou pago a mensalidade de um curso de inglês para um jovem da Tijuca ou um plano de saúde melhor para uma moradora idosa de São Cristóvão. Mas nenhuma destas coisas acontecerá porque o dinheiro foi usado no show.
A tentativa de justificar o uso de dinheiro público caracterizando o patrocínio como “investimento” não encontra sustentação na lógica. É evidente que, se o retorno fosse mesmo aquele que foi estimado, a própria iniciativa privada organizaria o show sem qualquer recurso público – da mesma forma como organiza inúmeros outros shows e eventos no Rio. Algumas pessoas não concordam comigo; elas apoiam o uso do dinheiro dos meus impostos em um show que não me interessa. Para essas pessoas – para quem acha que o show “movimenta a economia”, “tem um retorno excelente”, “curou o país” e “colocou o Brasil em todas as revistas internacionais” (acreditem: eu li isso) a solução é simples: pague o show com o seu dinheiro e não com o meu.
Contratar uma cantora pop americana por dezenas de milhões de reais, usando dinheiro de tributos, é incompreensível para um trabalhador que paga quase metade de sua renda em impostos. É também um beco sem saída para quem defende o Estado como “financiador” da tal “cultura nacional”. Como podem essas mesmas pessoas achar razoável gastar R$ 57 milhões com um show pop internacional sem qualquer novidade ou valor cultural identificável?
O paradoxo da Madonna é esse: se o show é um “bom investimento” ele deveria ser feito pela iniciativa privada, não com dinheiro de impostos. Se o show é um mau investimento, ninguém deveria fazê-lo. Entendido esse ponto, ainda resta falar da natureza do show. E aqui é preciso cuidado, equilíbrio e justiça.
É preciso lembrar que desde os anos 1980 – há quatro décadas, portanto – a cantora faz exatamente o mesmo tipo de apresentação. Seus shows seguem o mesmo script que combina elementos de dessacralização ou de paródia estilizada da religião – isso inclui vestimentas, cenário e coreografia que, invariavelmente, simula alguma situação sexual envolvendo símbolos e objetos religiosos. A única novidade no show de Copacabana foi a inclusão de homenagem a personagens e políticos da extrema esquerda.
Quem a contratou – e me dizem que um grande banco era um dos patrocinadores – sabia exatamente o que estava comprando e que seria exibido para milhares de pessoas na praia e para outros milhões pela TV. Não cabe nenhum ataque pessoal ou ofensa à cantora, que fez o que sempre faz e, provavelmente, cumpriu suas obrigações contratuais. A pergunta a ser feita é: porque os patrocinadores de um show cujo custo total chegou a quase sessenta milhões de reais decidiram servir esse tipo de entretenimento, de alto conteúdo sexual misturado com referências religiosas e pitadas de esquerdismo radical, de forma aberta, e ainda contando com dinheiro público?
A resposta precisa ser melhor do que “ela é uma estrela internacional” ou “o show colocou o Rio no mapa do mundo”. Rio de Janeiro e Copacabana já são marcas conhecidas em todo o mundo, há muito tempo.
A transmissão do show – com coreografias sexualmente explícitas – foi, inevitavelmente, assistida por crianças e adolescentes. Não fica muito claro porque os organizadores acharam isso adequado, e nem como isso contribui para a cultura nacional. Não é função do Estado – e muito menos de um banco – influenciar a moral, o comportamento amoroso ou a sexualidade de menores de idade (ou mesmo de maiores). Talvez a explicação esteja na hegemonia atingida, no meio cultural e até no marketing corporativo de grandes empresas – incluindo cervejarias, redes de lanchonetes e bancos – pelas ideias de “pensadores” como Herbert Marcuse, Wilhelm Reich e Erich Fromm, “filósofos” da Escola de Frankfurt, que defendem a revolução marxista através da promoção de vulgaridade e promiscuidade, caracterizadas como “libertação” da prisão representada – na opinião deles – pela família e pela moral cristã.
Mas o ponto principal continua sendo a compreensão de que, qualquer que seja a “manifestação artística”, ela não deve ser financiada com dinheiro de impostos, por três razões. Primeiro, porque isso envolve escolhas de natureza estética e moral que não devem ser funções do Estado. Segundo, porque é inevitável a influência de preferências políticas e interesses financeiros, considerando-se as grandes somas envolvidas e a natureza especial dos processos de contratação. Terceiro, porque um país como o Brasil tem outras prioridades.
Não é admissível que o Estado ajude a pagar por um único show de R$ 57 milhões em um país onde ocorrem 40.000 assassinatos por ano (dos quais apenas 8% são esclarecidos), onde boa parte dos alunos no final do ensino médio são analfabetos funcionais, onde mais de 50% das casas não têm coleta de esgoto, e no qual a produtividade está estagnada desde a década de 1980.
Lembrar esses fatos não pode – não deve – ser considerado uma ofensa a ninguém.
Recebo com alegria a sempre inteligente e carinhosa ligação de um amigo muito querido. Desta vez comenta as agruras e dissabores que o tempo impõe aos que estão na vida há mais tempo, como nós. Lamurioso, compara-se a um automóvel que vive a requerer visitas frequentes à oficina que lhe possibilite rodar alguns quilômetros além do combinado. Reparo num carburador, troca de velas sujas, desentupimento do escape ou simples consertos de efeitos estéticos e visuais na lanternagem, uma calibragem de pneus, uma limpeza de para-brisas.
Assim tem que ser, depois dos 30. Eu, um velho Studebaker dos anos 50 (ou um Prefect 51 igual ao que meu pai ganhou numa rifa, meados dos 60), agradeço a existência de uma oficina relativamente próxima de casa – RHP fica a pouco mais de 6 km, que me socorre quando o motor começa a falhar. Mas inevitável é já pensar no dia em que entrar na oficina e de lá não mais sair. A finitude há.
Não me conforta crer na existência do céu (para os bons) e do inferno (para os ruins). Fico a pensar: não seria melhor ser ateu e desacreditar nessa vida eterna que nos prometeu os catecismos? Que futuro arriscar se tenho ídolos queridos de um lado e detestáveis inimigos do outro e não sei para que lado serei mandado? Melhor talvez seja orientar ao mecânico da oficina para que, quando não mais jeito houver, encaminhar-me para repouso no ferro-velho mais próximo, num limbo purgatorial também previsto nos mesmos catecismos.
Se assim for, sem a certeza de ter o prazer de ficar próximo de gente como Madre Tereza, João Paulo II, Francisco de Assis, Hélder Câmara, num paraíso bom, embora tão monótono quanto um domingo à tarde, sem futebol na TV, não correria o risco de ter que conviver com gente da qualidade de Hitler, Brilhante Ustra, Judas Iscariotes, Augusto Pinchet, milicianos e torturadores, num ambiente calorento e habitado por portadores de tridentes e espetos quentes e afiados. Deus me defenda! Melhor ser ateu.
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