– O pai da mentira, das Fakenews e da desinformação em toda a sua arrogância diabólica diária. pic.twitter.com/Rg8Ahn6eQ7
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) October 19, 2024
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Passado o primeiro turno das eleições municipais, os resultados indicaram que partidos de esquerda, dentre os quais PT, PSDB e PDT, saíram das eleições menores do que entraram. Os casos do PDT e do PSDB parecem mais emblemáticos, visto que Ciro Gomes sofreu uma derrota acachapante no Ceará, não elegendo quase ninguém que apoiou, principalmente, em Fortaleza. De modo igual, o PSDB e a forma desses partidos continuarem existindo é através da federalização, isto é, um artifício usado para driblar a lei, pois o partido sem representatividade sai de cena.
O PSDB era o partido de esquerda com maior representatividade. Comandou o estado de São Paulo batendo, por ano, no PT que nunca chegou a governar o estado, para o bem dos paulistanos. O MDB, tinha raízes quadro fortes, chamado “históricos” como Pedro Simon, mas depois absorveu algumas indignidades como José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e tornou-se um partido bissexual, ou seja, politicamente dividido com uma ala fazendo oposição e outra participando do governo fosse ele qual fosse.
O PSDB era aristocrático e Fernando Henrique Cardoso foi eleito e reeleito com facilidade para presidência da república. Nitidamente, politicamente, superior ao PT que era extremista e causava temor a organizações como o Fiesp (não custa lembrar que quando Lula se candidatou em 1989, Mário Amanto, então presidente da Fiesp, declarou que se ele fosse eleito, 800 mil empresários sairiam do Brasil). A briga pelo poder era entre PT e PSDB, visto que os outros partidos de esquerda (PDT, PCB, PCdoB etc.) nunca tiveram capacidade de arregimentar eleitores. O PDT vive das cinzas de Leonel Brizola que brigou contra o PTB de Ivete Vargas pelo legado de Getúlio Vargas (briga judicial, com vitória de Leonel Brizola).
Ciro Gomes se candidatou à presidência em três ocasiões e seu melhor resultado, salvo engano, foi 12% dos votos. Ele não entendeu que o Brasil não o quer como presidente e atualmente pode ser visto nas lives da vida pregando bobagem. Um mero canalha que chegou a beijar a mão de Antônio Carlos Magalhães. Hoje, critica o governo tendo, particularmente, votado no presidente atual. Na ausência de capacidade empresarial para trabalhar, continua ganhando dinheiro do PDT para não fazer nada. Dinheiro público, vindo do fundo partidário. Essa vergonha precisa acabar. A saída para o PDT é se juntar, em federação, com o PSDB e o Solidariedade.
No caso do PT, ao que se viu até agora, nenhuma prefeitura em capitais, embora esteja no segundo turno em quatro delas, todas no Nordeste. Duas prefeituras em cidades grandes lá em Minas Gerais e o resto das prefeituras são interioranas, sem muito expressividade no cenário político. Perdeu a prefeitura de Araraquara, não teve um bom desempenho no ABC paulista e tem, em São Paulo, a esperança de ter um aliado extremamente mais radical, o PSOL, na prefeitura. Se Pablo Marçal tivesse sido mais objetivo nos debates e não se pegasse a babaquice (pesquisas mostram que os indecisos deixaram de votar em Marçal por conta daquele laudo falso), o segundo turno paulista poderia ter alijado Boulos da disputa.
Acho que cabe relembrar um fato ocorrido aqui em Pernambuco nos idos de 1980. Jarbas Vasconcelos era o candidato preferido de Arraes para prefeitura do Recife, ambos no PMDB. Ocorre que o partido tinha interesse em lançar Sérgio Murilo e Jarbas sairia derrotada na convenção. Arraes o filiou ao PSB e Jarbas concorreu por esse partido. Faltando dois dias para acabar a propaganda eleitoral, o programa do PSB massacrou Sérgio Murilo acusando de ter cometido um assassinato. De fato, Sérgio se envolveu num problema dessa natureza, no entanto, ficou comprovado que foi por legítima defesa. A viúva do cara que morreu, declarou que foi legítima defesa, mas o povo não deu a mínima importância e Jarbas Vasconcelos foi eleito.
Voltando à questão do primeiro turno, é preciso verificar se essa derrocada da esquerda representa o início da conscientização da população. Eu acho que pode haver um ingrediente de simpatia com os candidatos, ou seja, lançam um candidato que não é opção da maioria. Lula foi vaiado aqui em Pernambuco porque não abraçou a candidatura de Marília Arraes e ela saiu do PT para concorrer pelo Solidariedade.
Sobre o PSB, partido do vice-presidente que dizia que Lula queria voltar à cena do crime, foi eleito, com folga, o candidato do Recife que colocou como vice uma figura controlável pela família Campos. Lula insistiu para que o vice fosse do PT por motivos óbvios: daqui a dois anos João Campos vai se candidatar a governador de Pernambuco e com isso o PT assumiria uma prefeitura estratégica.
Diante de tudo isso, a única certeza que me resta é que o presidente atual continua centralizando as decisões de esquerda nesse país e quando ele morrer, dificilmente o PT existirá porque não ninguém com capacidade de agregar votos. Basta ver o seguinte: o PT foi reconhecido com partido em 1980, mas só chegou ao poder 22 anos depois. Esse foi, de fato, o tempo necessário para o partido se organizar, mudar a cara de reacionário, se aproximar do mercado, dos empresários etc. Quando o presidente atual morrer, qualquer outro nome do partido vai precisar de 20 anos para ser reconhecido no cenário nacional.
Doze mil venezuelanos cruzaram fronteira após vitória de Maduro e vão para mil cidades do Brasil ⬇️ pic.twitter.com/rLgXolt2iu
— Estadão 🗞️ (@Estadao) October 19, 2024
Hoje quero enxugar meu gelo falando de Fé e de tradição. A Fé tem movido moinhos ao longo dos tempos – como o sermão de Moisés, ao descer com as tábuas dos Mandamentos e encontrar alguns seguidores que haviam acabado de atravessar o mar Vermelho em busca das terras prometidas (ato de Fé), adorando o bezerro de ouro (perda da Fé).
Pois, é essa Fé em algo ou em alguém, que garante a caminhada em sacrifício para Compostela ou, entre nós, para Aparecida, em São Paulo, ou ainda para Canindé, no Ceará. Essa, temos certeza, são “festas cristãs de muita Fé” na tentativa de cumprir alguma promessa feita.
Mas, aqui, neste momento, me proponho a dissertar sobre o profano – que mistura Fé e tradição com diversão.
Festa do Divino Espírito Santo
Altar-mor montado na Casa do Divino em Alcântara
Tudo começou muito antes de 1836, quando Alcântara foi, finalmente, elevada à categoria de cidade. Antes disso, passando pelos domínios dos franceses, holandeses e portugueses, a hoje cidade componente da Região Metropolitana de São Luís, tem população superior a 20 mil habitantes e se transformou um polo turístico.
Com área de 1.457,96 km2, considerada como cidade brasileira com o maior número de quilombos, Alcântara ocupou a região do golfão maranhense formada pelos rios Mearim, Turiaçu e Pindaré. Ainda tem relevância a formação da vegetação parte da floresta amazônica e uma imensidão de manguezais que insere a cidade numa área considerada de proteção ambiental das reentrâncias maranhenses.
Área considerada de muita importância para o turismo estadual é alcançada por um sistema de ferry-boats que realiza a travessia São Luís-Alcântara, cruzando a Baía de São Marcos, ligando a cidade de São Luís até o porto de Cujupe, em Alcântara, e encurtando a distância entre a capital e a Baixada Maranhense, transportando mais de 1,8 milhão de passageiros por ano.
Também é possível fazer a travessia em barcos menores e catamarãs, partindo do Cais da Praia Grande, na Rampa Campos Melo, no Centro de São Luís (próximo ao Palácio dos Leões), até o Porto de Jacaré–Terminal Hidroviário de Alcântara, em viagens em torno de 1 hora e 20 minutos, com partida conforme a variação da maré. Outra forma de acesso ao município, se dá pela MA-106.
Em Alcântara, há um Centro Espacial do qual são lançados os veículos lançadores de satélites no âmbito da Missão espacial completa brasileira. É o CLA – Centro de Lançamento de Alcântara. Na América Latina, o CLA é o único concorrente do Centro Espacial de Kourou situado na Guiana Francesa, mas, ao contrário deste, o centro espacial brasileiro não opera lançamentos constantes em razão de atrasos logísticos e tecnológicos.
Escolhida como Patrimônio Histórico Cultural Nacional, a cidade representa uma das principais riquezas culturais do estado. Apesar da decadência econômica do município a partir do final do século XIX, foi conservada parte de sua arquitetura colonial representada pelos inúmeros sobradões, casas mais baixas, igrejas, ruas estreitas e tortuosas e, principalmente, pelas inúmeras ruínas que demonstram o que foi essa cidade, que possibilita aos visitantes transportarem-se para uma época distante.
A Festa do Divino Espírito Santo no Maranhão é um dos muitos festejos que fazem parte da cultura popular do Maranhão, destacando-se como um dos mais importantes, por sua ampla difusão e pelo impacto que tem sobre a população.
Hoje, existem dezenas de festas do Divino espalhadas por todo o Estado, levando adiante uma tradição viva e dinâmica, em que se destaca a beleza do repertório musical.
É realizada no mês de maio ou junho, terminando no Domingo de Pentecostes, sendo que desde o Sábado de Aleluia, os festeiros começam a se preparar para o grande dia em que o Imperador recepciona seus convidados com um almoço e farta mesa de doce.
Teve sua origem em Portugal, com a construção da Igreja do Espírito Santo em Alenquer, no século XIII, por ordem da rainha Dona Isabel, a festa chegou ao Brasil no século XVI com os colonizadores.
“Caixeiras do Divino” representam a tradição
Toda a festa do Divino gira em torno de um grupo de crianças, chamado império ou reinado. Essas crianças são vestidas com trajes de nobres e tratadas como tais durante os dias da festa, com todas as regalias. O império se estrutura de acordo com uma hierarquia no topo da qual estão o Imperador e a Imperatriz (ou Rei e Rainha), abaixo do qual ficam o Mordomo-Régio e a Mordoma-Régia, que por sua vez estão acima do Mordomo-Mor e da Mordoma-Mor. (OBS.: Algumas informações históricas extraídas do Wikipédia)
Festejo de São Raimundo Nonato dos Mulundus
Imagem representativa de São Raimundo Nonato
Vargem Grande é município do estado do Maranhão, com população que, segundo o IBGE seria superior a 60 mil habitantes. Pertencente num passado recente ao município de Itapecuru-Mirim, passou a Vila em 15 de maio de 1935 pelo decreto nº 832 e à categoria de cidade pelo Decreto-Lei Nº 45, de 29 de março de 1938, mas a formação política e jurídica do município de que é sede teve origem com a criação, em 1835.
Ainda uma pequena povoação, serviu de acampamento à Terceira Coluna, sob as ordens do major Feliciano Antônio Falcão, das tropas comandadas pelo coronel Luís Alves de Lima e Silva na repressão da Balaiada.
Antigo ponto de encontro das estradas de boiadas que vinham de Caxias e Itapecuru-Mirim, até hoje Vargem Grande, apesar de ser um grande centro de produção agrícola, demonstra sua forte vocação para pecuária. O município tem história, cultura e natureza.
Vaqueiro é personagem forte no festejo
Todo ano, a partir do dia 22 de agosto a Paróquia de São Sebastião, Santuário de São Raimundo Nonato dos Mulundus, em Vargem Grande – MA, realiza até o dia 31, o tradicional Festejo de São Raimundo Nonato dos Mulundus. São dez dias de festa com tema diferente a cada ano.
O festejo começa às 5 horas da manhã com o toque da alvorada, conduzida por Dona Nini, guardiã das liturgias da procissão de São Raimundo Nonato dos Mulundus.
Segundo a história, Raimundo Nonato era um homem fiel e temente a Deus, que ajudava todas as pessoas necessitadas de um pequeno povoado de Vargem Grande. No dia 31 de agosto de 1732, seu corpo foi encontrado com o pescoço quebrado ao pé de uma carnaubeira, com um doce aroma floral. Seu cadáver foi levado para ser velado, porém, dias depois, sumiu. Foi então que as pessoas começaram a crer que o corpo de Raimundo Nonato foi levado por Deus e que ele poderia interceder por suas preces.
Em 1832, aconteceu o primeiro festejo permitido pela Igreja Católica. De 1832 até 1954 os romeiros caminhavam até o povoado Mulundus, local da morte do Santo Vaqueiro, e de 1958 até os dias atuais é feita a procissão até o povoado Paulica, já conhecido por todos.
Segundo dados oficiais a cada ano cerca de 400 mil devotos de São Raimundo Nonato dos Mulundus chegam até a cidade durante o período do Festejo.
Festa da Juçara
“Maranhão, meu tesouro, meu torrão
Fiz esta toada pra ti, Maranhão
Terra do babaçu que a natureza cultiva
Esta palmeira nativa é que me dá inspiração
Na praia dos lençóis tem um touro encantado
E o reinado do rei Sebastião
Sereia canta na proa
Na mata o guriatã
Terra da pirunga doce
E tem a gostosa pitombotã
E todo ano, a grande festa da Juçara
No mês de Outubro no Maracanã”
Alcione Nazaré
Açaí no Pará e juçara no Maranhão
Chegou o mês de outubro e, com ele, a Festa da Juçara, que nos dias atuais conta com o patrocínio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O evento, que está na sua 55ª edição, segue por duas semanas do mês de novembro.
Segundo a organização da festa, a expectativa é receber cerca de 10 mil pessoas por domingo, no horário entre 12h e 23h. Além do domingo, o Parque da Juçara no Maracanã funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 20h.
Fruto da juçara, juçara líquida, camarão salgado, farinha de puba e mandioquinha
A Festa da Juçara é um evento tradicional do estado, que já acontece há mais de meio século, e é um evento em que o público, além de degustar a juçara, prato típico, pode estar em contato direto com a natureza e presenciar grandes atrações culturais do nosso estado.
O chamariz da festa com certeza é a juçara, mas o Parque oferece atrativos para o público. As apresentações culturais serão realizadas na arena principal e na praça de alimentação, onde também são servidos os mais variados pratos de juçara.
O litro da juçara será comercializado a 20 reais para viagem; com açúcar e farinha, a 35 reais; e com camarão, 50 reais.
Mote do Poeta Matias Neto
A bravura dessa gente
É difícil comparar
Sempre obrigada a migrar
Buscando um novo ambiente
Se afasta do solo quente
Onde vive sem suporte
Mistura coragem e sorte
E bota os pés na estrada
Esta é a caminhada
Do nordestino no Norte.
Não padece de insônia,
Desconhece assombração,
Vive em qualquer região
Do Icó à Babilônia
Desbravou a Amazônia
Sem utilizar transporte
Foi um seringueiro forte,
Desenvolveu a pecuária
Falo da luta diária
Do nordestino no Norte.
Sou mais um dos nordestinos
Que vieram para cá
Juntei-me aos do Ceará
E aos irmãos sudestinos,
Aprendi com os sulinos
A honrar meu passaporte
Aqui arranjei consorte
Para dar sentido a vida
Graças à Compadecida
Sou nordestino no Norte.
* * *
Fotos no Estúdio da Rádio FM Rio Madeira, Porto Velho, Rondônia. Participação no Programa Raízes Nordestinas, apresentado pelo poeta-repentista Matias Neto (Graúna do Norte).
Ana Joaquina Jansen Pereira, conhecida como Donana por seus escravizados, nasceu em São Luís, MA, em 1798. Empresária e politica, rica proprietária de terras. Foi uma personagem controversa na história. Conta-se que devido a crueldade com seus escravizados, foi criada uma lenda sobre seu espírito vagando pelas ruas de São Luís, conduzindo uma carruagem fantasma.
Filha de Rosa Maria Jansen Muller e Vicente Gomes de Lemos Albuquerque, uma família descendente de holandeses e portugueses instalada na Província do Maranhão. Na adolescencia teve um filho de pai desconhecido, tornando-se “desonrada”, e expulsa de casa pelo pai com o filho recém-nascido. Após passar por uns perrengues e grandes dificuldades, tornou-se amante por muitos anos do rico coronel Isidoro Rodrigues Pereira, pertencente à família mais rica da região. Deste relacionamento duradouro, surgiram alguns filhos, passando de amante a esposa após a morte da primeira mulher do coronel, que aceitou criar seu filho sem pai. Ele a sustentava, lhe deu casa e uma vida digna para criar seu filho. No entanto, era alvo de preconceito por criá-lo sozinha, morando na casa cedida pelo coronel.
O relacionamento era mal visto pela vizinhança na sociedade moralista da época, personificada acima de tudo por sua maior inimiga: Dona Rosalina Ribeiro, que conservava a moral e os bons costumes com muito rigor. Não admitia uma mulher não ser casada, ter filho de um homem que ninguém sabe quem é e ser amante de outro, ainda casado. Tal comportamento chocava as mulheres da época, que se casavam cedo e levavam uma vida de submissão ao marido. Após a morte de sua esposa, o coronel assumiu oficialmente a relação e permaneceram juntos por 15 anos, até a morte do marido, que deixou 6 filhos para criar. Aos poucos, ela passou a ser aceita e até respeitada pela sociedade local. Assim, tornou-se uma viúva rica e poderosa senhora proprietária de terras, escravos e líder política até que chegou a ficar conhecida como “Rainha do Maranhão”.
Empreendedora e ciente de seu poder econômico, assumiu o controle da Fazenda Santo Antônio e tempos depois conseguiu triplicar a fortuna herdada. Em seguida passou a ser uma das maiores produtoras de algodão e cana-de-açúcar do Império, além de possuir o maior número de escravos da região. Implantou um sistema de distribuição de água substituindo o anterior, cobrando a população pela prestação deste serviço por um periodo de 15 anos. Perseverante e ambiciosa, transformou o dinheiro em poder, assumindo a liderança política da cidade e reativando o esfacelado partido liberal Bem-te-Vi (nome do jornal do partido), passando a comandá-lo.
Além de empresária, era hábil na política, costurando acordos nos bastidores entre alguns líderes locais. Durante a revolta da Balaiada (1828-1841), conta-se na história que ajudou a financiar o exército comandado pelo Duque de Caxias, enviado para conter a revolta, uma das mais longas durante o Império. No âmbito local, manteve forte rivalidade política com o Comendador Meireles, líder do Partido Conservador. Seu temperamento forte, explosivo e competitivo, além de sua capacidade de liderança, alcançaram a corte de D. Pedro II, onde ficou conhecida como “Rainha do Maranhão”. Passou, também, a ficar famosa pela dureza com que tratava os inimigos e pelo autoritarismo extremado com seus funcionários e escravizados. Era voz corrente entre seus opositores de que não tinha piedade de quem atrapalhasse seus planos, e açoitava os negros que não a obedeciam, mutilando-os.
Embora haja certo consenso sobre sua crueldade, de acordo com o historiador Rodrigo do Norte, muitos dos relatos seriam exagerados. Ela não era mais cruel que a média dos escravagistas de sua época. Com a fama espalhada na região, tornou-se vaidosa e requereu o título nobiliárquico de Baronesa de Santo Antonio, local onde mantinha a fazenda principal, ao Imperador Dom Pedro II, que lhe foi negado. Após a morte do coronel Isidoro, seu marido, ela foi amante, por alguns anos, do Desembargador Francisco Vieira de Melo e teve mais 2 filhos. Assim, foi matriarca de uma família de 11 filhos. Ela não via nada demais em ser amante e nem ligava para o que as mulheres casadas diziam. Sempre aparecia grávida diante todos, que ficavam chocados
Mais tarde, já aos 60 anos, casou-se pela segunda vez oficialmente com o comerciante paraense Antônio Xavier e faleceu em 11/4/1869. Atualmente, em São Luís, existem ruas com o seu nome e uma lagoa em sua homenagem: a Lagoa da Jansen, um dos principais pontos de lazer da cidade. No folclore de São Luís, existe uma lenda sobre a carruagem de Ana Jansen. De acordo com esta lenda, por maltratar seus escravizados, ela foi condenada a vagar perpetuamente pelas ruas da cidade numa carruagem assombrada. O coche maldito partiria do cemitério do Gavião, em noites de quinta para sexta-feira. Um escravo sem cabeça conduziria a carruagem, puxada por cavalos também decapitados ou uma mula-sem-cabeça em outras versões.
Ana Jansen ficou muito conhecida no Maranhão, fazendo com que a hsitória de sua vida fosse mitificada ao longo do tempo, levando a exageros ampliados pelo folclore. Diante de tais exageros, duas historiadoras -Elizabeth Souza Abrantes e Sandra Regina Rodrigues Santos- empreenderam uma pesquisa embasada em fatos e documentos, que resultou no livro A Senhora do Maranhão: uma biografia de Ana Jansen, publicado pela editora da UEMA, em 2023. A biografia foi resenhada e publicada – SALVE ANA, SALVE DONANA: um olhar sobre a biografia da Senhora do Maranhão, Ana Jansen – por Nila Michele Bastos Santos na revista Outros Tempos, vol. 21, nº 37, 2024, que pode ser acessada clicando aqui.
Alguém que puxa ferro sabe que exercício é esse? pic.twitter.com/sEBziF1mdO
— MSP-Brazil (@mspbra) October 19, 2024
Guardadas as devidas proporções com o de Martin Luther King, eu também tive um sonho no amanhecer do Dia do Professor, 15 de outubro passado, um dia por mim reverenciado com muito orgulho e saudade de ter exercido uma atividade de muita valia.
Transcrevo, para a gente amada deste jornal muito arretado de ótimo, os itens principais do que foi sonhado por mim, objetivos recheados de muitas esperanças num Brasil recheado de gente de ótimo caráter político-administrativo, público, empresarial e partidário, sem cadeiradas nem acusações infundadas, sem impropérios e fake news, sem trumpalhadas nem maduradas, tampouco presepadas autoritárias negativistas que enxovalham civilizações tidas como do século XXI.
Listo os principais itens do sonhado e bem desejado:
a. Uma educação fundamental básica federalizada para todas as crianças até dez anos, proporcionando a todas elas uma caminhada cidadã sementeira que alicerce uma vida pessoal, familiar e profissional onde todos possam SER antes de TER.
b. Igualdade salarial para todos os gêneros e etnias, para o exercício de funções igualitárias.
c. Percentuais de aumento salarial para o setor público idêntico ao concedido anualmente ao salário-mínimo, sem mas nem meio mas.
d. Idade mínima criminal de 16 anos, idêntica à concedida para exercer o direito de votar.
e. Não reeleição para presidentes, governadores e prefeitos, seus mandatos sendo de 5 anos, igualmente dado aos demais políticos (senadores, deputados federais/estaduais e vereadores).
g. Castração física integral, com pena longa em regime fechado e sem atenuantes, para os condenados em última instância pelos de feminicídios e estupros contra crianças, adolescentes, senhoras, idosas e deficientes.
h. Reformulação integral dos Cursos de Pedagogia dos Sistemas Universitários, com QI mínimo para ingresso, favorecendo a emersão de uma Docência Crítico-Libertadora de excepcional qualidade.
i. Isenção de IR para maiores de 75 anos.
j. Imposto sindical optativo, proporcionando uma atividade sindical mais dinâmica e produtiva.
k. Penas longas e em regime fechado, sem saidinhas nem contemplações, para os provocadores de incêndios, desmatamentos e garimpos ilegais, contaminadores de rios e mares, invasores de propriedades indígenas, propriedades rurais e reservas florestais.
l. Instituição obrigatória de um percentual mínimo de áreas urbanas destinado ao lazer e atividades esportivas para todas as idades.
m. Instalação, nas cidades de mais de 300 mil habitantes, de bibliotecas públicas, favorecendo a Cultura Brasileira.
n. Internet 5G gratuita em todo o território nacional.
o. Ampliação do SUS para os municípios brasileiros de mais de 500 mil habitantes.
p. Dinamização do Sistema S – Sesi, Senac, Senai, Sesc e Senar, incentivando a inscrição da juventude nos seus Cursos Profissionalizantes.
q. Capacitação e melhoria salarial dos Sistemas Estaduais e Municipais de Segurança Pública.
r. Serviço militar obrigatório para a sexo feminino.
s. Tributação de todas as entidades religiosas.
t. Punição severa para quem produz, comercializa e exporta drogas e alucinógenos.
u. Multa mais rigorosa para quem deixa de votar sem justa causa.
v. Fortalecimento do sistema ferroviário nacional, potencializando as exportações e reduzindo a utilização das rodovias.
x. Potencialização do uso da energia solar.
y. Reestruturação dos Conselhos Profissionais, dotando todos eles de um maior poder de fiscalização, punição e cassação.
z. Maiores incentivos para os eventos culturais, mormente aqueles que favoreçam a criatividade empreendedora de participantes e assistentes.
Terminado de listar os sonhos em ordem alfabética, acordei com uma vontade arretada de ser cada vez mais brasileiro.