DEU NO JORNAL

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CAMPANHA ELEITORAL NÃO TEM A VER COM PROPOSTAS: É GUERRA POR VOTOS E PODER

Roberto Motta

Imagem gerada por OpenAI representando: Democracia é o governo por consentimento. Mas o que fazer quando os governantes nos roubam?

Democracia é o governo por consentimento. Mas o que fazer quando os governantes nos roubam?

O sistema democrático produz ilusões. Duas delas são relevantes agora.

A primeira é a ideia de que uma campanha eleitoral é o momento de apresentar e discutir “projetos” para o país. Muitas pessoas acreditam nisso. Na verdade, uma campanha é uma disputa feroz, na qual vale quase tudo, e cujo objetivo é apenas conseguir mais votos do que os candidatos concorrentes. Em uma campanha eleitoral é preciso derrotar os adversários.

Não se vence uma campanha eleitoral com projetos ou programas de governo – sejamos sinceros: quem, em uma eleição, já leu os programas dos candidatos e os comparou, item a item, antes de decidir o voto? David Horowitz já explicou em A Arte da Guerra Política – que eu resumi no meu livro Jogando Para Ganhar – que o candidato ganha uma eleição se apresentando como a esperança do eleitor e mostrando que seus adversários são incompetentes, despreparados ou desonestos. Campanhas funcionam assim em todos os países.

A segunda ilusão democrática é a de que as eleições são fundamentais em nossas vidas e que, diante delas, todo o resto perde importância. Todos os elementos do sistema eleitoral devem ser considerados sagrados e reverenciados. Essa ideia do cidadão permanentemente mobilizado pela política é uma invenção do filósofo Jean-Jacques Rousseau, transformada pela Revolução Francesa em uma religião civil. É preciso se benzer ao pronunciar a palavra urna.

O termo democracia tem uma origem histórica clara. Ele tem um significado moderno restrito e um significado ampliado.

Democracia era o sistema adotado em cidades-estado da Grécia, principalmente Atenas. Os cidadãos se reuniam periodicamente para debater questões de interesse comum e decidi-las através de votação. Não se tratava de “voto secreto universal”. Só participavam da democracia homens com propriedades e acima de certa idade. Ainda assim, era um sistema inovador, comparado com as alternativas da época, monarquia e aristocracia.

O sentido moderno de democracia é governo por consentimento. A população escolhe, através de votação majoritária, quem a governará. Essa é a essência da democracia: o rodízio de governantes através de votação.

Alguns filósofos e pensadores ampliam a definição de democracia para incluir aspectos como o respeito aos direitos fundamentais e a existência de uma constituição e de um judiciário independente. Mas o elemento central e indispensável da democracia continua sendo a escolha dos governantes através do voto.

Como consequência, no sistema democrático não existe nada mais importante para um político do que votos. Sem votos, os políticos não chegam ao poder, e sem o poder eles nada conseguem fazer. O político sem votos não existe politicamente. Não podemos criticar os políticos pela obsessão com votos se o próprio sistema democrático os incentiva a isso.

Esse sistema não exige dos políticos instrução, experiência, preparo, competência, honestidade ou qualquer outra qualidade que não seja a capacidade de conseguir votos – e nem necessariamente recompensa os políticos que têm essas qualidades. Cumprindo certas condições mínimas, qualquer pessoa pode ser eleita para qualquer cargo no sistema democrático. Basta conseguir votos. Não deveria ser surpresa, então, o fato de que muitos políticos eleitos não preenchem os mínimos requisitos morais e intelectuais para ocupar um cargo no Estado, muito menos posições com o poder de criar legislação, administrar vastas somas de dinheiro público e chefiar servidores públicos concursados altamente preparados.

Uma vez no poder, é comum que políticos concebam e implantem políticas públicas, embora muitos não tenham capacidade sequer de adotar padrões de comportamento produtivos e saudáveis em suas próprias vidas.

O sistema democrático faz com que os políticos acreditem que receberam a missão de consertar todos os males. Quando não conseguem encontrar esses males, os políticos os criam. Um dos aspectos mais complicados da democracia é a existência de legislaturas em permanente funcionamento. Legisladores buscam reafirmar sua legitimidade através da criação de imensas quantidades de leis, a maioria das quais é inútil ou prejudicial.

A democracia é, portanto, um sistema cheio de problemas (embora, como disse Churchill, seja o menos ruim de todos os que foram tentados até agora). Os problemas da democracia foram apontados por Hans-Hermann Hoppe em Democracia, o Deus Que Falhou, Frank Karsten e Karel Beckman em Além da Democracia, Jason Brennan em Contra a Democracia e Niall Ferguson em A Grande Degeneração.

Os pais fundadores dos Estados Unidos, que estavam entre as melhores mentes da época, tinham medo do sistema democrático descontrolado, no qual uma decisão da maioria pode violar direitos e subverter o próprio sistema. Por isso, eles criaram os Estados Unidos como uma república, com mecanismos institucionais de controle.

Um deles é um sistema eleitoral que transforma a eleição presidencial em cinquenta e uma eleições separadas, em cada estado e no distrito federal. Cada um deles define as regras e o sistema de votação que achar melhor. Nos EUA ninguém precisa se benzer antes de pronunciar a palavra urna.

A defesa da democracia como um sistema perfeito e sagrado é curiosamente feita por indivíduos que não tiveram nenhum voto, mas cujo poder – e, frequentemente, o patrimônio – dependem dessa ilusão. Faz parte dessa defesa a apresentação das eleições como um mecanismo impecável e inviolável de tradução da vontade geral do povo (de novo, Rousseau) em governo. Mas cidadãos de países “democráticos” da América Latina, África ou partes da Ásia conhecem os limites dessa ilusão e a tutela à qual os candidatos a um cargo eletivo são submetidos.

A realidade é que democracia é apenas uma forma de se escolher um governo. Ela tem falhas e problemas graves, e sofre com aproveitadores que, em nome da democracia, promovem seus próprios interesses. Democracia se tornou uma bandeira populista, usada com finalidade contrária à sua intenção original, e de uma forma muito pior do que temiam os fundadores dos EUA.

Democracia não é sinônimo de Estado de Direito. Democracia não é sinônimo de progresso econômico. Democracia não é sinônimo de liberdade. Democracia não é sinônimo de proteção contra crime, inflação ou corrupção.

Democracia é apenas o governo por consentimento. Mas o que acontece quando os governos são sempre muito ruins – e quando o voto em um político acaba se transformando em consentimento para que ele nos roube?

PENINHA - DICA MUSICAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Adélia Prado

Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13/12/1935, em Divinópolis, MG. Poeta, escritora, filósofa e professora. Representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, tendo-se em conta a incorporação dos papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa. Sua obra retrata o cotidiano com perplexidade e encanto, tornando-o universal, político e social.

Filha de Ana Clotilde Corrêa e do ferroviário João do Prado Filho, passou a escrever os primeiros versos com a morte da mãe, aos 15 anos, em 1950. No ano seguinte, inicia o curso de Magistério, concluído em 1953 e passa a lecionar no Ginásio da cidade em 1955. Casou-se em 1958 e teve 5 filhos. Pouco antes do nascimento da última filha, ela e o marido iniciam o curso de Filosofia na Faculdade de Ciências e Letras de Divinópoli, concluído em 1973.

Com a morte do pai, em 1972, sentiu-se estimulada a escrever de modo mais consstente. 4 anos depois enviou carta e originais de seus poemas para o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, que sentiu-se animado em enviar para Carlos Drummond de Andrade para apreciação. Drummond também gostou dos poemas e enviou os originais à Pero Paulo Sena Madureira, da Editora Imago, sugerindo sua publicação e escreveu uma crônica em sua coluna no Jormal do Brasil sobre a nova poeta. Assim, foi lançado em 1976 o livro Bagagem, no Rio de Janeiro, com a presença de nomes ilustres como Juscelino Kubitschek, o próprio Drummond, Nélida Piñon, Antonio Houais, Clarice Lispector e Affonso Romano de Sant’Anna entre outros.

Em 1978 lançou O Coração Disparado e ganhou o Prêmio Jabuti. No ano seguinte estreou na prosa com Soltem os Cachorros e passa a ter sucesso, tendo que abandonar o magistério. Escreveu também peças de teatro; passa a dirigir um grupo amador e encena O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna e A Invasão, de Dias Gomes. A convite do prefeito de Divinópolis, comandou a Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e Cultura no período 1983-1988. Pouco antes, Fernanda Montenegro estreia Dona Doida: Um Interlúdio, baseado em textos extraidos de seus livros. O espetáculo foi bem sucedido aqui, nos EUA, Itália e Portugal. Em 1985, participou em Portugal, de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América. Em 1991 foi publicada sua Poesia Reunida.

Retornou à Secretaria Municipal de Educação e Cultura, em 1993, integrando a equipe de orientação pedagógica e no ano seguinte, após um longo periodo sem fazer poesia, lançou o livro O homem da Mão Meca. Disse que o livro foi iniciado em 1987, mas, em seguida foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Revelou que vê “a aridez como uma experiência necessária” e que “essa temporada no deserto” lhe fez bem. Nesse período, foi levada a procurar ajuda de um psiquiatra.

Sua obra é marcada pela aproximação entre cotidiano e transcendência, articulando experiências comuns da vida doméstica, da religiosidade e da condição feminina por meio de uma linguagem coloquial e intimista. Sua poesia transforma situações banais em reflexões existenciais e espirituais, Outro aspecto recorrente em sua obra é a relação entre erotismo e fé religiosa, onde associa corpo, desejo e espiritualidade sem estabelecer oposição entre essas dimensões, integrando elementos da tradição católica à experiência cotidiana.

Essa combinação tornou-se uma das marcas mais reconhecidas de sua escrita e contribuiu para debates críticos sobre gênero, religiosidade e literatura brasileira. Sua produção literária também é reconhecida pela centralidade da experiência feminina. Temas como maternidade, casamento, envelhecimento, trabalho doméstico e memória aparecem de forma recorrente em seus textos. Costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Vivendo na pequena cidade onde nasceu estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá. Sua obra conta, até até agora, com mais de 20 livros de poesia e prosa, inclindo as coletâneas e antologias.

Em 2014, foi condecorada pelo governo brasileiro com a Ordem do Mérito Cultural. 10 anos depois recebeu o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra e no mesmo ano, de 2024, tornou-se a terceira escritora brasileira a receber o prêmio Camões, a maior premiação literatura portuguesa e brasileira. Não dispomos de uma biografia sua, mas temos uma análise crítica de sua obra – Poesia e desordem: escritos sobre poesia & alguma prosa – escrita por Antonio Carlos Secchin, da ABL, e publicada pela editora Topbooks, em 1996.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

O QUEIJO E O RÁDIO

Lanche vespertino para esperar a netaiada

Domingo, de tarde.

Problemas na linha férrea impediu a chegada das crianças para passar as férias escolares.

Zelosa e carinhosa, a Avó fez queijos (bovino e caprino), deixou goiabas amadurecerem no pé, protegendo-as com um saco de papel – as crianças adoram tirar a goiaba madura do pé.

Doce de goiaba, rapadura novinha e broa de goma.

O chiqueiro das cabras foi limpo, pois Noraci, a mais velha das meninas, tem o hábito de acordar cedo e gosta de ordenhar, ela própria, as cabras leiteiras.

Vovó preparou o café da manhã. Cozinhou batata doce, macaxeira e abóbora – os meninos gostam de um café diferente do que tomam na cidade grande. Muito mais pela mudança do ambiente, que pelo sabor.

O noticiário do rádio colocado sobre, e próximo ao forno, garantiu que o problema na linha férrea foi resolvido – amanhã as crianças chegam e vamos preparar a montaria para espera-las.

João apanhou castanhas de caju e vai assá-las amanhã. Pena que setembro ainda esteja longe, mas a floração dos cajueiros promete boa safra.

Amanhã, quando o sol estiver esfriando, Vovó vai preparar o café. Mais uma vez!

A cognição!

“De acordo com o Novo Dicionário Aurélio, cognição significa a aquisição de um conhecimento, o ato ou efeito de conhecer, e a função da inteligência ao adquirir conhecimento. O termo também abrange a capacidade de processar percepções e a interação ativa com o mundo.”

O ano era o de 1952. Grupo Municipal São Gerardo – Aula de Português, Professora “Mundica”:

Professora: José, levante-se e soletre a palavra PARALELEPÍPEDO!

José: Pa-ra-le-le-pí-pe-do!

Professora: Correto! Crianças, “paralelepípedo” é aquela pedra usada pela Prefeitura para urbanizar nossas ruas.

Era assim que, antes de aparecer esse “genial” (hoje estou de bem comigo mesmo e não quero xingar ninguém) Paulo Freyre, que, tanto quanto George Orwell, escreveu “Revolução das frangas” – liberando a libertinagem e a pouca vergonha entre os jovens. Os “bichos e as bichas” aderiram à Revolução e estão hoje escolhendo banheiros nas escolas.

Dia desses eu soube que, alguém que nasceu com aquela mini-salsicha entre as pernas e dois redondinhos de chocolate, cismou que se sentia uma menina, embora nunca tenha menstruado e queria se assumir “trans”. Decisão de cada um, claro.

Na sala de aulas, a Professora usando calça masculina colada ao corpo, braços e o que mais dava para ver, repleto de tatuagens, pediu pelo amor de Deus:

– Cynthhya, por favor, levante e soletre a palavra UVA!

– Cynthhya sentada na cadeira escolar com a perna esquerda cruzada sobre a direita, lixando as unhas esmaltadas de cores diversas, respondeu: não levanto e não sei soletrar!

É essa a conclusão da Teoria da Libertação. Tá tudo liberado!

O governo federal que cuida do que deveria ser a Educação, investiu alguns milhões da arrecadação de impostos e “desobrigou” a perseguição da “reprovação”. Ninguém mais pode ser “reprovado”, mesmo que seja qualquer Cynthhya!

E assim caminha a juventude brasileira para o caos da imbecilidade e da viadagem. Seria esse o motivo de terem surgido tantas lésbicas nas duas últimas décadas?

Os “machos” estão sumindo e sem êxtase é o mesmo que apostar na Roleta do Cu-Trancado sem acertar uma única vez!

Imagine a humilhação que passaremos caso o vizinho Paraguai resolva, intempestivamente, invadir o Brasil. Javier Milei já disse a que veio.

Passeio vespertino com a família

Claro que, para os que têm problemas cognitivos, o capim será sempre azul. Não adianta persistir e dizer que é verde. Para aquele, o capim é azul, e, insistir ao contrário, é misoginia.

Rótulos eles sabem todos.

Mas, precisam entender e aprender o que é “cognição”!

Que trabalheira esse “lixo” velho dá!

A maior prova prática do não entendimento cognitivo, é vestir o cachorro ou a cadela (me nego peremptoriamente a rotular cachorro de “pet”) com roupinha apropriada, levar ao cabeleireiro e beijar no “fucim” do animal ao sair ou ao chegar em casa.

Pergunto: como o cachorro identifica que a cadela está “querendo nhanhar”?

Respondo tendo dúvida: cheirando e/ou lambendo a vulva. Né não?

Continuo perguntando: depois desse ato o cachorro faz uma assepsia e está apto para receber ou dar beijos no “fucim”?

Essa é parte da cognição.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

MEU ANIVERSÁRIO

Agradeço a todos os amigos e amigas pelas felicitações. Que Deus continue nos abençoando!

São seis dezenas de anos,
De batalhas, de vitórias.
As perdas, joguei no arquivo
Como “Passagens Inglórias”.
Agradeço ao Criador
Que o filho do cantador
Hoje em dia é um senhor
Contando as suas histórias.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

RESTAURANDO O HUMOR

Tem gente que vive de cara emburrada, parecendo ter intestino preso há muitos dias ou um mau hálito que parece afastar gregos e troianos dos seus derredores. E não sabem como minimizar tal nível existencial, sempre buscando se receitar com laxantes dos mais variados procedimentos. Entretanto, quando se encontra um infeliz desse, que faz sofrer gente que o estima, recomenda-se a leitura de páginas bem escritas, inteligentemente idealizadas por talentos dotados de excelente nível de humor.

Nessa área, um dos notáveis pernambucanos por mim admirados chama-se Joca Souza Leão, e seu livro de feitos e fatos intitulado PANO RÁPIDO, editado no Recife-PE pela CEPE-Companhia Editora de Pernambuco em 2011, 120 p, me tem proporcionado elevadas gargalhadas. Crônicas lidas, relidas e sempre gargalhadas sem mínimas reduções.

Desenvolvamos nosso humor, lendo fatos e feitos inteligentes narrados em coletâneas significativas. A releitura deles amplia bastante nosso IdSE – Índice de Serenidade Emocional. O livro do Joca citado, segundo Homero Fonseca, jornalista conceituado, recorda “ histórias reunidas que são um saboroso painel do ethos pernambucano: gostos, costumes e valores de personagens anônimas e famosos. Ao narrá-las com verve e fluidez, Joca faz um registro de sua época, apresentando, mais que episódios engraçados, testemunhos da micro-história cotidiana.”

Satisfazendo o desejo dos leitores deste Jornal sempre antenado com a trajetória do Leão do Norte e vizinhanças, explicito abaixo quatro narrativas do livro do Joca, ensejando o bem-estar dos que se encontram cabisbaixos

1. Andando na Capunga, João Câmara foi atacado e mordido por um rottweiler que acompanhava o vigilante de uma faculdade. Depois de prestar queixa na polícia e fazer exame de corpo delito, Câmara disse a Paulo Sérgio Scarpa, colunista do Jornal do Commercio: – Nunca tive medo de cachorro. Tenho medo é de faculdade que não sabe educar seus cães.

1. O namorado, jornalista, tinha fama de maior mau hálito do Recife; a namorada, atriz, a maior sovaqueira. Diagnóstico: Casal sem olfato.

3. Valério Rodrigues, médico e coronel do asfalto, vereador do Recife por vários mandatos, recebia os eleitores no terraço de casa. “Dr. Valério, eu arranjei um emprego e preciso do exame de fezes”. Valério foi ao gabinete, rabiscou a requisição e entregou ao eleitor. – Não, doutor, preciso das fezes. Se eu fizer com as minhas, não passo.

4. O ex-prefeito Pelópidas Silveira e o engenheiro Maurício Coutinho, os dois já entrados nos oitenta, cruzaram com duas morenaças na Ponte Duarte Coelho.

– Pelópidas, elas deram bola para gente. Vamos lá?

– E se elas toparem?

Guardo com todo cuidado este e os demais livros do Joca Souza Leão. Os únicos antidepressivos que que sempre me recomendo, quando sinto os primeiros sinais. De efeito quase imediato, por boas semanas

PENINHA - DICA MUSICAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA