DEU NO JORNAL
XICO COM X, BIZERRA COM I
UM HOMEM NU
Nem Deus, nem Diabo, nem estrela, nem breu. Apenas um homem, nu, se esconde na rua, na escuridão de um dia que amanheceu sem sol. Na noite, num caminho só de ida, o homem nu vagueou buscando a si mesmo. Não se encontrou. Sozinho, perdido, abraçou o vazio e lhe ofereceu o braço. De mãos dadas, ele e o vazio, saem em busca da lua e de um clarão, de um infinito longínquo, cada vez mais longe de Deus. Em pouco tempo encontrarão, ermos, o nada além dos céus, a solidão das galáxias distantes e inalcançáveis. E o homem nu assim permanecerá até que o dia vista sua roupa e cumpra sua missão de abrigar os homens nus que por aqui vagueiam …
DEU NO JORNAL
SELADO O “GRANDE ACORDO NACIONAL”
Editorial Gazeta do Povo

Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta almoçaram no Palácio da Alvorada e acertaram apoio mútuo
Difícil acreditar que, quando redigiu o artigo 2.º da Constituição, o que descreve os três poderes como “independentes e harmônicos entre si”, o constituinte de 1988 tivesse em mente o que estamos vendo hoje: não uma harmonia construída no entendimento de que cada poder tem seu papel, de que eles trabalham juntos pelo bem comum e de que diferenças são resolvidas sempre pelas ferramentas institucionais, mas o conchavo puro, simples e despudorado entre autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. É como se aquele artigo da Carta Magna tivesse sido reescrito por Romero Jucá e Sérgio Machado, flagrados em conversas telefônicas dez anos atrás falando de “um grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”.
No início de agosto, o ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes organizou, ao lado do colega Cristiano Zanin, um jantar de “reconciliação” entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os dois andavam brigados desde novembro do ano passado, quando o petista resolveu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF com a saída de Luís Roberto Barroso – Alcolumbre não escondia de ninguém que seu favorito era o também senador Rodrigo Pacheco, e passou a retaliar o governo até articular a rejeição de Messias no plenário do Senado, submetendo Lula a uma humilhação quase sem precedentes na história brasileira.
Ministros de suprema corte, em qualquer democracia digna do nome, não se portam como agentes políticos; no Brasil, eles assumem esse papel abertamente, sem corar. Essa harmonia entre poderosos, mais que entre poderes, é conveniente para todos porque resulta em um grau de autoproteção e blindagem que vai além daquilo que os ministros do STF já fazem entre si. Lula vê o escândalo do INSS cada vez mais próximo do seu gabinete, enquanto Alcolumbre e Moraes estão enrolados com Daniel Vorcaro e o Banco Master. Mas Alcolumbre é a garantia de que nem Moraes, nem qualquer outro membro do Supremo perderá a paz com processos de impeachment, enquanto a campanha de Lula pela reeleição sempre poderá esperar alguma mãozinha amiga do ministro, que ainda se acha dono do TSE, como quando ameaçou Flávio Bolsonaro com a inelegibilidade devido ao uso de um vídeo feito com inteligência artificial mostrando o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com Lula e Alcolumbre acertados – a ponto de o Senado ter praticamente desistido de ser casa legislativa com vontade própria para agir como carimbador do que vem da Câmara nas PECs da Segurança Pública e da escala 6×1 –, faltava incluir Hugo Motta na equação. O presidente da Câmara, um dos participantes das famosas degustações de uísque patrocinadas por Vorcaro, almoçou com os presidentes da República e do Senado no Palácio da Alvorada, na última quarta-feira, e o trio saiu totalmente fechado: o Legislativo deve correr, nos próximos dias, com pautas que o governo pretende usar na campanha; Motta e Alcolumbre anunciaram seu apoio à reeleição de Lula; e o petista retribuiu afirmando que a dupla também tem seu aval para seguir à frente das duas casas do Congresso no ano que vem.
Há os que desejam continuar demolindo as liberdades no Brasil sem a devida responsabilização; os que não querem dar explicações à nação sobre seus negócios nebulosos; os que desejam manter a qualquer custo o poder que receberam, da população ou dos seus pares; os que precisam desesperadamente empurrar para debaixo do tapete as estripulias de familiares e assessores. São muitos interesses fortíssimos e, quando eles se encontram, o resultado são os jantares e almoços que temos presenciado em Brasília. Quando Jucá e Machado falavam do “grande acordo nacional”, diziam que ele serviria para “estancar a sangria”. A sangria das autoridades, essa certamente será estancada por Moraes, Lula, Alcolumbre e Motta caso essa aliança prospere; já a sangria do Brasil, essa cabe ao eleitor estancar em outubro.
PENINHA - DICA MUSICAL
TINA CHARLES
DEU NO JORNAL
CAMPEÃO
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
HÉBER CRUZ – MANAUS-AM
O mundo digital como conhecemos, começou em 24/01/2004 com a criação do Orkut do Google que iniciou uma revolução silenciosa e mudou o mundo como conhecíamos.
As pessoas começaram (sem querer?) a descobrir que poderiam falar, gritar e dizer o que sentiam de verdade entre grupos sem medos, aí apareceram o Zuzu/Sassa e outros e criaram o thefacebook que virou o facebook como conhecemos e dai o mundo mudou de vez e jamais voltará a ser o que antes conhecemos.
Façam o que quiserem, não mudarão!
Lula será sempre LADRÃO, Lulinha será sempre o filho do ladrão e seu entorno será sempre de ladrões.
MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE
TRATAMENTO EXPERIMENTAL
Eu tenho inúmeras dúvidas sobre a opinião dos economistas face a situação econômica do país. Lamentavelmente, os conceitos macroeconômicos aprendidos em sala de aula, são suprimidos das decisões, em prol de um posicionamento político. A universidade deixou de ser um local para debate de ideias e se transformou num espaço de doutrinação política. Aí daquele que cai na desgraça de fazer uma crítica, por mais técnica que seja, ao modelo econômico que atualmente vivemos.
Teorias econômicas não são ultimatos. Elas acabam sendo adotadas em momentos específicos e com o objetivo se sanar um problema social. Keynes, em 1936 mostrou que os gastos do governo eram fundamentais para impulsionar o crescimento diante a falência da econômica clássica em fazer a economia se recuperar – levada pela “mão invisível” de Adam Smith – da depressão econômica de 1929. Sua teoria foi alterada ao longo do tempo pelos chamados neo-keynesianos. Obviamente, surgem contra-argumentos, como Milton Friedman e não temos como dizer que um ou outro estão errados. Economia não é uma ciência exata. Em 2013, Eugene Fama e Robert Shiller ganharam Nobel defendendo pontos de vistas contrários sobre o mercado financeiro. Fama defendia que os mercados são racionais e os preços refletem a informação disponível. Sua tese era que as bolhas financeiras racionais não existiam e o mercado se ajussta. Para Shiller, os investidores são impulsionados por fatores psicológicos e comportamento irracional fato que geram bolhas especulativas como aquela imobiliária que aconteceu em 2008 e que quase quebra a economia mundial. Quem tem razão? Ambos olharam o mesmo problema de ângulos diferentes e o que disseram faz sentido, basta olhar o momento.
O que passa a incomodar com a teoria econômica, ou melhor, com a política econômica? O que você faz na tua vida quando determinado remédio que você toma não está trazendo os benefícios necessários para tratar das tuas inquietações, para devolver o teu sono, tua paz, tua saúde? Age! Procura o médico e muda o remédio.
O nome Creutzfeld-Jakob, por exemplo, teve recentemente, entre 10 a 15 milhões de citações nas redes sociais. Ficamos sabendo que se trata de uma doença neurológica, degenerativa e rara, identificada nos anos 1920 pelos médicos alemães Hans Gerhard Creutzfed e Alfons Maria Jakobe, O extraordinário Lito de Souza foi diagnosticado com essa doença e não podemos deixar de reconhecer que os médicos alemães são bons e apresentar problemas que não possuem solução (Parkison, Alzheimer etc.). Lito está fazendo tudo para entrar num tratamento experimental e vamos torcer para que dê certo.
Estou colocando isso porque não é apenas ele quem está acometido desse mal. É o Brasil. Neurologicamente estamos doentes. Não é possível que vejamos o endividamento das famílias chegar a 80%, a dívida pública neste mesmo patamar, o rombo nas contas públicas de R$ 48,2 bilhões, me 2025, o número de empresas que entraram em regime judicial atingiu 5.680, ou seja, uma alta de 24,3% em relação a 2024.
As Casas Bahia entraram com um pedido de regime judicial por apresentar um rombo de R$ 17,8 bilhões. A empresa apresentou um prejuízo contábil recorde de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 – SÓ NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2026 – e promoveu o fechamento de 298 lojas físicas, correspondente a aproximadamente 30% da rede. Demitiu 2 mil funcionários para estancar a queima de caixa, mas a justiça trabalhista obrigou a recontratação dessas pessoas. Olhe a composição da dívida e você verá que quase 95% desse rombo, R$ 16,4 bilhões, corresponde a dívidas com credores sem garantia real, como grandes fornecedores e bancos. Bota teus neurônios para funcionar: por que não se consegue pagar dívidas com os bancos? Porque a taxa de juros do Brasil, em termos reais, é a maior do mundo. Sufoca quem compra a prazo, sufoca as empresas que precisam de capital de giro para operacionalizar seu fluxo de caixa e a culpa dessa situação é a vergonhosa política econômica – se é que se pode chamar essa porra de política econômica – de gastos para além do que se arrecada.
É aqui que mais pesa minhas dúvidas: como um economista consegue defender uma bosta de modelo desses? Quais são as teorias que alguns economistas de apoiam para dizer que esse é modelo que deve prosperar no Brasil? Eu vejo Armínio Fraga dizendo que está assustado, dá vontade de mandar TNC. Agora que a merda virou boné, vem com esse sentimentozinho de culpa? Até parece que só você não sabia que isso iria acontecer.
Todas as estatais dando prejuízo brabo desde 2023. Os Correios que possuem o monopólio das comunicações no Brasil dando prejuízo. Vou dizer de novo: UMA EMPRSA MONOPOLISTA DANDO PREJUÍZO. Sei que não precisa explicar, mas monopólio é a situação em que existem UM VENDEDOR e infinitos COMPRADORES. Os CORREIROS é uma empresa MONOPOLISTA e dá prejuízo. Só no Brasil. E tem economistas que defendem, apoiam e acham que isso é legal. Simples assim.
Ou a gente controla os gastos públicos ou vamos nos lascar com desemprego e juros altos. Não é possível manter uma estrutura com 37 ministérios, com o UBER da FAB levando autoridades em voos solitários pelo nosso lindo céu azul. Não dá. Assim como não dá manter a população do nordeste na pobreza recebendo bolsa família para dar voto ao governo.
Tal qual Lito Souza, o Brasil precisa de um tratamento neurológico, mesmo que experimental. Não reconhecer isso e não lutar para que isso mude, é assassinato premeditado.
DEU NO X
FAMÍLIA SOLIDÁRIA
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
SAUDADE
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO



