O governo Lula (PT) esperou até os ‘45 minutos do segundo tempo’ para realizar qualquer negociação significativa com os Estados Unidos, no caso do tarifaço do governo americano.
Além de o próprio presidente Lula antagonizar o governo Trump sempre que podia, em seus comícios pré-eleitorais, até o Ministério das Relações Exteriores, responsável pela diplomacia, passou a fazer politicagem em comunicado oficial, insinuando que forças armadas dos EUA poderiam invadir o Brasil.
* * *
Diz a nota aí de cima que o Ministério das Relações Exteriores “passou a fazer politicagem”.
Só esse ministério???
Que nada.
Politicagem é uma prática que se estende de canto a canto nesse gunverno lulo-petralha.
Existem muitos talentos nordestinos fazendo artes pelo Brasil. Emigraram para ter sucesso no Sul Maravilha. Deodato, por exemplo, o maior escultor do Brasil, santeiro de alta cepa, Só tornou-se celebridade depois de se fixar em São Paulo
Meu amigo nasceu e se criou na Levada, tomou banho na lagoa Mundaú. Moleque andarilho na cidade de Maceió dos anos 40. Ainda menino, crescidinho, tinha apelido de varapau, por sua altura. Seu primeiro emprego, aos 12 anos foi no matadouro municipal como espantador de urubu. Passava o dia com uma palha correndo, enxotando urubus famintos nos restos de comida.
Despontou seu talento artístico nas brincadeiras. Deodato costumava moldar barro, construindo casinhas e bonecos. Certo dia foi vender sua escultura de barro na Feira de Passarinho, arranjou clientes e alguns trocados. Dr. Théo Brandão descobriu o menino escultor e incentivou-o a continuar seu belo trabalho em barro, depois esculpiu na madeira. Graças ao Dr. Théo seu trabalho começou a ser conhecido. Foi convidado para uma exposição em São Paulo, onde ficou. Foi entrevistado nos programas de TV, ficou famoso. Vez em quando retornava a Maceió, me procurava, eu amava as histórias de Deodato, sua maneira engraçada de conta-las.
Quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, Deodato prontamente se apresentou para lutar contra os Fascistas. Por sua infelicidade, aliás, felicidade, não foi escolhido pela Força Expedicionária Brasileira-FEB. Contudo, deixou seu nome na história do 20º Batalhão de Caçadores sediado em Maceió. Fez curso, foi promovido a cabo, ficou conhecido como Cabo Vareta, tornou-se uma lenda.
Durante a Guerra fez parte de um Pelotão Especial organizado pelo Sargento Madalena para patrulhar a zona do meretrício de Jaraguá. Resolviam os casos sem armas, acabavam brigas na porrada. Naquela época havia muitos soldados americanos destacados na base militar, os maiores encrenqueiros, mas, tinham medo do Pelotão Especial. Diz Deodato: “Dei muita porrada em americano folgado.”
Certa vez o quartel estava acampado perto da Lagoa Mundaú. Numa madrugada, Deodato e o soldado Zé Miguel estavam de serviço, faziam ronda numa noite escura de verão, Perto da margem da lagoa ouviram vozes, cantoria. Chegaram perto, era uma ladainha. As rezadeiras velavam o corpo de um rapaz afogado. Eles se aproximaram, foram recebidos pela família, tomaram alguns goles de cachaça. Zé ao verificar o sapato do morto ficou interessadíssimo, novinho em folha. Quando a reza acabou, os amigos do defunto se recolheram, ao amanhecer levariam o corpo para o cemitério, deixaram o cabo e o soldado à vontade. Zé Miguel ficou, de olho no sapato do defunto. Deodato continuou a ronda sozinho. Certo momento parou, ficou escondido atrás de um pé de pau, observando. Quando Zé Miguel iniciou a desatar o cadarço do sapato, Deodato atirou uma pedra, passou zunindo na cara do amigo. Zé ficou assustado, continuou a desatar o sapato. O cabo Vareta atirou outra pedra, acertou na barriga do defunto, Zé se assustou. Deodato lançou a terceira, a pedra maior apagou o candeeiro ao lado do corpo, Deodato aproveitou o escuro, gritou com voz cavernosa:
– Tire a mão do meu sapato cabra safado!!
Zé Miguel desembestou numa disparada sem parar, cabelos arrepiados. Uma hora depois Deodato chegou ao acampamento, perguntou com a cara mais lisa: “Que brancura é essa, Zé?”.
Zé Miguel estava ensanguentado, com o uniforme rasgado. Apavorado havia atravessado um obstáculo militar, cerca de arame farpado.
– Vareta, o defunto falou, me esculhambou!
Chorava o Zé ainda tremendo de medo, olhos arregalados.
– Bem feito, quem mandou mexer com almas do outro mundo!!!!
Disse Deodato, enquanto discretamente voltava para o local onde estava o velório vazio. Chegou sorrateiro, aliviou ο incômodo peso do sapato no defunto, experimentou.
– Era número 43, caiu como uma luva em meus pés.
Contou-me Deodato às gargalhadas. Saudades de meu amigo que hoje deve estar no céu esculpindo e os santos posando.
Estamos vivendo um tempo estranho, quando tudo que parecia ficção transformou-se na crua realidade.
A esperança de tudo melhorar na vida do brasileiro virou utopia.
Os dias se alongaram e as madrugadas trazem um sono perturbado, diante do cenário político que assola o País, onde todas as notícias mostram exclusivamente perseguição para uns e impunidade para os culpados.
As notícias que, no século passado, só eram transmitidas pela Voz do Brasil”, hoje nos são transmitidas, ao vivo e a cores, durante as 24 horas do dia. Estamos vivendo em contato com a guerra, vivendo a guerra e respirando a guerra, presente da era cibernética.
O pavor à guerra, que aprendemos a ter desde criança, de repente tomou forma dentro da nossa casa, através da mídia televisiva.
A guerra sempre povoou, como um fantasma, os gibis e histórias em quadrinhos.
Assiste quem quer, e basta desligar o aparelho. É fácil dizer isso. Mas, se estamos vivendo a era digital, não há como retrocedermos no tempo, e vivermos isolados em cavernas, para não sabermos da maldade que se passa no mundo e da sua evolução.
A depressão nunca esteve tão presente na vida do homem. Fugir da realidade é impossível.
Estamos vivendo uma triste realidade, onde a vida humana nunca foi tão banalizada. Cada pessoa tem seu grau e seu suporte de sofrimento. O sentimento de solidariedade entra em nós, sem pedir licença.
Então, só nos resta enfrentar a realidade e assistir os horrores da guerra, da perseguição e da impunidade, que adentram à nossa casa, através da mídia. A outra opção seria nos trancarmos num casulo, à parte do que acontece no mundo, e criando para nós um mundo falso e fantasioso, onde só exista alegria.
O sofrimento da guerra nos dá a dimensão exata de que o homem é a fera destruidora do próprio homem. Não existe amor fraterno, solidariedade, nem desejo de paz no mundo em que vivemos.
A paz é e será sempre uma utopia. Os homens poderosos tem o estopim da bomba nas mãos, e cada bomba deflagrada representa para eles uma vitória. Isso é a destruição da humanidade, sob o comando dos maus.
Pouco importa o número de vidas humanas que se dizimam numa guerra. Os inocentes pagam pelos culpados e o sofrimento causado pelas guerras não comove os poderosos.
Os romances de amor, que tem a guerra como cenário, são pura ficção. Mas existe um, que trago sempre na memória: Adeus às Armas, de Ernest Hemingway.
Quando do seu lançamento, em outubro de 1984, este livro ganhou dois prêmios de Melhor Livro do Ano:
Prêmio Literário Nacional – Instituto Nacional do Livro/MEC
Prêmio Guararapes – União Brasileira de Escritores
Adquira a quarta edição da Editora Bagaço, com toda tranquilidade e segurança, e receba pelos correios.
Não apenas este, mas todos os outros título do autor.
Basta clicar aqui para acessar a página da editora.
Clique aqui e acesse o trabalho O realismo maravilhoso e a cultura popular em O Romance da Besta Fubana, da Professora Virgínia Celeste Carvalho da Silva, um dos vários estudos acadêmicos que foram feitos sobre o livro.
Com esta geração que está aí, toda mimizenta, vai demorar muito para voltarmos ao topo do futebol.
Na Argentina não temos jogadores assim.
O jogador argentino pode ter raça e nunca desistir… mas nunca terão a consciência trabalhista e estética dos craques brasileiros. Não é só futebol! pic.twitter.com/vPu8v0ZpcL