DEU NO JORNAL

AS FOTOS

A enrolada Roberta Luchsinger, lobista investigada pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência, que Lula contou a lorota de nunca ter nem visto, já soma 18 fotos ao lado do petista.

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Nem precisava isso tudo…

Bastavam 13 fotos.

Lula: Fotos com lobista “não significam relação pessoal ou profissional”

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

A PALAVRA DO EDITOR

TERMINOU O MÊS

Dia 31.

Terminou agosto.

Amanhã já estaremos em setembro, um mês cujo dia 7 é uma data muito especial.

Chupicleide, nossa secretária de redação, recebe hoje seu pagamento e está aqui se rindo-se de felicidade.

Contando ainda com as generosas doações dos nossos leitores, quitamos o pagamento mensal da empresa que nos dá suporte e assistência técnica durante as 24 horas do dia, a Bartolomeu Silva.

Este Editor deseja uma excelente semana para toda a comunidade fubânica, esta patota extraordinária que mora no meu coração!!!

“Gratíssima, meus queridos e queridas. Um xêro pra todos vocês!!!!”

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

DELÍRIO – Olavo Bilac

Nua, mas para o amor não cabe o pejo.
Na minha, a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais ela dizia:
“Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo.”

Na inconsciência brutal do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos, mordia,
Fazendo-a delirar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda, quase em gritos
“Mais abaixo, meu bem”, num frenesi!

No seu ventre pousei a minha boca,
“Mais abaixo, meu bem”, disse ela, louca.
Moralistas – perdoai! Obedeci.

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, Rio de Janeiro (1865-1918)

DEU NO JORNAL

DESISTIRAM DO BRASIL

Pelo menos 15 empresas multinacionais deixaram o Brasil, venderam operações ou abandonaram seus segmentos no país desde 2023, início do terceiro governo Lula (PT).

Este ano, o exemplo mais recente é da gigante dos alimentos General Mills, que vendeu Yoki e Kitano à 3Corações por R$ 800 milhões, após comprar a Yoki por quase US$ 1 bilhão em 2012, e retirou a marca de sorvetes Häagen-Dazs do País.

As marcas que desistiram do Brasil estavam em vários diferentes setores: varejo, alimentos, tecnologia, finanças, cosméticos e automóveis.

Após menos de uma década se aventurando no mercado brasileiros, a americana Hormel vendeu a marca de presuntos e embutidos Ceratti.

Estão na lista a rede de mercados Dia, o Makro, o banco N26, os carros Subaru, além de Tribal, Addi, Justo, Frubana, Taranis e The Body Shop.

* * *

Diz a nota aí de cima que as empresas multinacionais foram embora do Brasil “no início do terceiro governo Lula”.

Por que será?

Num intendi…

Se algum leitor fubânico puder explicar, dê a dica aqui pra gente.

DEU NO JORNAL

IA E ESCRITA: EM DEFESA DO AUTOR ARTICIFICAL

Roberto Motta

O uso de inteligência artificial para escrever não deve ser estigmatizado, apesar da obsessão dos burocratas estatais

A empresa de inteligência artificial Anthropic – criadora do Claude – se curvou às exigências dos burocratas da União Europeia e vai incluir uma “marca d’água” nos textos produzidos por seus sistemas. Essa marca é feita através do uso de combinações de palavras que não são perceptíveis pelo usuário, mas podem ser detectadas por sistemas. Ou seja: qualquer pessoa que use IA para produzir, ainda que parcialmente, um texto, estará sujeita a ter esse texto flagrado como “escrito por IA”.

Isso pode gerar repercussões graves. Recentemente, autores prestes a serem publicados por importantes editoras no exterior tiveram livros retirados de publicação ou contratos editoriais desfeitos após suspeitas de uso de IA. O romance Shy Girl, de Mia Ballard, teve a edição americana cancelada e a britânica descontinuada após suspeitas de uso de IA, embora a autora tenha negado ter feito isso. Mais recentemente, a publicação do romance de Jerry Falade foi cancelada após dúvidas sobre o processo de escrita. Ele também negou ter usado IA.

Mas que diferença faz se o texto foi produzido ou não por IA?

Em alguns contextos, é essencial que o texto tenha sido 100% produzido por aquele que diz ser o autor. Esse é, evidentemente, o caso de processos de avaliação como provas em escolas e universidades, dissertações, teses, concursos públicos e competições literárias. Pode haver também situações em que isso seja uma exigência contratual ou legal.

Mas, na maioria das outras situações, não está claro por que o uso de IA deveria ser considerado um recurso ilegítimo, a ponto de a União Europeia exigir que textos assim produzidos sejam identificáveis por marca d’água.

Primeiro, precisamos admitir que alguns textos produzidos por IA já são melhores do que os textos produzidos pela maioria das pessoas. Não estou comparando IA com escritores profissionais ou grandes nomes da literatura. Estou falando do cidadão comum da maioria dos países, do usuário médio de redes sociais. Basta ler postagens nas redes para comprovar isso.

Se a pessoa não consegue escrever bem, e pode usar a IA para produzir textos de qualidade superior, por que ela deveria ser punida por isso? Já ouvi dizer que “se a pessoa ficar usando IA, ela nunca vai aprender a escrever bem”. A afirmação não faz sentido. Não é a IA que impede as pessoas de aprenderem a escrever. Por que essas pessoas deveriam ser privadas de um instrumento que lhes permite produzir textos melhores?

Para muita gente, a IA se tornou essencial para escrever. Não compreendo por que deveríamos negar a elas essa ferramenta. Sob um certo ponto de vista, o uso da IA não é diferente do uso de um processador de texto com recursos de correção gramatical e ortográfica. O uso de uma ferramenta de IA também não é substancialmente diferente do uso, por exemplo, de um dicionário de sinônimos.

Identificar o uso de IA é relevante apenas para certas categorias de texto. Para outras, isso não tem importância alguma.

Se alguém usa IA para escrever um e-mail, um conto ou uma postagem em uma rede social, não há necessidade de forçar que isso seja explicitamente declarado ou possa ser identificado.

Se os sistemas de IA conseguirem escrever melhor do que os melhores escritores, quem ganha são os leitores. Em obras literárias, o que importa é ter acesso a textos e livros bem escritos, concebidos e estruturados com riqueza, elegância e estilo, que permitam ao leitor mergulhar no sonho lúcido da boa literatura. Se a IA puder fazer isso, por que não?

Mas os burocratas mundiais, liderados pelos europeus, resolveram declarar guerra à IA. Isso faz parte da obsessão por controle que caracteriza o Estado moderno. É também uma reação ao potencial de transferência de poder da tecnologia, que dá voz ao cidadão comum e repercute essa voz em todo o mundo. Imagine se esse cidadão tiver acesso a ferramentas que tornam sua voz muito mais poderosa e efetiva. O burocrata precisa restringir o cidadão às suas limitações naturais. Se o homem comum usa a IA para se comunicar melhor, é preciso que isso seja denunciado e transformado em motivo de vergonha.

Não custa lembrar que o Estado regulador da Inteligência Artificial é o mesmo que possibilitou a ascensão de Jason Arday, no mais escandaloso caso de fraude acadêmica da história recente.

É espantoso que as empresas se curvem a essa obsessão burocrática por controle.

Que vergonha, Anthropic.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

CARDÁPIO DO ALMOÇO INCLUIU LULINHA?

almoço messias pf interpol

Da esquerda para a direita, o ministro da Justiça, Wellington Silva; o advogado-geral da União, Jorge Messias; o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza; o ex-ministro Ricardo Lewandowski; e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Na semana passada, o advogado-geral da União, Jorge Messias, convidou para um almoço o ex-ministro da Justiça, ex-ministro do Supremo e ex-advogado do Master Ricardo Lewandowski; o atual ministro da Justiça, Wellington Silva; o secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza; e Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal. Qual foi o cardápio desse almoço? Oficialmente, era a entrega de uma medalha para Urquiza. Mas não deve ter sido só isso. Certamente Lula pediu a Messias que resolvesse uma certa questão. E o que teria de ser resolvido, que envolve a PF, a Interpol – que atua na Espanha também –, Lewandowski e o ministro da Justiça? Bem, a PF está investigando Lulinha, está investigando o Marcola do Lula… deve ser isso, não?

O relator das investigações contra Lulinha é André Mendonça, que virou uma referência de legalidade no Supremo. Mendonça é presbiteriano, e faz sermões sobre trechos do Antigo Testamento. É lá que está a história de Sodoma e Gomorra; se houvesse dez justos naquelas cidades, não teria havido a chuva de enxofre e fogo. Não seria maravilhoso haver dez justos no Supremo, além de André Mendonça? Mas, hoje, esses são sonhos utópicos.

A Polícia Federal é uma polícia de Estado, uma instituição permanente como o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Se ela virar uma força política a serviço de um governo, ela acaba, porque aquilo que está na política fica sujeito a crítica, fica sujeito ao julgamento do povo, e ela deixa de ser uma polícia que está do lado da lei para estar do lado das tendências políticas, sendo usada como guarda pretoriana. A PF é a instituição de polícia judiciária do Estado brasileiro, da União, e não existe apenas para cuidar de fronteiras e crimes federais.

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Se não deve haver investigação porque contrato não foi fechado, por que investigam “golpe” que não deu certo?

Já vi gente com o seguinte raciocínio: “Lulinha e Roberta, talvez também o Kalil, tentaram vender para o Ministério da Saúde 1,2 milhão de frascos de canabidiol por R$ 626 milhões, mas não venderam, então não há nada para investigar”. Mas, se for assim, por isonomia, analogamente, também não haveria “golpe” nenhum para investigar, certo? Ninguém tirou o governo, não “fecharam o contrato”, se é que houve algum. Então, vamos botar um pouco de racionalidade nessa discussão.

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Aécio tem tudo para repetir Dilma em 2018

Aécio Neves aceitou ser candidato ao Senado por uma coligação entre PSDB e PDT? Eu imaginei, aqui, se Dilma Rousseff pudesse dizer algo a ele, seria “você será eu em outubro”. Em 2018, Dilma ficou em quarto lugar na eleição para o Senado em Minas. Ricardo Lewandowski e o Senado rasgaram o parágrafo único do artigo 52 da Constituição, quando Dilma sofreu impeachment, mas não ficou inelegível, como manda a Constituição. O eleitor mineiro teve de fazer o trabalho, derrotando-a nas urnas.

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Não faz sentido esperar que candidato já declare quem apoiaria em segundo turno

Vejo gente reclamando porque Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, disse que a PF é imparcial e não trabalha com viés político. “Ele mentiu”, dizem. Mas como ele iria dizer algo diferente? Ele jamais diria o contrário, que é parcial, que está obedecendo a recomendações do presidente da República. Da mesma forma, vieram comentar comigo que Renan Santos não disse quem ele apoiaria se não chegasse ao segundo turno. Mas é claro que não disse! Como é que um candidato que está querendo chegar ao segundo turno vai considerar publicamente a possibilidade de não estar lá? Ele não respondeu porque, se respondesse, seria um idiota. As pessoas não pensam, o pensamento vai só dez milímetros à frente. Candidatos estão sempre com o pé atrás, sempre prontos, atentos.

Vi a entrevista de Renan Santos, e já comentei aqui. Também acho que Flávio Bolsonaro se saiu bem, e a dupla de entrevistadores da Globo se saiu muito bem em todas as sabatinas. Já o Lula foi destruído pelo Luiz Inácio; o Luiz Inácio disse tanta coisa que deixou muito mal o candidato Lula. Mais uma vez, ficou parecido com aquele último debate da eleição de 1989. Fora essa história de usar chapéu em lugar fechado, sentado à mesa, diante de uma senhora. No mínimo, isso é muito exótico.