RODRIGO CONSTANTINO

O CANDIDATO É FLÁVIO BOLSONARO: ACEITA QUE DÓI MENOS!

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciado como pré-candidato à presidência da República

Quando Flávio Bolsonaro disse que poderia não ir até o fim da candidatura, que tinha um “preço” para abandoná-la, muitos que o rejeitam e preferem o centrão ficaram eufóricos, acreditando que sua indicação pelo pai era um “balão de ensaio” ou uma “chantagem” pela anistia. O Globo chegou a escrever uma longa reportagem concluindo que Flávio aceita “negociar”.

Mas, como eu tinha imaginado, era uma “trolagem”, uma forma de ganhar destaque na mídia, holofotes da imprensa para revelar o óbvio: Flávio é mesmo o candidato. Seu “preço” é libertarem Jair Bolsonaro para que ele seja o candidato. Ou seja, não tem negociação alguma. Não tem balão de ensaio. É Flávio Bolsonaro e ponto final.

Entendo o desespero da Faria Lima, que tinha clara preferência por Tarcísio. É o “pragmatismo” amoral de quem acusa Bolsonaro de egoísmo, ignorando que o homem está doente e preso para o resto da vida sem ter cometido qualquer crime, só por ter exposto o sistema podre. Egoísmo me parece ignorar esse aspecto em sua escolha.

Encurralaram Bolsonaro, não ligam para seu destino, e queriam apenas seus votos, para que um centrão dominado por Kassab pudesse tirar Lula do poder e dar um choque de gestão na economia. Aqueles que pensam somente no próprio bolso e nunca ligaram para Daniel Silveira, Filipe Martins, Débora e tantos outros acusam Bolsonaro de egoísta!

Ao endossar a candidatura do filho Flávio, Bolsonaro não priorizou o clã familiar, mas pensou em confrontar o sistema que não lhe deixou qualquer saída. No mais, aqueles que dizem que o bolsonarismo morreu e Flávio tem “telhado de vidro” podem lançar um candidato próprio de “terceira via”. Ou seja, o desespero dessa turma revela sua hipocrisia: eles sabem quem tem os votos!

Flávio é competitivo sim. Como argumenta Adolfo Sachsida na Gazeta, “Flávio Bolsonaro tem experiência legislativa, perfil moderado, capacidade de diálogo. Ele sabe unir, não dividir. Sabe ser firme, sem ser intransigente. Sabe conciliar, sem abrir mão de princípios. É esse espírito – esse temperamento – que atrai o centro, os moderados e todos aqueles que desejam firmeza sem radicalismo”.

Os antipetistas falavam em união contra Lula, e agora já querem rifar Flávio? Não faz qualquer sentido. É preciso se unir em torno de sua candidatura, compreender que ainda há um longo caminho pela frente, e costurar alianças importantes. Flávio tem condições de fazer isso, mas terá de enfrentar o “nojinho” daqueles que, no fundo, não suportam o sobrenome Bolsonaro.

O sistema está com suas entranhas expostas em praça pública. Toffoli blinda o Master e viaja em jatinho particular com o advogado do banco Arruda Botelho, enquanto Gilmar blinda os próprios ministros do STF. Até o Estadão, que até aqui justificou vários abusos supremos, constatou: “Com a tentativa de limitar a possibilidade de impeachment de ministros, o STF afirma, em essência, que precisa se proteger do resultado da eleição para o Senado, um evidente disparate”.

O Brasil foi dominado por uma quadrilha, e qualquer candidato de oposição precisa, no mínimo, ter coragem para denunciar esses abusos. Flávio Bolsonaro tem, além de seu próprio sobrenome, capacidade para enviar um recado claro: só há eleição que possa ser chamada desse nome se houver Bolsonaro nas urnas.

Fizeram de tudo para eliminar Jair da equação política, mas o ex-presidente soube dar a resposta indicando seu filho Flávio como candidato. Agora cabe a todos que querem se livrar de Lula e dos abusos supremos se unir em torno desta candidatura, a que representa a direita de verdade. E Flávio marcaria um golaço se indicasse, como sugeriu Silvio Navarro, Paulo Guedes como seu Posto Ipiranga…

RODRIGO CONSTANTINO

PERSEVERANÇA

direita esquerda bandeiras

O Brasil cansa. Qualquer pessoa atenta fica desanimada. É tanta cacetada no cidadão de bem que fica difícil seguir adiante. Por isso a Oração da Manhã de Dom Adair José Guimarães desta sexta, “A virtude da perseverança”, veio tanto a calhar. Parece que foi feita sob medida para todos aqueles que, como eu, andam cansados.

Não é para menos. Numa só semana, Toffoli colocou sigilo total no caso Banco Master, após soltura de Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes, em decisão monocrática, blinda os ministros do STF de qualquer chance de impeachment, e boataria se espalha de que a Magnitsky de Moraes pode cair em acordo entre Lula e Trump.

Lulinha ganhava mesada de R$ 300 mil ligada ao escândalo do INSS, e o Careca fazia até ameaça contra a testemunha que denunciou o esquema. A coisa está chegando na família Lula mesmo, pois seu irmão Frei Chico já estaria ligado até o pescoço. Mas a velha imprensa finge que nem viu a notícia.

Enquanto isso, a direita briga entre si, até dentro da família Bolsonaro. A campanha conservadora vai usar um boneco de papelão do ex-presidente preso, enquanto o PT vai ter toda a máquina estatal na mão, a ajuda do supremo, as estatais corrompidas e os artistas e jornalistas militantes e engajados.

Tem muito mais, na verdade. Tem a soltura do assassino de Aracruz, após somente três anos. O sujeito matou quatro pessoas e já está livre! É um país dominado pela barbárie hobbesiana. É muito difícil apostar no futuro da nação, acreditar que um dia as coisas vão mesmo melhorar. O cansaço parece inevitável.

Daí a importância da mensagem de Dom Adair. Precisamos perseverar, com confiança, fé, apesar do cansaço, dos contratempos. Passei por uma grande provação pessoal recentemente, na luta contra um câncer agressivo, e sei da importância dessa postura de perseverança, até de otimismo diante do sofrimento.

Os percalços são grandes, mas temos de crer na vitória final. Deus está conosco. Deus está com aqueles que perseveram na luta. Vamos em frente, com ou sem Magnitsky, impeachment ou mesmo Bolsonaro como cabo eleitoral. O jogo é bruto, o sistema faz de tudo para manipular o resultado eleitoral. Do nosso lado, temos a verdade e a perseverança. Um dia a mesa vira. Amém!

RODRIGO CONSTANTINO

NA DIREÇÃO CERTA

Derrite diz que PL antifacção do governo era “fraco”; Gleisi critica “lambança legislativa”

Derrite afirmou o texto original do governo Lula para o PL antifacção era “fraco” e “benevolente com o crime organizado”

Meu critério nunca falha: se o PT não gosta de algo, então é coisa boa. O PL antifacção foi desidratado, o relator Guilherme Derrite teve de fazer algumas concessões, mas o que foi aprovado na Câmara vai na direção certa. E a maior prova disso é a reação petista.

A proposta endurece as penas para organizações criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os parlamentares aprovaram o destaque do Partido Novo que extingue a possibilidade de presos votarem nas eleições. Menos eleitores para o Lula! Foram 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções.

O relator endureceu bastante as punições aos crimes dos faccionados:

– homicídio doloso: de 6 a 20 anos para 20 a 40 anos;

– lesão corporal seguida de morte: de 4 a 12 anos para 20 a 40 anos;

– lesão corporal, demais casos: aumento de 2/3 da pena respectiva;

– sequestro ou cárcere privado: de 1 a 3 anos para 12 a 20 anos;

– furto: de 1 a 4 anos para 4 a 10 anos;

– roubo: de 4 a 10 anos para 12 a 30 anos;

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou as diversas versões do parecer de Derrite sobre o PL antifacção como uma “lambança legislativa” que beneficiará facções. “Achamos realmente que foi muito ruim apresentar seis relatórios de forma atabalhoada e não se reunir com ninguém”, disse Gleisi a jornalistas. Ela destacou que o substitutivo aprovado “está cheio de inconstitucionalidades”. Se a petista está insatisfeita, então o projeto é bom!

Outra alteração no PL antifacção diz respeito à destinação dos recursos financeiros e bens apreendidos. Na versão anterior, os ativos apreendidos em investigações da Polícia Federal (PF) seriam destinados ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol).

No parecer mais recente do PL antifacção essa destinação foi modificada: os bens e valores provenientes de investigações da Polícia Federal serão encaminhados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Em casos de atuação conjunta entre a PF e forças de segurança estaduais ou distritais, os valores recuperados serão rateados em partes iguais entre o FNSP e os Fundos de Segurança Pública dos respectivos estados ou Distrito Federal. Mais autonomia para os estados, o que é boa notícia.

A nova versão do PL antifacção estabelece que a audiência de custódia será realizada, em regra, por videoconferência. A modalidade presencial será apenas em situações excepcionais decorrentes de força maior e mediante decisão judicial justificada. Essa medida visa reduzir os custos de escolta, que em 2018 somaram R$ 250 milhões aos estados, excluindo salários de agentes penitenciários, e evitar riscos à segurança, aproveitando os atuais meios tecnológicos de comunicação. Outra ótima notícia!

Agora é aguardar o que poderá ser modificado pelo Senado, sob a relatoria de Alessandro Vieira. O texto aprovado pela Câmara não é perfeito, mas aponta na direção certa, endurecendo as penas aos criminosos e cortando algumas regalias. Claro que o PT não ficaria contente: sua simpatia pelos bandidos é evidente. Lula considera que traficantes são vítimas dos usuários, não podemos esquecer.

RODRIGO CONSTANTINO

NÃO ATIREM NO MENSAGEIRO!

friedrich merz alemanha cop 30

O chanceler alemão, Friedrich Merz, discursa no encontro de líderes da COP 30, em Belém

A fala do chanceler alemão Friedrich Merz causou uma celeuma no Brasil. Ele perguntou a jornalistas quem gostaria de ficar mais em Belém do Pará, e ninguém levantou a mão. Todos ficaram felizes de ter voltado para a Alemanha, “principalmente por termos saído daquele lugar onde estávamos”.

Para a oposição, a fala demonstra uma vez mais o fiasco do evento da COP 30. Lula gastou quase um bilhão e até a ONU reclamou a organização e da infraestrutura. A fala do chanceler alemão resume o desconforto dos gringos com o lugar escolhido pelo governo para receber o evento.

Já no lado petista, a fala gerou revolta. A esquerda ufanista enxergou “preconceito” na postura do chanceler alemão, e tentou dar lição de moral. Como ousa falar mal do Pará? Quem você pensa que é? O problema dos ufanistas é fechar os olhos para a realidade.

Como disse a economista Renata Barreto, não adianta matar o mensageiro: “Infelizmente, Belém tem 57% da população vivendo em favelas e menos de 20% tem acesso à tratamento de esgoto. A capital do Pará está entre as piores capitais do Brasil em termos de infraestrutura urbana. O primeiro passo em direção à resolução de um problema é assumir que ele existe. Não adianta varrer pra debaixo do tapete e ter aquela atitude bem brasileira de fingir que não tem nada acontecendo”.

É como o turista que vai ao Rio visitar nossos cartões postais. O Rio é lindo! Mas se o gringo entrar em favelas, experimentar um pouco da realidade do cotidiano do carioca, ele terá outra experiência, mais realista. E se ele ficar assustado e criticar, isso é apenas natural: o Rio é assustador mesmo!

Uma aldeia Potemkin é qualquer construção, literal ou figurativa, cujo único objetivo é proporcionar uma fachada externa a um país para ocultar a realidade, fazendo as pessoas acreditarem que o país está melhor do que de fato está, embora as estatísticas e os gráficos afirmassem o contrário.

O termo tem origem em relatos de uma falsa aldeia portátil construída exclusivamente para impressionar a Imperatriz Catarina, a Grande, pelo seu antigo amante Gregório Alexandrovich Potemkin, durante a sua viagem à Crimeia em 1787. É como as cidades cinematográficas de Hollywood ou da Globo: tudo de fachada!

O chanceler alemão não ficou impressionado com a vila Potemkin criada por Lula. Ele viu além da fachada, e não gostou do que viu. Muita miséria, sujeira, num dos estados mais carentes do Brasil. Ficar aliviado de estar de volta à civilização não é preconceito, mas uma reação normal de quem prefere a ordem ao caos. Atirar no mensageiro não vai resolver um único problema de Belém.

RODRIGO CONSTANTINO

VENTOS DE MUDANÇA NO CHILE

José Antonio Kast, candidato do Partido Republicano do Chile à presidência, no ato de encerramento da sua campanha, em Santiago, na terça-feira (11)

A esquerda radical promete muita coisa de forma populista, mas nunca é capaz de entregar bons resultados. Onde não houve ainda aparelhamento pleno das instituições, isso costuma significar problemas na disputa eleitoral. O povo cansa da ladainha socialista e clama por mudança. Foi o que aconteceu no Chile este domingo.

A esquerdista Jeannette Jara, candidata do presidente Gabriel Boric, ficou com 26,81% dos votos e o direitista José Antonio Kast com 23,99%. O centro-direitista Franco Parisi aparece em terceiro lugar, com 19,61%, seguido pelo libertário Johannes Kaiser (13,93%) e pela conservadora Evelyn Matthei (12,54%). Ou seja, a direita está com ótimas chances de levar o segundo turno no Chile.

“A democracia deve ser protegida e valorizada. Sofremos muito para recuperá-la para que hoje seja colocada em risco”, disse Jara, numa alfinetada em Kast, cujo irmão foi ministro do ditador chileno Augusto Pinochet (1973-1990).

Já Kast disse que é hora de “uma mudança real” e de “reconstruir a pátria”. “Precisamos de união para avançar em segurança, habitação, educação e todas as questões que foram gravemente afetadas pelas políticas ruins deste governo [Boric]”, afirmou.

O discurso da esquerda radical gira sempre em torno da “democracia”, sendo que Jara pertence ao Partido Comunista do Chile. Na velha imprensa, radical é sempre o candidato de direita, tratado como “ultradireita”, “ultraconservador” ou “ultrarradical”. Mas o povo não cai mais nessa narrativa.

Tanto que a Câmara e o Senado também tiveram maioria de direita, representando a maior derrota eleitoral da esquerda em 35 anos. A segurança pública foi um dos temas importantes no debate. Apesar de o Chile ser um dos países mais seguros do continente, o aumento da criminalidade nos últimos anos impulsionou a direita, que promete deportações em massa de imigrantes irregulares e uma linha dura contra o crime.

“É necessária união para enfrentar os problemas que nos afligem hoje, que são problemas na área da segurança”, disse Kast à imprensa após a votação em Paine, nos arredores de Santiago. “A maioria das pessoas dirá que está com medo”, reforçou. De acordo com o governo do Chile, os homicídios aumentaram 140% na última década, passando de uma taxa de 2,5 para 6 por 100 mil habitantes. No ano passado, o Ministério Público registrou 868 sequestros, 76% a mais do que em 2021.

Vale notar que o libertário Parisi ficou com quase 20% dos votos. O “Milei chileno” tem conquistado mais simpatizantes com uma plataforma de ampla liberdade econômica e endurecimento no combate ao crime nos moldes de El Salvador. Eis uma mensagem que cada vez seduz mais eleitores, por motivos óbvios.

A América Latina vai se afastando do Foro de SP, do comunismo. Já temos até Bolívia e Equador nessa direção, além da Argentina e do Paraguai. Enquanto isso, o Brasil lulista defendendo abertamente o modelo venezuelano, sendo que Trump prepara uma provável ação militar contra Maduro.

Temos que torcer para que os ventos de mudança cheguem ao Brasil em 2026 também. O problema, claro, é confiar no processo eleitoral…

RODRIGO CONSTANTINO

FINALMENTE OS ESTADOS UNIDOS PRIORIZAM O SUL

trump testes nucleares

Secretário de defesa dos EUA, Pete Hegseth, ao lado do presidente Donald Trump

Reportagem de John Lucas na Gazeta do Povo resume bem a importante notícia desta quinta: Governo Trump lança operação para eliminar narcotráfico na América Latina. A questão das drogas virou tema central para o governo Trump, pois centenas de milhares de jovens dos Estados Unidos têm tido suas vidas destruídas. A resposta foi declarar guerra aos traficantes do continente:

O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira (13) a chamada Operação Southern Spear (Lança do Sul), uma ofensiva militar lançada sob ordem do presidente Donald Trump para combater o narcotráfico e o terrorismo transnacional na América Latina.

Segundo Hegseth, a missão, que será conduzida pelo Comando Sul dos EUA (Southcom), tem como objetivo “defender o território americano, eliminar narcoterroristas do nosso hemisfério e proteger nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo”. O secretário, no entanto, não detalhou como as ofensivas militares serão executadas nem quais países estarão diretamente envolvidos nas operações.

A operação marca uma ampliação das ações militares dos Estados Unidos na região, onde os americanos já mobilizam cerca de 12 mil marinheiros e fuzileiros navais e quase uma dúzia de navios de guerra, incluindo o gigante porta-aviões USS Gerald R. Ford, o mais importante dos EUA, que chegou recentemente ao Caribe para reforçar as operações.

Segundo a Associated Press, a campanha militar dos EUA em curso na América Latina já resultou em pelo menos 19 ataques contra embarcações ligadas ao tráfico de drogas, que deixaram ao menos 76 mortos.

Isso, pelo visto, é só o começo. “O Hemisfério Ocidental é a vizinhança da América – e nós o protegeremos”, afirmou o secretário Hegseth durante seu anúncio no X. Nicolás Maduro está com seus dias contados, pelo visto. A gestão Trump compreendeu que o Foro de SP vinha espalhando narcoestados pela região, e que a aliança nefasta entre comunismo e tráfico de drogas representa enorme ameaça ao continente.

O Congresso dos Estados Unidos deu uma espécie de carta branca para Trump, que tem tido ampla margem de manobra para ataques cirúrgicos. Mas uma operação militar maior contra o regime de Maduro não está descartada.

No início de outubro, Hegseth anunciou que o Pentágono formou uma nova força-tarefa conjunta antinarcóticos, a fim de “esmagar” os cartéis de drogas no Mar do Caribe. A administração Trump construiu uma presença militar massiva na área, enviando navios de guerra, aviões de combate F-35, aviões espiões e outros meios militares, à medida que aumenta a pressão contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem caracterizam como um “líder ilegítimo”.

Os EUA adicionaram mais poder de fogo na região esta semana com a chegada do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, e seu grupo de ataque ao Southcom na terça-feira. O porta-aviões, que tem mais de 4.000 marinheiros, transporta aviões de combate F/A-18 Super Hornets e mísseis Tomahawk de longo alcance. Os americanos não estão de brincadeira…

O Ministério da Defesa da Venezuela disse esta semana que cerca de 200.000 soldados foram mobilizados para um exercício de dois dias para se preparar para a ameaça representada pelos militares dos EUA. Entretanto, Maduro adotou um tom desafiador num discurso televisivo na quarta-feira, no qual acusou os EUA de inventarem “uma narrativa bizarra” e a chegada do USS Gerald R Ford à região aumentará as especulações sobre se os EUA tentarão forçar uma mudança de regime.

Todos os latino-americanos que prezam a liberdade esperam que sim, e não aguentam mais de tanta ansiedade. Finalmente os Estados Unidos estão priorizando o sul, e isso pode significar mudanças importantes na região. Alguns países estão conseguindo abandonar o socialismo democraticamente, como Argentina e Bolívia, mas o caso venezuelano é bem mais complicado, pois já virou um narcoestado. Sem a ajuda externa dos militares americanos não haveria esperança para os venezuelanos…

RODRIGO CONSTANTINO

BBC: JORNALISMO EM CRISE

Tim Davie BBC discurso Trump

Tim Davie, que assumiu o comando da BBC em 2020, deixa a emissora num contexto de queda de audiência e aumento das disputas sobre independência jornalística

O jornalismo está numa crise e tanto, e Donald Trump tem muito a ver com isso. O presidente americano é odiado pela imensa maioria dos jornalistas, e eles se consideram numa cruzada moral pela “democracia”. Imbuídos de uma visão “progressista” de mundo, muitos acreditam que sacrificar as boas práticas jornalísticas para “derrubar” Trump se justifica. E é aí que morre o jornalismo. O caso mais recente que ilustra bem isso é a BBC. O diretor geral Tim Davie e a CEO de Notícias pediram demissão após o Telegraph mostrar como a BBC fez uma cobertura enviesada e seletiva para pintar a imagem de que Trump tinha incitado a revolta no Capitólio no 6 de janeiro.

Num anúncio que causou choque dentro da corporação, Davie disse que a sua saída foi “decisão inteiramente minha” e ocorre num momento em que a BBC se prepara para pedir desculpas pela forma como editou um discurso de Trump.

Duas falas de Trump proferidas em momentos distintos do discurso de 2021 foram juntadas na edição da BBC para sugerir que o presidente teria incentivado a invasão do Capitólio. “Nós vamos marchar até o Capitólio e eu estarei lá com vocês […]. E nós lutaremos. Nós lutaremos à beça”, diz o trecho. A edição da BBC também não incluiu um trecho em que Trump dizia a apoiadores que queria que eles protestassem de forma “pacífica e patriótica”.

Trump publicou na sua plataforma Truth Social que “pessoas muito desonestas” tinham “tentado subir na balança de uma eleição presidencial”, acrescentando: “Acima de tudo, são de um país estrangeiro, que muitos consideram o nosso aliado número um. Que coisa terrível para a democracia!”

Não é a primeira vez que algum veículo importante é pego fazendo edições seletivas para prejudicar Trump. O programa 60 Minutes da CBS News editou fortemente uma entrevista com Donald Trump. Trump conversou com a correspondente Norah O’Donnell por 90 minutos, mas apenas cerca de 28 minutos foram transmitidos. A emissora fechou um acordo milionário com Trump.

Quando os jornalistas se enxergam como “salvadores da democracia”, passam a encarar os métodos do bom jornalismo como descartáveis. Afinal, possuem uma “causa mais nobre”. Neste momento, passam a sacrificar o jornalismo em nome da militância. Qualquer semelhança com o que ocorre no Brasil com Bolsonaro e a velha imprensa não é mera coincidência…

RODRIGO CONSTANTINO

A BANCADA CRISTÃ É MUITO BEM-VINDA

Frentes Parlamentares Católica e Evangélica articulam criação da Bancada Cristã

O cristianismo não leva a uma única filosofia política, e é possível termos cristãos com diferentes vieses ideológicos. Dito isso, lembro sempre da minha própria esposa que, antes de se definir como conservadora, sempre diz ser uma católica. É dessa visão que partem todas as suas conclusões sobre os principais temas políticos. E sim, acaba que ela se mostra uma sólida conservadora.

Não é para menos: o “progressismo” tenta usurpar a mensagem cristã para sua revolução “social”. Os comunistas e os cristãos não se misturam, mas isso não impede a turma comuna de tentar forçar um casamento entre Marx e Cristo, com 99% do revolucionário e um verniz de Jesus. Comunistas devem ser excomungados da Igreja!

O foco no indivíduo, a salvação da alma (e não da sociedade), a vida sagrada feita à imagem e semelhança de Deus, os principais ensinamentos cristãos certamente ajudam a criar uma sociedade com valores robustos, que dispensa as pautas pagãs da era moderna. Família como centro, respeito aos pais, mandamentos básicos: é difícil ser um cristão e abraçar a agenda Woke!

Por isso vejo com bons olhos o esforço de se criar uma Bancada Cristã. A proposta é apoiada por integrantes das frentes evangélica e católica, que reúnem mais de 300 deputados e que conseguiram articular, nesta quarta-feira (5), a derrubada de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que facilita o aborto em crianças e adolescentes.

Os grupos religiosos argumentam que buscam um direito semelhante ao das bancadas feminina e negra, que já participam do Colégio de Líderes com status de liderança. “Mais de 80% da população brasileira é cristã. A Constituição nos garante liberdade da manifestação da fé de todas as formas”, explica o deputado Luiz Gastão.

A esquerda tenta se aproximar os cristãos somente em época de eleição, mas está claro que enxerga no cristianismo um obstáculo ao seu projeto “social”. O sonho dessa esquerda é diluir o Cristianismo a uma afetação pessoal guardada para dentro de casa, como se não tivesse ligação com as pautas debatidas pelo Congresso.

Mas o povo cristão cansou de ser tratado assim, e quer seus representantes dando voz aos principais valores cristãos no Parlamento. É impossível discutir aborto, por exemplo, sem falar da premissa da vida humana sagrada desde a sua concepção. Por isso julgo tão importante a criação dessa bancada.

RODRIGO CONSTANTINO

ATÉ LULA SENTIU QUE O POVO GOSTOU DA OPERAÇÃO NO RIO

Lula adota tom cauteleso e evita embate direto com governador do Rio

Cínico, sem dúvida, e oportunista como sempre, Lula resolveu se manifestar finalmente sobre a operação policial no Rio. O importante é que até o presidente, que considera traficantes vítimas dos usuários, percebeu que a operação que culminou na morte de mais de uma centena de marginais foi bem recebida pelo povo carioca. Disse Lula:

Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco.

Claro que, na prática, Lula não quer resolver nada. Tanto que concluiu sua postagem com uma propaganda da PEC da Segurança, que é uma porcaria e levaria apenas a uma centralização maior no governo federal, enquanto são justamente os estados que podem combater melhor o crime: “Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas”.

O deputado Marcel van Hattem não deu moleza para Lula: “Não é o traficante que é vítima do usuário de drogas? Você é parte do problema, cinismo descarado! Leva um dia e meio para dizer alguma coisa e não pede desculpas por não ter apoiado o governo do RJ quando pediu nem se solidariza com a família dos policiais mortos. Cúmplice!”.

Tanto é assim que o governo federal insiste em não classificar o crime organizado como terrorista. Mas a própria imprensa mostra o grau de terror imposto por esses marginais em seus territórios dominados: “Decisão que embasou Operação Contenção cita rotina de tortura e controle armado no Complexo da Penha”. A Folha continua: “Documento cita vídeos, mensagens e fotos que mostram práticas de tortura e domínio armado sobre moradores”.

Se isso não é terrorismo, é o que então? Esses bandidos possuem drones armados com granadas! O que fazem nos territórios que dominam é um atentado contra o Estado de Direito, mas o governo federal prefere considerar a Débora, com seu batom, uma ameaça maior à democracia. É uma piada de mau gosto!

Nesse contexto, é fundamental que os governadores de centro-direita mostrem união e apoio ao governo do Rio. Muitos o fizeram, mas a postura do governador Tarcísio de Freitas foi a mais errática. Ele decidiu não comparecer ao encontro dos governadores. Tarcísio está se mostrando covarde. Ele precisa apoiar politicamente o governador do Rio e demonstrar união dos governadores de centro-direita. Não pode se curvar à turma global.

Até porque a própria turma da Globo vem dando uma leve guinada na narrativa, ao perceber, como Lula fez, que a operação no Rio foi popular. O povo cansou da bandidolatria, e clama por um Bukele da vida para enfrentar os marginais. Quem titubear ou condenar os “excessos” da polícia nesse momento será atropelado pela opinião pública.

RODRIGO CONSTANTINO

ABISMO ENTRE VISÃO ESQUERDISTA E POPULAR

Oposição criticou Lula por não enquadrar facções como grupos terroristas

O Comando Vermelho já foi a Falange Vermelha, uma facção criada no presídio da Ilha Grande, no estado do Rio, quando militares misturaram presos ideológicos com presos comuns. Aqueles que sequestravam e roubavam bancos para financiar a revolução comunista se juntaram aos que roubavam e matavam sem pretexto político, e ali nascera o CV. Desde então a esquerda radical sempre dá um jeito de defender os marginais comuns.

O resultado da mega operação desta terça no Rio ilustra bem o abismo que se criou entre esquerdistas e população em geral. O foco da esquerda é na “letalidade policial”, e sua linguagem remete à dos próprios bandidos, quando fala em “chacina”. Já para o povo, atormentado pela violência do CV, bandido morto é “CPF cancelado com sucesso”.

Com o avanço e a ousadia cada vez maiores da bandidolatria no estado, cada vez mais gente clama por uma solução no estilo Bukele. Alega-se que El Salvador é pequeno, do tamanho do Rio. Ora, então seria um ótimo lugar para tal experimento, até porque o Rio está dominado pelo crime organizado.

A esquerda fala em combater a marginalidade “sem dar tiros”, o que chega a ser comovente. Adota o mesmo linguajar dos bandidos: por trás do fuzil há um ser humano, ignorando que na frente do ser humano há um fuzil letal, que espalha o caos e tira a vida de policiais heróis. Enquanto a polícia for recebida com armamento pesado, terá de reagir, e é aí que surge a tal “letalidade”. Culpa dos marginais.

O Rio já é um narcoestado, e se nada for feito, em breve o Brasil todo será um. Lula chama traficantes de vítimas dos usuários, a esquerda quer combater esses bandidos com “políticas sociais”, e a impunidade campeia, representando um convite ao crime. O povo quer uma saída diferente, o confronto, e aplaude operações como a desta terça. Se Bukele fosse candidato a governador no estado, venceria fácil. É esse o abismo entre esquerda e povo.