DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

CORDEL – O TABACO DE MARIA

Xilogravura de Erivaldo Ferreira

1
Na estrada do Pai Mané
Na cidade de Ipueiras
Bem pertinho das Barreiras
De imburana tem um pé
Ele dá um bom rapé
Pra quem sabe preparar
Maria sabe torrar
E tem grande freguesia
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

2
E naquela arrumação
Meu pai era viciado
No dedo era colocado
Do rapé uma porção
Com o tabaco na mão
Pra no nariz esfregar
E logo após aspirar
Ele fungava e dizia:
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

3
Valdenira me indicou
Disse mulher acredite
Ele é bom pra sinusite
Aqui mamãe sempre usou
Depois que ela receitou
Comecei a melhorar
Nunca parei mais de usar
Acabou minha agonia:
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

4
Garapa ficou sabendo
Dessa história do rapé
Foi direto ao Pai Mané
Também estava querendo
Com Maria se entendendo
Resolveu logo pagar
E não saiu sem provar
do cheiroso nesse dia
O tabaco de Maria.
Todo mundo quer cheirar.

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DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

NORDESTINA SEM CABRESTO

Foto desta colunista

O Nordeste também fez
A tal mulher rebelada
Desobediente, afoita
Que não seguiu a manada
Levantou sua bandeira
Comendo chão e poeira
Botou o pé na estrada.

Mãe solteira competente
Concubina assumida
Bem disposta muito amada
Venta acesa e atrevida
Que fez a sociedade
Aceitar sua liberdade
Com bravura destemida.

Cresceu e multiplicou
Sem se tornar cutruvia
A matriarca assumida
Fez da vida o que queria
Do cabresto bem distante
Da vida virou amante
Pois nada lhe reprimia.

Totalmente alforriada
Com seu cabresto na mão
Foi ela quem deu partida
E atiçou seu alazão
No rastro deixou história
O seu fado e sua glória
Virou lenda no sertão.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

O CASTIGO DA SOGRA MALVADA

Capa de Roberto Braga

Eu vou contar uma história
Daquelas de antigamente
Que ouvi quando criança
E guardei na minha mente
Foi Tia Isa quem contou
E eu agora aqui estou
Passando a história a frente.

Sempre à boquinha da noite
Com cadeiras na calçada
Sentava-se minha tia
No meio da criançada
Que ouvia com atenção
Detalhes da contação
De cada história narrada.

Foi assim que me criei
E abraço essa tradição
Um ponto vou aumentando
No transcorrer da oração
Sem esquecer a magia
Das histórias de titia
Nas calçadas do sertão.

Pra não quebrar a magia
Desse jeito de contar
Vou imitar minha tia
No modo de iniciar
Descrever como ela fez
Repetindo: ERA UMA VEZ
Para a história começar.

Era uma vez uma mãe
Que bem moça enviuvou
Tinha somente um filhinho
Dele muito bem cuidou
Era a razão da sua vida
Para a criança querida
Carinho nunca faltou.

Um bom menino ele era
Sempre muito obediente
Auxiliava sua mãe
Não fugia do batente
Viviam em harmonia
Um do outro companhia
O que a deixava contente.

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DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA RODA DE GLOSAS

Xilogravura de Valdério Costa

Mote desta colunista:

Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

* * *

Nem bem o dia amanhece
Já está em meu quintal
O seu canto matinal
É canto que me enternece
Mas comida só merece
Quem tem rumo e direção
Não cedo alimentação
Pra quem sempre vai e vem:
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Dalinha Catunda

Também não darei moleza
À rola ou a periquito,
Mesmo sendo bem bonito,
Pode ter toda a certeza;
Beleza nunca põe mesa
E nesses tempos então
Só abro uma exceção
Com aval de Araquem:
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Bastinha Job

Já tive no meu terreiro
uma rola sem futuro,
me procurava no escuro
e me acertava o traseiro,
com seu jeito interesseiro,
não queria meu pirão,
mas só arroz com feijão,
na hora do vai-e-vem.
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Anilda Figueiredo

Eu adoro passarinho…
Mas sou fã do periquito
Esse do mote esquisito
Não põe ovo no meu ninho
Pra ficar tudo certinho
Eu digo com precisão
Essa rima é o cão
Esse verso não convém
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Giovanni Arruda

Quando o pássaro é manso
Basta um dedo em riste
Botar painço e alpiste
Que vem fazer o descanso
Já criei patos e ganso
Sabiá corrupião
Acabava com a ração
Não me sobrava um vintém
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Araquém Vasconcellos

Canta lá no cajueiro
Que fica no meu canal
Um rebanho de pombal
Me consola o dia inteiro
Mais não chega no terreiro
Nem na janela do oitão
Eu tenho essa opinião
Pode ser pardal, quem quem
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Jairo Vasconcelos

Eu escuto o passarinho
Mas grito com dedo em riste
Posso dar xerem, alpiste
Se ele sair do ninho
Se eu escutar bem cedinho
Um canto em tom de canção
Mas se ele só diz não
E não canta pra ninguém
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Rivamoura Teixeira

Eu criava uma rolinha
Um dia fiquei zangada
Ela vivia escorada
Peguei a tal passarinha
Ficou mais mole a bichinha
Eu dei nela um arrochão
Sapequei ela no chão
E pelei o seu sedém
Pra rola só dou xerém
Se comer na minha mão.

Ritinha Oliveira

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O COMEDOR DE CHIMANGO

Foto de Marco Haurélio

As malas ele arrumou.
Fez o que a mente pedia
Pegou logo um avião
E se mandou pra Bahia
Para matar a saudade
Que sem dó lhe consumia.

Um chimango bem gostoso
Ele queria comer
Do jeito que ele gostava
Só Maria pra fazer
Quem come o chimango dela
De outros não quer saber.

Era grande seu desejo
Fervia a imaginação
Chegava a lamber os lábios
Ruminando a tentação
Contava cada segundo
Suspirando de emoção.

– Maria você me aguarde
Que não demoro a chegar
Pra comer o seu chimango
Eu vou a qualquer lugar
Meu desejo lhe garanto,
Dessa vez eu vou matar.

Não demorou muito tempo
Chegou ao alto sertão
A viagem não foi longa
Pois ele foi de avião
Com chimango na cabeça
Não perdeu a direção.

Parecendo um menino
Já na casa de Maria
O biscoito de polvilho
Sem parar ele comia:
– Sem comer o seu chimango
Eu não saio da Bahia.

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UMA RODA DE GLOSAS

Xilogravura de Cicero Lourenço

Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei

Mote de Dalinha Catunda

Periquito bem cuidado?
Eu tenho e não nego, não,
Mas vive numa prisão,
E por isso é revoltado,
Porém é muito assanhado…
E prender é contra a lei.
Fui lá no mato e soltei,
Dele tive caridade:
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Dalinha Catunda

Duplo sentido? – Talvez!
Vi o verso explicativo,
E – também – convidativo,
Não perdendo minha vez;
Nunca gostei de escassez
Sobre o dom que cultivei
De libertar, porque sei
Que voar mostra a verdade:
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Professor Weslem

Meu periquito assanhado,
Teima em não se aquietar,
Todo instante quer trepar,
Em um alçapão armado,
Um fogo descontrolado,
Desde quando ele, ganhei,
Até quando vai, não sei,
Sua libidinosidade,
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Joabnascimento

Parecia um papagaio
Era fora da bitola
Mas vivia na gaiola
E dizia daqui eu saio
Vou dar o prazo até maio
E gritava ei ei ei
Vou descobrir o que sei
E vou mentir na verdade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Rivamoura Teixeira

Tô glosando aqui e agora
Com mote do periquito
Um macho muito bonito
Que comigo não mais mora
Pedia para ir embora
Com pena nunca deixei
Enfim, o bicho mandei
Procurar felicidade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Vânia Freitas

Há tempos, na minha casa
Um periquito vivia
Numa gaiola sombria
Cantando e batendo asa
Soltei-o, dizendo: vaza
Nesse momento, notei
Outros chegando, pasmei
E ali, ficaram à vontade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Creusa Meira

Não quis prender o bichinho
Pra viver numa prisão
Deu – me muita compaixão
Abri tudo ligeirinho
Libertei meu passarinho
A melhor coisa, pois, sei
Vê-lo livre eu adorei
Fiz sua felicidade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Dulce Esteves

Faça como eu e liberte
Também o seu Passarinho,
Gaiola não é o ninho
Mais ideal que se oferte,
Me imite, não fique inerte
Siga o exemplo que dei
Viva de acordo com a lei
Prender é pura maldade:
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Bastinha Job

Já tá quase em extinção
Este querido” bichim”
Que mora em um cupim
Faz sua alimentação
De frutinhos de pinhão
Certo dia lhe tranquei
Mas por pena liberei
E desfiz toda maldade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Araquém Vasconcelos

Quando peguei pra criar
O periquito era novo
Mas aprendeu com o povo
Chamar nome pra danar
Antes do Ibama chegar
Vou soltar o que achei
Se no Brasil tem a lei
Vou cumprir sem falsidade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Jerismar Batista

Meu periquito vivia
Muito triste, acabrunhado
Mas ficou todo animado
Cantando de alegria
A partir daquele dia
Quando a rola lhe mostrei
Ninguém sabe nem eu sei
No que deu tal amizade
Pra viver em liberdade
Meu periquito soltei.

Giovanni Arruda

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

EM CACHOEIRAS DE MACACU

Fotos desta colunista

Atrás do morro do pico
Aponta o sol radiante
A neblina derretendo
Presencio a todo instante
A beleza do horizonte
O raio do sol no monte
Ilumina o meu semblante.

Do beiral do meu alpendre
A cambaxirra cantou
No pé de jacatirão
O bem-te-vi se assanhou
O gavião sorrateiro
Abre as asas no coqueiro
Vendo que o dia raiou.

Redes de aranhas tecidas
Presas no arame farpado
Trazendo beleza as cercas
Esse trabalho rendado
Só vendo quanta beleza
Cenário da natureza
Que é por Deus elaborado.

O canto da Seriema
Ecoa ao amanhecer
Despertador natural
Canta mesmo pra valer
É ave que faz zoada
Parece até gargalhada
Pois canta sem se conter.

Canários se reproduzem
Eu vejo o bando passar
Os melros sempre em grupo
Encantam com seu cantar
E no maior zum, zum, zum
Um magote de Anum
Balburdia faz ao voar.

Quando chega o fim do dia
Volta pro ninho a trocal,
E a garça voa em bando
Num belo show, sem igual
O sol desmaia cansado
Anunciando alquebrado
De cada dia o final.

Nova fauna, nova flora
Eu vejo aqui no Sudeste
O verde é permanente
Diferente do Nordeste
Ganho mais conhecimento
Mas tenho meu pensamento
Na minha vidinha agreste.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

GLOSAS

O doce e eu

“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina!”

Mote desta colunista

Sou poeta e sou doceira,
E na farofa sou boa,
Faço verso, canto loa,
As vezes sou cantadeira,
E metida a cirandeira!
E nessa minha rotina
De cabocla nordestina,
Eu nasci pra versejar:
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina.”

Dalinha Catunda

Eu nasci agricultor
Cultivando o fértil chão
De enxada e foice na mão
Em meio a mata em flor
Sonhava ser escritor
Da cultura nordestina
Minha obra é pequenina
Mas preciso divulgar
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina”

Araquém Vasconcelos

Eu me chamo Nelcimá
Sempre gostei de escrever
Eu só não quis entender
Que um dia ia versejar
E agora no pelejar
Vou com a alma felina
Tentando ser turmalina
Para a todos agradar
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina.”

Nelcimá Morais

Não faço como Dalinha
Abençoada pela arte
Fazendo aqui minha parte
Pela casa e na cozinha
Pego agulha enfio linha
Faço isto desde menina
Tenho inspiração divina
Peço pra nunca faltar
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina.”

Vânia Freitas

Sendo pra nascer mulher
Desejava ser Dalinha
Tendo vaga pra Mocinha
Até Pagu se quiser
Mas tinha outra colher
Caso fosse Messalina
Um homem em cada esquina
Para experimentar
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina”!

Ésio Rafael

O seu verso apimentado
E o doce dos quitutes
São, sem dúvida, desfrutes
Para os fãs apaixonados
Nesse jeito misturado
De pimenta e sacarina
Tá completa a sua sina
Não convém se lamentar:
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina”

Giovanni Arruda

Na vida já fiz de tudo
Conquistei o infinito
Escrevi, soltei meu grito
A quem o queria mudo
Transformei rima em escudo
Numa verve cristalina.
Com mamãe, desde menina
Aprendi a cozinhar,
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina”

Nilza Dias

Sou poeta de cordel
Versejo com alegria.
Não vivo de fantasia.
À verdade sou fiel.
Vou traçando meu painel,
Na escrita sou feminina
E também sou nordestina
Pois gosto de versejar
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina.”

Rosário Pinto

Não precisa que eu grite
Mas vou dizer nesta rima
Eu não sou de obra prima
Não chego a esse limite
Tenha calma não se agite
Essa poetisa fina
Muito muito me ensina
Deixa o mundo me julgar
“Porém nunca vou chegar
a ser Cora Coralina.”

RivaMoura Teixeira

Pareço na escalada
Da montanha dessa vida
Cada pedra removida
Será uma flor plantada,
Se a semente é germinada
Cumpro um pouco a minha sina
CORA chega e me ensina
Cair e se levantar
“Porém nunca vou chegar
A ser Cora Coralina!”

Bastinha Job

* * *

A grande poetisa Cora Coralina, Goiás-GO (1889-1985)

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

EU MAIS XICO NO FUXICO

uma dúvida é meu tormento
e findo por não saber
qual é o maior sofrer
que machuca o pensamento
qual o maior sofrimento
que o caba pode aguentar
quando aflora o chorar
e se acaba o sorrir
se é ficar querendo ir
ou ir querendo ficar.

Xico Bizerra

Amigo vou lhe dizer
Preste bastante atenção
Das dores do coração
Não cabe se maldizer
Só tempo pra resolver
Não vale a pena chorar
Eu posso até me lascar
Porém morro sem pedir
Pr’ele ficar e não ir
Ou não ir, querer ficar.

Dalinha Catunda

quem souber me diga agora
não me deixe sem resposta
quando o caba um dia gosta
gosta tanto que até chora
e seu amor vai embora
ele fica a lamentar
sem saber pra quem rezar
sem noção a quem pedir
pr’ela ficar e não ir
ou não ir, querer ficar

Xico Bizerra

Quando um amor vai embora
Um outro amor logo vem
Nos braços de outro alguém
Nosso instinto colabora
A vida logo melhora
Paixão é para passar
Quem vai, perde seu lugar
Não adianta insistir:
Pr’ele ficar e não ir
Ou não ir, querer ficar

Dalinha Catunda

O problema é que ela indo
A gente fica sozinho
E sem amor, sem carinho
O ‘hômi’ termina caindo
Sem vergonha, vou pedindo
Pra ela ficar e não ir
E eu chorando, sem rir
Sei que vou me lascar
Se ela não quiser ficar
Nem adianta outra vir

Xico Bizerra

Eu só quero quem me quer
Disso sabe quem me atura
Não é qualquer criatura
Que conhece meu mister
Sou parceira sou mulher
Mas não sou de me iludir
Se meu parceiro partir
Pranto não vou derramar
Se ele não quiser ficar
Vou achar quem queira vir

Dalinha Catunda

Pior é que na minha idade
Quase tudo anda mole
Quase nada ainda bole
Uma infelicidade
Aqui na minha cidade
Ninguém comigo quer nada
Sem mulher ou namorada
Nem posso me divertir
Se essa mulher partir
Minha sorte está lançada.

Xico Bizerra

Amigo, pra pé doente
Um chinelo velho tem
Quando a dona idade vem
Tudo fica diferente
Um cabra polivalente
Sempre brilha até o fim
E dá mingau ao soim
Porque sabe arquitetar
E vê a cobra fumar
Enquanto a sorte diz sim.

Dalinha Catunda

Quem me dera acreditar
Em tudo que você diz
Quisera ser aprendiz
E saber arquitetar
Todo o bem e o mal que há
Nessa vida não brilhei
E até atrapalhei
O brilho que outros tem
E como ninguém mais vem
Desisti e me mandei

Xico Bizerra

O bom da vida é viver
A vida como ela é
Horas grudados na fé
Já outras a se entreter
Versos tentando fazer
Pra não perder a mania
Pois nos braços da poesia
É Sempre tempo de luz
E a palavra que reluz
Ilumina nosso dia.

Dalinha Catunda