CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

REINALDO CALHEIROS – MACEIÓ-AL

– CORREIOS em 2021
Lucro de R$ 3,7 BILHÕES

– CORREIOS em 2022
“Olê, Olê, Olê, olá, Lula, Lulaaaaa”

– CORREIOS em 2025
“Se não negociar, Correios vai parar”

Eu poderia dizer que estou triste, mas não estou.

Tá com pena? Leva pra casa!

Faz o L cambada! 

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VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Editor Luiz Berto, boa tarde!

Veja que poema lindo, “A Conceição de Murilo”, que minha mãe adorava declamar e sabia de cor.

Feliz Dia de Nossa Senhora da Conceição!

Muita saúde e paz!

Abraços, extensivos a Aline e João.

R. Saúde e paz pra você também, minha talentosa amiga e colunista do JBF.

Nossa Senhora da Conceição é padroeira de Palmares.

No dia de hoje Ela é celebrada com muita devoção na minha terra de nascença.

Foi neste dia, 8 de dezembro, que eu fiz a minha Primeira Comunhão na nossa matriz, nos anos 50.

Cerimônia comandada pelo Padre Abílio Américo Galvão.

Um xêro pra você e pra minha querida sobrinha Diana!

A seguir estão o texto e o poema que você nos mandou.

* * *

A HISTÓRIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MURILLO

Conheça a história extraordinária da mais famosa imagem da Imaculada Conceição de Murillo e o poema que foi escrito em sua homenagem.

Não fosse o primor dessa relíquia literária de D. Augusto Álvaro da Silva, que foi o primeiro cardeal da Bahia, não me excederia a emoção ao declamar a sua “Conceição de Murillo” no Grêmio Literário “PIO XII”.

O Eminente Cardeal-poeta, Dom Augusto Álvaro da Silva, que foi o primeiro cardeal da Bahia, traduz em versos a histórica criação da imagem pela qual a Igreja venera a Imaculada Conceição, iniciando com a aflitiva busca, pelo Artista designado pelo rei para produzir aquela figura sagrada, de um modelo que o inspirasse, até que, surpreso, vai encontrá-lo junto à prisão do Estado, onde um pai mouro está prisioneiro.

A radiante inocência da filha, ali em pranto, congraça uma beleza que permite ao artista assegurar a liberdade do pai. Faz dela o retrato ideal e vai expô-lo diante do rei e da nobreza, acompanhado da moura, ostensivamente repelida pela Corte. Mas, ao descerrar do quadro os olhares convergem para ela e a identificam com a santa, no que se voltam de respeito e encanto.

O rei, em suma devoção, se propõe a dar a Murillo o que ele pedisse. E qual teria sido o preço do sonho realizado pelo imortal Sevilhano, senão a liberdade do mouro aprisionado e condenado à morte?

Por certo a transcrição dos versos poéticos anexados exigirá espaço e um toque inicial de interesse para a sua leitura, o que não deixará de ser gratificante se não se rolarem lágrimas de emoção ante a grandiosidade dos eventos e seu surpreendente desfecho, quando não, o gesto real com que Murillo foi recompensado. Eis:

A CONCEIÇÃO DE MURILO – D. Augusto Álvaro da Silva (Cardeal Primaz do Brasil (1925-1968)

1
Já não era criança; um maranhal de fios
Grisava-lhe a fronte cismadora e rude,
Onde seus olhos profundos, tépidos, sombrios
Punham tons de mistério e indícios de virtude.

2
Desde muito era visto a andar pelas esquinas
A olhar curiosamente a turba circunstante,
E, até, fazer parar donzelas e meninas
P’ra mirar-lhes de perto as linhas do semblante.

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