CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

BENÍCIO BEM – E O CAMINHONEIRO DO DENTE FURADO

O GOOGLE está dando destaque à crônica toda que escrevi sobre Benício Bem, ‘O Caminhoneiro do Dente Furado’, publicado no JBF do dia 05.03.2024.

O penúltimo parágrafo é o destaque de hoje, e o inspirador da crônica surpreendente me ligou agradecendo e ao JBF pela postagem.

Parabéns à Gazeta Escrota.

* * *

Republicação:

Benício Bem Coco do Troca Troca

Benício Bem, artista superlativo, múltiplo, pulsante, pungente, completo. Privilegiado com talento raro para a música de harmonia e melodia inteligente.

Simples, espontâneo, verdadeiro, corajoso, assumindo sua preferência sexual num ambiente familiar predominantemente adulto, paternal, democrático, ao estilo respeitoso dos seguidores e fãs.

Cigano de alma libertária, Benício Bem nasceu em Poção, distrito de Piripiri, Teresina (PI), onde fica localizado o Olho d’ Água mais fascinante do que o Delta do Parnaíba, ou Delta das Américas. Correspondente à foz do Parnaíba, onde se encontram as 73 ilhas fluviais mais belas do mundo.

Benício é a reencarnação espiritual-musical de Carmen Miranda com seus balangandãs e de Pinduca, o Rei do Carimbó raiz paraense, com seu “kirimbu” cigano, estirizado, violado, repentista.

Há muito tempo na estrada, fazendo estripulia musical, o piripiriense de Poção já tem no currículo musical mais de 150 crônicas musicais ao estilo “pinduquense”. “Banca de Camelô”, “Ciranda de Cigana”, “Como o Piauí É Bom”, “Coco da Maria Toca Toca”, dentre outras pérolas.

“O Caminhoneiro do Dente Furado,” título do carimbó que dá nome à crônica, é o título de uma canção que ele compôs recentemente para um caminhoneiro por quem estava apaixonado até os quatro pinéus, como se diz no nordeste, e não conseguia ser correspondido. Mas o esqueceu após compor a canção. Freud explica essa metamorfose ambulante.

Breve ele aporta por aí como o humorista João Cláudio Moreno, o gênio do humor de Piripiri (PI), maior do Brasil depois de Chico Anísio.

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MAQUIADOR DETONA ESBANJANJA

Janja

Em vídeo gravado da varanda do seu apartamento, o maquiador de Marcela Temer e Michelle Bolsonaro, Agustin Fernandez, expôs ao mundo três sentimentos mesquinhos e invejosos que rondam o coturno da trocadora de frauda do descondenado lulista: Esbanjanja.

“Comportamentos da primeira dama Janja Lula da Silva, que fazem ela parecer uma mulher extremamente insegura:

Número um:

A busca excessiva por validação, o que as pessoas interpretam normalmente como uma forçação da parte dela para ser aceita, para ser bem vista, para ser valorizada, para que a existência dela seja percebida, é nada mais nada menos do que a busca constante por validação.

Quando a gente força de maneira artificial, atitudes, comportamentos, identidades visuais em procura da aceitação do outro, a gente acaba sendo visto na verdade, como uma pessoa que está se esforçando à toa, uma pessoa forçada demais.

Número dois, para ele:

É a necessidade que ela tem de controlar. A gente ver matéria constantemente falando que ela interfere na agenda do marido, que ela quebra protocolos, que ela de fato está sempre ali, não como a esposa, não como a primeira dama se posicionando como uma pessoa que tem um certo poder, uma certa influência, um certo controle da situação, quando na verdade, não tem!

Número três:

Mas não menos importante, que é muito nítido, é a comparação constante. A comparação do ser humano por natureza, é muito comum. A Michelle Bolsonaro foi comparada com a Marcela Temer e era óbvio que a Janja seria comparada com a Michelle e vice versa. Qual é a grande questão, que uma mulher segura, uma mulher autoconfiante ela age da seguinte maneira.

A Michelle, ela deu continuidade ao trabalho da Marcela Temer. Michelle convidava Marcela para fazer algumas ações. Michelle continuo com Pátria Voluntária, por exemplo. Enquanto o comportamento de uma mulher extremamente insegura é tentar eliminar tudo aquilo que representa uma pessoa que para ela é uma ameaça.

Por exemplo, na primeira semana de governo, a primeira dama, Janja Lula da Silva eliminou uma simples obra de arte que estava na entra do Alvorada, que era uma orelha, que representava a comunidade surda. Só que a comunidade surda é a própria Michelle Bolsonaro personificada. Então aquilo representava de alguma maneira, uma ameaça, um sentimento de insegurança. Eu preciso tirar esse protagonismo para o meu aparecer, quando na verdade não é bem assim. Com o programa Pátria Voluntária, de incentivo ao voluntariado aconteceu a mesma coisa. Foi eliminado na primeira semana de governo. Para eliminar qualquer lembrança da Michelle Bolsonaro.

Diferente, por exemplo, das visitas cívicas que aconteciam no Palácio do Alvorada época da Marcela Temer. A Michelle fez questão de dar continuidade. Porque o trabalho da Marcela Temer não era uma ameaça para Michelle, porque a autoestima da Michelle, ela era fortalecida em quem ela é e não em quem ela gostaria de se transformar para agradar os outros.

Portanto, esses três comportamentos da atual primeira dama, Janja Lula da Silva, fazem com que ela, embora esteja procurando uma aceitação, uma valorização, uma percepção da existência dela, o trabalho seja em vão e ela acabe sendo vista como uma pessoa forçada, assim que as pessoas se dirigem a ela na internet, porque ela está tentando se transformar em quem ela não é, ao invés de ser quem ela é. Características típicas de uma pessoa extremamente insegura.”

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MEGATURNÊ DE IVETE SANGALO É CANCELADA POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR

Saiu na coluna Teles Toques do renomado jornalista musical e biógrafo da MPB, José Teles, que a cantora baiana Ivete Sangalo cancelou a megaturnê que faria em 19 estados do Brasil, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, foi cancelado por motivo de força maior: o povo está deixando de ser otário com a lacração esquerdopata.

“A turnê A Festa, na qual Ivete Sangalo circularia por 19 cidades, de Norte a Sul do país (no Recife, em 24 de agosto) foi cancelada. Primeiro parágrafo do texto sobre o cancelamento, distribuído pela assessoria de imprensa Perfexx: “Honrando a transparência e a responsabilidade que marcam sua carreira, Ivete Sangalo e seu escritório optaram por cancelar a turnê A Festa. A decisão, embora dolorosa, revelou-se necessária a partir da constatação de que a produtora responsável pela realização dos shows não conseguiria garantir as condições necessárias para que as apresentações da artista acontecessem da forma como foram concebidas, com a excelência e segurança prometidas e acordadas”.

Até o final do texto não se esclarece especificamente em que pontos poderia falhar a produtora da turnê. Pode nem ter sido o motivo, mas quando foi anunciada a turnê, que celebraria os 30 anos de carreira da cantora, me pareceu meio megalomaníaca. Todos os shows seriam realizados em estádios ou arenas. Não é mole lotar espaços assim.

Tudo bem, Ivete nunca deixou de estar na mídia nesses anos todos, mas ela arrebanhava multidões até a primeira década deste século, quando foram diminuindo os sucessos cantados Brasil afora. Macetando, que foi hit no carnaval de 2024, veio dez anos depois do seu último sucesso, Amor que Não Sai, que chegou ao 70º lugar nas paradas brasileiras. Curiosamente, apesar da imensa popularidade de Ivete entre 2000 e 2013, ela só emplacou um 1º lugar em 2000, com Se Eu Não te Amasse Tanto Assim, de Herbert Vianna

Depois que os carnavais fora de época, movidos a axé, foram saindo de moda, e as gravadoras deixando de vender discos, poucas estrelas da música pra pular baiana continuaram na vitrine. Ivete foi uma delas, cadeira cativa no Rock in Rio. No entanto, shows em arenas e estádios exigem uma mega e caríssima estrutura. Quem na música brasileira atualmente tem cacife para empreender uma turnê assim?”

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BENICIO BEM E SUA EXCELENCIA, O BREGA

Capa do CD “Todo Amor é Brega”

“É o oitavo álbum do cantor e compositor Benício Bem na construção de sua carreira fonográfica, fenômeno musical que ainda carece de uma análise acurada dos especialistas do universo do brega cult, romântico, dor de cotovelo. O primeiro de sua leva que enaltece o amor do princípio ao fim.

Muita gente anda desacreditada do amor.

Do amor pela vida, pelas pessoas …

As canções desse álbum, que foram todas assinadas pelo próprio artista, falam do amor em suas várias manifestações, às vezes como adolescente que não envelheceu e precisa viver emoções intensas ou às vezes trazem algum conselho ou mensagem importante que encorajam a vida.

Ser brega é ser livre, é fazer o que manda o desejo.

Então, não perca tempo com julgamentos ou medo de se apaixonar. Se permita viver o hoje enquanto chega o amanhã sem se importar se é brega ou chique.”

O release que vem acoplado ao CD, reflete bem a atmosfera romântica das oito canções bregas, que serão disponibilizadas nas plataformas digitais no mês de maio de 2024, com um show do cantor que promete abalar as estruturas do palco a ser montado para o povo se divertir.

A lei 8.313/1991, a famigerada Lei Rouanet, mais uma vez cedeu aos conchavos da Máfia do Dendê que dar às ordens de Salvador e ignorou um artista do povo que há mais de 30 anos faz Cultura no Piauí. O show do cantor Benício Bem não teve a acolhida da lei por não se enquadrar nas normas particulares do Procure Saber da Bahia de Caetano, Gil e Cia.

Contato para show: 86 99973 4599

Benício Bem – Dez poemas diferentes

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THIELLE GOIS, EMOJI FURACÃO

No grupo do zap, Cabaré do Berto, do dia 10 de abril de 2024, o sempre hilário e bem humorado comentarista Marcos Fontes, preciso e cirúrgico, comentou o seguinte a respeito da nova vencedora do concurso Miss Brasil Teen 2024, Thielle Gois, abaixo num vídeo que viralizou com ela emocionada comentando a importância da vitória de Miss Brasil 2024. Diz Fontes: “Eu tinha perdido a esperança na juventude brasileira, mas essa moça mostra que ainda há cérebros no país. Exemplo para todos os jovens, com habilidade para se comunicar, riqueza de vocabulário, concatenação de ideias e um bom alicerce de conceitos. A cereja do bolo veio no final, quando ela BATE CONTINÊNCIA!”Sergipana Thielle Góis vence Miss Brasil Teen 2024 e encanta plateia  durante discurso de coroação | Let's Go

De beleza estonteante e inteligência surpreendente, Thielle Gois, 18 anos, linda, natural de Umbaúba, litoral sul sergipano, menor estado da federação, jovem negra, periférica, com descendência indígena, filha de mãe solteira, estudante de escola pública, se expressou em quatro idiomas em discurso antológico de agradecimento pela vitória do maior concurso Teen do país versão 2024 que ela foi vencedora, realizado no estado de Curitiba, Paraná, mês de março, contando com a participação de 28 jovens de outros estados da federação, todas de padrões estéticos e convencionais ultrapassados.

A vitória de Thielle Gois não apenas a coloca em destaque nacional, mas também orgulha o estado de Sergipe ao conquistar o título máximo no concurso de beleza teen. Sua vitória foi resultado não apenas de sua beleza estonteante, mas também de sua simpatia, naturalidade e talento, muito talento, que encantaram os jurados e o público presente.

Ao receber a coroa de Miss Brasil Teen 2024, Thielle Gois demonstrou sua gratidão e emoção, representando não apenas sua cidade natal, mas todo o estado de Sergipe com orgulho e elegância. Seu desempenho exemplar e sua dedicação ao longo da competição são um verdadeiro exemplo de determinação e superação para jovens de todo o país.

Que a vitória de Thielle Gois no Miss Brasil Teen 2024 inspire outras jovens a seguirem seus sonhos e acreditarem em seu potencial, mostrando que, com determinação e trabalho duro, é possível alcançar grandes conquistas.

A maior surpresa desse evento de magnitude nacional e internacional, foi a ausência da Globo Lixo e outros meios de comunicações bosteis do país de ideologia comuna. Em prisca era, William Bonner e Renata Vasconcelos se mijam de emoção ao falarem ao vivo diretamente da cidade de Umbaúba para o Cansástico, exaltando o feito e o talento da jovem negra e periférica, vinda do menor Estado da Federação para conquistar o mundo com talento, beleza e desenvoltura. Talvez por ser Thielle Gois nacionalista consciente, a Globo Lixo mijou para trás e não deu destaque ao feito de importância NACIONSAL!

Sergipana Thielle Góis vence Miss Brasil Teen 2024

Sergipana de Umbaúba vence concurso e discurso em 3 línguas viraliza no Brasil – CA

Thielle Gois, Sergipana vencedora do concurso

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MARTINS, O REVERBO DA NOVA CENA MUSICAL PERNAMBUCANA

Martins, cantor e compositor pernambucano

No dia 21 de novembro de 2021, Martins e Almério, dois cantores e compositores talentosos da nova cena musical pernambucana – o Reverbo – incendiaram o Teatro do Parque, Recife (PE) em apresentação apoteótica.

Martins, dono de uma voz límpida e afinadíssima, cantou todas faixas do seu segundo CD, Martins e Almério, de canções próprias e em parceria com Almério e outros, revigorou a nova movimentação pernambucana pós Manguebeat, moldando suas inspirações musicais na Zona da Mata Norte do agreste e da capital, na fonte dos repentistas e cantadores de viola.

Em entrevista dias antes da realização do show ao jornalista Augusto Diniz, Martins confessa que pegava ônibus no Recife (PE) – onde nasceu e mora – viajava duas, três horas até onde viviam os mestres Luiz Paixão e Salustiano, reconhecidos tocadores de rabeca, símbolos da cultura popular nordestina e responsáveis por influenciar gerações de artistas pernambucanos.

Segundo ele, “passava o dia inteiro lá com os mestres para aprender tocar rabeca e saía com uma riqueza cultural para além da rabeca. Voltava e a inspiração vinha”, relata. “Oitenta por cento das coisas que componho são da minha relação com a cultura popular,” assegura.

Martins está para o Reverbo da nova movimentação musical pernambucana, bem como Chico Science esteve para o Movimento Manguebeat, movimento musical que se destacava pela combinação original de diversos gêneros musicais, unindo ritmos regionais, como o maracatu, o frevo, o forró, o rock, o hip, hop, o funk e músicas eletrônicas, com identidade própria.

Martins – Deixe (Ao Vivo No Teatro do Parque)

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BENÍCIO BEM, FORÇA QUE VEM DA ARTE

Dedicado ao talentoso humorista João Cláudio Moreno

A arte abre novos caminhos e novas oportunidades, transformando o indivíduo de dentro para fora e mostra que, independente de quem seja, estamos repletos de dons e talentos que só estão esperando aquela oportunidade para se mostrarem para o mundo.

Benício Bem é um desses artistas repletos de dons e tons musicais, que a natureza contemplou com dádivas, e que, de quando em vez, transforma tudo que é belo em arte, a expressão da subjetividade humana. Pode ser na música, na pintura, na literatura, no teatro, na dança, no desenho, nos adereços, porque a arte é democrática, requer só talento para ser clarividente. Todo mundo pode participar, não importa a idade, o gênero, a crença, a etnia. É o lugar onde artistas profissionais e amadores interagem na mesma freqüência.

De cara, uma das músicas do cantor e compositor piripiriense, Benício Bem, dentre as centena que já compôs, é, sem dúvida alguma pulsante, titulada por ele de “Geladeira” e que ele interpreta com toda a força da paixão que dilacera o coração apaixonado, mas não o prende, nem o fez jogar-se na sarjeta da solidão. Ao contrário, transforma-o no ser talentoso de Poção, resistente ao abandono amoroso. “Sinto saudade, mas eu não te quero mais porque o prazer não é melhor do que a paz,” – canta Benício sem sofrência.

Em entrevista ao apresentador Sandro Abrantes, do programa “Bom Gosto”, da TV Assembleia do Piauí, anos atrás, e o DOIS7MEIA, Benício Bem conta sua trajetória musical: Início, influência, inspiração. Bem mostra que a arte tem o poder de transformar vidas. Ela traz sensibilidade, resiliência e acalento à vida de muita gente que dela precisa, que sofre e que vê nela a verdadeira forma de alívio para as dores do cotidiano.

“Geladeira” já nasceu um clássico da sofrência. Adelino Moreira assinava em baixo. É a mistura da dor de cotovelo, do amor não correspondido, do prazer e da resistência, que ele não se deixou se abater pelo abandono. Ao contrário, deu a volta por cima, sacudiu a poeira e transformou a solidão numa festa de confete e serpentina para o coração abandonado.

Benício Bem prova, através de suas composições inteligentes, inventivas, sobretudo “Geladeira”, que a arte permite que as emoções e os sentimentos venham à tona, sendo este o seu papel na formação da sociedade: dar o sustento que ela necessita, ao garantir que a vida tenha significado.

BB PARA SHOW 86 99973 4599

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OS BONS COMPANHEIROS (1990) – MAIS UMA OBRA-PRIMA DE MARTIN SCORSESE

Cartaz de GoodFellas (1990)

Baseado no livro Wiseguy: Life In a Mafia Family, do repórter policial novaiorquino Nicholas Pileggi, lançado em 1985, ‘Os Bons Companheiros’ narra a ascensão e a queda de três gângsteres ao longo de três décadas. Robert De Niro, Ray Liotta e Joe Pesci.

A História contada em primeira pessoa pelo ítalo-irlandês Henry Hill (Ray Liotta), o filme traça uma biografia da Máfia. Ainda jovem Henry se envolve com Tommy De Vito (Joe Pesci) e James Conway (Robert De Niro) e se casa com Karen (Lorraine Bracco), jovem judia que vê toda a sua vida social se misturando com o crime. O filme tem roteiro de Nicholas Pileggi, em co-autoria com (Martin Scorsese).

Os filmes sobre a máfia se tornaram um lugar-comum dentro do cinema estadunidense. Depois de Francis Ford Coppola e sua tão bem-sucedida trilogia O Poderoso Chefão, surgiu um grupo bastante seleto de grandes filmes sobre o tema, a exemplo de Scarface, de Brian de Palma, Era Uma Vez na América, de Sergio Leone e Ajuste Final, dos irmãos Coen (esse um filme de gângster bem menos tradicional). Mas talvez o grande título do gênero, após Coppola, seja mesmo ‘Os Bons Companheiros’, lançado em 1990 sob a batuta do não menos talentoso Martin Scorsese. Há quem diga até que Scorsese superou Coppola com seu estudo tão original sobre o mundo da máfia.

Em primeiro lugar, é preciso compreender o que Os Bons Companheiros trouxe de novo ao tema. Ao contrário de filmes anteriores, incluindo a própria trilogia de Coppola, a obra-prima scorsesiana desloca o olhar sobre esses personagens tão fora da lei para o âmbito mais doméstico e pessoal possível. O cineasta conhecia o ambiente daqueles homens, já que passou toda a juventude em um bairro nova-iorquino repleto deles. Por isso, não há apenas momentos de violência explícita e de gatunices no longa-metragem. Scorsese tira seus mafiosos das ruas e dos bordéis e os coloca também em suas casas e em suas festas de família. Eles passam a se parecer mais com homens normais do que era de se esperar e isso chega mesmo a criar afeto por eles. Mas é bom pontuar que não há nenhum esforço de romantização por parte do diretor, que filma seus brutais assassinatos com uma perícia inigualável. A grande novidade é que ‘Os Bons Companheiros’ não dá respostas unidirecionais sobre seus gângsteres.

Martin Scorsese faz o que ninguém havia feito – ele traz o alto crime para o mundo dos homens comuns. Além de maravilhosamente bem filmado, seu longa-metragem tem em sua trilha sonora uma de suas fortalezas. Ela dá o tom exato do clima de subversão e de risco constante, em um universo onde o banditismo é quem dá as cartas. Tonny Bennet, Aretha Franklin, Rolling Stones, The Who, Cream e outros artistas canônicos da música norte-americana constroem uma das trilhas sonoras mais memoráveis da história do cinema. O clássico riff de Sunshine of Your Love, da banda de Eric Clapton, se tornou parte indissociável de ‘Os Bons Companheiros,’ assim como a antológica queima de arquivo pontuada com certa dose de ironia por Layla, da banda Derek & The Dominos. Todas as canções parecem feitas sob medida para o filme e se entrosam muito bem com o submundo criminoso de Jimmy Conway (Robert De Niro), Tommy DeVito (Joe Pesci) e Henry Hill (Ray Liotta). Um amálgama entre imagem e som raro de se ver.

Em sua conclusão, ‘Os Bons Companheiros’ quebra a quarta parede para envolver diretamente o espectador em suas indagações finais. O filme conquista o público exatamente por mexer em algo escondido profundamente nele – o desejo de transgressão. Jimmy Conway e sua camarilha trazem à tona a sede de insubordinação do homem comum, submetido a tantas leis, regras e obrigações sociais ao longo de toda a vida e sem receber, muitas vezes, a devida contrapartida. Não se trata, de forma alguma, de uma justificativa rasteira ao crime, que é praticado da forma mais ignóbil durante todo o longa-metragem. Mas uma coisa é certa: quando Tommy DeVito atira enfurecido contra a câmera, Martin Scorsese sabe muito bem o que deseja despertar em seu público.

Les Affranchis – Bande Annonce Officielle (VF) – Robert De Niro / Ray Liotta / Martin Scorsese:

Os Bons Companheiros – O Melhor Filme do Martin Scorsese:

14 Curiosidades + Segredos OS BONS COMPANHEIROS (GoodFellas) 1990 | Canal Replay:

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PACTO DE JUSTIÇA (2003) – UM ÓTIMO FILME DE KEVIN COSTNER

Terceiro filme produzido e dirigido por Kevin Costner. Os demais foram o clássico “Dança com Lobos” (1990) e “O Mensageiro” (1997) que, durante as filmagens o ator Robert Duvall sofreu um acidente, caindo do cavalo em que montava e quebrando várias costelas devido à queda. O orçamento de “Pacto de Justiça” (ou Open Range),foi de US$ 26 milhões. Bilheteria 69 milhões.

No filme Denton Baxter (Michael Gambon) é um poderoso vaqueiro do Oeste americano que ameaça todos aqueles que podem tirar seu poder na cidade em que vive. Cansados desta situação, Charley Waite (Kevin Costner), Boss Spearman (Robert Duvall), Button (Diego Luna) e Mose Harrison (Abraham Benrubi) decidem enfrentá-lo. Porém em meio à batalha Charley acaba conhecendo Sue Barlow (Annette Bening), uma mulher que conquista seu coração. É a volta do diretor e ator a um de seus temas favoritos, o Velho Oeste, com uma abordagem peculiar sobre um assunto raríssima vezes abordado por produções anteriores.

Aliás, a capacidade de Kavin Costner de cavar assuntos diferentes dentro do gênero western para mergulhar neles merece ser aplaudida. Em Dança com Lobos, ele teve a coragem de envolver o espectador nos detalhes dos hábitos da vida dos americanos nativos ao inserir seu protagonista, John J. Dunbar, em um meio desconhecido, que ele vai desvelando diante de nossos olhos sem preconceito e sem rótulos.

Em Pacto de Justiça, o foco é o conflito entre dois tipos de cowboys: os chamados pejorativamente de “free grazers” (ou pastores livres) e os rancheiros. E antes que alguém venha aqui apontar que o conflito entre colonos e rancheiros é alvo de diversas obras do gênero, saliento logo: não há colonos que almejam viver da agricultura em Pacto de Justiça. O conflito é mesmo entre um grupo de homens, representado pelos personagens de Robert Duvall e Kevin Costner, que cuidam de seu gado no pastoreiro livre (o Open Range do título original), ou seja, em “terra de ninguém” e os rancheiros que têm terras próprias para o mesmo fim. Esse aspecto bem particular, até onde se sabe, jamais foi abordado em obras anteriores.

Mas Pacto de Justiça, não se enganem, também é uma típica história de vingança, daquelas em que os relutantes heróis são pacifistas, mas sabem que a violência é necessária em determinados momentos nesse Oeste Selvagem. Com isso, a fita ganha contornos mais familiares ao público em geral, permitindo que a segunda metade seja voltada exclusivamente para esse aspecto, com a transformação de Boss Spearman (Duvall) e principalmente Charley Waite (Costner) de vaqueiros em pistoleiros. Mas, até isso acontecer, a construção dos personagens é crível, graças a um roteiro cadenciado de Craig Storper, em seu único roteiro para o cinema até agora, baseado em romance do famoso escritor americano de faroestes Lauran Paine, de quem Costner sempre foi fã declarado.

De toda maneira, Kevin Costner mostra sua costumeira segurança na direção, transitando entre tomadas em plano aberto no primeiro terço da fita que, ao longo da narrativa, vão se fechando, como se entrássemos no inconsciente de Waite. O fotografia ficou ao encargo do então estreante (na direção de fotografia) James M. Muro, que depois viria a fazer Crash: No Limite. E o trabalho da dupla Costner/Muro ganha outros contornos quando o tiroteiro efetivamente começa. Nesse momento, vemos outra coisa muito rara em Westerns: a ausência completa de floreios. Ninguém é o “gatilho mais rápido do Oeste”, não há duelos no estilo clássico, não há beleza plástica alguma, pelo menos não em seu sentido tradicional. Trata-se de uma luta crua, feia mesmo, em que os tiros são mais aleatórios do que qualquer outra coisa e as mortes não são enfeitadas ou exageradas.

O resultado final é que “Pacto de Justiça” é um grande exemplar do gênero western que, infelizmente, apesar de ter sido elogiado pela crítica da época e um razoável sucesso de bilheteria, é normalmente uma obra esquecida nas prateleiras empoeiradas dos cinéfilos. Mas vale a pena (re) descobrir esse trabalho de Kevin Costner na direção voltando ao gênero que o consagrou.

PACTO DE JUSTIÇA TRAILER

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Benício Bem Coco do Troca Troca

Benício Bem, artista superlativo, múltiplo, pulsante, pungente, completo. Privilegiado com talento raro para a música de harmonia e melodia inteligente.

Simples, espontâneo, verdadeiro, corajoso, assumindo sua preferência sexual num ambiente familiar predominantemente adulto, paternal, democrático, ao estilo respeitoso dos seguidores e fãs.

Cigano de alma libertária, Benício Bem nasceu em Poção, distrito de Piripiri, Teresina (PI), onde fica localizado o Olho d’ Água mais fascinante do que o Delta do Parnaíba, ou Delta das Américas. Correspondente à foz do Parnaíba, onde se encontram as 73 ilhas fluviais mais belas do mundo.

Benício é a reencarnação espiritual-musical de Carmen Miranda com seus balangandãs e de Pinduca, o Rei do Carimbó raiz paraense, com seu “kirimbu” cigano, estirizado, violado, repentista.

Há muito tempo na estrada, fazendo estripulia musical, o piripiriense de Poção já tem no currículo musical mais de 150 crônicas musicais ao estilo “pinduquense”. “Banca de Camelô”, “Ciranda de Cigana”, “Como o Piauí É Bom”, “Coco da Maria Toca Toca”, dentre outras pérolas.

“O Caminhoneiro do Dente Furado,” título do carimbó que dá nome à crônica, é o título de uma canção que ele compôs recentemente para um caminhoneiro por quem estava apaixonado até os quatro pinéus, como se diz no nordeste, e não conseguia ser correspondido. Mas o esqueceu após compor a canção. Freud explica essa metamorfose ambulante.

Breve ele aporta por aí como o humorista João Cláudio Moreno, o gênio do humor de Piripiri (PI), maior do Brasil depois de Chico Anísio.