CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

GOIANO BRAGA HORTA, UM GRANDE INTELECTUAL MODESTO

Os irmãos Anderson e Goiano Braga Horta

Irmão do talentoso poeta Anderson Braga Horta, autor de vários livros de poesia e ganhador de vários prêmios literários, Goiano Braga Horta, cantor, compositor e arranjador, por vários anos abrilhantou com seus textos icônicos no Jornal da Besta Fubana, lança, nas Redes Sociais (Faicebook e Instagram), um monte de clássicos da Jovem Guarda e do Movimento Brega dos anos 60, apenas acompanhado de seu violão.

Entre esses clássicos está A Carta, interpretada no passado por Ricardo Braga (autor, intérprete), Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Imperdível! Impagável ouvi-los hoje!

Goiano continua o mesmo gentleman, sempre amável e respeitoso com seus leitores e admiradores.

De uma postagem que fiz no seu perfil nas Redes Sociais comentando sua importante passagem no Jornal da Besta Fubana, com ele no vídeo interpretando NON HO L’ETÀ versão em Lá Maior (Mario Panzeri e Nicolas Salerno)), recebi este comentário:

“Isso é legal, ali (no Jornal da Besta Fubana), cada um expunha suas ideias políticas sem interesse pessoal, pensando no que entendem ser melhor para o País e para o ser humano!”

Viva Goiano Braga Horta!

Viva o Jornal da Besta Fubana!

NON HO L’ETÀ versão em Lá Maior (Mario Panzeri e Nicolas Salerno) Canta Goiano Braga

Erasmo Carlos – A Carta (DVD Meus Lados B)

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BAGO MOLE ROMPE O CABAÇO NA VÉSPERA DE SÃO JOÃO

Quadro da Belle Époque dos Cabarés

Era uma noite festiva como nunca se vira naquelas paragens do Nordeste, início do Século XX. A cafetina mais charmosa e famosa daquele rincão inóspito, que fundou O Cabaré de Maria Bago Mole, referência regional, escolheu romper o cabaço para o coronel Bitônio Coelho, o fazendeiro mais respeitado da Zona da Mata Sul de Carpina (PE), num dia de sábado, lua cheia, sem nuvens, sem chuvas, com a plebe comemorando os festejos juninos à beira das fogueiras, soltando traques, busca-pés, peidos de veia, morteiros, foguetes, balões e outros fogos de artifícios.

Era mês de São João, tempo em que tudo transpirava festa, rela bucho iluminado por candeeiro e lamparina, alegria no vilarejo, com muita fartura de pamonha, canjica, milho assado na cozinha da mesa do povo da Vila dos Vinténs. Nesse dia o cabaré estava em festa, com tudo sobre o controle da cafetina que não deixava nada dar errado. As meninas enfeitadas sem excesso de maquiagem, sem a aparência das garotas do Natanael, do cabaré de Django.

À noitinha chega ao cabaré o coronel Bitônio Coelho, montado no seu cavalo alazão branco, todo serelepe, os pelos brilhando no reflexo da claridade vinda das lamparinas instaladas por Maria Bago Mole nas janelas térreas do cabaré. Como sempre costumava fazer, para não ter aborrecimentos depois, a cafetina reunia as dezoito meninas no quarto do aposento dela, e as alertava, depois de verificar, uma a uma, a maquiagem. E aconselhava:

– Trate bem dos seus homens. Não os deixem faltar nada. Deixe-os usufruir de todos os prazeres da carne e da bebida. Ofereçam muita comida e bebida. Não se esqueçam que quando chegam aqui os homens estão atrás de diversão e prazeres e procuram encontrar em vocês. Não se neguem a dar. Não se esqueçam que o sucesso “da casa” depende de vocês que são o produto almejado por eles. Vigiem tudo. Qualquer malquerença que houver revolva na conversa, no diálogo e, se mesmo assim, houver excesso no parceiro, leve-o para o quarto, tranque a porta, tire a roupa pela metade, mostre seus atributos sensuais e, depois, seja lá o que deus quiser, porque homens gostam de atenção. Eu vou estar ocupada com o meu amor nos nossos aposentos. Hoje vou dar o que nunca dei a ele, nem a ninguém, com as duas janelas abertas e a lua iluminando nossos desejos ardentes.

Depois desse bate papo com as meninas, Maria Bago Mole ainda sondou todo o cabaré, checou detalhes por detalhes das comidas e bebidas da despensa, verificou se estava faltando alguma coisa, desejou sucesso e diversão a todos os presentes e se mandou para os aposentos, onde já esperava por ela, todo tímido e desajeitado, o homem mais cobiçado e respeitado da Zona da Mata Sul da Região de Carpina (PE).

Apaixonadíssimo pela cafetina e sem poder esconder o nervosismo, Seu Bitônio Coelho deixou escapar alguns segredos de alcovas. Como se comportar sem roupa, nu, ante a mulher amada? Se beijasse a cafetina, e por onde começar as preliminares? Tantas eram as dúvidas e o nervosismo que o coronel a pediu para apagar a lamparina para mergulhar por baixo do lençol e a cafetina não o olhasse nu.

Nesse momento, com toda sua experiência lidando com homens no cabaré sem se envolver com nenhum dele, Bago Mole chamou o feito à ordem, pegou nas mãos do coronel, arrancou-lhe o pijama e começou a lhe fazer as preliminares para intumescer os desejos da carne.

Com menos de meia hora de excitação, Seu Bitônio Coelho, já estava relaxado e pronto para viver com a cafetina os desejos de um homem. Antes de ele a possuir, ela o beijou por todas as partes, fez barba, cabelo e bigode. Feito isso, perguntou-lhe o que estava sentindo.

Ao que ele respondeu:

– Nada do que eu pensava do sexo, – e a beijou na boca com um beijo tão ardente que ela sentiu sufocada, mas nada disse. Foi assim até amanhecer do dia, com o sol avisando que as estrelas já haviam se recolhido.

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MARIA BAGO MOLE E O POETA ROMANO JUVENAL

Réplica semelhante à do Cabaré de Maria Bago Mole

Com suas obrigatórias idas e vindas ao Mercado Livre do Centro da Cidade de Carpina (PE), na Rua Ipiranga, todos os dias, manhã cedo, para comprar os mantimentos necessários para abastecer a despensa do seu pequeno comércio, que crescia a olhos vistos, com a chegada de mais trabalhadores da palha da cana nos engenhos das imediações, a cafetina mais sana in corpore sano da Vila dos Vinténs, a cada dia vibrava com o estrondoso crescimento do embrião do cabaré. Preocupava-lhe não poder atender, a seu jeito, a grande quantidade de homens com estômagos vazios por falta de mão de obra qualificada nas imediações: cozinheiras, arrumadeiras e atendentes para despacharem com os fregueses as refeições. Tudo teria de ser improvisado na hora para não desagradar os trabalhadores famintos.

Mulher inteligente e arrojada em suas atitudes empreendedoríssimas, Maria Bago Mole, sempre que passava em frente ao empório do Seu Adamastor Salvatore, imigrante italiano, para comprar mantimentos, observava um letreiro em forma de poema que ele pregava de frente do seu comércio. Era uma tabuleta de madeira, esculpida a mão por um artesão da redondeza, gênio da raça desconhecido. Na tabuleta havia grafado um poema do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase era a parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida.

No cabeçalho da tabuleta estava escrito em letras garrafais: MENS SANA IN CORPORE SANO (“Uma mente sã no corpo são”), que Maria Bago Mole não entendia o significado, mas ficava fascinada pelo som das palavras, ao ponto de decorar o poema e balbuciá-lo ao Sol toda manhã quando saia do cabaré para comprar os mantimentos:

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranqüila passa pela virtude.

Tudo isso prova por que a adolescente que foi expulsa de casa pelo pai, com apenas 17 anos por ter sido difamada por um aventureiro salafrário, ter conquistado o amor do fazendeiro Bitônio Coelho, o homem mais rico e poderoso da Região da Zona da Mata Sul de Carpina, PE, era uma mulher de mente sana in corpore sano e à frente do seu tempo.

Tudo isso corrobora que a mulher que teve a visão de transformar um vilarejo inóspito, caótico, sem vida, numa comunidade próspera, construindo um cabaré que se tornou referência em toda circunvizinhança, numa época em que não existia lamparina, tinha de ser uma empreendedora que enxergava longe.

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ERA UMA VEZ NO OESTE (1968) – UMA OBRA-PRIMA

No dia 11 de julho de 1968, estreou nos cinemas alemães “Era uma Vez no Oeste”, de Sergio Leone. O filme se tornou um clássico não só pelo seu enredo espetacular, mas também graças ao elenco e à trilha sonora.

Três homens numa estação ferroviária, à espera de alguém. De quem, o espectador no cinema não sabe. Os minutos correm. O suor dos homens contagia os espectadores, o suspense torna-se quase insuportável. Gotas d’água e moscas transformam-se em instrumentos de tortura. As imagens em close up dominam a tela.

Então, o primeiro diálogo, icônico:

– Onde está Frank?

– Frank não tinha tempo.

– Vocês têm um cavalo para mim?

– Ha, ha, olhando em volta, eu só vejo três. Será que temos um a menos?

– Vocês têm dois a mais.

O próprio início de Era uma Vez no Oeste tornou-se legendário, um mito do cinema moderno, narra o crítico de cinema Jochen Kürten. E completa: a ele somava-se uma trilha sonora incomparável: poucas músicas na história do cinema foram tão marcantes como a composta pelo italiano Ennio Morricone. Sob diversos aspectos, Era uma Vez no Oeste consagrou-se como um clássico do cinema e um modelo de filme: música, encenação, direção, fotografia – em tudo isso, o filme criou um novo padrão em 1968.

Com o seu filme Por um Punhado de Dólares, o diretor Sergio Leone inventara o gênero denominado de spaghetti western, o qual ele próprio consolidaria com duas continuações. Com Once Upon a Time in the West (título original de Era uma Vez no Oeste), Leone voltou a criar uma obra-prima de caráter próprio, mesclando a mitologia do faroeste americano com a ópera europeia.

Era uma Vez no Oeste é a narração de uma viagem a um país distante, que se chama Estados Unidos da América. Mas refere-se a uma “Atlântida”, a um paraíso perdido. Leone trouxe da sua viagem as imagens da terra prometida, imagens de um anseio, de um sonho. Ele interligou essas imagens com os recursos de uma forma mediterrânea de expressão artística, a ópera. No seu dicionário do filme de faroeste, o crítico Joe Hembus atribuiu a Era uma Vez no Oeste a mesma afinidade com Giuseppe Verdi presente em John Ford.

A história narrada pelo filme é bastante conhecida. O caladão Charles Bronson, cujo personagem não tem nome no filme, busca vingança. Quando criança, ele fora testemunha de um ritual macabro de assassinato, sendo obrigado a tocar uma canção na gaita-de-boca enquanto o seu pai era enforcado.

Paralelamente, Leone conta também a história da conquista do Oeste pela ferrovia, a história da linda prostituta Jill (Claudia Cardinale), do bandido Frank (Henry Fonda) e do velhaco de boa índole Cheyenne (Jason Robards), em imagens belíssimas e diálogos lacônicos, que são tão simples como verossímeis:

– Ninguém sabe o que o futuro trará. Por que eu estou aqui? Eu quero a fazenda ou a mulher? Não. Você é o motivo. E vai me dizer agora quem você é!

– Algumas pessoas morrem de curiosidade.

Isso se confirma no final. Henry Fonda, que em toda a sua longa e bem-sucedida carreira anterior sempre encarnara o mocinho, sucumbe sobre o chão poeirento. Morto por Charles Bronson, que quase sempre fazia o papel do malvado. Também essa inversão de papéis foi um choque para os espectadores da época.

Em Era uma Vez no Oeste convergia muita coisa e eram muitas as interpretações possíveis naquele ano de 1968. Capitalismo e revolução, cultura clássica e cultura pop americana, mitologia grega e ópera, amor e tragédia: ou seja, cinema na forma e perfeição mais pura e original, além de uma música que, ainda hoje, dá um arrepio na espinha.

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JORDAN PETERSON (1962) – O INDIVÍDUO CONTRA O POLITICAMENTE CORRETO

Jordan Peterson passou pelo Brasil em 8/Maio/2024

Maior psicólogo canadense da atualidade, quiçá do mundo, Jordan Bernt Peterson, simplesmente Jordan Peterson, psicólogo clínico, escritor, ex-professor canadense de psicologia da Universidade de Toronto, vem sacudindo o meio acadêmico nas suas principais áreas de atuação: a psicologia analítica, social e evolucionista, com particular interesse na crença ideológica, personalidade e na psicologia da religião, enterrando o politicamente correto, com fatos, no túmulo da esquerdopatia.

Psicólogo de visão libertária, Jordan Peterson, com certeza é um do mais conceituado estudioso e polêmico psicólogo da contemporaneidade, sendo autor do best-seller 12 Regras Para a Vida dentre outros tão importantes quanto. Seus principais embates têm sido contra o politicamente correto, que tem sido uma praga para a sociedade moderna.

Numa era tão polarizada, Peterson é um homem que decidiu ser fiel à verdade e a seus princípios, ao invés de se dobrar à seita progressiva da esquerdopatia. Ele defende o homem e a sua liberdade contra a ideologia cega, doentia e irracional, nunca cedendo às pressões do coletivo que sempre almeja a cabeça à sua causa política e ideológica.

Peterson é admirado mundo afora por todos que se cansaram do politicamente correto e das regras criadas pelos militantes esquerdopatas agressivos, nem das visões utópicas da sociedade perfeita. Por outro lado, ele é odiado pelos progressistas e demais defensores do politicamente correto e das diversas agendas que a esquerda defende.

Sendo professor de psicologia, é um intelectual que teve a coragem de bater de frente contra o autoritarismo moderno, que se traveste de movimento benfeitor. Peterson identifica fatores psicológicos que fizeram a sociedade do passado a aceitarem o nazismo e marxismo soviético, que ainda existe nos dias atuais.

Um dos principais temas de estudo do psicólogo é sobre o autoritarismo e tudo que envolve esse fenômeno. E ele mesmo afirma que um dos seus objetivos é o de vacinar as pessoas contra o que ele chama de “possessão ideológica”. Foi por causa da possessão ideológica que o Século XX foi o período histórico com mais terror de governos autoritários e totalitários, com movimentos políticos de massa e com genocídios, quando as pessoas abandonaram toda a concepção de moralidade e verdade para se apegarem à ideologia e suas propagandas de forma irracional. Mas não estamos tão longe e livre desse fenômeno da possessão ideológica como alguns podem pensar.

Peterson ficou impressionado como o politicamente correto cresceu rapidamente nos últimos anos. E ele relata que outros professores que conhece ficam com medo de dar aula sobre certos temas de estudo como gênero, pois ficam com temor de retaliações ou cancelamentos.

Mais informações relevantes sobre as polêmicas envolvendo o renomado psicólogo Jordan Peterson assistam aos dois vídeos abaixo. Vale a pena.

JORDAN PETERSON: o indivíduo contra o politicamente correto

George Orwell: Os Socialistas e os Pobres

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JURAILDES DA CRUZ (1954) – UM CANTOR E COMPOSITOR REFINADO

Nascido em Aurora do Norte, Goiás, hoje Estado do Tocantins, um verdadeiro paraíso para o menino que cresceu ouvindo folias de reis, cantigas de rodas, catiras (dança folclórica caipira típica do Brasil), Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, o canto e compositor Juraildes da Cruz, na adolescência, mudou-se com os pais para Goiânia, onde aprendeu a tocar violão com um vizinho. Estudou violão clássico ouvindo a “Jovem Guarda”, MPB e rock dos anos 70. Seu trabalho é híbrido, uma junção desse movimento cultural brasileiro surgido em meados da década de 60 com a música da região.

“Iniciou sua carreira artística em 1976, quando participou do GREMI – Grandes Revelações da Mocidade Inhumense, um festival de arte que aconteceu na cidade de Inhumas, Goiás, onde foi classificado em primeiro lugar.

Participou de mais de cem festivais musicais, com destaque para o Festival Tupi, de 1979, onde se apresentou com Genésio Tocantins, ao lado de artistas dos cantores Caetano Veloso, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Osvaldo Montenegro, Fagner, Alceu Valença, Jackson do Pandeiro e outros. Em 1992, foi classificado no MPB SHELL.

Gravou seu primeiro disco, Cheiro de Terra, em 1990, contando com a participação de grandes nomes como Chiquinho do Acordeon, Sebastião Tapajós, Paulo Moura, Jaques Morelenbaum, Fernando Carvalho, Nilson Chaves, Mingo e Xangai. Suas composições já foram gravadas por Pena Branca e Xavantinho, Xangai, Rolando Boldrin e Margareth Menezes, entre outros.

Em 1994, Pena Branca e Xavantinho gravaram a composição de Juraildes “Memória de Carreiro”, que abre o CD Uma Dupla Brasileira. Participou, ainda, do CD gravado ao vivo Canto Cerrado, no qual interpretou “Nóis é Jeca Mais é Jóia”. Cantou também com Xangai o forró “Fuzuê na Taboca” no CD Eugênio Avelino – Lua Cheia, Lua Nova.

Em 1998, ganhou o Prêmio SHARP, atualmente chamado “Prêmio da Música Brasileira, com a música “Nóis é Jeca, Mais é Jóia”, na categoria de melhor música regional.

Participou do Projeto Pixinguinha, fazendo apresentações em oito capitais brasileiras, com gravação de DVD.

Em 2000, foi classificado no concurso do Projeto Rumos Musicais, do Banco Itaú para fazer o mapeamento cultural do país, com gravação de DVD, representando o Centro-Oeste.

Em 2005, foi indicado para o Prêmio TIM (categoria regional), com o CD Nóis é Jeca, Mais é Jóia.

Participou do Acordes Brasileiros – primeiro encontro Nacional de músicas regionais do Brasil em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo publicou um artigo na revista Língua Portuguesa, fazendo um reconhecimento do seu trabalho na revista n° 39, no mês de janeiro de 2009.

Participou da trilha sonora da novela da Rede Globo, A Favorita, com a música “Memória de Carreiro”, na versão instrumental.

Participando pela terceira vez do Projeto Pixinguinha, em 2008, recebeu o prêmio para a gravação do CD Roda Gigante bem como realização de shows de lançamento em Goiás.

Prepara-se para o lançamento do DVD Meninos, com tema infantis e adultos, que contou com a participação de um coral infantil.

A partir de junho de 2010, abriu uma turnê, em Recife, juntamente com Xangai, que circulou pelo Nordeste, onde foi mostrado o trabalho do CD que gravaram juntos, pela Kuarup, indicado ao Prêmio Tim em 2005.

Em 2010, foi indicado ao 21º Prêmio da Música Brasileira, sendo contemplado como o melhor cantor na categoria “voto popular”, juntamente com Daniela Mercury.”

Em 2022, Juraildes da Cruz gravou um DVD com arranjo, violão e bandolins de Luiz Chafim, o primeiro de sua carreira musical, onde ele se apresenta cantando e tocando violão. Há um desfile de dez músicas de sua autoria de rara sensibilidade, onde ele mistura o erudito e o popular numa ode rara de genialidade.

Meninos – Juraildes da Cruz

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BENÍCIO BEM – E O CAMINHONEIRO DO DENTE FURADO

O GOOGLE está dando destaque à crônica toda que escrevi sobre Benício Bem, ‘O Caminhoneiro do Dente Furado’, publicado no JBF do dia 05.03.2024.

O penúltimo parágrafo é o destaque de hoje, e o inspirador da crônica surpreendente me ligou agradecendo e ao JBF pela postagem.

Parabéns à Gazeta Escrota.

* * *

Republicação:

Benício Bem Coco do Troca Troca

Benício Bem, artista superlativo, múltiplo, pulsante, pungente, completo. Privilegiado com talento raro para a música de harmonia e melodia inteligente.

Simples, espontâneo, verdadeiro, corajoso, assumindo sua preferência sexual num ambiente familiar predominantemente adulto, paternal, democrático, ao estilo respeitoso dos seguidores e fãs.

Cigano de alma libertária, Benício Bem nasceu em Poção, distrito de Piripiri, Teresina (PI), onde fica localizado o Olho d’ Água mais fascinante do que o Delta do Parnaíba, ou Delta das Américas. Correspondente à foz do Parnaíba, onde se encontram as 73 ilhas fluviais mais belas do mundo.

Benício é a reencarnação espiritual-musical de Carmen Miranda com seus balangandãs e de Pinduca, o Rei do Carimbó raiz paraense, com seu “kirimbu” cigano, estirizado, violado, repentista.

Há muito tempo na estrada, fazendo estripulia musical, o piripiriense de Poção já tem no currículo musical mais de 150 crônicas musicais ao estilo “pinduquense”. “Banca de Camelô”, “Ciranda de Cigana”, “Como o Piauí É Bom”, “Coco da Maria Toca Toca”, dentre outras pérolas.

“O Caminhoneiro do Dente Furado,” título do carimbó que dá nome à crônica, é o título de uma canção que ele compôs recentemente para um caminhoneiro por quem estava apaixonado até os quatro pinéus, como se diz no nordeste, e não conseguia ser correspondido. Mas o esqueceu após compor a canção. Freud explica essa metamorfose ambulante.

Breve ele aporta por aí como o humorista João Cláudio Moreno, o gênio do humor de Piripiri (PI), maior do Brasil depois de Chico Anísio.

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MAQUIADOR DETONA ESBANJANJA

Janja

Em vídeo gravado da varanda do seu apartamento, o maquiador de Marcela Temer e Michelle Bolsonaro, Agustin Fernandez, expôs ao mundo três sentimentos mesquinhos e invejosos que rondam o coturno da trocadora de frauda do descondenado lulista: Esbanjanja.

“Comportamentos da primeira dama Janja Lula da Silva, que fazem ela parecer uma mulher extremamente insegura:

Número um:

A busca excessiva por validação, o que as pessoas interpretam normalmente como uma forçação da parte dela para ser aceita, para ser bem vista, para ser valorizada, para que a existência dela seja percebida, é nada mais nada menos do que a busca constante por validação.

Quando a gente força de maneira artificial, atitudes, comportamentos, identidades visuais em procura da aceitação do outro, a gente acaba sendo visto na verdade, como uma pessoa que está se esforçando à toa, uma pessoa forçada demais.

Número dois, para ele:

É a necessidade que ela tem de controlar. A gente ver matéria constantemente falando que ela interfere na agenda do marido, que ela quebra protocolos, que ela de fato está sempre ali, não como a esposa, não como a primeira dama se posicionando como uma pessoa que tem um certo poder, uma certa influência, um certo controle da situação, quando na verdade, não tem!

Número três:

Mas não menos importante, que é muito nítido, é a comparação constante. A comparação do ser humano por natureza, é muito comum. A Michelle Bolsonaro foi comparada com a Marcela Temer e era óbvio que a Janja seria comparada com a Michelle e vice versa. Qual é a grande questão, que uma mulher segura, uma mulher autoconfiante ela age da seguinte maneira.

A Michelle, ela deu continuidade ao trabalho da Marcela Temer. Michelle convidava Marcela para fazer algumas ações. Michelle continuo com Pátria Voluntária, por exemplo. Enquanto o comportamento de uma mulher extremamente insegura é tentar eliminar tudo aquilo que representa uma pessoa que para ela é uma ameaça.

Por exemplo, na primeira semana de governo, a primeira dama, Janja Lula da Silva eliminou uma simples obra de arte que estava na entra do Alvorada, que era uma orelha, que representava a comunidade surda. Só que a comunidade surda é a própria Michelle Bolsonaro personificada. Então aquilo representava de alguma maneira, uma ameaça, um sentimento de insegurança. Eu preciso tirar esse protagonismo para o meu aparecer, quando na verdade não é bem assim. Com o programa Pátria Voluntária, de incentivo ao voluntariado aconteceu a mesma coisa. Foi eliminado na primeira semana de governo. Para eliminar qualquer lembrança da Michelle Bolsonaro.

Diferente, por exemplo, das visitas cívicas que aconteciam no Palácio do Alvorada época da Marcela Temer. A Michelle fez questão de dar continuidade. Porque o trabalho da Marcela Temer não era uma ameaça para Michelle, porque a autoestima da Michelle, ela era fortalecida em quem ela é e não em quem ela gostaria de se transformar para agradar os outros.

Portanto, esses três comportamentos da atual primeira dama, Janja Lula da Silva, fazem com que ela, embora esteja procurando uma aceitação, uma valorização, uma percepção da existência dela, o trabalho seja em vão e ela acabe sendo vista como uma pessoa forçada, assim que as pessoas se dirigem a ela na internet, porque ela está tentando se transformar em quem ela não é, ao invés de ser quem ela é. Características típicas de uma pessoa extremamente insegura.”

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MEGATURNÊ DE IVETE SANGALO É CANCELADA POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR

Saiu na coluna Teles Toques do renomado jornalista musical e biógrafo da MPB, José Teles, que a cantora baiana Ivete Sangalo cancelou a megaturnê que faria em 19 estados do Brasil, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, foi cancelado por motivo de força maior: o povo está deixando de ser otário com a lacração esquerdopata.

“A turnê A Festa, na qual Ivete Sangalo circularia por 19 cidades, de Norte a Sul do país (no Recife, em 24 de agosto) foi cancelada. Primeiro parágrafo do texto sobre o cancelamento, distribuído pela assessoria de imprensa Perfexx: “Honrando a transparência e a responsabilidade que marcam sua carreira, Ivete Sangalo e seu escritório optaram por cancelar a turnê A Festa. A decisão, embora dolorosa, revelou-se necessária a partir da constatação de que a produtora responsável pela realização dos shows não conseguiria garantir as condições necessárias para que as apresentações da artista acontecessem da forma como foram concebidas, com a excelência e segurança prometidas e acordadas”.

Até o final do texto não se esclarece especificamente em que pontos poderia falhar a produtora da turnê. Pode nem ter sido o motivo, mas quando foi anunciada a turnê, que celebraria os 30 anos de carreira da cantora, me pareceu meio megalomaníaca. Todos os shows seriam realizados em estádios ou arenas. Não é mole lotar espaços assim.

Tudo bem, Ivete nunca deixou de estar na mídia nesses anos todos, mas ela arrebanhava multidões até a primeira década deste século, quando foram diminuindo os sucessos cantados Brasil afora. Macetando, que foi hit no carnaval de 2024, veio dez anos depois do seu último sucesso, Amor que Não Sai, que chegou ao 70º lugar nas paradas brasileiras. Curiosamente, apesar da imensa popularidade de Ivete entre 2000 e 2013, ela só emplacou um 1º lugar em 2000, com Se Eu Não te Amasse Tanto Assim, de Herbert Vianna

Depois que os carnavais fora de época, movidos a axé, foram saindo de moda, e as gravadoras deixando de vender discos, poucas estrelas da música pra pular baiana continuaram na vitrine. Ivete foi uma delas, cadeira cativa no Rock in Rio. No entanto, shows em arenas e estádios exigem uma mega e caríssima estrutura. Quem na música brasileira atualmente tem cacife para empreender uma turnê assim?”

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BENICIO BEM E SUA EXCELENCIA, O BREGA

Capa do CD “Todo Amor é Brega”

“É o oitavo álbum do cantor e compositor Benício Bem na construção de sua carreira fonográfica, fenômeno musical que ainda carece de uma análise acurada dos especialistas do universo do brega cult, romântico, dor de cotovelo. O primeiro de sua leva que enaltece o amor do princípio ao fim.

Muita gente anda desacreditada do amor.

Do amor pela vida, pelas pessoas …

As canções desse álbum, que foram todas assinadas pelo próprio artista, falam do amor em suas várias manifestações, às vezes como adolescente que não envelheceu e precisa viver emoções intensas ou às vezes trazem algum conselho ou mensagem importante que encorajam a vida.

Ser brega é ser livre, é fazer o que manda o desejo.

Então, não perca tempo com julgamentos ou medo de se apaixonar. Se permita viver o hoje enquanto chega o amanhã sem se importar se é brega ou chique.”

O release que vem acoplado ao CD, reflete bem a atmosfera romântica das oito canções bregas, que serão disponibilizadas nas plataformas digitais no mês de maio de 2024, com um show do cantor que promete abalar as estruturas do palco a ser montado para o povo se divertir.

A lei 8.313/1991, a famigerada Lei Rouanet, mais uma vez cedeu aos conchavos da Máfia do Dendê que dar às ordens de Salvador e ignorou um artista do povo que há mais de 30 anos faz Cultura no Piauí. O show do cantor Benício Bem não teve a acolhida da lei por não se enquadrar nas normas particulares do Procure Saber da Bahia de Caetano, Gil e Cia.

Contato para show: 86 99973 4599

Benício Bem – Dez poemas diferentes