DEU NO JORNAL

NÃO É ROMBO: É CRATERA

O governo Lula (PT) conseguiu tomar dos pagadores de impostos mais de R$ 100 bilhões em apenas dez dias, segundo dados do Impostômetro, ferramenta mantida da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Entre 11 de agosto e 21 de agosto, o total arrecadado pelo governo disparou de R$ 2,5 trilhões para mais de R$ 2,6 trilhões.

Até o fim do ano terão sido tomados inéditos R$ 4,12 trilhões do bolso dos brasileiros.

Pela primeira vez na História, o pagador de impostos vai ver sair do bolso mais de R$ 4 trilhões, outro recorde histórico sob o governo Lula (PT).

Entre 2024 e 2025 a arrecadação cresceu quase 10%: passou de R$ 3,62 trilhões para R$ 3,98 trilhões.

Este ano vai chegar aos R$ 4,13 trilhões.

Apesar de bater recorde nos impostos, a plataforma Gasto Brasil aponta que o governo Lula já gastou quase R$ 1 trilhão a mais que arrecadou.

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É pra arrombar!!!

Arrombar o bolso do contribuinte.

Mas, está tudo dentro dos conformes do reinado lulo-petralha.

Sempre gastando mais do que arrecada.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

COMISSÃO DE INQUÉRITO

Carlos Viana (PSD-MG) avisa:

O pedido de criação da CPMI do Lulinha já tem apoio de deputados do PL, MDB, Novo, PP, União, PSD, Podemos e PSDB na Câmara, e de PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos, no Senado.

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Suas Incelências que se cuidem…

A banda decente deste maltratado país está de olho na criação dessa CPMI.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

ALEXANDRE GARCIA

FILIPE MARTINS FOI VÍTIMA DE UMA FRAUDE

filipe martins fraude

Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais do governo Bolsonaro, em imagem de arquivo

Agora é mais do que oficial: a Justiça americana está informando que não houve um erro ou um engano no registro falso de entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos: foi fraude mesmo. O juiz Gregory Presnell, do Distrito Central da Flórida, foi nomeado para o cargo por Bill Clinton, democrata; nem tem nada a ver com Donald Trump. Ele trabalha muito contra a corrupção dentro do governo, acredita que alguém foi corrompido para fazer isso, e vai investigar para saber quem fez e quem mandou fazer.

O gravíssimo é que foi nessa falsidade que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, se baseou para prender preventivamente Filipe Martins. O juiz norte-americano também reconheceu esse fato; disse que o registro falso “prejudicou uma pessoa de forma considerável”, que “o governo reconhece a falsidade e a gravidade disso”, que Martins foi preso por causa desse registro e “tem o direito de saber como isso aconteceu e quem deu causa a isso”.

O advogado de Martins diz que essa verdade apareceu graças a um jornalismo corajoso e independente, que tornou possível que o mal fosse cortado. Quem faz esse “jornalismo corajoso e independente”? Quem acompanhou o caso de Filipe Marins nos lugares errados nunca soube disso, mas a Gazeta do Povo, a Oeste e outros veículos – alguns nos quais eu colaboro, outros não – acompanharam.

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Moraes pode até ter sido enganado, mas PGR e STF inverteram o ônus da prova e mesmo assim Martins foi preso

Houve, portanto, um registro falso. Se for alguém, alguma autoridade do governo dos Estados Unidos que fez isso para prejudicar alguém, eles irão atrás porque isso é gravíssimo, tem implicações para a segurança nacional pros Estados Unidos. Quem fez essa entrada, onde quer que resida, mesmo que more no Brasil, será responsabilizado. Esta é uma questão de segurança nacional dos Estados Unidos, mas também é algo muito sério para a Procuradoria-Geral da República de Paulo Gonet. Um ministro do Supremo foi enganado por isso; quem o enganou? Martins foi preso em fevereiro de 2024; isso é gravíssimo, tem de ser investigado. Moraes cometeu um erro crasso, baseado em um indício falso – nem sequer era prova. E esse não foi o único erro: o ônus da prova foi invertido, ficou com Filipe Martins. Ele até demonstrou que estava no Brasil o tempo todo, que foi de Brasília para Curitiba, de Curitiba para Ponta Grossa, mostrou registros do Uber que ele usou, a passagem de avião, mas não adiantou nada; acabou preso mesmo assim.

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Quanto os irmãos Batista pagaram para comprar a Avibras?

Os irmãos Batista, Wesley e Joesley, compraram a Avibras, que estava em recuperação judicial. Tempos atrás, a J&F colaborou em um aporte de R$ 300 milhões; agora, assumiu 100% da empresa; não sei se foi esse o preço final. A Avibras é uma indústria bélica, que produz principalmente artilharia antiaérea e terra-terra, mísseis e foguetes, não pode ter custado só R$ 300 milhões. Mas vejam a coincidência: o ministro Dias Toffoli suspendeu um pagamento, um acordo de leniência dos irmãos Batista, porque um deles tinha sido preso, fez delação, havia concordado em pagar multa de 10,3 bilhões. Será que foi só esse troquinho depois da vírgula que bastou para comprar a Avibras?

DEU NO JORNAL

SEGUINDO O REGULAMENTO

A semana começa com outro foco de crise para campanha de Lula, atordoada com o íntimo contato entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger.

A preocupação agora é com Marcola, ex-assessor de Lula.

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Que “preocupação” que nada.

Tudo dentro dos conformes familiares.

Tá no DNA.

DEU NO JORNAL

O QUE É UM JORNALISTA E POR QUE O DEBATE SOBRE DIPLOMA É UMA FARSA

Roberto Motta

O debate sobre exigência de diploma para o exercício de jornalismo foi resgatado por ministros do STF

Algumas pessoas, inclusive jornalistas, têm usado a expressão blogueiro para se referir a indivíduos que trabalham com a publicação de informações online. A aparente intenção é desqualificar os profissionais, negando a eles a importância que o trabalho de um “verdadeiro” jornalista possuiria.

Mas qual é a diferença entre um jornalista e um blogueiro?

Ou, perguntando de outra forma: o que caracteriza o trabalho de um jornalista?

Certamente não é um diploma de jornalismo. Alguns dos maiores nomes da profissão nunca tiveram esse diploma.

O trabalho no jornalismo envolve um conjunto de habilidades, técnicas e conhecimentos que podem ser adquiridos fora de uma sala de aula. Na verdade, há coisas que o jornalista precisa saber que são praticamente impossíveis de serem ensinadas em uma universidade.

Jornalismo não é uma área do conhecimento, como biologia, química, física ou matemática. Jornalismo é uma atividade composta por um conjunto de habilidades e práticas.

As habilidades principais de um jornalista são a capacidade de análise, o raciocínio lógico, a facilidade de articular e apresentar ideias e, evidentemente, a capacidade de escrever bem. Além disso, um bom jornalista possui ampla cultura geral e curiosidade intelectual, além de aprender rápido.

O mundo está cheio de pessoas que possuem essas habilidades e que nunca assistiram a uma aula de jornalismo. Um diploma de jornalista não confere esses atributos.

Existem inúmeros profissionais diplomados, em todas as atividades, cujo trabalho é de péssima qualidade. Muitos deles são desonestos.

Nossa cultura dá ao diploma uma importância que ele não tem.

Há alguns dias fiz uma postagem na rede X que dizia:

“Observe que a entidade que sugere a volta da exigência de diploma para quem trabalha como jornalista é a mesma que tem, na sua composição, pessoas que nunca passaram em concurso para juiz, mas exercem a função de magistrado”.

Eu estava me referindo à polêmica, aberta pela Suprema Corte brasileira, sobre a volta da exigência de diploma de jornalista para quem trabalha com notícias. O curioso da polêmica é que ela foi iniciada pela própria Corte. Ela não foi uma resposta a uma necessidade da sociedade nem foi uma reivindicação de jornalistas. Ela, na verdade, foi consequência de uma operação policial, determinada pela Corte, que resultou na violação do sigilo de uma fonte jornalística. O sigilo da fonte é o direito que o jornalista tem de não revelar como ele obteve suas informações.

A operação policial teve origem em rivalidades políticas do Maranhão, que foram trazidas para a Corte quando um dos líderes políticos locais foi nomeado magistrado.

A violação do sigilo da fonte – uma garantia constitucional – provocou protestos de muitos jornalistas e de entidades do setor. A resposta da Corte foi sugerir que a proteção constitucional só se aplica nos casos de jornalistas diplomados (o jornalista alvo da operação não concluiu o curso). Um ministro também sugeriu que, para evitar que a proteção do sigilo seja indevidamente invocada para fins criminosos, seria preciso restabelecer a exigência do diploma.

Inexiste conexão entre um diploma e a legalidade das atividades do seu portador. Muitos diplomados em cursos superiores cometem crimes. A garantia constitucional de sigilo da fonte, assim como outras garantias, constitui um direito fundamental dos cidadãos, independentemente de classe social, ideologia, etnia e nível educacional.

A tática de mudar de assunto e rebater a indignação dos jornalistas acenando com a volta da exigência do diploma funcionou. Diversos jornalistas, e pelo menos uma entidade de classe, aplaudiram a proposta da Corte, esquecendo a indignação quanto à violação do sigilo da fonte.

O Brasil, ainda apegado a diplomas e acostumado com regulação estatal, não está preparado para essa discussão. Ainda assim, é preciso entender que toda regulamentação de profissão é uma reserva de mercado. Quando se estabelecem requisitos para que alguém exerça uma profissão, está se limitando o número de profissionais.

Quando o exercício da profissão envolve risco à vida ou à segurança das pessoas, regulamentação tem algum sentido. Mas é inevitável que a tentação de regular seja expandida para todas as áreas. Para perceber o absurdo disso, basta imaginar que amanhã pode ser exigido um diploma de literatura para quem quiser escrever livros, uma graduação em música para cantores e um registro profissional de poeta para quem quiser escrever poemas. Imaginem que, para fazer postagens em rede social, seja exigido diploma em curso superior de influencer.

Não riam.

Nada disso é diferente de exigir diploma de curso de jornalismo para quem publica notícias e quer usufruir da garantia do sigilo da fonte.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEU AMIGO JARDINEIRO

Tenho uma pata-de-elefante enfeitando a entrada de minha casinha em Gravatá. Foi presente do meu jardineiro preferido. Ele, agrônomo por formação, gosta de plantas e de música. Cuidou de alguns jardins até se dedicar a sua segunda paixão, montando uma loja de discos que só vendia disco bom. Não adiantava procurar CDs de forrozeiros plastificados ou de sertanejos de araque: na loja do meu amigo não tinha esse tipo de lixo. Samba travestido de pagode, também não. Preconceito? Não sei. Acho que era apenas questão de bom gosto musical. Foi lá onde lancei quase todos os meus discos e livros, encontrando amigos para jogar conversa alma adentro.

Além das plantas e da boa música meu amigo jardineiro também gosta de Poesia. Aliás, com certo orgulho e vaidade, confidenciou-me ser sobrinho-neto de João Cabral de Melo Neto. Como não gostar de Poesia tendo nas veias a correr sangue de tão ilustre Poeta? Mas voltando ao assunto: com a virtualidade do sistema e o surgimento das plataformas meu amigo viu-se obrigado a fechar sua loja e ir viver dedicado às plantas e ao sossego em meio às orquídeas, jasmins, bromélias e helicônias que com ele e a mulher habitam o apartamento no Espinheiro (até o bairro em que mora faz menção às coisas da natureza).

Música, já não existe no formato antigo. Uma pena! Conforta saber que ainda há pessoas sensíveis, que, sem CDs para tocar, se deixam tocar pelos perfumes e cores do verde. Jardineiros que resistem à frieza do asfalto e do cimento, da internets e afins. É a forma que meu amigo jardineiro encontrou para fazer brotar poesia da terra.

DEU NO X