DEU NO JORNAL

O LUXO DA BURGUESIA

O imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador, que teria sido negociado como propina para o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner, vale dez vezes menos que o apartamento de luxo no edifício Mansão Victory Tower, onde mora o senador.

Fica no Corredor da Vitória, metro quadrado mais caro de Salvador. Apartamento como o de Wagner pode custar mais de R$ 20 milhões.

O prédio do comuna que adora os luxos da burguesia tem píer privativo e teleférico para a Baía de Todos-os-Santos.

Difícil é explicar como um sindicalista do PT, que chegou na Bahia com a mão na frente e outra atrás, acumulou patrimônio milionário na política.

* * *

A nota aí de cima fala do “comuna que adora luxos da burguesia”.

Acertou em cheio!

O sonho de todo comuna é viver igual burguês.

O larápio que é líder do gunverno do outro larápio, não foge dessa regra.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

DIFERENÇAS ENTRE O PENSAMENTO E O RACIOCÍNIO

Há pessoas que pensam, mas não raciocinam. Entre o pensamento e o raciocínio, existe “o oceano atlântico”, uma força chamada impulso, que é responsável pelos relacionamentos.

Já dizia minha saudosa mãe, Dona Lia: “Quem diz o que quer, ouve o que não quer.” O pensamento é sempre exposto por impulso, e a pessoa destemperada peca por falar tudo o que lhe vem à cabeça, sem medir as palavras e sem raciocínio lógico. A fala irresponsável é movida por impulsos. O ato de pensar é impulsivo, e induz as pessoas ao erro. Quanto mais impulsivas as pessoas, mais palavras impróprias são proferidas. Por isso, antes de pensar, procure raciocinar, e não aja por impulso, como os animais.

O homem inteligente é o que raciocina antes de falar tolices. É o que antes de proferir palavras irresponsavelmente ferinas, param para racionar sobre a reação que do interlocutor poderá advir, diante das palavras ditas impulsivamente.

Há pessoas que gostam imensamente de analisar as outras, mas esquecem de olhar o próprio umbigo. São as mais falantes e que se consideram auto-suficientes. Ninguém sabe de nada. Somente elas são as donas da verdade.

Por isso, só há uma maneira de se manter as amizades: Pôr em prática a máxima “Palavras loucas, ouvidos loucos.” Temos que nos tornar surdos, ou fingirmos que somos, para tolerarmos as agressões involuntárias (será que são involuntárias?). Se você reagir diante de qualquer frase ferina ou crítica que parte de um “amigo”, talvez amigo da onça, que tem o raciocínio excessivamente curto, você estará arranjando inimizades, e a inveja, quando existe, aumenta ainda mais. Essas pessoas não pensam duas vezes antes de vomitar uma frase ou observação grosseira, pouco lhe importando a reação que irão provocar. O remédio para não se contrariar é se afastar delas, e procurar manter amizade com pessoas que não só falem, mas que raciocinem. É difícil, mas ainda se encontra esse tipo de pessoa inteligente, que raciocine antes de falar. É bom se afastar da turma que só pensa, mas não raciocina, limitando-se a criticar e ridicularizar as pessoas que são inteligentes e raciocinam. “Leseiras” à vontade, é o que encontramos e ouvimos por aí. As decepções são imensas. Pessoas que só tem pose, e falam sem raciocinar.

Conversar sobre amenidades é ótimo e faz bem à saúde. Mas ouvir de pessoas ignorantes e indiscretas críticas sobre você ou suas atitudes, é de amargar… Quanto mais convencidas de si, mais impulsivas e mal – educadas se tornam essas pessoas. Acham-se no direito de ser indiscretas, sempre com um riso sardônico nos lábios, vomitando críticas e comentários depreciativos contra alguém, e tentando atingir sua alma, com comentários indiscretos e desnecessários.

Examinam você dos pés à cabeça, sua roupa e adereços. E traz sempre um sorriso de crítica nos lábios. Tudo que você faz, ela acha que faria muito melhor. O que você escreve, ela considera repetitivo, e lhe censura, embora nunca tenha demonstrado sua capacidade de escrever o que pensa.

Esse tipo é o que só pensa, mas é incapaz de raciocinar ou medir suas palavrar, ao criticar alguém.

É o chamado “chato de galocha”.

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Andamos falando por aqui no trem que está só indo…

Quantas estações ainda restam? Não sabemos (melhor assim).

Segundo Matilde estamos todos envelhecendo. 

Sim. É fato.

Pra não sair do esporte que domina o mundo:

“Modric também envelheceu.”

Ouvindo aqui do meu vagão o barulhento repetitivo dos trilhos penso nos que estão vindo atrás de euzinha.

Que ao chegarem onde estou agora encontrem um país de direita (e isento), um mundo de paz, amor e saúde igual para todos. Espero realmente que entendam que preciso:

Piuiiiiiíiiii, piuiiiiiiii, Piuiiiii..

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

UM POEMA GASOSO DE OTACÍLIO BATISTA

Poeta cantador pernambucano Otacílio Batista Patriota (1923-2003)

* * *

O VALOR QUE O PEIDO TEM – Otacílio Batista Patriota

O peido é bom toda hora
Sem peido não há quem passe
A criança quando nasce
Tanto peida como chora
Um peido ao romper da aurora
Eu não troco por ninguém
Há noites que eu solto cem
Peidos grandes e pequenos
Já conheço mais ou menos
O valor que o peido tem.

Um velho já moribundo
Nas agonias da morte
Soltou um peido tão forte
Que se ouviu no outro mundo
O peido gritou no fundo
Que só apito de trem
O velho sentiu-se bem
Levantou-se no outro dia
Dizendo a quem não sabia
O valor que o peido tem.

Pela porta do bufante
Para não morrer de volvo
Diariamente eu devolvo
Peido grande a todo instante
O sujeito ignorante
Não me compreende bem
Fecha a porta do sedem
Deixa o peido apodrecer
Esse morre sem saber
O valor que o peido tem.

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DEU NO JORNAL

ANDRÉ MENDONÇA FAZ O NECESSÁRIO CONTRAPONTO

Editorial Gazeta do Povo

editorial andre mendonça gilmar mendes

André Mendonça, relator do caso do Banco Master, durante sessão da Segunda Turma do STF

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, acostumou-se a dizer o que bem entende, sobre absolutamente tudo, sem ser contestado. Pronuncia-se a respeito de processos em curso, faz acusações, e aproveita todas as ocasiões possíveis para atacar a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil, operação essa que ele ajudou a enterrar. Mas, nesta semana, um colega de corte teve a coragem de se contrapor ao decano, defendendo o bom senso sem perder a compostura: André Mendonça, o relator do caso Banco Master no STF.

Gilmar foi o único voto, na sessão de terça-feira (dia 16) da Segunda Turma da corte, favorável ao relaxamento da prisão preventiva do pai e do primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Foi vencido por Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux (o último integrante da turma, Dias Toffoli, não votou por se declarar suspeito), mas não perdeu a oportunidade de comparar a situação dos Vorcaro com a Lava Jato, afirmando que as prisões preventivas estavam sendo meramente usadas como maneira de arrancar delações premiadas. Era mentira no caso da Lava Jato – em quase 200 acordos fechados pela operação, apenas sete investigados foram soltos, e em nenhum caso a liberdade fez parte do acordo; a soltura ocorreu apenas porque não se verificavam mais os requisitos legais para a prisão preventiva –, e também o era no caso dos Vorcaro, como argumentou Mendonça, mostrando que, soltos, eles estavam trabalhando para atrapalhar as investigações.

“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude financeira do nosso país”, disse o relator, já podando o discurso anti-Lava Jato do decano, que também preside a Segunda Turma. No debate entre os ministros, Gilmar insistiu nas críticas ao que chamou de “punitivismo inebriado”, afirmando que “juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia” e que “todos estamos no mesmo lado no combate a criminalidade, mas é preciso que haja métodos constitucionais”. Mendonça rebateu, sem se deixar abalar: “está havendo, ministro. O que eu não vou admitir são tentativas que eu tenho visto de desacreditar, de forma indevida, seja a minha atuação como relator, seja dos investigadores”.

Diante de uma outra crítica de Gilmar Mendes, ao fato de Mendonça ter afirmado que recusou uma proposta de delação premiada, o relator também não se encolheu: “há uma perspectiva de que certos setores atuam para criar um vício. Tudo o que querem é criar um vício. Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego. Estou acompanhando e assistindo aos movimentos”, disse Mendonça. E quem tem observado com lupa os movimentos dos ministros do STF no caso Master já percebeu que o próprio Gilmar Mendes já lançou, em outros julgamentos, as sementes de uma possível nulidade futura, ao criticar a condução das investigações e demonstrar incômodo até mesmo com a intensa cobertura jornalística do escândalo.

Em excelente hora, portanto, surge uma voz dentro do próprio Supremo com a coragem de enfrentar um decano que frequentemente se porta como proprietário da corte, e tem usado sua posição para desmoralizar o combate à corrupção. O Gilmar que diz ter preocupação com “métodos constitucionais” é o mesmo que não viu problemas em todas as idas e vindas da delação premiada de Mauro Cid (esta, sim, obtida sob coação), ou que defendeu a continuação do infinito, abusivo e sigiloso inquérito das fake news. Especificamente no caso Master, Gilmar tem sido o protagonista da blindagem dos colegas enroscados com Vorcaro, principalmente ao derrubar as quebras de sigilo que poderiam esclarecer os negócios da empresa familiar dos Toffoli com os fundos ligados ao Master. Que Mendonça siga em frente, disposto a elucidar o escândalo, doa a quem doer, e que sua postura inspire muitos outros, dentro e fora do Supremo, a se contrapor a uma narrativa que já trouxe muitos prejuízos ao Brasil.

PENINHA - DICA MUSICAL

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